terça-feira, 10 de julho de 2012

Expectativas: Aline




Acho justo também escrever um pouco sobre a ansiedade do pré-embarque para a minha próxima viagem que será para um local desconhecido para mim e que, ainda por cima, será a primeira saída do país da minha companheira Núbia Blue Eyes. Primeiro de tudo, acho muito fino ela fazer a estréia do passaporte com um carimbo europeu, não é para qualquer um não. Tem muita gente por ai que se gaba de ter ido para o Paraguai. 

Eu sempre digo e repito que não sou, não mesmo, a A-CVC (Aline + CVC). Eu procuro fazer o mínimo de planejamento (o suficiente para a viagem acontecer). Entrando no clima da monografia da Núbia em estatística, tenho que confessar que minha ansiedade (x) se resume à fórmula: x= x(y+z), em que, “y” é a minha normal ansiedade nas vésperas de encarar um destino desconhecido aliado com a montanha-russa de expectativas e o medo (sim, o medo). E “z” equivale a ansiedade em acompanhá-la nessa aventura que vai marcar a sua vida e tentar fazer o possível, com tudo que está ao meu alcance, para que tenha valido a pena o investimento do dinheiro, as horas de planejamento, a saudade dos que vão ficar, em suma, seja inesquecível.

Mas é tudo novo, será uma conquista simultânea das duas. E isso mexe demais comigo, esse medo, ansiedade e preconceitos são sentimentos muito catalisadores. Com menos de 10 dias para a tão esperada viagem eu estou na 'Fase da Saturação'. Depois de 9 meses gerando esse filho, confesso que não tenho mais ânimo para pesquisar nada e o lema é “Deixa a vida (e a Visa) nos levar...!”. Mas é normal, é sempre assim comigo (ainda bem que a fase de empolgação teve mais tempo de vida). O bom é que, finalmente, nossa Núbia se engajou para não deixar a peteca cair, e hoje, pasme, ela já até decorou a ordem das cidades pelas quais iremos passar. Também coloquei nas costas dela a responsabilidade de ser a nossa 'relações públicas', já que está frequentando aulas de espanhol. Eu mesma, sou mais uma daquelas pessoas que “acha” que sabe alguma coisa da língua espanhola.

Núbia, espero que dê tudo certo, que não haja perda de trens, de malas e dinheiro. Prometo experimentar todas¹ as comidas, não fazer corpo mole, não demorar para sair da cama e me arrumar. Vou tentar ser engraçada o tempo todo, não ser chata, não ser fresca, não ter sono, e não tirar muitas fotos². Eu sempre soube, mas vou dizer de novo: nossa viagem vai ser o máximo! E que venha a Fúria, o calor de 40°, as águas do Mediterrâneo, os dias intermináveis de sol até as 22h, os tapas e os presuntos...que venha a nossa Espanha!


¹ Todas? Vejam bem....
² A gente sabe que isso não vai acontecer, definitivamente.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Próxima senha: Núbia



"Nem só de carroussel viverá o homem."

Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, e em se tratando de viagens eu seria mais específica e diria que, uma boa viagem, a gente nunca esquece. Daqui há exatos 10 dias eu estou partindo rumo a minha primeira viagem internacional e meu objetivo nesse post é dividir com vocês o que estou sentindo no momento.

Aqui dentro tem uma mistura de vários sentimentos: ansiedade, emoção, saudade antecipada dos que não vão e medo. Sim, medo! Que atire o primeiro passaporte quem nunca sentiu medo do desconhecido. E se o cara da imigração não for com a minha cara? E se eu não conseguir carregar minha mochila? E se eu comer algo que não me fizer bem? E se eu adoecer e perder vários dias? E se meu dinheiro não for suficiente? Mas é justamente isso, o desconhecido, que me motiva a botar minha mochila (ainda não adquirida) nas costas e pegar o próximo vôo para o outro continente.

Muita gente me perguntou: “Mas porque você vai para outro país?”, “O Brasil tem lugares tão lindos!” Realmente, eu concordo. O Brasil tem lugares incríveis e eu ainda pretendo conhecer todos, mas eu quero muito saber como é estar em terras desconhecidas, se virar num idioma diferente, comer coisas típicas, conhecer novos lugares, culturas e estilos de vida.

E se você é (literalmente) marinheiro de primeira viagem como eu, ai vai algumas dicas para passar o tempo e aliviar a ansiedade antes da sua primeira viagem internacional:

1. Pesquise, pesquise, pesquise: sua viagem não começa quando você chega ao destino, e sim quando você começa a montar seu roteiro, estudar os guias e conhecer melhor a cultura e a história do lugar que você escolheu para tirar suas férias.
2. Estude um pouco da língua local: se você fala inglês, isso pode ajudar muito, mas é importante saber também algumas palavras/frases básicas para se virar em alguns locais que não possuem funcionários treinados para receber turistas, como no metro, padaria e etc.
3. Não assista filmes de terror envolvendo turismo: filmes como “Viagem Maldita”, "O Albergue" e “Turistas” devem ficar completamente fora do programinha de fim de semana.
4. Escreva um post/texto: para que seja publicado no blog da sua amiga/companheira de viagem contando como você se sente em relação a isso.

E você, tem mais alguma dica para a principiante aqui?"

A Núbia, mais conhecida como "Blue Eyes", embarca ainda esse mês para conhecer a fúria do verão escaldante europeu na Espanha.  

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Caso: Andando nas ruas de Bruxelas...

Da Série Cuidado na Estrada!

Djjjjjjj Pilow 

Chegou a nossa primeira noite em Bruxelas, na Bélgica. Eu estava animada para sair e ver o que tinha que ser visto afinal ali é a terra do épico e tão aguardado por mim: Tomorrowland. Na pesquisa de preparação da viagem eu não tinha achado nenhum nome de festa ou boate específica. A missão era descobrir isso no hostel com os funcionários, com o pessoal hospedado ou, ainda, com pessoas que cruzassem nosso caminho pelas ruas “bruxelezesas”.

Eu tinha anotado apenas o nome de uma praça (Place Saint Géry), que tem vários restaurantes e barzinhos nos seus arredores. Pensamos em como nos deslocarmos para o tal reduto da boêmia, de táxi ou metrô? Tinha uma estação meio próxima do hostel e o acesso se dava por uma das ruas mais movimentadas, então não hesitamos em usar esse meio de transporte.

O detalhe é que como já era noite, a rua “movimentada” estava completamente deserta, tudo fechado e só com pessoas de índole duvidosa perambulando na área. Era tipo o Setor Comercial de Brasília anoite, deserto e babilônico. Muito estranho porque só era 22h, nem era tão tarde...aceleramos a passada desviando dos mendigos e coisas afins num silêncio sepulcral. Chegamos na estação do metrô (mais deserta do que Londres no filme O Extermínio) e a Clarissa fez um comentário meio amendrontado, e quando a Clarissa faz esse tipo de comentário, é porque o bicho realmente está pegando ou está na iminência de pegar, bateu um frio na minha espinha. Pegamos o metrô e caminhamos até a praça. Andamos por todos os seus arredores e havia apenas uns restaurantes, estilo casalzinho, e nada mais que isso. Nenhum botequinho sequer.

Estava fazendo um frio considerável e eu com mais fome do que os infectados do Extermínio (acho que eu também comeria uma pessoa). Falei para minha prima que aplicássemos o “Plano P”: o plano Pizza Hut, que eu já tinha avistado por aquela região, mas não sabia se deveríamos seguir para direita ou esquerda na avenida principal. Olhamos para o lado mais bonitinho da avenida e fomos seguindo por aquele lado.

Nessa caminhada as coisas foram ficando tensas. Fomos passando por pessoas na rua e as reações foram muito esquisitas. Os homens olhavam, falavam, mexiam e gritavam em belga com a gente como se estivéssemos de biquini em pleno carnaval. A brincadeira do Extermínio estava começando a virar realidade, foi quase uma perseguição e quanto mais andávamos para sair de perto de pessoas, mais grupos de homens iam surgindo pela frente. O detalhe é que estávamos devidamente cobertas com o casaco de frio e só com o sapato e a meia calça, da panturrilha pra baixo, aparentes. Eu começei a ficar com mais medinho, a Clarissa também. Perguntei a ela se estava entendendo alguma coisa, pois éramos apenas 2 pessoas andando pelas ruas quietinhas na nossa. Será que ao invés de perfume, tínhamos passado feromônio puro? Eu tentava racionalizar o episódio.

No começo foi legal: “Poxa, será que somos tão bonitas assim? Que queridos!”. Depois de um tempo a coisa ficou meio: “Esse povo nunca viu mulher na vida? Que selvagens!” Realmente, foi uma situação tensa. Aquela homaiada velha e asquerosa de gracinha, e até carros buzinando. A Clarissa deu a ideia de irmos embora porque já estávamos assustadas demais para ir para a balada propriamente dita e, além do mais, desconhecida. Decidimos parar o primeiro táxi e ir embora para o hostel. E eu mega morrendo de fome,  que saco! (os gordinhos sempre morrem primeiro nos filmes). 

Chegamos no hostel, e estava rolando uma festinha na área comum, fomos até lá ver o naipe da festa. No mínimo engraçada, uma música engraçada com um povo engraçado. Eu vi uma máquina de comida congelada e não hesitei em comprar um frango com legumes à parmegiana (pode rir). E a balada da noite foi no El Dredron, com um frango com legumes à parmegiana de máquina congelada, esquentada no microondas, encima da cama, com talheres de plástico que já quebrei na primeira garfada, ao som do respeitoso DJ Pillow.

Depois conversando com uma amiga que mora na Europa, a Clarissa me disse que umas das capitais européias mais perigosas é justamente Bruxelas. Tudo fez muito sentido, depois que saimos da Alemanha nossa vida nunca mais foi a mesma. Cuidado, assim como brigadeiro, nunca é demais.


Balada em Lisboa, em Portugal


O esquema de baladas em Lisboa, chamadas de discotecas, funciona assim: por volta das 21h todos vão para as ruazinhas do Bairro Alto que bombam de quinta a domingo. Você entra em vários bares, pede uma bebida aqui, outra ali. Fica na rua de paralelepípedos, conhece gente, joga conversa fora...esse é o clima, nada de mesinhas! É um estilo meio Diamantina. Confesso que não marquei na lembrança nenhum nome específico pois entramos em vários deles. Mas não tem como se perder, vai ter muita gente nas ruas e travessas (Travessa Rua da Flor, Rua Atalaia, Rua da Barroca, etc). Procure experimentar a Ginja (um licor da fruta ginja típica da região) e um drink-shot chamado “moranguito” (uma mistura perfeita de tequila, batida de coco entre outros) que conheci por aquelas bandas. As bebidas são incrivelmente baratas, por exemplo: meio litro de caipirosca sai por 4 euros. Por volta das 3h da manhã a galera toda pega um táxi e vai direto para as baladas propriamente ditas. Resumindo: é muito bom! O Bairro Alto bomba demais!

Rua Atalaia no Bairro Alto

As “discotecas” são de todos os tamanhos e estilos. Os preços variam de acordo com o seu look e sua cia. Nas mais “tops” você vai encontrar muita dificuldade para entrar. Como é praxe na Europa não existe regra ou manha, só reze para não receber palavras do tipo: "A entrada custa 300 euros sem consumação" ou "É uma festa só para convidados ou com nome na lista". Nas baladas mais acessíveis você pode até entrar, mas os preços vão variar, existem comandas de todos os preços e quem definirá a sua é o segurança da porta depois de uma análise bem preconceituosa do seu visual e das pessoas que te acompanham. A impressão é de um povo que precisa afirmar o tempo todo que é europeu. Em suma, a noite de Lisboa é meio esquisita, as bebidas não são das melhores e música boa não se acha em qualquer lugar. Alguns nomes de baladas grande: Lux Frágil, Buddha Lx e Cinco Louge.


In Seven Club (Doca de Santo Amaro, Docas)

In Seven Club
Na região das Docas, na beira do rio Tejo, exitem vários restaurantes e “discotecas”, uma do lado da outra, menores mas super lotadas. São muitas opções e tem para vários gostos e vontades. Passamos pela frente de todas até que escolhemos a In Seven Club que tinha uma cara “decente”. Nos deram cortesias para entrada e ainda uns 4 vales-bebida. Ok, recepção foi bacana. Entramos e tinha muita gente legal, bem vestida. O lugar era bonito, bem decorado e a música era boa um misto de DJ's e uma cantora ao vivo). Alguns tótens com mulheres dançando exageradamente, o que tornou tudo muito cômico. Usamos só 2 'vales' pois as bebidas eram péssimas, eram umas espécies de fórmulas montadas, estilo suco gummy.


Kapital (Morada, Avenida 24 de Julho, 68, 1200)

Kapital
Entrar na Kapital foi algo engraçado, estávamos num grupo misto de homens e mulheres do Pub Crawl do hostel. Sabíamos que o face control nas baladas grandes de Lisboa inspirava muitos barracos pelas portas e filas, e obviamente estava todo mundo apreensivo pois a cor de sapato de um de nós poderia levar a noite de todos por água abaixo. A pessoa que mais queimava nosso filme não estava mais no grupo, uma inglesinha vestida como se estivesse indo para o shopping, então fiquei mais tranquila, cheguei no segurança, disse “Boa noite!” e perguntei quanto custava para entrar - com o casaco aberto para mostrar a roupa. Ele tinha numa mesinha montinhos de comandas de vários valores, pegou uma de 10 euros e todos entramos numa boa, sem drama. A Kapital é um club de vários andares num prédio meio histórico. É bem legal a distribuição de ambientes (são bem amplos). O bar é bacaninha mas não dá conta do volume de pedidos. As bebidas, como nas Docas, eram muito ruins. Eu me animei quando vi um bartender metido a malabarista, pura ilusão: da-lhe suco gummy! A música não foi uma das melhores da minha vida, mas valeu pela cia e a diversão da noite.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Balada em Miami, nos EUA


Talvez nem todos saibam, mas a noite de Miami é tão divertida, interessante e produtiva quanto seus shoppings e outlets. Muita gente infelizmente só gasta tempo e dinheiro em Miami fazendo compras, algo que eu entendo perfeitamente, mas acho que vale muito a pena conhecer a praia e, principalmente, a vida noturna dessa cidade.

Pois bem, você pode optar por vários perfis de entretenimento noturno. Na zona central de Miami Beach estão os clubs mais glamurosos e que atraem um público mais “Miami Beach de ser”. Pessoas mega arrumadas, com grana no bolso para reservarem mesas de 500 mil dólares, com músicas basicamente eletrônicas, luxo...daquele “padrão Miami” que deve estar vindo agora na sua mente. É um esquema que envolve gente mais nova e se você chegar muito tarde corre o risco de não entrar por falta de lugar. Alguns grandes nomes: Liv, Mokai, Set, Mansion e Nikki Beach.

Por outro lado, existe ali pelas bandas de Fort Lauderdale, região também bem cheia de requinte e burguesia, algumas outras boates e o Seminole Hard Rock Hotel & Cassino, que é um resort imenso que tem logicamente a área de apostas e jogos, e no ambiente externo uma alameda repleta de restaurantes, lojinhas e boates. Essas boates possuem algumas variações de estilos, basicamente não é só eletrônica, e atraem um público mais “normal”. Inclusive várias pessoas que moram em Mia, preferem essas boates e deixam a exuberância de South Beach para os ricaços e patricinhas (não se assuste pois é uma balada tranquila). Aqui a faixa etária do público sobe mais um pouquinho. Uma dica: entre na boate Passion.

Por sua vez, ainda existe a região de Coconut Grove que vai oferecer mais barzinhos, casas de comédia, cinema, restaurantes temáticos e algumas boates. É um ambiente super agradável e ótimo para reuniões com os amigos. Eu já fui num bar bem bacana ali mas não consegui recuperar o nome dele de forma alguma. Que pena, pois o frozen de frutas era divino.  

O face control, eu não sei como é aplicado em Miami. Não me deparei com nenhum episódio mas eu tenho certeza que você não vai ser tão "sequela" de não se arrumar tri-bem para encarar a noite "Maiâmica". Na região de Miami Beach, dependendo do local, evite ir de carro pois vai ser quase impossível estacionar (a não ser que você esteja dirigindo "O" carro) e você também se livra de ser parado dirigindo alcoolizado. A maioria vai de táxi mesmo. 

Mokai Miami (235 23rd Street Miami Beach)

Mokai
A Mokai é uma das principais clubs da gostosa Miami Beach (existe uma em São Paulo). É só ir pela Collins Avenue que não tem erro e ainda possui um estacionamento bem em frente. Lá dentro a decoração é sensacional, chegue por volta da meia noite porque depois ela fica completamente lotada. Capriche no look e no salto, pois gente baixa é o que você não vai ver, definitivamente. Sem falar no risco latente de topar com gente famosa na fila do banheiro. A música é um espetáculo de boa, as horas passam e você nem se dá conta que já são 5 da manhã. Vez em quando umas dançarinas ficam se esfregando encima dos tótens e são uma atração à parte, eu ri bastante das presepadas lésbicas explícitas. O preço da entrada e das bebidas (incrivelmente boas) eu confesso que não tenho a mínima noção, mas acredito que exista algum esquema de lista vip no site. Comemorei meu aniversário lá e sem dúvidas esse foi um dos Top Five da minha vida.

Oasis Cafe Hooka Club (2977 McFarlane rd Miami FL)

Oasis
Esse é um bar/restaurante temático e que atrai as pessoas para fumar um narguilê. Fica com algumas mesas na calçada em frente a Mc Farlane Road. O clima é muito bom, tem uma musiquinha agradável rolando e muito narguilê para inspirar (literalmente). Também não se esqueça de pedir uns nachos e comer muito a noite inteira.




Como escolher seu hotel em Las Vegas

Sempre ouvi dizer que a hospedagem em Las Vegas é um item muito fácil de resolver, porque são muitas opções e, portanto, acaba sendo ...