domingo, 30 de novembro de 2014

Valeu Chavinho...

Certamente um dos dias que mais me comoveu foi sexta-feira, 28/11/2014, o dia em que Roberto Bolaños faleceu. E junto com ele, seus personagens que de tão presentes na nossa memória (e vida) não se desvinculam do ator. Não sabemos separar a obra do criador, aliás nem ele sabia, então foi um dia de tristeza principalmente porque estávamos nos despedindo do querido Chavinho. 

Fica a tristeza e a eterna vontade de passar férias onde ele passou. Aliás, foi ele que me mostrou a querida Acapulco que com muita certeza trouxe tanta alegria ao pobre Chavinho e vai trazer a mesma para mim também. 



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

E a América do Sul?



Engraçado como a gente admira a Europa (e os europeus) pelo fato de todos eles estarem a pequenas distâncias uns dos outros. O certo, para todos que moram na Europa, é conhecer praticamente todos os vizinhos em viagens de fim de semana. Ir a Paris é como ir a Caldas Novas.

A parte "engraçada" está no fato da gente não usar a mesma lógica e sair conhecendo nossos vizinhos sulamericanos. É mais fácil encontrar amigos que já foram para a Nova Zelândia mas que ainda não conhecem o Peru. 

Claro que isso está quase que totalmente atrelado ao fato de nós não termos uma linha férrea de conexão entre os países como os europeus têm, como seria lindo ter aquela disponibilidade de trens ao nosso alcance. Mas ainda assim, na minha opinião, a maior parte das pessoas que se aventuram em férias explora muito pouco o próprio continente.

As razões podem ser várias, de problemas logísticos de deslocamento até o preconceito étnico e de segurança. Cabe, sem dúvidas, uma investigação super interessante sobre os motivos que nos levam (ou não nos levam) a não cumprimentar "nossos vizinhos de porta".

Eu tiro por mim mesma, apesar de já ter ido a alguns países (Chile, Argentina, Colômbia e Uruguai) acho que conheço pouco da América Latina. Mas como as coisas na vida não acontecem sem motivo (estou começando a acreditar nisso), ganhei esse ano o "Guia criativo para o Viajante Independente na América do Sul", e agora estou mergulhando demais na vibe da minha América.

Eu não tô dizendo para você virar um Che Guevara da vida (ou estou sim), mas ignorar todas as belezas e experiências que estão aqui na vizinhança, estou cada vez mais convencida, de que é um pecado mortal.

Porque ir tão longe se podemos achar aqui pertinho desertos, cordilheiras, cachoeiras, florestas, vulcões, estações de esqui, vinícolas, ilhas e praias paradisíacas...?

São tantas coisas legais para "ir ver" que eu mesma acabo me perdendo, vou listar apenas algumas que me vêem à cabeça e que merecem a sua atenção:

- A maior cachoeira do mundo  (Salto Angel) e Los Roques na Venezuela;
- As linhas de Nazca e Machu Picchu no Peru;
- O Salar de Uyuni na Bolívia;
- Galápagos no Equador;
- Uma das maiores piscinas do mundo no hotel San Afonso del Mar, em Viña del Mar no Chile;
- As estações de esqui em Bariloche na Argentina;
- As cataratas do Iguaçu, Floresta Amazônica e Fernando de Noronha no Brasil;
- A Terra do Fogo e a Patagônia na Argentina;
- Cartagena e San Andres na Colômbia;
- O deserto do Atacama no Chile.


E a lista tem muito mais coisa interessante...enfim, nada melhor do que ir lá ver se a grama do vizinho é mais verde. Porque mais apimentada, com certeza é.

Dress Code nas igrejas italianas




Eu já falei bastante sobre essa questão do dress code nas baladas pelo mundo afora, mas o post hoje vai para as regras de vestimentas para entrar em várias igrejas italianas. Sim, tem que saber como proceder antes de pegar um avião aqui no Brasil e ir parar lá no país da botinha e da capital da moda. 

Eu já sabia que é sempre bom ter o bom senso de ir decente para qualquer igreja, seja ela onde for. Mas confesso que na Itália o dress code faz toda a diferença e pode ser motivo simples para arruinar seus planos de viagem. 

Então, para que ninguém fique frustado, é bom saber que por conta do tamanho da sua roupa você pode ser barrado na porta da igreja, mesmo depois de ter ficado mil horas na fila dela. 

As dicas são simples, as mulheres não podem usar transparências, saia curta e ombros de fora. A saída é andar com um bom chale na bolsa para colocar nos ombros. O que muita gente pega de surpresa faz, é comprar chales dos ambulantes (os espertinhos já sabem que vão precisar) e improvisar uma saia maior - é o que mais se vê na fila do Vaticano. Já os homens, também devem evitar bermudas curtas e camisas regatas. 

Isso vale para qualquer igreja na Itália, do Vaticano às basílicas de Florença (no caso eu fui barrada). Não vacile, leve uma blusa de frio para o problema dos ombros e uma saia ou legging que não ocupe espaço para as pernas. 

É bom estar preparado porque no verão em toda Europa, principalmente na Itália, como o calor é avassalador, às vezes a gente esquece desses detalhes e acabamos sendo barrados sem dó nem piedade. 

Eu nunca tinha visto um controle tão rígido de dress code em nenhum outro país europeu (só na balada mesmo). Fica um segurança na porta incumbido exclusivamente de escaniar a olho nu os trajes de todo mundo que tem a pretensão de entrar ali. Prepare-se para repressão indumentária e de silêncio - vira e mexe entra um guarda na igreja que manda o pessoal calar a boca na cara dura mesmo. 


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Pompéia, na Itália




Uma boa esticada que dá para fazer quando estiver em Roma é ir até Pompéia. A viagem pode ser feita de trem passando pela cidade de Nápoles (não achei nada atrativa, é bem descuidada) e de lá seguindo para Pompéia. Reserve um dia para fazer a peripécia. 

Chegamos bem cedo na estação de trem de Pompéia depois de admirar bastante as vistas do caminho que beiravam o litoral e do outro lado o robusto vulcão Vesuvio que acabou com a cidade em 79 a.c. 

A cidade é bem bonitinha e tinha até wifi liberada na rua. Fomos caminhando para a o Sítio Arqueológico de Pompei onde estão as ruinas da cidade que foi totalmente lavada de lava pelante. 

Faz muito calor e a cidade é enorme, mas vale a pena (e paciência). Algumas coisas são emocionantes, tipo ver os corpos petrificados (muitos duvidam da veracidade) de humanos e até animais que ficaram com as mesmas expressões do dia do acidente. É patrimônio Mundial da UNESCO, o que rende muita movimentação turística para lá. 

Uma dica feminina é passar na loja da Dove na estação de trem em Nápoles. Bom demais. 


Pompéia - Itália  Viagem: 2014 (maio)


´Assista: Pompéia


Roma, na Itália - Parte 1



Roma foi um grande exemplo que tive de poder conhecer e apagar tudo que tinha no meu imaginário sobre ela. E isso não é uma coisa ruim até porque gostei, resignifiquei, mas gostei.

Antes de qualquer coisa, é bom sempre ter em mente a parte em que ela é uma cidade grande, e por isso, respira e tem aquele ar digno de capital do país.

Alugamos um apê ali perto da estação central de trem, foi tranquilo o deslocamento porque estávamos muito próximos do metrô e de alguns pontos que estão fora do centrinho mais conhecido de Roma. Deu para andar bastante ali pelos arredores e conhecer uma Roma mais moderna e com clima de cidade grande. 

Estavam próximos o Coliseu, Basilica di San Pietro in Vincoli (tem a estátuta de Moisés encomendada pelo Papa a Michelangelo), o monumento do Vítor Emanuel e as Ruínas do Foro Romano que ficam na avenida que desemboca no Coliseu. Não posso deixar de citar que também por esses arredores comi o melhor carbonara da minha vida (oh God!). É possível comprar um bilhete que dá acesso ao Foro Romano e ao Coliseu. A dica é tentar entrar no Coliseu no fim da tarde, umas 2h antes do seu fechamento pois a fila poderá estar menor, a concentração de pessoas lá dentro possivelmente pequena e sem falar na parte de pegar o pôr-do-sol mais privilegiado de todos. Eu senti uma emoção muito grande em entrar no Coliseu, é um daqueles lugares que existem de verdade mas que a gente custa a acreditar. 

Aproveite para do Coliseu ir caminhando até o Circus Maximus, o local onde eram feitas as corridas de bigas e o jogos de entretenimento dos reis romanos. Atualmente é só um descampado, mas interessante de ver. Lá no final do Circus está a Basílica de Santa maria in Cosmedin onde o maior atrativo é a Bocca della Verritá. Forma-se uma mega fila na porta da igrejinha para colocar a mão dentro da boca da verdade (uma imagem esculpida no mármore e detentora de mentiras) e tirar fotos, tome cuidado com o horário pois ela fecha cedo. 

O metrô tem apenas duas linhas e na parte mais antiga não consegue chegar, porém deixa bastante próximo então não dá muito estresse. O mais louco é pensar que Roma está muito perto do litoral e que em caso de temperaturas muitos altas (como as do verão que chegam a 40 graus) a maior sacada do mundo é ir para praia. As águas são do mar Tirreno que eu também não fazia ideia que existia (ele faz parte do mediterrâneo) e fiquei bolada de não ter ido conhecer. Acredito que em 5 ou 6 dias é possível visitar os principais pontos de Roma (incluindo Vaticano) e ainda embarcar no circuito praia. Fica a dica!

No outro dia fizemos a parte mais antiga e central da cidade. Descemos na estação dos Jardins da Villa Borghese, um jardim (lindo) elevado que tem uma feirinha gracinha e uma super vista panorâmica do pedaço (dá pra ver até o Vaticano). Dali seguimos para Piazza del Popolo (não deixe de ver em uma das fontes a escultura da loba alimentando Rômulo e Remo. Seguimos para Piazza Spagna onde está uma das fontes mais bonitas que já vi (ela é em forma de barco). O lance é se perder por essa ruelas e ir encontrando os principais pontos "na sorte" (e depois voltar no que não achou), também é importante desviar dos milhões de turistas, estrangeiros vendendo besteiras e carros, tem ruelas que aparentam ser de pedestres mas que transitam carros - é bom não se assustar. 

O grande ponto, sem dúvidas, é a Piazza di trevi, onde está a linda, maravilhosa e super povoada Fontana di Trevi. Não preciso explicar porque em todas as 5 vezes que passamos por lá ela estava lotada de gente. A dica é ir pelo o menos duas vezes: uma de dia e uma de noite. Não sei qual versão é a mais encantadora. Outra delícia são os restaurantes que ficam ali nos arredores, apesar do preço mais requintado (não é caríssimo não), vale muito a pena almoçar ou jantar. 

Pelos arredores não deixe de visitar a Piazza della Rotonda onde está o Panteão, um templo construído em 27a.c, depois reconstruído e hoje se encontra em perfeito estado de conservação. Ele é fantástico porque tem uma tecnologia de iluminação natural feita pela cúpula. Vale a pena, mas também tem horário para entrada gratuita de visitantes, se não me engano só a partir das 18h. Pertinho dali está a Piazza Navona que também é um show, ela é mais ampla e é onde está a embaixada do Brasíl (coincidentemente). 

Para quem curte umas compras e restaurantes mais qualificado$, vale uma passada na Via Vittorio Venetto que é a rua cara e elegante de Roma - cenário de Fellini em La Dolce Vita. 

No outro dia fomos conhecer o Vaticano e no fim da tarde passamos pela Ponte de Sant'Angelo, em cima do Rio Tevere, que dá acesso ao Castelo de Sant'Angelo (não entramos). Era fim de tarde e o pôr do sol, lindo. Do lado esquerdo tinha uma feirinha bem curtinha que não pode passar desapercebida. Como ainda sobrou um pouco de dia na conta, compramos sorvetes no Carrefour e pegamos um ônibus para rodar aleatoriamente pela cidade. Ah, ainda tem outra opção de transporte que são os trens de superfície. Roma é muito moderna gente!

Para quem curte um bate-e-volta, rola de ir até Tivoli, Nápoles e Pompéia. Outras coisas que fizemos mais fora da cidade foi conhecer a Via Ápia (Appia Antica), uma das principais estradas de Roma que começou a ser construida em 312 a.c. É um super lugar histórico (e incrível para fotos) com muitas ruínas e atrações tipo as Catacumbas de Calisto. Esse passeio é muito sinistro, você entra literalmente dentro da terra, por corredores sem muita iluminação e que muitas vezes só cabe uma pessoa para ver os túmulos e criptas de vários papas. O mais louco é o frio que faz lá dentro, como se tivesse ar condicionado, arquitetura nota mil. Resumindo é um lugar muito sinistro que abalou até euzinha que não tenho muito dessas frescuras. 

Roma é legal, tem gente que ama de paixão, eu apenas gostei muito. Não contava com a "cara de cidade grande" e aquele batalhão de turistas é meio tenso. Amei os pinheiros gigantes que estão espalhados pela cidade inteira, as fontes geladas de água e a história rondando a viagem o tempo inteiro, literalmente.

Leia o Post Roma - Parte 2 aqui.

Roma - Itália    Viagem: 2014 (maio)


´Assista: La Dolce Vita, Para Roma com Amor, Anjos e Demônios, A identidade Bourne, Bridget Jones, no limite da razão, Comer, Rezar e Amar, Quando em Roma, A princesa e o pebleu, O talentoso Ripley, Só você


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