sábado, 27 de junho de 2020

Cayo Bolivar, na Colômbia





Um dos passeios mais fantásticos que já pude fazer numa viagem, sem sombra de dúvidas, foi em San Andres na Colômbia. O passeio maravilhoso em questão é para a ilhota, que no Caribe são chamadas de "cayo", de Cayo Bolivar. 

Quando for pesquisar, vai perceber que esse é um dos passeios mais caros de todos, tipo uns $110 por pessoa. Entretanto, não deixe que isso te desanime, porque valerá cada centavo essa experiência. 

Na época que fui, apenas 2 empresas faziam o serviço, por isso era muito importante reservar o passeio com antecedência pois há limite diário de pessoas.

De uma maneira geral as duas empresas saem juntas do pier, fazem todo trajeto juntas, e retornam juntas também no fim do dia. A diferença está no serviço, uma mais barata, conhecida como "Los Piratas" e outra mais cara e mais arrumadinha. 

Estávamos hospedadas no Hostel El Viajero e pedimos pra que fizessem a nossa reserva. Não sabíamos dessas diferenças e só descobrimos na hora. Deu tudo certo no final, mas hoje eu optaria em fazer o mais caro. 

O passeio inclui a ida para a ilha numa lancha rápida, passando pela ilha do farol, e depois chegando em Cayo Bolivar. É all inclusive de comida e bebida, aliás alguns passeios lá são assim. A gente fica o dia todo e no fim da tarde fazemos um mergulho de snorkel no lado superior da vegetação (ver foto) com um dos guias - aconselho levar seu próprio equipamento. 

Resumindo, foi um dia incrível porque o lugar é muito bonito e a praia tem essa cor maravilhosa padrão "Polinésia Francesa". 

O almoço é feito com os peixes que eles vão pescando na lancha durante o deslocamento. Tem uns lanches e bebidas a vontade nos coolers. Ou seja, leve umas comidas na bolsa caso tenha restrições alimentares.

Diferença entre as empresas: estrutura da lancha rápida, estrutura para almoço e infra de guarda-sol durante o dia. O Los Piratas era mais fraquinho em relação a essas coisas, ficamos improvisando sombras com nossas cangas e as palmeiras, e a comida também deixou a desejar. Em compensação eram bem divertidos e animados. 

Resumindo: não deixe de ir, leve muito protetor solar, equipamento de mergulho, comida, canga e uma câmera phoda pra tirar as melhores fotos da viagem. 

2020: Pelo que andei pesquisando, a ilha de Cayo Bolivar encontra-se temporariamente fechada para passeios para recuperação dos corais. Infelizmente o mal uso dos turistas acabou ocasionando o fechamento do local para que a natureza se recupere. Vamos torcer para que logo as coisas estejam melhores e que seja implantado o turismo consciente e sustentável. 


Cayo Bolivar - Colômbia                Viagem: 2014 (setembro)





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Bogotá, na Colômbia





sábado, 20 de junho de 2020

Veganos em Las Vegas




Assim como em Nova Iorque, achamos opções veganas bastante interessantes em Las Vegas, na maioria das vezes, fomos direcionados pelo aplicativo Happy Cow que mostrava as opções que estavam ao nosso redor.

Éramos um grupinho muito complexo de pessoas a ser atendido: 1 vegano, 1 celíaco, 1 chata pra comer e 1 pessoa que comia de tudo. Ainda assim, tivemos experiências muito boas por lá. Vários restaurantes, mesmo não especializados, tinham um cardápio vegano específico lotado de opções interessantes (e não só saladas). 

Vou listar aqui apenas alguns dos locais que acho que vale a pena ressaltar. É claro que tem muito mais opções a serem exploradas. 

Nacho Daddy (Strip e Freemont Street)


Esse restaurante mexicano com certeza foi o "achado" da viagem porque era um dos que atendia a todas as frescuras alimentícias do grupo (e cada um saiu muito satisfeito). Não é especificamente vegano, mas tem um cardápio lotado de coisas, além de ser muito bem avaliado no aplicativo. Fomos pelo o menos umas três vezes nele, inclusive no jantar de despedida de Las Vegas. Não deixe de ir, sendo vegano ou não. E atente-se para a fila que vale cada segundo de espera. Fomos no que fica na Strip, perto do hotel Planet Hollywood, e no que fica na Freemont Street. 

The Pizza Press (no Fashion Show Mall na Strip)


Essa pizza também nos conquistou pois tinha opção para todos, além de ser individual (com pessoas com frescuras essa é melhor opção). O grande diferencial é que você pode montar completamente a sua pizza, no estilo Spoleto, começando pelas várias opções de massas. O preço também era muito acessível, ou seja, parada obrigatória. 


Beerhaus (no Hotel New York New York)


Esse bar/restaurante alemão, além de ter uns brinquedinhos de bar nas mesas (no estilo dos biergarten alemães), tinha cervejas artesanais e a opção de hotdog vegano. Só cuidado pra pedir um que não venha com muita pimenta, a não ser que você curta, é claro. 


Hussong's Mexican Cantina (no Mandalay Bay)


É um restaurante/bar mexicano que fica no shopping do hotel Mandalay Bay. O ambiente é ótimo e dizem que foi a família deles que inventou a marguerita, então não deixe de provar (eu gostei). Eles possuem um cardápio exclusivo de opções veganas e sem glúten. Tem muitos aperitivos/petiscos bacanas. Fizemos ali o esquenta para o show do Maroon 5. 



Leia também:
Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)
Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 2)
Las Vegas: opções de bate-e-volta.
Ano Novo em Las Vegas.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Veganos em Nova Iorque




Não preciso nem gastar palavras para descrever a infinidade de opções veganas que a "Capital do Mundo" oferece, certo? Aliás, não só veganas, mas de todo leque das frescuras genéticas (intolerantes à lactose, alérgicos, cellíacos, etc) e socialmente adquiridas (chatos para comer). 

Nosso grupo era bem variado na viagem e vale a pena deixar bem claro o contexto antes de seguir: 

Matheus: vegano 
Tiago: celíaco (não pode com glúten)
Eu: chata para comer (cheia de limitações)
Núbia: come de tudo e da comida de todos

Pois bem, saiba que foram incríveis nossas experiências gastronômicas. Dá saudade só de lembrar...inclusive os melhores pratos eram os veganos (e olha que sou eu falando isso).

Para veganos a dica de ouro é baixar o aplicativo Happy Cow. Ele vai te dizer onde estarão os lugares com opções veganas ao seu redor. Nossas melhores experiências foram indicadas por ele. E olha que achar um lugar com opção vegana e sem glúten à primeira vista não parece tarefa fácil. Mas em NY tudo é possível, meu anjo.

Até o dog da barraquinha de rua era sem glúten...

Entre os achados veganos, os que se destacaram mais foram: 

The Veggie Grill (12 W 23rd St - na região do Flatiron Building)


Um restaurante em que o cardápio inteiro é vegano, de entrada, prato principal, lanches e sobremesa (uma raridade achar um exclusivo e poder comer sem medo). Tem um preço mega acessível e opções que qualquer vegano morreria de vontade de comer. O Matheus matou a vontade de um Mac&Cheese. Pena que só tem uma unidade em NY, mas pelo país há mais opções. 

Chelsea Market (75 9th Ave - perto do High Line Park)


O mercado do Chelsea é imperdível para qualquer pessoa, principalmente para os veganos que vão encontrar vários restaurantes com variedade de opções. Dica: não deixe de conhecer o restaurante Beyond Sushi. 



Esse restaurante também é diferenciado e tudo é vegano. Tem pelo o menos umas 6 unidades espalhadas por Manhattan. Conhecemos o que fica dentro do Chelsea Market. E mais uma vez, deu pra matar a vontade de comer o famigerado sushi que antes era o prato favorito do Math. 

Luanne's Wild Ginger (China Town)


Restaurante asiático que se não fosse o aplicativo passaria desapercebido, aliás, tem tanta opção de restaurante no China Town que é uma ansiedade total de querer entrar em todos. Fomos na unidade que fica na divisa entre o China Town e a Little Italy (Broome St com a Mulberry St). O ambiente é super pequeno, agradável e também tinha opções gluten free. Matheus comeu algo que vinha com "camarão", ninguém da mesa conseguiu identificar o que era, apenas aprovaram demais o prato (eleito um dos tops da viagem).



Sprinkles é uma bake shop que tem muitas opções de cupcakes, bolos e afins, tanto nas opções veganas, gluten free e tradicionais. Eu não sou muito fã de cupcake, mas a galera com restrições e que não têm muita oportunidade de comê-los em Brasília adorou. Eles tem várias unidades espalhadas por Manhattan, inclusive alguns "caixas-eletrônicos" de cupcake. 


É uma cafeteria bem charmosinha que está espalhada pela cidade e tem um grande diferencial: tem chocolate quente vegano. Não deixe de experimentar esse item raro de achar por aí. 



Quando for aos EUA não deixe de pesquisar se esses restaurantes existem na cidade que estiver visitando. Provavelmente a resposta é sim. O melhor de tudo é que os preços são iguais aos dos produtos tradicionais, diferente daqui em que geralmente são os itens mais caros dos cardápios. 

Depois de Nova Iorque, desembarcamos em Las Vegas e lá também experimentamos muita coisa boa que vale a pena conferir. 



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sábado, 6 de junho de 2020

Balada em Las Vegas, nos Eua



Como nossa viagem foi um combo de natal (NY) + reveillón (Vegas), resolvemos deixar as baladas propriamente ditas para Las Vegas. 

A primeira coisa a ser dita é que são inúmeras opções (tivemos muita dificuldade). Eu vou focar o post nas opções mais "ortodoxas", mas vale lembrar que, pra quem tiver interesse, também há um vasto cardápio de boates de strip, inferninhos e afins. Inclusive, durante a noite você vai ver promoters oferecendo verdadeiras regalias para ir até elas (geralmente elas ficam fora da Strip). 

Em relação às outras "mais comerciais", também vão ter promoters distribuindo benesses, como entradas grátis até um horário definido e etc. Também podem colocar seus nomes numa lista, e aí lá você se identifica, pega a fila e entra. Ou seja, sempre pare e pegue os flyers pois eles vão te render ofertas legais para economizar dinheiro. 

A noite começa a partir da meia noite, porém, as filas monumentais começam bem cedo, tipo as 22h. São vários tipos de filas, e várias "peneiras" e "triagens" até você, de fato, entrar (isso é bem chato). Então chegue cedo porque não vai ter como evitar (a não ser que você seja mais um asiático trilhardário que perambula por Las Vegas). 

O face control rola de forma escancarada. Capriche muito no visual. Mulheres DEVEM usar salto e maquiagem, e homens DEVEM estar de calça e sapato sociais. Vai ter gente vestida de tudo que é jeito, afinal é Las Vegas, então capriche no look e não tenha vergonha de ousar. Pode beber na fila, mas recomendo ser discreto para não queimar seu filme e acabar sendo barrado. 

Outra dica para economizar é não ir de casaco de frio, mesmo sendo difícil no inverno, porque o guarda-volume vai custar a bagatela de $25 por peça. Eu usava o truque do casaco da Uniqlo que é dobrável e pode ser embutido numa capinha. Ou seja, fica parecendo uma bolsa quando você envolve a cordinha da capinha no pulso. 

Faça esquentas, não vá de cara limpa achando que vai beber até morrer lá dentro. Além de ser bem caro, o acesso aos bares é muito comprometido pelo número de pessoas por metro quadrado. Não tem como ficar bêbado também porque os seguranças logo expulsam as pessoas "alteradas" dos eventos, seja por bebida, droga, ciúme ou valentisses (homens ou mulheres). 

Os lounges e cercadinhos vips são todos pagos à parte (aliás, custam bem caro) e, nós pobres mortais, temos que manter certa distância que é delimitada com cordinhas. Dica: não crie qualquer tipo de desavença com as hostess porque elas se acham e por qualquer besteira pedem para algum segurança te expulsar.  

Nos banheiros, geralmente, vão ter aqueles profissionais de limpeza que vão esperar o tip (gorjeta) depois do seu xixi. No masculino, tinha tip de $100, pasme. Outro costume convencionado é dar o tip para o bartender que fizer seu drink ou entregar sua cerveja (tipo $1 ou $2 é suficiente).

Agora a maior dica do mundo é: NÃO pague para entrar nas baladas. Entre com antecedência no site (https://vegasplugg.com/) e coloque os nomes das pessoas, no dia e balada que quiserem. Depois é só correr para o abraço. Dá pra colocar os nomes nas baladas mais tops e nos dias mais especiais (tipo na Omnia e na Hakkasan).

Dependendo da época que for, os ingressos podem até estar custando preços pagáveis. Não custa acompanhar a programação nos sites. 

Coyote Ugly (Hotel New York New York)


É um bar no estilo do filme "Show Bar" em que as bartenders dançam em cima do balcão. Ele fica no hotel New York New York. Paga-se por pessoa para entrar (se não me engano, acho que $20). E é bem animado porque, apesar da vibe mais country, as músicas que tocam são bem comerciais e transitam em vários estilos. Tem muito homem por causa das dançarinas e muita mulher porque é um lugar massa pra zoar com as amigas, fazer a despedida de solteira, beber uns shots de graça e também dançar no balcão. Inclusive tem uma parte do teto cheia de sutiens pendurados pois acontece uma competição pra ver quem tira o dito cujo no ato e consegue jogá-lo e engarranchá-lo no teto. É um ótimo lugar para fazer um esquenta, ou dependendo do seu grau, finalizar a noite lá mesmo. 


Omnia Nightclub (Hotel Caesar's Palace)


Essa foi a balada que escolhemos para passar a virada do ano, na ocasião rolou o dj Calvin Harris. Ela fica no Hotel Caesar's Palace e do lado de fora a gente não consegue se dar conta do vai encontrar lá dentro. Como está numa maravilhosa localização, bem no meio da Strip, seu ambiente externo, no terraço, oferece uma vista linda da principal rua de Las Vegas além de ter uma programação musical diferente do palco principal (no inverno tinham aquecedores e lounges com sofázinhos). Na parte indoor, acredito que tinham mais 3 espaços independentes, um com música mais latina, outro com música eletrônia, e o outro com Cavin Harris. Todos os espaços estavam bem lotados, não dava pra ficar transitando. A gente só conheceu esses outros ambientes quando decidimos ir embora (e tudo ainda estava longe de acabar). Com certeza essa foi uma das baladas mais bonitas que já pude estar. Padrão Ibiza. O teto (foto) era muito louco e fazia uns paranauê, desciam acrobatas e mulheres do teto...sem mais spoilers!


TAO Nightclub (Hotel The Venetian)


A TAO é uma balada que mais cedo funciona como restaurante e é toda decorada no estilo asiático (tem um mega Buda na entrada). Entramos todos de graça, inclusive os homens, e ainda era openbar até meia noite para as mulheres (o site das listas realmente funciona). Fomos só pra balada e aproveitamos o openbar (as bebidas estavam um pouquinho mais fortes que as dos resorts de Cancún). A música era bem boa, toca meio que de tudo, pouco reggaton e muita muita black. Apesar de ter apenas um ambiente, tem uma varanda legal com vista para "Piazza di San Pietro" do hotel. 



Observação: Em uma das noites íamos no hotel nos arrumar para a balada Hakassan mas acabou que não deu tempo e fomos direto da rua. Na fila, depois da segunda triagem, o segurança disse que o Matheus não ia poder entrar com a calça jeans. Acabamos indo embora e o Casal Net curtiu a festa (e gostaram bastante). Fica a dica!


quarta-feira, 3 de junho de 2020

Natal em Las vegas



Apesar da gente ter passado o Natal em Nova Iorque, quando chegamos em Vegas para o reveillón ainda tinha uma série de coisas de natalinas no ar.

Como já disse é possível levar as crianças para patinar no gelo no Cosmopolitan Hotel (eles estavam abertos na semana do ano novo). Pelo que vi na internet, também tem pistas nos hoteis The Venetian e o Palazzo, mas confesso não ter visto essas funcionando.

Já as decorações de Natal mais espetaculares estavam nos cassinos do Bellagio e Wynn. E na frente do hotel New York New York também tinha várias luzes e esculturas brilhantes de acordo com o tema. 

Fica dica também de gastar os dias subsequentes ao natal para ver as promoções nos outlets, lembrando que Las Vegas possui dois deles:

Las Vegas North Premium Outlets: ao ar livre (considere as condições climáticas), maior e um pouco mais longe da Strip (20 min de carro).

Outlet Premium South: ambiente fechado (com ar condicionado), menor e perto da Strip.

Outras opções são os shows que com certeza vão estar temáticos. É só escolher e curtir. Ah, e não esqueça dos casacos de frio!



Leia também:
Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)
Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 2)
Las Vegas: opções de bate-e-volta.
Ano Novo em Las Vegas.
Las Vegas: opções de bate-e-volta.
Como escolher seu hotel em Las Vegas.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Las Vegas com crianças


Antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar que a dinâmica da viagem com crianças à Vegas será diretamente impactada pela época do ano em que for feita a viagem, ou seja, se estará frio ou calor. 

Ressalta-se que vou me ater nesse post sobre a minha experiência no inverno (dezembro/janeiro). 

Não sei você, mas os americanos simplesmente não mudam os planos deles em virtude das crianças. É cultural. Caso você esteja escalando o Everest, com certeza será ultrapassado por uma família americana com no mínimo 3 filhos. Depois da invenção da cadeira de rodas elétrica e dos carrinhos de bebê/crianças-grande-demais-pra-isso, ninguém segura eles! Isso tudo foi pra dizer que você vai ver crianças para caraca para todo lado que for. Eu confesso que eu e meu imaginário de "Las Vegas a Cidade do Pecado" ficamos bem surpresos. As crianças e o pecado convivem bem por lá. 

Sobre a hospedagem, aconselharia um hotel mais novo e com uma ventilação mais moderna pois, no caso de seus filhos terem problemas respiratórios, as coisas podem complicar. Isso porque os cassinos, áreas comuns e quartos são todos revestidos em carpete. Então imagina o carpete fechado num ambiente onde é permitido fumar? Aliás, não vai ter muito como fugir dessa realidade, visto que a rotina turística consiste no entra e sai dos cassinos dos vários hoteis. Reforce o kit remédios da garotada. 

Dica: O Hotel Vdara é 100% não-fumante. 

No inverno, eu aconselho levar as crianças na pista de patinação no gelo que fica no terraço do The Cosmopolitan Hotel. A vista é linda e a pista é pensada nas crianças mesmo. Outra atração é o Hotel Circus Circus que tem um quantitativo enorme de máquinas de jogos eletrônicos indoor, bem como um parque temático com montanha-russa e tudo. 

Nos outros hoteis você vai acabar achando atrações para ocupar o tempo dos pequenos. No Mandalay Bay tem o aquário Shark Reef e o parque aquático Mandalay Beach, no hotel The Mirage está o Siegfried & Roy’s Secret Garden and Dolphin Habitat (não indico passeios com animais), tem a montanha-russa do Hotel New York New York, no Hotel Flamingo está a atração Wildlife Habitat (não indico passeios com animais), o show Tournament of Kings no Hotel Excalibur, no Hotel MGM Grand está o restaurante Rainforest Cafe, etc. Se for o caso, também dá pra levar a família para esquiar na neve.

No verão tem hoteis com uma estrutura de piscinas espetaculares como o MGM Grand, The Flamingo e o Mandalay Bay. Você também vai encontrar um parque Wet n’Wild.

Já os shows serão boas opções para qualquer época do ano, então é só escolher entre as várias opções e se divertir. Uma dica é o espetáculo "Love" do Cirque di Solei.



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Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)
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Las Vegas: opções de bate-e-volta.
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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Ano Novo em Las Vegas


Depois do Natal em Nova Iorque, decidimos voar para Las Vegas para curtir o reveillón. Plano ousado e cheio de expectativas. 

Primeiramente, a dica é reservar tudo com antecedência porque os preços vão estar inflados, inclusive os de hospedagem. Os shows vão estar cheios e é bom garantir lugares decentes comprando tudo o quanto antes. Até porque você vai precisar de tempo pra escolher em quais ir devido às inúmeras opções. 

Pesquisamos demais nossas opções para a virada do ano. Muita coisa girava em torno de jantares e festa (tipo no restaurante na Torre Eiffel) ou a festa privada na Freemont Street (aquela rua com teto de led gigante). Descartamos a Freemont poque vimos uns vídeos e achamos que a faixa etária do público não estava muito alinhada com a nossa (pessoas de 40+). 

Focamos nas baladas que ofereciam pacotes de reveillón especiais (caros, porém especiais). E com essa decisão, abrimos mão de ver os fogos na rua (fique atento que depois da queima acaba o auê). A partir de certo horário a polícia fecha a Strip que vira um fervo de pedestres (é permitido beber na rua). Isso porque precisaríamos entrar na balada com certa antecedência para garantir um lugar digno por lá. 

Compramos a festa de ano novo com Calvin Harris na balada Omnia que fica no Caesar Palace. Adquirimos um combo de 2 ingressos + $ 100 de crédito de consumo. Tentamos pesquisar quanto custariam os drinks pra ter uma ideia de valores. E as informações eram bem desanimadoras de que custavam muito caro, tipo mais de $40, e além do mais, o acesso aos bares era bem complicado devido ao número de pessoas. Enfim, nos preparamos para o caos. 

Eis que o plano foi: jantamos em algum restaurante no Caesar Palace e retiramos nossos ingressos na balada. Fomos nos arrumar no hotel (estávamos no Paris, indo por dentro, saimos no Hotel Ballys que está praticamente em frente ao Caesar, era só atravessar a rua). Eu e Núbia planejamos não ir com muitas roupas/casaco (fazia um frio da gota serena) pra não precisarmos pagar pelo guarda volumes da balada (que custava tipo $25). Pra isso, precisávamos estar um pouco "calibradas", aliás, todos precisavam devido aos preços da balada. Fizemos um pistop na farmácia Walgreens (em Vegas é tipo o mercado de conveniência) e compramos uma garrafinha de Jack Daniels e sprite e fizemos nosso "esquenta" na rua devido às piriguetes do grupo que não queriam morrer de hipotermia. 

Chegamos e pegamos uma fila básica pra entrar, bom que fomos tomando nossos drinks. Entramos que fomos conhecer todos os vários ambientes da balada. Inclusive, um deles era no terraço que tinha uma vista maravilhosa da Strip. Não ficamos lá porque, apesar dos aquecedores, estava fazendo muito frio, queríamos garantir nossos lugares na pista do Calvin Harris. 

Depois do reconhecimento do perímetro, fomos ao bar gastar nosso rico bônus de $ 100 por casal. Deu pra comprar um drink pra cada num baita copo de acrílico, tipo um ovomaltine grande do Bob's. Onde lê-se "drink", leia-se "uísque ou gim com refrigerante de limão". Fechamos nosso copo do Bob's (tinha tampa, canudo e tudo) e fomos pra pista. A gente sabia que não ia conseguir voltar ao bar, pois cada vez mais ficava lotado, e no máximo iríamos conseguir chegar ao banheiro. A meta foi beber devagar o "milkshake" pra evitar o xixi e ter que comprar mais. Sinceramente, o barman fez tão caprichado que tinha muuuito álcool, durou tranquilamente a noite toda. Pudera, cada copinho custou uns 50 dólares. 

Resumindo, foi um show do Calvin Harris com todos os sucessos dele e uns paranauê de efeitos especiais, principalmente, na contagem e virada de ano. Luzes, papel picado, mulheres penduradas e a p**** toda. Era bem chato ir no banheiro, a gente tinha que explicar para os seguranças, mostrar nosso grupo e rezar pra ele deixar a gente ir e depois voltar pra dentro da cordinha da pista de boas. Era tanta gente que quando saia alguém essa pessoa não era liberada pra voltar. Meu pé começou a doer no sapato novo (comprei um salto com medo do dress code), e inesperadamente achei um chinelo no chão (what?!). E as pessoas que brigavam ou respondiam rispidamente os seguranças ou as hostess eram expulsas do evento sem cerimônias. 

Eu achei legal, mas acredito que tenha sido apenas mais um dia "normal" de festa numa balada qualquer daquelas (o que já é uma experiência bem diferente). Como já disse anteriormente, as melhores festas e conceitos de reveillón estão no Brasil. 

Veja o relato de reveillón em Nova Iorque.
Veja o relato de reveillón em Punta del Este.
Veja o relato de reveillón em Copacabana.


Leia também: 

sábado, 7 de março de 2020

Como escolher seu hotel em Las Vegas



Sempre ouvi dizer que a hospedagem em Las Vegas é um item muito fácil de resolver, porque são muitas opções e, portanto, acaba sendo muito barata (e digna). Quando iniciamos as pesquisas, a primeira coisa que fomos descobrindo é que, para a época escolhemos ir, a parte do "mais barato" não era bem assim.

E a segunda coisa, é que os hoteis têm diferenças gritantes de categoria. Todos são interessantes e luxuosos, porém, atente-se para o fato de saber escolher o que cabe no seu bolso e lidar melhor com a expectativa vs realidade.

Quanto ao luxo (pelo que vi) os principais são: Caesars, Bellagio, Aria, Wynn, Encore, Paris, The Venetian, The Palazzo.

Os que achei mais caidinhos: Bally's, Circus Circus, Flamingo, Harrahs, Cassino Royale.

Observação: essas duas listinhas acima foram feitas apenas com base na minha observação como turista (que não se hospedou nesses lugares e tirou essas conclusões apenas julgando pelas áreas públicas e cassinos de cada um deles).

Considere o Bellágio como centro da Strip. E aí veja como vai funcionar seu roteiro de interesse na cidade (a que shows vai querer ir, pool parties, baladas, etc) e uma saída é escolher um hotel no epicentro de tudo isso.

Você pode fazer como nós (fomos pela primeira vez) e escolhemos ficar em frente ao Bellágio, no Hotel Paris, porque a ideia era rodar tudo.



Eu acredito que os valores irão ser os grandes definidores dessa escolha. Numa pesquisa no Booking já é possível notar uma variação gritante de valores, e, pode acreditar, essas diferenças estão na categoria dos hoteis. Cuidado com isso, principalmente se tiver problemas respiratórios e alergias (lembre-se que os quartos nos EUA são todos em carpete). 

Resumindo, preste atenção na escolha da hospedagem e muito cuidado com essas promoções geniais e muito baratas. Geralmente, os hoteis escolhidos ou são de uma categoria mais baixa (Circus Circus) e/ou ficam fora da avenida principal (Trump, Circus Circus, Hard Rock ou Stratosphere), o que vai te fazer ficar refém de transporte. Não vejo nada de errado nisso, contanto que você saiba desses detalhes antes de embarcar.

Dica: O Hotel Vdara é 100% não-fumante.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Las Vegas: opções de bate-e-volta








Dependendo da época em que for, e do tempo que for ficar na cidade, vale a pena fazer uns bate-voltas ao redor de Las Vegas. Aqui no post vou falar apenas sobre alguns deles que acho bem oportunos para entrarem no roteiro:

Grand Canyon
Se você tentar ver um pacote nas agências espalhadas pela cidade, vai perceber que basicamente existem duas opções de roteiros para o Grand Canyon:

1. West Rim: o mais próximo de Vegas e que envolve a ida à represa Rover Dam (que abastece a região e separa os estados de Nevada e Arizona). Esse pedaço fica dentro da reserva indígena dos índios Hualapai, e é possível fazer voos de helicóptero, passeios pelo Rio Colorado e andar pela passarela de vidro suspensa no abismo, Skywalk. Dá pra fazer em 1 dia. Opções de ida: helicóptero, excursão ou de carro por conta própria.

2. South Rim e North Rim: pedaço mais distante e dentro do Parque Nacional do Grand Canyon. As excursões fazem em 1 dia, mas pelo que deu pra perceber é bem na correria. Melhor ir por conta própria e com mais calma (fazendo per noites). Opções de ida: excursão ou de carro por conta própria.

Resolvemos fazer a opção 1 meio que de última hora pois o tempo mudou (quando estávamos planejando desistimos de ir pois os relatos diziam que devido à neve, as vistas estariam comprometidas). Alugamos um carro no sufoco no Bellágio pois as locadoras estavam com praticamente todos os carros já reservados e fomos pro conta própria.

Chegamos a ver uma excursão num quiosque na Strip, porém, o fogo no rabo da vida loquice não nos permitiu entrar no mundo das regras (além do mais, o horário de saída era muuuito cedo).  Portanto, paramos no "mercado" (Lê-se "farmácia CVS"), compramos mantimentos alimentícios e tocamos o pé na estrada guiados pelo Google Maps.

Achamos a experiência muito boa, dizem que em termos de "Grand Canyon", o South e North Rim oferecem vistas melhores ainda, mas pelo que vimos, garanto que valeu a pena. Principalmente pra quem tá sem tempo ou não tem muita paciência para esse estilo de passeio. O pôr do sol é maravilhoso!

O caminho foi super tranquilo e sinalizado, apesar de em alguns trechos estarem com gelo nos acostamentos. As paisagens são incríveis! Paramos o carro a cada 2 km para tirar fotos.

Resumo do nosso roteiro: Roover Dam, Dam Bridge, ponto de observação Taming the Colorado, a cidade de Dolan Springs. Chegamos na entrada da reserva Hualapai Mountain Park. Lá você deixa o carro estacionado (de graça) e paga por pessoa para entrar e ter acesso ao:

- Eagle Point: tem ótimas vistas do Grand Canyon, barracas típicas dos índios e a passarela de vidro Skywalk (achamos o vidro meio riscado demais apesar de ninguém entrar de sapato e com proteção nos pés.Também não é permitido entrar com bolsas, celulares e câmeras. Isso significa que se você quiser fotos, vai ter que pagar por elas. Tem um restaurante (quando chegamos estava fechado).

- Guano Point: foi ponto de observação do Grand Canyon que mais gostamos. Se estiver sem tempo priorize-o. Tem um restaurante que estava aberto.

- Hualapai Ranch: é uma cidadezinha cenográfica no estilo faroeste. Meio bobalda mas você pode se interessar. Tem até lojinha de souvenir.

Para acessar esses três pontos, eles disponibilizam um ônibus gratuito de transfer que sai de 15 em 15 minutos. Lá na entrada da reserva também saem os passeios de helicóptero.

Las Vegas Ski Resort
Já pensou em ir a Vegas e esquiar na neve? Sim, é super possível! É só alugar um carro e ir até o Las Vegas Ski Resort, que fica a cerca de 80 Km de Vegas, no Mount Charleston. O translado vai durar tipo 1h (cada perna) e é conveniente você pegar um carro apto para o trajeto que provavelmente terá neve. Uma boa ideia, é ficar alguns dias no resort, mas caso não seja possível, algumas pessoas fazem um bate-volta de 1 dia. 

Não fomos até lá, mas pelo que pesquisei, não use a opção de ir de Uber pois no fim do dia vai ser quase impossível achar um pra te trazer de volta. 

Los Angeles
É bom cogitar dar um rolê pela costa oeste dos EUA, principalmente no verão. A viagem vai durar cerca de 4h de carro até Los Angeles (cada perna). Não fomos pois achamos muito apertado para ir e voltar no mesmo dia.

Kingman (Rota 66) 
Se quiser conhecer a famosa Rota 66, baste dirigir até Kinggman, uma cidadezinha, no estado do Arizona. A partir de lá, você poderá dirigir pelo o maior trecho ininterrupto da Rota 66.

Seven Magic Mountains
Um artista suiço resolveu fazer uma obra de arte no meio do deserto. Daí fez uma espécie de instalação de pedras coloridas e empilhadas ali pertinho de Las Vegas. É um daqueles lugares instagramáveis, com certeza. Acabamos não indo pois ficava para o lado contrário do Grand Canyon que estava no nosso plano. Mas, se não me engano, é possível ir de Uber, pois não fica muito longe da Strip. 



segunda-feira, 2 de março de 2020

Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 2)



Se você não leu à Parte 1 do relato de Las Vegas, clique aqui.

STRIP 
O roteiro da viagem vai levar em consideração a lógica da Strip, a avenida principal da cidade onde estão os famosos cassinos e atrações.

Como havia dito, é importante escolher o hotel de acordo com o posicionamento na Strip, não acho interessante ficar muito nas extremidades e nem fora dela. Mas vai do bolso e desejo de cada um.

Pode parecer à primeira vista rápido e fácil vencer a Strip e suas atrações, mas acredite quando te digo que você vai perder (e deve perder) uns diazinhos por ali vendo cada detalhezinho.

Detalhe que achei essa rua extremamente limpa, apesar de anoite rolar coisas que a gente não pode nem prever, não tem nem panfletos no chão. Nota 10!

Outra coisa importante, para atravessar a rua, é preciso usar as escadas rolantes. Apenas onde tem faixa de pedestre é permitido a passagem. Cuidado para não ter problemas com isso.


FREEMONT STREET
Quando você vencer a Strip, não se esqueça de pegar o ônibus em direção à Freemont Street (tem um ponto que pára praticamente na entrada dela). Ela fica um pouco distante da Strip, lá no que chamam de "Old Las Vegas", pois foi onde construiriam o primeiro cassino da cidade. Inclusive, têm cassinos mais raiz pra quem for do ramo das apostas.

O maior atrativo com certeza é o teto imenso de Led que fia mudando de cor o tempo todo. Por isso vale a pena ir anoite. É um arraso! Dá até pra fazer uma tirolesa por toda extensão do teto.

Você encontrará lojas, restaurantes, bares, pubs, shows, apresentações de rua e afins. Saindo da Freemont, você também pode caminhar até a Freemont East District, uma rua ao ar livre cheia de restaurantes e bares. Difícil saber onde ficar. Good Luck! Dica: inclusive tem um restaurante Nacho Daddy (que amamos muito) por lá. Ótimo para veganos, celíacos e chatos pra comer.

SHOWS
Quanto aos shows, a oferta é tão grande que vai ser difícil definir o que fazer. O bom é que, como alguns deles fazem mais de uma apresentação por dia, dá pra assistir a pelo o menos uns dois na mesma tarde/noite, basta ter muito $ no bolso.

E tem de tudo...espetáculos de Circo di Solei, mágica, dança, strip tease, comédia, shows musicais, até paródias, teatros, covers e por aí vai. Fora as baladas que são uma atração à parte.

Tivemos certa dificuldade, assim como em Nova Iorque, em selecionar nossos shows mas no final das contas deu tudo certo.

Escolhemos o Cirque de Solei Zumanity (único espetáculo para maiores de 21 anos, exclusivo de Vegas e com tema erótico...valeu cada centavo! Favor não perder a chance de ir! Tente sentar na parte debaixo e o mais centralizado possível), Le Rêve (show que envolve água e foi escolhido por vários anos o melhor show da cidade. Outro que não pode deixar de ir. Tente sentar mais atrás), Cris Angels Mind Freak (show do mágico famoso. As mágicas em si, achamos fraco. Porém, em termos de produção e apresentação de show, som e imagens, vale como pós graduação para quem trabalha na área. Tente sentar o mais próximo possível para ver melhor as mágicas.) e o show do Maroon 5 (como sou fá, não tenho do que reclamar. Cabe ressaltar que o comportamento das pessoas em shows que não sejam no Brasil é meio broxante, eles não sabem curtir como nós. Mas um quesito que o Brasil dá de 10 a 0 nos gringos. Evite sentar atrás da mesa de som).

Dica: chegue sempre com o mínimo de 30min de antecedência, principalmente para trocar os vouchers da internet pelos ingressos.

INFERNINHOS
Ao cair da noite, quando estiver andando pela rua, você vai notar umas senhorinhas distribuindo panfletos. Você pegará para ajudar, e aí vai se dar conta de que são santinhos de prostitutas e acompanhantes (de todas as raças etnias e signos). Inclusive, a maioria já vem com os preços.

Outra coisa que vai ver, são pessoas, geralmente homens, anunciando as boates de strip tease (que ficam fora da Strip). Algumas propostas oferecem ida de limonsine, entrada gratuita e apenas a obrigatoriedade da consumação de um drink. Eu confesso que queria muito ter ido, porém, devido à falta de tempo, não rolou.

Para fechar o tema "inferninho", é possível, ainda, comprar e usar recreativamente maconha no estado de Nevada. Só tome cuidado com as regras de consumo e seja feliz.

ALUGUEL DE CARRO
Sobre o carro, confesso que não acho necessário para rodar pela cidade, pois o sistema público funciona 24h e muito bem. Agora se você ficar em hoteis fora da Strip, quiser ir a supermercados (ficam distantes) ou lotar o porta-mala de compras dos outlets, também acho bom cogitar um carro. 

Mas para fazer uns bate-e-voltas é essencial e, além de tudo, super fácil de fazer o aluguel (precisamos apenas da carteira de motorista do Brasil). Praticamente todo hotel tem uma agência de aluguel de carro no Concierge e qualquer pessoa pode usufruir do serviço (não apenas hóspedes). Nós alugamos o nosso no Bellágio. 

A dica é fazer logo a reserva antecipada e não correr o risco de ficar sem, como a gente quase ficou porque a demanda era grande no Ano Novo. Fomos até o Grand Canyon, o carro deu uma sujadinha básica por conta de umas estripulias na neve, e nem precisamos pagar por uma limpeza extra. Dica: usamos o Google Maps para nos localizar. 


Leia também: 
Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)
Las Vegas: opções de bate-e-volta.
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Las Vegas - Estados Unidos
Viagem: 2019/2020 (dezembro/janeiro).

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)


Depois do natal encantado que tivemos em Nova Iorque, partimos para Las Vegas para usufruir do famigerado réveillon.

Adquirimos o voo interno na mesma compra do internacional e, por isso, tivemos direito às mesmas regras de bagagem (fica a dica), ou seja, não pagamos por elas.

Conhecer Las Vegas sempre fez parte da minha wish list, principalmente, acompanhada de amigos. Inclusive, posso dizer que faz muito sentido ir de galera para lá, tenha a idade que você tiver.

AEROPORTO E TRANSFER
O aeroporto de Las Vegas é muito próximo da Strip (avenida principal), rola até de pegar Uber/Lift (dependendo do dia e da quantidade de malas, claro).

Como íamos chegar mais de meia-noite, e estávamos com trocentas malas, resolvemos contratar o transfer Go Aiport Shuttle, que de madrugada funcionou bem demais. Porém, na hora de ir embora, tipo 19h30, eles simplesmente não apareceram no local combinado no nosso hotel.

HOSPEDAGEM
Sempre ouvi dizer que a hospedagem em Las Vegas é um item muito fácil de resolver, porque são muitas opções e, portanto, acaba sendo muito barata e digna. Quando iniciamos as pesquisas, a primeira coisa que fomos descobrindo é que, para a época escolhemos ir, a parte do "mais barato" não era bem assim.

E a segunda coisa, é que os hoteis têm diferenças gritantes de categoria. Todos são interessantes e luxuosos, porém, atente-se para o fato de saber escolher o que cabe no seu bolso e lidar melhor com a expectativa Vs realidade.

Como o tema é polêmico, vou fazer um post apenas sobre dicas de como escolher hotel em Las Vegas. Leia aqui.

Quanto ao luxo (pelo que vi) os principais são: Caesars, Bellagio, Aria, Wynn, Encore, Paris, The Venetian, The Palazzo.

Os que achei mais caidinhos: Bally's, Circus Circus, Flamingo, Harrahs, Cassino Royale.

Observação: essas duas listinhas acima foram feitas apenas com base na minha observação como turista (que não se hospedou nesses lugares e tirou essas conclusões apenas julgando pelas áreas públicas e cassinos de cada um deles).

Resumindo, preste atenção na escolha da hospedagem e muito cuidado com essas promoções geniais e muito baratas. Geralmente, os hoteis escolhidos ou são de uma categoria mais baixa (Circus Circus) e/ou ficam fora da avenida principal (Trump, Circus Circus ou Stratosphere), o que vai te fazer ficar refém de transporte. Não vejo nada de errado nisso, contanto que você saiba desses detalhes antes de embarcar.

LOCALIZAÇÃO
Outra coisa confusa é saber escolher, pela localização, em que hotel ficar. Eu tentei demais entender essa lógica antes de ir, seja conversando com quem já foi, seja fuçando o Maps, mas confesso que só consegui compreender chegando lá.

Esse mapa vai ilustrar bem as coisas. Pegue o Bellagio (circulado de amarelo) como centro e, assim, meu conselho é que você tente ficar o mais próximo possível dele. A lógica da cidade é ir andando por toda essa avenida, entrando nos hoteis e conhecendo suas atrações, então para gente funcionou muito ficar no Hotel Paris. Se não der, tudo bem, é possível percorrer toda extensão da Strip de ônibus e até metrô de superfície.



Eu e Math somos meio psicopatas de rua, então preferimos sempre caminhar. O clima estava bom também, estava um frio bom de andar pela rua. Se for no calor, melhor cogitar ficar próximo das atrações que pretende visitar pra facilitar esse deslocamento porque as temperaturas são dignas de deserto.

O HOTEL PARIS
Finalmente escolhemos o hotel Paris por vários motivos: a localização (no coração da Strip), a categoria (é de uma das categorias de melhor acomodação), preço (pagável para os nossos bolsos) e estética (eu, particularmente, sempre quis ficar num dos hoteis temáticos).

O cassino do hotel é tipo o do Venetian, todo trabalhado na cenografia parisiense que envolve do teto aos mínimos detalhes dos postes, tapetes e etc. É lindo...é tipo sempre pôr-do-sol dentro do hotel, sempre aquela vibe, com muito capricho nos detalhes, de Paris (segredo: só não é maior por conta do futum de cigarro no cassino).

Adoramos o quarto e, para o café da manhã, rolava um crédito pelo quarto que podia ser trocado por comida/bebidas num restaurante específico do hotel. Infelizmente, como era inverno, a piscina, que fica ao ar livre com vista para Torre Eiffel, estava fechada.

Tem um restaurante na Torre Eiffel (faça reservas) que tem uma linda vista da cidade, e pra quem quiser apenas subir, pode pagar entre U$ 10 e U$ 15. Também rola uma balada na torre, que pra quem é hóspede às vezes nem rola de pagar (veja as dicas de baladas aqui).

O Paris é interligado com Bally's, e uma coisa legal é que tem uma parada de ônibus bem em frente ao hotel.

Um detalhe mais específico é que no Paris as lojas e restaurantes eram bem temáticos, diferentemente dos outros hoteis que sempre tinham os nomes grandes e famosos. Vale dizer que não tinha um shopping interno. A parte negativa é o wifi, que em vários hoteis era free, mas no Paris era bem limitada (e cheia de regras) aos hóspedes.

TRANSPORTE
Sinceramente não acho que seja necessário um carro para fazer o circuito turístico da Strip e da Old Las Vegas porque tem ônibus rodando 24h pra esses lados, além no metrôzinho (monorail) da strip que interliga os hoteis.

O que mais usamos foram os ônibus, principalmente para ir ou voltar dos shows e/ou baladinhas nos hoteis mais distantes do Paris. Você pode comprar um passe que dá direto ao uso por 3 dias, ou o passe de 24h ilimitado. Não usamos o metrôzinho.

Acho o carro importante se você quiser explorar os arredores da cidade, tipo ir esquiar na neve no Las Vegas Ski Resort, que fica a cerca de 80 Km de Vegas no Mount Charleston (1h de carro – não vá de Uber porque depois não vai ter como voltar), ou fazer o rolê do Grand Canyon (veja aqui nosso relato), ou ir até Los Angeles (cerca de 4h cada perna).

OS HOTEIS E CASSINOS
O rolê turístico de Las Vegas se resume em visitar os hoteis que, se por fora já geram interesse, por dentro apresentam zilhões de opções de entretenimento, deixando os cassinos apenas sendo meros detalhes (se você não for jogador, óbvio).

Depois que você entra, pronto, o mundo todo se transforma na temática do hotel que está. Se perde e esquece da vida lá dentro. Sério...depois que você passa pelo cassino, você percebe um mundo oculto (e sem fim) dentro deles. São muito imensos, e a hora e o clima ficam intencionalmente neutralizados para você não se dar conta de nada (talvez seja por isso que Las Vegas é conhecida como a "Disney dos adultos").

São muitas atrações: cassinos, shoppings, praças de alimentação, parques temáticos, restaurantes temáticos, lojas de luxo, shows, teatro, buffets, baladas, bares....tudo! Armaria! Tudo que você quiser fazer, vai ter! Viva a terra dos exageros!

Os cassinos estão todos sempre com pessoas (24h), do mais ralé ao mais luxuoso. E as máquinas são todas temáticas, o que é divertido para gente que só brinca com a sorte. Achei estranho ver crianças, mas tem gente de todo tipo, de pijama, de roupa de balada, de pós balada, grupos, casais, famílias...tudo! Só de lembrar dessas coisas já dá vontade de rir...hahaha...

COMPRAS (TAXA DE IMPOSTO)
Caso você passe por outros estados dos EUA, é bom pesquisar a porcentagem da taxa de imposto de cada um deles pra saber qual a mais baixa. Em 2019 a taxa de imposto de Las Vegas (8,1%) era menor que a de Nova York (8,87%) então optamos em comprar por lá.

Eles têm dois outlets:
Las Vegas North Premium Outlets: ao ar livre (considere as condições climáticas), maior e um pouco mais longe da Strip (20 min de carro).
Outlet Premium South: fechado (com ar condicionado), menor e perto da Strip.

Fomos no South de ônibus e gostamos bastante, principalmente dos preços (e olha que somos os psicos de Orlando e Miami). Dica de Ouro: algumas lojas aceitam carteirinha de estudante e comprovante militar para dar ainda mais descontos (mesmo que você já tenha cupons).

Outro lugar must do que dispensa apresentação é a loja Ross Dress For Less (amor da nossa vida). Em cada ponta da Strip tem uma (uma em frente ao Hotel New York, New York e do lado da loja da Coca-Cola, e outra praticamente do lado do Hotel Encore). Vale sempre a pena ir, mesmo que elas não tenham o departamento de itens para casa.

Além disso, tem as dezenas de shoppings na Strip ou dentro dos hoteis. Fique tranquilo que não vai faltar lugar para torrar seu rico dinheirinho.


Leia também: 
Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 2)
Las Vegas: opções de bate-e-volta.
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Las Vegas - Estados Unidos
Viagem: 2019/2020 (dezembro/janeiro).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Balada em Nova Iorque, nos EUA

Dentre as várias opções de entretenimento noturno em Nova Iorque achamos umas opções inusitadas para encaixar no nosso roteiro. E olha que quando se trata de balada em NY, as opções são amplas, vão de boates, rooftops e assim por diante.

Como resolvemos ir passar o réveillon em Las Vegas, deixamos para aproveitar a esbórnia da balada por lá mesmo, considerando que o desenho do nosso roteiro lá estava mais favorável a esse life style. Vale dizer que foram viagens bem diferentes, a da natalina Nova Iorque e da sin city Las Vegas.

Pois bem... estávamos zanzando pelo West Village atrás do apartamento de Friends e da casa da Carrie Bradshaw (Sex and The City), e lembrei-me de que tinha colocado nos planos a ida num bar/pub/sei lá o quê ali nos arredores: o Fat Cat. Quando percebemos estávamos muito perto dele, então resolvemos achá-lo e conhecê-lo. E o outro lugar desejado era o bar-cenário de uma das minhas séries favoritas da vida, o How I Met Your Mother, que desde Brasília já sabia que queria conhecer.


Fat Cat Jazz Club (75 Christopher St)
http://www.fatcatmusic.org/


O Fat Cat é um bar/pub completamente diferenciado de tudo que já fui na vida. A fachada despretensiosa não gera muita empolgação (ele fica do lado de um Dunkin Donuts que, inclusive, disponibiliza wifi free: fica a dica!). Ele fica no subsolo, logo na entrada tem uns panfletos de programação e não dá pra ver nada do ambiente. Pagamos $ 10 para entrar (naquela noite teriam apresentações de jazz).  Entramos e fomos reconhecer o ambiente. Pensa num lugar grande...tinha mesas com sofás, no estilo How I Met Your Mother, com pessoas bebendo, tinha o bar com umas banquetas (lotadas),  lá no fundo tinha várias mesas de jogos, ping pong, bocha, sinuca (e com certeza mais um monte que não estou me lembrando), também é possível alugar jogos de tabuleiro. Num outro canto tinha a banda de jazz (bem no estilo jazz americano) que concentrava uma galera apreciando e dançando. Eu amei...achei uma ótima opção de rolê. A quem interessar possa: tinha homens e mulheres bem apessoados de idades variando entre 21 a 40 anos.

Pub Mc Gee’s (240W 55th St)


O Mc Gee’s também não é uma boate, mas pode ser considerada uma bela opção para noite, bem no estilo seriado americano mesmo. Ele foi o bar que inspirou os roteiristas de How I Met Your Mother a criarem o Mc Larens (bar da série). O layout do ambiente nada tem a ver com o da série, mas a decoração traz várias referências e o cardápio também tem uma página só de itens baseados nos personagens, inclusive tem uns dias temáticos e coisas especiais para quem faz o tour de cenários de TV da cidade (veja mais infos no site deles). A música também é legal! Optamos em sentar no balcão do bar pra aproveitar bem aquele clima de bar americano que não faz parte da realidade bares aqui do Brasil. Vale super a pena!



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Um dos passeios mais fantásticos que já pude fazer numa viagem, sem sombra de dúvidas, foi em San Andres na Colômbia . O passeio maravilhos...