sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ibiza, na Espanha

"When I came to Spain and I saw people party, I told to myself "What the fuck?"


Loucura. Uma loucura que é difícil de acreditar e se preparar para enfrentar. Você lê e relê sobre Ibiza antes de partir, mas só tem noção do que é quando pisa nas terras daquela ilha encantada (e encantadora). Ibiza faz parte da Comunidade das Ilhas Baleares, você pode chegar até lá de avião (nas cias low cost) ou de ferry da Baleária que saem de Ibiza, Barcelona, da Mallorca, Valência, Formentera e Dênia. A língua falada é o catalão, então a maioria dos nomes das praias e lugares são grafados nesse idioma, como o próprio nome "Ibiza" que é o mesmo que "Eivissa". 

Toda ilha é divida em municípios, sendo Eivissa e Sant Antoni de Portmany os principais do arquipélago. Um fica imediatamente do lado oposto do outro. Eivissa cobre o lado sul e Sant Antoni, o norte. Uma grande dúvida de todos é escolher em qual dos dois se hospedar, já que ambos dividem as melhores boates e praias. Vou tentar ajudar escrevendo um pouco sobre cada um deles. A distância entre os dois é super pequena e pode ser percorrida pelo transporte público (ônibus) por € 1.95 / + - 19 minutos.

Ibiza (Eivissa)

É o lado sul da ilha e tem um Castelo de Dalt Vila de 3 mil anos que serve como principal ponto turístico trivial da cidade. A vista lá de cima para a cidade e o mar são imperdíveis. Ela é muito mais conhecida pelas baladas e praias, a maioria das pessoas se hospedam ali. Dê uma olhada no El Hotel Pacha e no Ushuaia Beach Hotel. A cidade não é muito grande e os ônibus te levam em praticamente todos os pontos da cidade, fora os táxis que como na Ilha de Manhattan, brotam que nem mato. O aeroporto também fica ali. A principal praia é a playa d'en Bossa, que é lotada de gente bonita e jovem. Em termos de agito é notal 10, em termos de praia é nota 6. 
Praias: Playa d'en Bossa, Las Salinas, Figueretas e Talamanca.

Sant Antoni

É o lado norte, universalmente, conhecido pelo melhor pôr-do-sol da ilha. Todos vão para lá contemplar o o show do fim do dia realizado pela natureza. A cidade consegue ser ainda menor que a de Ibiza e é recheada de restaurantes e barzinhos. Não deixe de ver a escultura do Ovo, mais famosa da cidade. Por lá o único meio de transporte viável são os táxis, existe uma estação de ônibus já na saída da cidade que ruma até Eivissa ou a qualquer outro município. Em Sant Antoni estão as melhores praias que são possíveis de visitar usando o transporte público. Uma curiosidade é que Cristóvão Colombo nasceu ali. 
Praias: Cala salada, Cala Bassa, Cala Gració.

Entre Eivissa e Sant Antoni
Baladas: Privilege e Amnesia.

Mapa de toda ilha

Por toda parte que você vai, só vê propagandas e coisas relacionadas com festas e baladas. Todos os outdoors, fachadas, muros e até o verso do bilhete do ônibus tinha propaganda da Space. E o mais engraçado era que se ele fosse apresentado na porta, valia 5 euros de desconto no ingresso. Sem falar na quantidade de gente jovem por todos os lugares, principalmente inglesas. É permitido beber nas ruas e o melhor é a opção de ir para a balada no Disco Bus. Um ônibus que passa por todas as baladas e custa baratinho. Ele funciona de meia noite (hora em que os ônibus regulares param) até às seis da manhã. A cidade não é perigosa, o que mais tem é gente zanzando nas ruas. A noite começa mega-power tarde, tipo umas 3 da manhã. Como as bebidas são muito caras dentro das boates (cerca de  20 por um copo de vodka com energético), os "esquentas" são feitos antes. Todos já entram bem tarde (e calibrados) nas baladas que não têm hora para acabar. Veja a programação de todos os clubs e compre os tickets antecipados aqui

Nos hospedamos em Sant Antoni, no Hostal Marino que está mais que indicado pelas instalações e recepção da equipe de serviço. Alugamos um carro, a carteira do Brasil é suficiente, e fomos conhecer outras praias que só têm acesso com transporte próprio (as melhores, inclusive). Apesar de o carro não ter GPS, e o mapa de papel fornecido pela locadora ser muito genérico, deu tudo certo até porque a sinalização por toda ilha era eficiente, fora o velho, boca-a-boca. A única coisa imprescindível ao motorista, na minha opinião, é saber fazer baliza, principalmente dentro das cidades. Se prepare para os topless e, em muitas vezes, o naturalismo cru.

Em muitos sites e blogs, as pessoas aconselham o aluguel de scooters para conhecer as praias mais afastadas da ilha. Eu abortaria essa ideia. Pelo o menos na época que fui, verãozão de julho, o calor era muito grande e o sol rachava até as 22h da noite (ou do dia, sei lá) e andar numa moto com um capacete não é uma opção viável. Alugue um carro econômico que valerá muito mais a pena, fizemos a costa oeste da ilha, saindo de Sant Antoni e chegando até Eivissa, voltamos para Sant Antoni, depois fomos e voltamos da balada anoite (Privilege) e gastamos só 15 euros de combustível no nosso Nissan Micra.  

Pelas ruas e nas praias mais badaladas (Ses Salines, Playa d'en Bossa, Cala Tarida) vários promoters já oferecem as pulseirinhas de acesso grátis ou com desconto das baladas, é só torcer para ser abordado e ganhar a mamatinha. Tente provar o Licor Ibiza, tradicional da ilha. 

É mais do que obrigatória a ida, nem que seja por um dia, até Formentera. Existem saídas do porto de Eivissa, é só ir até lá e se informar. 

Eu gostei muito de Ibiza, tenho planos de voltar. É uma mistura louca de badalação com sossego. A beleza natural é inexplicável e a sensação de estar "vivo" nos é injetada a todo momento. É um local que consegue agradar a todos os perfis de pessoas, das mais jovens e baderneiras até as mais velhas em busca de um programa mais família. Nota mil (apesar dela ter acabado com meu mês de julho)!

Leia também: "Espanha: Comunidade das Ilhas Baleares"
Leia também: "Viajando na Baleária - indo para Ibiza"
Leia também: "As praias de Ibiza".
Leia também: "Alugando carro em Ibiza".
Leia também:  "Balada em Ibiza, na Espanha".


Ibiza - Espanha  Viagem: 2012 (julho).

Formentera, na Espanha

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Formentera é mais uma ilha-município da Espanha pertencente à Comunidade das Ilhas Baleares. Ela fica ao sul de Ibiza no mar Mediterrâneo, são cerca de 29 km que são feitos através de ferrys e catamarãs que saem de Ibiza e Dênia (uma cidade próxima de Valência). Parada mais que obrigatória a todos que vão a Ibiza. Dá para fazer passeios indo pela manhã e voltando no fim do dia, ou ainda, se hospedar e passar um (s) dia (s) na ilha. Eles também falam o catalão e no verão é ilha é completamente invadida pelos italianos.

A própria Baleária tem uns ferrys grandes que fazem o trajeto Ibiza-Formentera-Ibiza. A ida e a volta fica por volta dos 40 euros por pessoa. Ainda, existem outros barcos pequenos (Aqua Bus) que fazem a viagem por quase metade do preço, mas demoram um pouco mais de tempo para chegar, é o que eu poderia chamar de "low cost marítmo". Fomos nesse mais barato e se você tem problemas sérios de enjoo e náuseas, eu indico o ferry maior. A viagem no barquinho é com pura emoção do início ao fim, é um esquema tipo "Mar em Fúria" com o George Clooney. Mas se você é tranquilo e ainda quer economizar os preciosos euros, eu posso dizer que é uma viagem "sobrevivível". Relato da viagem aqui.

Horários e preços do Aqua Bus
Em praticamente todas as praias é permitido o naturalismo, mas nem vimos tanto assim, por sua vez o topless impera como praxe. Como a ilha é relativamente plana e conta com estradas e ciclovias que dão acesso a praticamente todas as áreas, muita gente aluga quadriciclos, motos e bicicletas para locomoção. No porto existem várias lojas de aluguel para facilitar sua vida então não deixe de alugar a sua bike e sair pedalando sem rumo guiado pelo seu mapinha mega simples que te darão no aluguel. A ilha é super pequena e não tem nem como se perder.

Mapa de Formentera

Não sei nem como explicar o que são as praias de Formentera. Em Ibiza elas também são impressionantes, mas confesso que em Formentera elas são de um nível de beleza e gostosura impraticáveis. É por isso que a presença é obrigatória. Passamos pela praia Ses Salines, de Moli e Ses Illetes, todas estão mais ao norte. Na época de julho, com a maré mais baixa, é possível cruzar andando a faixa de areia que divide a praia do extremo norte (Ses Illetes) com uma porção de terra, também pertencente à ilha, chamada de Isla de Espalmador. Se a maré estiver alta, dá para chegar de barco ou na natação. É desnecessário falar das paisagens, da cor da água mega transparente, da sua temperatura ideal (nem pelando, nem gelada), da sua tranquilidade...

A maioria das estruturas nas praias são ótimas com guarda-sóis, espreguiçadeiras e restaurantes, caros (mega caros), mas existentes. Simplesmente valeu muito a pena, e com certeza vou voltar lá mais vezes.


Formentera - Espanha  Viagem: 2012 (julho).


´Assista: Lúcia e o sexo. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Caso: Besteira-food na estação de Sevilha

Da Série Cuidado na Estrada

"No, we can't!"




Último dia em Sevilha e depois do dia ter rendido mais do que devia (como sempre) estávamos atoa - perigo - e a Núbia deu a brilhante ideia de entrarmos na Zara que estava simplesmente na nossa frente numa rua perto do Hostel e com muitos cartazes de "Rebajas", num termo mais popular: liquidação. O plano era entrar na Zara (e em diversas outras lojas) somente em Madri que era a nossa última cidade e evitaria o sobrepeso - líquido e certo - nas mochilas & malas. Porém, estávamos atoas do pedaço e entramos na Zara "só para olhar" - até porque ela explora trabalho escravo e isso não é legal. Inevitavelmente levamos algumas peças. Pegamos nossas bagagens e seguimos de ônibus para a estação Santa Justa. 

Chegamos com 1 hora de sobra e nosso trem para a estação Atocha, em Madri, já apontava no letreiro. Nos sentamos nos bancos em frente a entrada da nossa plataforma e ficamos papeando um bocado. Desde antes da "sessão Zara" eu já estava com vontade de aliviar os 38° de calor com uma big batata frita e uma mega coca-cola gelada do Mc Donalds, mas me contive pois cada coca-cola era uma peça da Zara/Mango/H&M a menos no guara-roupa (simples assim). Pois bem, estávamos lá só esperando nosso trem parquear na plataforma para tranquilamente entrarmos em suas dependências e partir rumo à capital madrilenha. O meu desejo pelo raio da batata e refrigerante estavam martelando no meu ouvido/boca/estômago/coração o tempo todo. Falei em voz alta sobre as minhas intenções Mc-Donaldianas e a Núbia disse que não queria mas que eu fosse lá comprar o meu lanche. Intercalei no pensamento a coca-cola no gelo e vestidos no provador das lojas. Olhei no relógio e ainda eram 19:23. Refleti e, refleti mais ainda. Me decidi, e fui lá comprar o raio da besteira-food. 

Voltei super rápido e fui perguntar para moça se o trem já estava aberto para embarque, ela disse que sim. Chamei a Núbia e descemos pela esteira rolante até a plataforma. A funcionária nos gritou lá de cima "Rápido estan atrasadas!". A Núbia olhou com uma cara tipo "Como assim? Claro que não estamos atrasadas!". Outros funcionários lá na plataforma acenavam feito sobreviventes da guerra para que corrêssemos. Eu olhei o painel e piscava em vermelho "Embarque Imediato". Aí a coisa ficou seria! Gritei: "Corre Núbiaaaaa". Detalhe de cena: duas mochilas tamanho super size + uma sacola anexa com compras da Zara + duas bolsas básicas + uma coca grande + uma batata grande + uma pimenta-almofada. Corremos com tudo pela esteira. De uma hora pra outra, tudo ficou levinho como estopas de pena. 

Surpreendentemente inventaram um raio X para malas na plataforma, lá fomos nós arremessar a tralha na esteira que deu uma leve entalada por conta da sacola de compras anexa da Zara. Depois penduramos tudo de qualquer jeito nas extremidades do corpo. A Núbia pegou a mochila dela só com uma alça e pegou um embalo sinistro, só que tinha um funcionário no meio do caminho cobrando os tickets antes de entramos (wtf? fato também inédito já que esse procedimento geralmente é feito dentro do trem em movimento). O tempo de frenagem foi de uns 15 segundos e digamos que ela deu um baita totózinho no senhor bilheteiro. Ela entregou nossas passagens e o funcionário passou umas 30 vezes no scanner e algo estava dando errado. Ele não esquentou a cabeça e liberou nossa ida até porque só faltavam as duas princesas no trem. Depois me lembrei que não tinha conseguido imprimir nossos 2 bilhetes, só estava saindo da máquina apenas o de uma de nós. Tínhamos em mãos bilhetes repetidos, por isso o galho na hora do scaneamento. Eu sabia disso, mas nem lembrei desse detalhe; não depois da maratona adrenalínica de ver um trem prestes a partir sem você, e antes disso, tendo que revezar no pensamento roupas, batatas e refrigerantes (não teve muito espaço para as passagens da viagem). 

As lições do episódio foram: 

1) Quando a Aline tiver algum desejo e estiver com "duvidinha", diga: "Me dá o dinheiro que vou lá agora comprar para você!";

2) "Ah nosso dinheiro vai dar sim! Faltam só 5 dias, qualquer coisa eu passo tudo no cartão e depois pago a parcela mínima da fatura";

3) Besteira-food nada, besteira-fode!

Sevilha, na Espanha

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Sevilha é a cidade que mais expressa tudo que o ritmo mais famoso da Espanha, o flamenco, traduz. É uma cidade que mescla o antigo com o moderno. Atravessando as pontes e chegando até os bairros mais periféricos a quantidade de casas de flamenco são imensas e a cultura cigana mais enraizada. O espanhol deles é um pouco diferente dos outros, é como se fosse o nosso sotaque aqui pelas diferentes regiões do Brasil.

Em Sevilha nos hospedamos no Oasis Hostel Seville, de longe um dos albergues mais legais que já fiquei. A localização era boa, as opções de atividades das mais variadas, a infraestrutura muito bacana, fora o terraço com uma piscina bem convidativa.

O sistema de transporte é mais do que completo, você tem opção de metrô subterrâneo e de superfície (bondes ou comboios), bicicletas para aluguel, táxis, ônibus coletivo, carruagens, aeroporto e ainda os trens de longa e média distância da Renfe. Como a maioria das ruas são bem estreitas, muitas vezes você terá que descer do ônibus ou táxi na pista principal e fazer o resto do trajeto a pé.

Chegamos na estação de trem e pegamos um ônibus para a Plaza Del Duque de la Vitoria. De lá até o hotel, dava para seguir andando. Nessa praça tem uma loja El Corte Inglés (a maior loja de departamento da Espanha), uma Zara e uma Sferic. É uma praça interessantíssima. Continuamos andando pela Rua Alfonso XII e chegamos na La Campana, uma espécie de praça com vários cafés e restaurantes. Conhecemos a Plaza Mayor "Las Setas" que tem o complexo arquitetônico, Metropol Parasol. Uma cobertura muito bacana que abriga no seu topo um mirador de toda cidade e vários restaurantes. Vá no pôr-do-sol que é imperdível.

Passamos pela Catedral Santa Maria de Sevilha (a maior do país e o terceiro maior templo do mundo) e subimos os seus 34° andares (eram rampas)  para chegar ao topo da Giralda (torre mais alta da catedral), nela está o corpo do Cristóvão Colombo. Em frente a ela está a fonte da Plaza Nueva. Passamos pela Av. de la Constituición (uma das principais naquela região), visitamos os Jardins Reais de Alcázar (pertencente à Familia Real da Espanha). A Núbia lavou a mão na fonte em frente ao Archivo General de Índias, prédio no qual está guardado o Tratado de Tordesilhas. Ainda, perambulamos pelo Parque Prado de San Sebastian e pelo Parque Maria Luísa, considerado o "Central Park" da cidade. Dentro do Maria Luísa, está a Plaza España, de longe a praça mais linda que conhecemos no país inteiron (e talvez da minha vida). Lá foi gravado o filme Star Wars: a Guerra dos Clones. É linda demais, presença obrigatória.

Depois pegamos o Passeio de las Delicias, nas margens do Rio Guadalquivir e chegamos ao Museo Maritimo Naval Tore del Oro, a vista lá de cima é bem bonita. Mais adiante, estava a Plaza de Toros de Sevilla, na qual ainda é possível assistir corridas de touros (touradas) - programa que foi limado do nosso roteiro com o maior prazer. O mais legal dali, são os barzinhos tradicionais que tem uma série de tapas (petiscos) típicos e bebidas regionais, como o Rebujito. Não deixe de prová-lo! É a melhor bebida da Espanha, na nossa opinião. Aproveite a oportunidade e coma um kebab que leva um molho muito bom de iogurte, você vai encontrar na Calle Santa María la Blanca no Kebab-Shawrma-Falafel, e também, tome algumas sangrias em algum barzinho ou restaurante ali da região.

No próprio albergue você vai conseguir várias informações sobre os shows e apresentações de flamenco. Alguns são caros, outros mais acessíveis e alguns até de graça. Têm opções com jantar ou não, e uns mais tradicionais e mais modernos. Assistimos ao show que foi feito para o pessoal do nosso hostel no restaurante La Decana, também na Calle Santa María la Blanca.

Não se esqueça de levar para a viagem sua carteirinha de estudante (a internacional ou a comum). Em praticamente todos os lugares que fomos, que cobrava a entrada, nossas carteirinhas regulares do Brasil foram aceitas e pagamos bem mais barato.


Sevilha - Espanha  Viagem: 2012 (julho)


´Assista: Encontro Explosivo, Star wars: o ataque dos clones, Missão Impossível 2.
  

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Balada em Valência, na Espanha

Como eu já escrevi, Valência é uma cidade muito gostosa de se viver. Tem um clima especial e no verão, ali em meados de julho, tudo conspira a seu favor. A noite, além de ter um clima gostoso, é muito promissora. Primeiro vá jantar ou fazer um esquenta com canãs e tapas (chopes e pestiscos) no Bairro del Carmen, principalmente pela Carrer de Quart e a Carrer de Cavallers. Em muitos dos barzinhos você ganha os tapas grátis só de pedir o chope. Sem falar que é cheio de gente andando pelas ruas, aquele climinha gostoso da feirinha da noite (típicas das cidades de praia no Brasil). 

Não é muito fácil achar opções de boates numa pesquisa na internet, então a dica é perguntar para o pessoal do hotel ou seguir as minhas dicas que eu super aprovei. Use os táxis para se deslocar (são baratésimos) e o horário de chegar na balada é meio tenso, como no verão os dias são mega longos (com pôr-do-sol pelas 21h), as coisas começam tri-tarde, tipo saia de casa as 2h da manhã, por favor. Ah, e nem se preocupe com aquele lance de ser barrado na porta, só vi isso em um lugar na Espanha: em Barcelona. 

Taberna de la Marisa (Calle de Caballeros, 47)

Taberna de la Marisa


É um restaurante/bar bem arrumadinho que fica no bairro del Carmen. Se não quiser cenar (jantar) de fato, fique no primeiro andar apenas aproveitando seus tapas e os chopes. O atendimento pode demorar um pouquinho mas as pessoas são todas simpáticas e gente boa. Lá você encontra comidas típicas da Espanha, como bocadillos e montaditos (sanduiches) com os jamóns (presuntos) ibéricos, serranos e york (igual ao nosso). 

L'Umbracle Terraza (Cidade das Artes e das Ciências)  
http://www.umbracleterraza.com/

L'Umbracle

Passamos por ali durante o dia e não contávamos com o que ele se transformaria anoite. Uma super mega balada ao ar livre com muitos ambientes. O visual é espetacular, com lounges à luz de velas e até um espaço reservado para massagem nos pés. Muitos bares para evitar congestionamento e demora no serviço. Custou 15 euros a entrada feminina com um drink de cortesia que você podia escolher à vontade (e com a bebida que quiser), ótimos drinks por sinal. Sem falar que ainda era liberado o acesso à outra boate que fica no térreo, chamada Mya. Duvidamos sobre a superlotação do lugar que é grande pra dédéu, mas "do nada" estava abarrotado de gente para todos os lados. Sensacional! A música era boa, mas mecânica. Vimos pessoas de todas as idades, estilos, poder aquisitivo etc. Nós curtimos demais esse lugar, totalmente diferente da proposta de todas as outras baladas que fomos na Espanha. Apenas vá! 


Mya  (Cidade das Artes e das Ciências)
http://www.umbracleterraza.com/

Mya

A Mya é a boate indoor que fica no térreo do complexo da Cidade das Artes e das Ciências, o acesso se dá pela balada que está no andar de cima, a L'Umbracle. O espaço é grande e a música é muito boa, ouvimos até funk brasileiro. Aqui a música era comandada por um DJ. Dá uma galera mais jovem e também fica lotada rapidinho. Peça um chupisco (shot) de uma bebida que leva whisky, infelizmente não gravei o nome (algo do tipo "bacalhao"). Mas é boa por demais da conta. Vale a diversão!


Valência, na Espanha

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Valência é a Capital da Comunidade Valenciana, uma cidade que sabe muito bem misturar o passado com o futuro. Foi uma das cidades que mais gostei na Espanha, o clima nas ruas era ótimo. A principal língua falada, para a confusão dos seus neurônios, é o valenciano. Além de possuir o circuito urbano de Formula 1, o maior detalhe de lá é que eles também aderem à famosa pausa para siesta. Sim, depois do almoço tudo pára e o sono impera. Para nós turistas isso pode ser uma pedra no sapato, então entre 13h e 16h é melhor você se programar para ir visitar a Cidade das Artes e das Ciências que não segue esse costume à risca e mantém as portas abertas. 

Falando nela, a Cidade das Artes e das Ciências é um complexo cultural, todo divinamente projetado pelo arquiteto Santiago Calatrava e abriga o L'Hemisfèric (um cinema IMAX e um planetário), o El Museu de les Ciències Príncipe Felipe (um museu de ciências com muita interatividade), o L'Umbracle (um jardim meio aberto e meio fechado que funciona como galeria de arte de dia e, anoite como uma baita balada), o L'Oceanogràfic (o maior aquário oceanográfico da Europa - o segundo está em Lisboa. Não perca o show de golfinhos e o restaurante submerso), o El Palau de les Arts Reina Sofia (parece um olho gigante, que é uma casa de ópera e espetáculos), fora os espelhos d'água e colunas iradas ao longo de todo complexo. Ficamos um dia inteiro por conta das atrações de lá e valeu muitíssimo a pena. 

Ficamos no Hostal Venecia, super indicado e muito bem localizado na Plaza del Ayuntamiento. Dali é super fácil chegar à Estação Ferroviária da Renfe e à Plaza de Toros de Valência (é possível assistir touradas em Valência), que está ao seu lado. Ali na redondeza está uma das principais avenidas, a Carrer de Cristóbal Cólon. Passamos pela Plaza de la Reina, pela Iglesia de Santa Catalina, Catedral de Valência, Plaza de la Virgen, pelas portas antigas da cidade, a Torres de Quart e a Porta de los Serranos, pelo Bairro del Carmen, gostoso demais para ir anoite. É cheio de restaurantes, bares e boates. 

Além da parte mais antiga (centro da cidade e Plaza de Touros), a parte moderna (a Cidade das Artes e das Ciências e o circuito de Fórmula 1), ainda existe o fato de Valência está localizada no litoral, e é abusada o bastante para ter uma das melhores praias que fomos: a praia de la Malvarrosa. Grande, com uma areia deliciosa e uma estrutura melhor ainda. 

Os tapas e as cañas (petiscos e chope) pelos restaurantes são incrivelmente baratos, não deixe de ir. A Paella Valenciana é um arraso de gostosa e diferentemente da paella tradicional que leva frutos do mar, é feita com frango e carne de coelho. Jogue um limãozinho por cima e divirta-se! Como nas outras cidades, existem vários bebedouros pelas ruas para matar o calor. Experimentamos por lá também a cerveja Amstel. A balada fica, principalmente, no bairro del Carmen e no L'Umbracle, na cidade das Artes e Ciências

No mês de março acontece uma das festas populares mais famosas do país, as Fallas. Dizem que é o carnaval de Valência, mas não se engane, em nada se parece com o nosso, porém atrai muitos turistas para a cidade nessa época.

Não se esqueça de levar para a viagem sua carteirinha de estudante (a internacional ou a comum). Em praticamente todos os lugares que fomos, que cobrava a entrada, nossas carteirinhas regulares do Brasil foram aceitas e pagamos bem mais barato.

O sistema de transporte público é mega completo e eficiente, você vai encontrar os ferrys no porto, um aeroporto internacional, metrô, bicicleta, táxi e ônibus. Perfeito demais!


Valência - Espanha  Viagem: 2012 (julho).


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Granada, na Espanha

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Granada é mais uma opção de cidade "bate e volta" na sua passagem pela Andaluzia, na Espanha. Ela fica pertinho de Sevilha, Málaga e Córdoba (use um trem da Renfe). Como as outras cidades dessa região, sofreu uma influência tamanha da cultura muçulmana, cristã e judia, fato notável na arquitetura, características dos moradores, costumes, moda, lojas e comidas. O sucesso do turismo cultural é garantido, já que foi tombada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. A Universidade de lá é uma das mais importantes do país e por isso reúne uma quantidade muito grande de gente jovem, o que aumenta potencialmente a qualidade da vida noturna. Não tive nenhuma experiência desse tipo por lá, então melhor não expressar nenhuma opinião. 

Muitos resumem Granada à La Alhambra, que é simplesmente o ponto turístico mais visitado de toda a Espanha (essa foi a maior curiosidade da viagem para mim). É um conjunto de fortificações e palácios onde residiam os monarcas de Granada. Ela fica no alto de uma montanha e a inspiração das construções e detalhes é totalmente islâmica. Os jardins são muito bem cuidados e os mosaicos nos azulejos são a sua maior característica. 

É super fácil chegar até lá, pegue um ônibus da estação de trem até o centro da cidade. De lá, tome um ônibus menorzinho (único que passa nas ruelas) que sobe atá o alto da montanha/porta da La Alhambra. O passeio é meio exaustivo pois o lugar é muito imenso, mas vale a pena. A vista é linda. 

De volta à cidade, existem várias ruas com lojinhas, praças e igrejas. Uma das principais avenidas é a Gran Via de Cólon, vimos muitos restaurantes, café, bares e sorveterias bacanas nas ruas paralelas. Tente achar o Mercado de Artesania, um beco charmosinho de lojinhas (de repente me senti andando pelas ruas de Istambul). Mas tome cuidado porque se perder por ali é muito fácil.

Não se esqueça de levar para a viagem sua carteirinha de estudante (a internacional ou a comum). Em praticamente todos os lugares que fomos, que cobrava a entrada, nossas carteirinhas regulares do Brasil foram aceitas e pagamos bem mais barato.

Aproveite para experimentar a cerveja de lá, a "Alhambra". Tem cara de guaraná mas é um pouquinho amarga. Vale a experiência. 

Granada - Espanha  Viagem: 2012 (julho)

Toledo, na Espanha

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Toledo é uma cidadezinha próxima a Madri (33 minutos de trem na Renfe) que consegue preservar sua maior característica: ser uma cidade completamente medieval. Ela é a capital da Cidade Autônoma da Espanha, a Castilla-La Mancha e em 1986 foi declarada Patrimônio Histórico da Humanidade. É banhada pelo Rio Tejo, o mesmo que chega até Lisboa. É impressionante! É como voltar séculos no passado e aterrizar em qualquer um desses filmes épicos. Como fica muito perto de Madri, é possível ir até lá num dia só e dependendo da sua disponibilidade de tempo, também é possível conhecer o principal em apenas um período do dia. É perfeitamente mais uma daquelas viagens "bate e volta", na qual você vai apenas passar o dia. 

Assim que chegar na estação de trem, pegue um ônibus para o centro da cidade (que é totalmente murada). A entrada é pela Porta de Bisagra, linda e maravilhosa. Passamos pela Catedral de Toledo, os detalhes em ouro do altar e o trabalho do teto são imperdíveis, pela Praça Zocodover, a principal da cidade e ali pela redondeza ainda tem umas lojas mais modernas bem legais (como a Mango e a Zara), e pela Praça do Ayuntamiento, onde tem um posto de apoio aos turistas. Lá eles te dão mapas da cidade e ainda marcam os principais pontos a serem visitados com a maior simpatia do mundo.

Não deixe de experimentar um item da culinária local, que é o souvenir mais famoso do pedaço, os Mazapanes. Um doce árabe, feito artesanalmente, de açúcar e amêndoas. Eu não curti muito, mas também não sou parâmetro para isso (não me leve em consideração). 

Assim como a arquitetura, até os souvenirs encarnam o clima medieval, são armas, escudos, espadas e armaduras de cavalheiros. É super bacana. As vistas panorâmicas são te tirar o fôlego com as várias pontes que circundam a cidade e o Rio Tejo.

Na estação de trem de Toledo existe um restaurante/bar que tem uma promoção imperdível: um balde com 5 longnecks da cerveja San Miguel por míseros 4 euros. Enquanto espera seu trem de volta para Madri, não custa nada (aliás, custam míseros 4 euros) se sentar lá e curtir o calor.

Não se esqueça de levar para a viagem sua carteirinha de estudante (a internacional ou a comum). Em praticamente todos os lugares que fomos, que cobrava a entrada, nossas carteirinhas regulares do Brasil foram aceitas e pagamos bem mais barato.


Toledo - Espanha  Viagem: 2012 (agosto)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cervejas II

Continuando a brincadeira das cervejas...vou atualizar o catálogo com a certeza de que muitos outros tipos e marcas virão! Eita Alemanha, você me mudou mesmo!






segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Espanha: Spain, sem pain!



Cheguei....cheguei de mais uma viagem impressionante. Impressionante pelo que vi, pelo que conheci e aprovei. Mais uma viagem até o velho continente, uma viagem minuciosa por uma série de cidades (não todas) da linda Espanha. Um país de uma diversidade descomunal, de proporções continentais, e que nem todos sabem, mas também possui uma Família Real até hoje. Eu confesso que sempre tive vontade de ir até lá, muita coisa me motivava: as histórias e fotos de pessoas que já foram, vídeos ou programas na TV e até o destaque dela no mapa múndi. Incentivos nunca faltaram, talvez uma oportunidade. Problema que foi devidamente, e ao seu tempo, resolvido.

Falando um pouco do que conheci daquele país, preciso dizer que me surpreendeu muito apesar da língua não ser tão assustadora assim. Na verdade mais ou menos, surgiram pelo caminho dezenas delas além do espanhol, como o castelhano, o valenciano, catalão...É possível sentir nas ruas o clima separatista que a Catalunya (cuja capital é  Barcelona) tem em relação ao resto do país. 


As comidas eram ótimas – para a minha alegria –, o clima (verão) mais gostoso ainda – achei que fosse sofrer muito com as temperaturas tão elevadas – e as pessoas temperamentais de acordo com a região e o clima de onde viviam. Minha companhia de viagem foi ótima, e tenho certeza que isso colaborou muito.


Por quase todas as cidades é possível encher sua garrafinha de água pelos bebedouros públicos. A maior atração dos bares são as cañas e os tapas (chope e petiscos) que são vendidos por um preço irrisório. Em alguns, basta pedir o chope que os tapas vem de graça. Também existe uma variedade tremenda de presuntos, os jamóns. Muitos montaditos e bocadillos (sanduíches) são feitos com eles (ibérico, serrano e york). Não se esqueça de pedir chupiscos nas baladas e restaurantes, são shots de bebidas que variam de cidade para  cidade. 


Não se esqueça de levar para a viagem sua carteirinha de estudante (a internacional ou a comum). Em praticamente todos os lugares que fomos, que cobrava a entrada, nossas carteirinhas regulares do Brasil foram aceitas e pagamos bem mais barato.


Resumindo, foi o máximo fazer uma imersão radical dentro da variedade artística que cada pedacinho da Espanha nos revela, como os trabalhos de Gaudí e Miró, a inspiração de muitas construções góticas e árabes, as cidades muradas e as portas antigas medievais, o clima exalado pelo ritmo flamenco e cigano, as várias igrejas e catedrais que não cansam de nos tirar o fôlego, a riqueza de alguns dos museus mais importantes do mundo, a modernidade surreal da arquitetura de Calatrava, a animação noturna exemplo para o mundo todo, as muitas praças e praias banhadas pelas deliciosas águas do Mediterrâneo (e do Atlântico ao norte do país).


Se eu indico? Completamente. A Espanha é um país completo: tem tudo a oferecer!


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Balada em Paris, na França


Lembra do tal do facecontrol que eu já citei centenas de vezes no blog? Pois é...parece que ele foi criado pelos franceses.  A dificuldade é tanta, mas tanta...que só posso dizer para que você capriche muito no visu. Uma das minhas experiências em Paris foi no Favela Chic, uma balada de donos brasileiros que, diferentemente do que se espera, atrai basicamente os franceses e demais gringos. Fui num outro lugar que tocava música  latina mas que infelizmente não consegui recuperar o nome. Ela é famosa e creio eu que também faça uma espécie de seleção na entrada, mas como estava com minha prima e chegamos falando muito português acho que “pulamos”, sem querer, a seleção natural. Mas é só um "achismo" pois nem reparei na fila (nessa época eu nem sabia desse esquema tenso de face control).

Depois de todas as minhas conversas com pessoas que já foram a Paris, que moram lá, brasileiros, estrangeiros e parisienses...eu só sei de uma simples coisa: mulheres sem salto e homens sem sapato social não precisam nem sair de casa. Apesar dessa chatice relatada, tenho certeza que a noite parisiense é ótima.  Não começa tão tarde e dá para ir de metrô tranquilamente. Se arrume, divida os grupos grandes de amigos e se jogue!

Favela Chic (Rue du Faubourg du Temple  75011)
http://www.favelachic.com/paris/


Favela Chic

Pegue o metrô e desca na estação Republic que já sai na rua do Favela. É só seguir andando que você já vai achar a movimentação de pessoas e filas. A decoração é espetacular e as bebidas são ótimas. O lugar fica totalmente lotado e a música é impressionantemente boa, variando entre a eletrônica, o funk e o sambão de escola de samba. É o máximo esse lugar, mega divertido e alto astral! Na saída demoramos para pegar um táxi pela a escassez dos mesmos, mas no fim deu tudo certo. 


Ano Novo em Las Vegas

Depois do Natal em Nova Iorque , decidimos voar para Las Vegas para curtir o reveillón. Plano ousado e cheio de expectativas.  Pri...