A vez é dos brasileiros


Viagem de família...visitar o Tio, o Tio Sam! 


Se antes ser brasileiro nos Estados Unidos era meio estranho, era ser considerado um imigrante problemático em potencial, hoje a coisa mudou de figura. E se mudou. Coincidentemente com a crise imobiliária que desde então só vem trazendo turbulências para a “primeira” economia, o trato com os turistas brasileiros está digno de primeira classe.

A crise, para ficar todo mundo por dentro, resumindo foi um vacilo do Estado americano e sua relação com o sistema bancário do país, que depois dessa crise adotou, finalmente, ações mais protecionistas no mercado. Sem nenhum controle do Estado, o resultado foi que o bancos, com redução de exigências, foram dando créditos para todo mundo que pretendia comprar uma casa. Era muito fácil fazer o financiamento. Os bancos “passaram para frente” essas carteiras dos financiamentos (para receberem o dinheiro antecipado) para os bancos de investimento (foi aqui que o mundo se envolveu na crise), que receberiam o valor financiado mais os juros (valia bem a pena). O problema é que os bancos não procuraram saber se realmente se as pessoas poderiam pagar o financiamento, de fato. A euforia tomou conta e todo mundo queria fazer esse negocião e aumentar o patrimônio. A inadimplência chegou, óbvio. As pessoas não conseguiram pagar seus imóveis, deixaram o rombo e todo mundo se deu mal. Se cuida Brasília (Águas Claras, Sudoeste e Noroeste)!

É aí que os brasileiros, entram. Com o mercado estagnado, a procura caiu e as ofertas são muitas. Hoje, compensa mais comprar um apê em Miami que um em Bras[sem noção]ília. Apesar de pagar em dólares, a procura já é bem grande. Afinal de contas, o aluguel também será em dólares. Essa é a hora de comprar, pois os próprios americanos não estão dando conta nem das próprias casas, muitos pararam de pagar o financiamento (que tiveram valores atualizados em acordo com o banco) e esperam até o dia em que o banco vem tomar suas casinhas.

Já para os brasileiros que apenas estão interessados em comprar, o ambiente está muito mais amigável. Não que antes não fosse, mas antes a relação não era tão aprazível assim. O modo desordeiro do nosso povo era completamente díspare da cultura americana. E isso irritava. Era só andar pelas ruas (do shopping) de Orlando para perceber o que estou falando. Até eu, conterrânea, ficava sem jeito. Parecia um arrastão digno das praias do Rio. Estabanação, falta de educação e barulho. Muito barulho.

Muitos não deixavam as gorjetas (não inclusas e habituais), viravam lojas e mercadorias de ponta-cabeça. No entanto, sempre deixaram muitos e muitos dólares (graças aos preços e impostos pagos no Brasil). Um Camaro no Brasil (mais simples) custa cerca de 180 mil reais, o mesmo nos EUA (mais simples) custa seus 23 mil dólares. Assim fica fácil de entender o porquê do comportamento dos brasileiros (desembestado) diante das vitrines.

Hoje, o furdunço continua. Ainda mais depois que surgiram os vôos diretos para Miami e Orlando. Também contamos agora com as facilidades de visto e importações de acordo com a Receita Federal. Fora o atendimento nas lojas, que muitos vendedores já falam português. São muitos os restaurantes, padarias e afins brasileiros, até Girrafas já tem em Miami. Muitos são os paparicos para agradar os brasileños. O que nos resta é aproveitar todos os mimos (todos mesmo).

Conheça a Casey, a Golden Retriever voluntária que recepciona os passageiros no Aeroporto de Miami. 


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