Croquetes holandeses...




Quando se vai até Amsterdam existe aquele certo medinho de sair de lá viciado em alguma coisa, seja ela a prostituição, drogas ou croquetes. Para sorte da minha querida mãe e azar das minhas calças jeans, eu sai de lá completamente maluca pelos croquetes holandeses da rede de “fast” food Febo.

Por todo canto que você andar, vai acabar dando de cara com a Febo e suas (também) vitrines do pecado. Talvez sejam as vitrines do pecado para as mulheres, para os homens a gente já sabe quais são...[...]. São vitrinezinhas que reservam diversos tipos de croquetes feitos a pouco tempo. Você decifra o sabor que mais gosta, põe suas moedinhas exatas (não me deu o troco uma vez) e espera o dispositivo da janela ser liberado. Abre e pega seu lanchinho sem ter que ficar brincando de Imagem & Ação com nenhum atendente-sorridente-funcionário-do-mês.

Ainda bem que já tinha pegado a dica do sabor no Blog do Alexandre, então cheguei lá e sem hesitar adquiri meu Runvleeskroket (croquete de carne) - ainda bem que essa operação não envolve pessoas, imagina ter que pronunciar isso para alguém? Eu ia ter que me satisfazer só com a Coca-Cola mesmo.

Assim como no American Pie, a primeira vez é inesquecível. Eu e minha prima fomos todas meninonas provar a tal comida com esse nome de runvlees...já começou puxado pra mim. Enfim, passamos pela fase do 'comprar' numa boa e agora teria que vir a fase do 'comer'. Medo, foi tudo que lembro daquela hora. Confesso que passou pela minha cabeça mandar ela para o precipício primeiro e depois perguntar se era seguro (como fiz em outra situação). Mas senti que a ideia não seria acatada. Resolvemos ir ao mesmo tempo e morder aquela fritura quentinha e com aspecto de Pepino do Mar à milanesa. Para alegria geral, era uma delicia! Nossa, eu não conseguia me conter e sempre que passávamos por uma Febo, eu tinha que comprar um croquetinho (com fome ou não).

Eu comia a parada como se fosse algum prato feito na casa da minha vó. Foi muita surpresa para mim ficar fissurada por uma comida holandesa. Tanto que perguntei a um funcionário (sim eles existem para vender as bebidas e trocar seu dinheiro) se aquilo era típico do país mesmo. Ele sorriu depois de me confirmar três vezes. Até hoje sinto umas vontades loucas de ir até lá só para visitar a loja Febo. E claro, aproveitaria a viagem para tomar mais alguns suquinhos de laranja...


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