sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Capitais do Delito

"Onde há turistas, sempre há trapaceiros."

Outro dia estava em minha casa zapeando, como praxe, pelos canais da TV à cabo, e uma propaganda de um programa captou toda a minha atenção: o "Capitais do Delito" (Scan City) apresentado por Conor Woodman, e que passa atualmente todas as segundas anoite no canal National Geographic Channel. A propaganda apresentava o tal programa, e entre palavras como "turismo", "viagem", "mundo", "golpes"...finalizava com a frase: "Eu sou lesado para que você não seja". Pronto, era tudo que eu precisava assistir naquela noite!

O documentário canadense, como as tags já anunciam, trata de uma equipe de reportagem que viaja para as cidades mais famosas do mundo com o foco unicamente em desvendar que golpes, trapaças e malandrices que estão sendo aplicados, principalmente, na classe dos turistas (nós), usando os melhores equipamentos de espionagem. O Conor se faz de isca para sofrer os "atentados" e mostrar, através das câmeras disfarçadas, como funciona tudo, além de conversar com os malandros e entender a cabeça deles. Muitas vezes ele pratica os atos ilícitos para provar que somos mesmo um bando de distraídos.

É muito interessante saber o que rola nesse mundo dos taxistas antiéticos, da lavagem de dinheiro, dos batedores de carteiras, das prostitutas golpistas e suas drogas, do dinheiro falso, das reservas falsas, dos jogos desonestos, dos furtos, das propagandas enganosas, entre outros. 

Eu nem preciso dizer que adorei o programa, contudo, confesso que depois de assistí-lo bateu um medo muito grande de sair por ai pagando de "patinha inocente" para esse sub-mundo lucrativo do turismo. Ainda assim, acho que é sempre uma ótima forma de se preparar e dar um gás no modo "alerta" de todos nós. 

Dei uma olhada no youtube e ainda não estão disponibilizados muitos episódios dublados em português. Porém, no canal de origem do programa, achei mais episódios em mais cidades, mas sem dublagem ou legenda. Vale muito a pena assistir, e mais uma vez eu digo: Cuidado na estrada!

Episódios em português:

Las Vegas - assista aqui.
Rio de janeiro - assista aqui.
Istambul - assista aqui.
Barcelona - assista aqui.
Buenos Aires - assista aqui.
Bangkok - assista aqui.

Vários vídeos da série no canal originário T+E: veja aqui.

Atualizando o post: a 1ª e 2ª temporada já estão disponíveis no Netflix. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Balada em Berlim, na Alemanha

Da mesma forma que iniciei o post sobre Berlim, repito aqui: foi muita emoção pisar na capital da Alemanha por tudo que ela nos representa. Confesso que a obscuridade de pousar em Berlim sem saber o que encontrar e rodeada do "preconceito branco" sobre o seu passado, não abriu lacunas para pensar muito nas atividades noturnas da viagem. Na verdade foi pensado, fiz uma pesquisa básica ali pelo papai Google, pela Lonely Planet...e foi ai que a coisa ficou séria, muito séria.

Já me empolguei com a noite sem nem ter saído do Brasil. Pudera, uma das noites mais bombantes do mundo é a de Berlim. Tem para todos os gostos, e quando digo isso, acredite. Opções não faltam e o nosso problema se transformou em como escolher os destinos. Problema recorrente em várias cidades, ou seja, tirinho no escuro. 

Minha imagem "truncada" de Berlim foi se desfalecendo depois de ver que a eleita Melhor Club do Mundo (em votação no site Resident Advisor) era de lá, a Panorama Bar/Berghain. É simplesmente uma balada feita numa usina elétrica desativada. Com todo esse "filme" ela, por outro lado, é conhecida como a maior vilã do face control, se reserva ao direito de barrar pessoas sem o mínimo de critério possível. A fila é bem extensa, faça calor ou temperaturas negativas, e a vibe bem sinistra. O segurança com poder nas mãos é assustador, digno de filmes do próprio holocausto. Não entramos, e continuo tendo muita vontade de entrar lá dentro. 

Peguei Berlim no fim do inverno (inverno propriamente dito para nós brasileiros) e sair anoite era tenso. Enfim, ative o modo "Liga da Justiça" e vá desbravar a anote alemã. Se o frio estiver muito pesado, use os Mercedes, digo, táxis, a maioria dos clubs se concentram no centro da cidade ali pelos arredores das Alexander Platz e afins. 

Não se decepcione com o Face Control, foi barrado? Pegue o táxi e vá tentar a alegria na próxima fila. Não fique triste, em Berlim nem sempre as pessoas são barradas por conta da beleza (ou escassez dela), não tem critério, pode ser por causa da sua gola mau passada, pela cor do seu sapato, pelo tamanho do seu brinco...ou porque você não "combina" com a proposta da boate. 

Não me lembro dos preços mas acho que são preços justos, nada exorbitante quanto Ibiza nem nas entradas, nem nas bebidas.

Se estiver em Berlim procure pela Week End, que fica ali pela Alexander Platz, no alto de um prédio. Certifique-se de descobrir precisamente onde ela está, pois nós rodamos, rodamos, rodamos e infelizmente não conseguimos achar essa club.

Watergate X (Falckensteinstraße, 49)
http://www.water-gate.de/

Watergate
A Watergarte também é nome presente nas várias listas de eleição de Melhores Baladas do mundo. E é bem legal mesmo. Rola uma filinha básica na frente e o temido face control também. Conheci uns brasileiros que foram barrados porque um deles, de acordo com o segurança, estava arrumado demais. E olha que ele me disse que estava usando uma calça jeans, uma pólo e um sapato (?). Não é muito grande mais o clima do local é muito contagiante, as paredes são inteiras de vidro dando uma mega visão privilegiada do rio Spree, sim, fica nas margens do rio. No segundo andar a balada pega fogo com DJ's sensacionais e pessoas dispostas a curtir a vida ao máximo. Eu me diverti horrores, vale muito a pena. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Trens na Espanha: viajando na Renfe


Não há dúvida nenhuma em usar o serviço ferroviário nos deslocamentos entre cidades na Espanha. Os trens são rápidos, pontuais, práticos e confortáveis: são concorrência pesada para qualquer outra opção de transporte. Os preços também são tranquilos, compramos bilhetes para o mês de julho (verão) que custaram em média 50 euros por pessoa o trecho para viagens interestaduais. Para as viagens curtas, a média estava na casa dos 10 euros o trecho.

Para comprar passagens e fazer pesquisa de horários de trens, entre no site da Renfe, a companhia de trens espanhola. Assim como a maioria dos trens da Europa, ela é super bem estruturada e tem muitas opções de saídas e destinos. Achei que fosse encontrar trens mais lotados pela época em que se deu a viagem, mas curiosamente estavam bem tranquilos (diferentemente dos alemães). 

Como partimos do pressuposto de que nossas viagens, principalmente as grandes, são planejadas com tempo hábil, provavelmente sua pesquisa pelos trechos de trens serão prejudicadas pelo fato da abertura da agenda de vendas de bilhetes se dar apenas com três meses de antecedência da data de embarque. Mas não precisa se render ao pânico! Como eu disse, no site da Renfe é possível fazer as pesquisas por trecho e horários. Vai dar para montar todo o roteiro com detalhes de horários sem problemas, só não vai ser possível realizar a compra, mesmo se você estiver afoito demais para começar a parcelar o orçamento. 

Quando finalmente a agenda de venda de bilhetes estiver aberta para a época do seu interesse, vai surgir mais um "probleminha" na sua vida: o site da Renfe não aceita cartões de fora da Espanha, mesmo habilitados para o uso no exterior. Mas nada de pânico again! Não precisa se lastimar e ter que deixar para comprar os bilhetes lá na hora (com o risco de perder o juízo e os melhores preços por antecedência de compra). É possível comprar os mesmos bilhetes da cia Renfe no site da Rail Europe, inclusive pagando logo em Reais.

No ato da compra, não se esqueça de selecionar a tarifa mais barata "Joven < 26" (se, claro, você tiver menos de 26 anos na data da viagem) e analise os valores cobrados com antecedência, muitas vezes vai compensar pagar por um bilhete numa classe superior. 

Viajando de trem, mais dicas aqui

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Enviando cartões postais nas viagens

"There is no combination of words I could put on the back of a postcard..."

Para todo lugar que a gente vai, seja grande, seja pequeno, seja dentro ou fora do país, sempre damos de cara com aqueles vários e inúmeros cartões postais com as melhores fotos do local. E são tão baratinhos, um punhado por um valor irrisório. De forma quase que automática, sem sombra de dúvidas, saímos garimpando os cartões postais, socamos na bolsa, depois na mala e posteriormente numa gaveta qualquer de casa. 

Vi muito minha mãe fazendo isso, depois eu mesma comecei, até que finalmente parei de comprar os cartõezinhos. Na verdade, não tinha encontrado um sentido bom o bastante para me fazer participar da tradição do cartão postal, a função real dele nunca tinha ficado clara para mim. Porquê ao invés de amontoar papel pelas gavetas, não comprar cartões e enviá-los a alguém, de fato?

Isso mudou na minha viagem para Espanha. Dentre outras coisas que aprendi com minha amiga Núbia, como pregar um selo sem cola e com a língua (na verdade aprendemos juntas com o vendedor), aprendi a usar o cartão postal na sua função originária. Compramos nossos cartões e fomos descobrir como enviá-los para o Brasil lá mesmo da Espanha. Imagina que bacana as pessoas que são especiais para você receberem via correio (que tem toda sua mágica nos dias de hoje) um sinal de que você está do outro lado do Atlântico, se divertindo e, ainda assim, lembrando com carinho e saudade de todos. Olha...é uma sensação muito gostosa para quem manda o cartão cheio de expectativas e aposto que para quem o recebe despretensiosamente também.

O processo de envio varia de país para país. Na Espanha, tínhamos que comprar os selos (custavam centavos) nas Casas de Tabacaria, e somente nelas. Compre os cartões e procure se informar com o vendedor ou algum policial onde é possível comprar os selos. Minha dica é tentar realizar essa operação logo nos primeiros dias da viagem pois seu cartão vai percorrer um longo caminho até chegar no destino, ou então o risco de você voltar de viagem e receber o próprio cartão vai ser grande (de Granada levou mais ou menos dez dias para chegar na minha casa). Tome cuidado com as palavras que for usar, porque é um cartão postal que rodará o mundo sem envelope e vai passar pelas mãos de muitas pessoas, não precisamos traumatizar ninguém, ok?

Quem quiser me passar o endereço, estou super aberta a fazer essa nobre caridade.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O que calçar em viagens?


Um das minhas maiores dúvidas quando estou na fase de preparação para uma viagem, com certeza, são os sapatos ideiais para levar numa boa todas as fases do roteiro sem passar maus bocados (ou alcançar o sofrimento mínimo).

É fato, andar pouco não é uma opção. Não é mistério para ninguém que caminhar pelas ruas e usar o transporte público são umas das melhores formas de conhecer a cidade, entrar no clima real da sua cultura e povo. Então é mais do que necessário a escolha dos sapatos certos para realizar tal tarefa.

Mas é aí que começa toda preocupação. O certo é descolar os melhores calçados que vão amenizar os efeitos das andanças (inchaço e bolhas nos pés), uma vez que, infelizmente, a dor e o mal estar não há como evitar. Isso acaba dando certa dor de cabeça porque não gosto da ideia de andar de "qualquer jeito" só porque sou turista e estou de férias, até porque vou tirar muitas algumas  trilhões de fotos. 

Minha experiência diz que o melhor é não apostar fichas em sapatos novos, compre-os antes da viagem e vá testando seus desempenhos ao longo de alguns meses para se certificar de que eles merecem ter o passaporte carimbado. 

Sapatilhas
           As sapatilhas são ótimas opções para andar durante o dia e, dependendo, até ir para balada. Mas são sapatinhos muito traiçoeiros portanto só leve sapatilhas usadas e testadas para tal tarefa. Nada de comprar um dia antes de viajar e socar na mala. Para andanças frenéticas pode ser um tiro no pé, literalmente. 
          Eu geralmente uso sapatilhas Moleca de pano que tem uma tecnologia de conforto na palmilha, mas ainda assim nem todas são indicadas para viagem. A vantagem é que já existem uns modelos bonitinhos e que combinam com todas as variações de roupas, a desvantagem são os preços que subiram bastante. Vez em quando sinto dores nos pés porque o formato da minha pisada já deformou a palmilha.


Salto alto
         Para as baladas eles serão, na maioria dos casos, necessários. Mas é aquela coisa, salto é salto, uma hora vai machucar; então leve aquele que você sabe que demora mais para torturar. Posso estar louca falando isso, mas o uso dos saltos anoite até que é bom para quebrar um pouco a "rotina"dos pés. 
         Os modelos "meia pata" e "plataforma" geralmente são os mais indicados, mas se como eu, você não usa esses tipos de sapatos, tente os da Melissa. Eles podem ser mega altos, mas são incrivelmente muito confortáveis (além de lindos). Meus fieis escudeiros são: a Melissa Malika preta do bico quadrado, um cinza mais baixinho com salto quadrado da Ávida e um bege de salto médio da linha Comfort Plus da Constance.

Melissa Malika

Tênis
         Os tênis são ótimos companheiros nas longas caminhadas. Mas cuide para escolher o modelo certo, aqueles com muitas molas ou sem amortecimento algum, estilo AllStar, vão machucar. Os mais indicados são os usados para corrida que já tem todo um desenho ideal para ajudar na pisada e são muito leves.
         Tome cuidado com a meia, escolha uma de algodão puro senão em determinada hora é capaz de você sentir muita dor (queimação) com o material sintético da meia, digo isso por experiência própria. Se a viagem for para algum lugar muito quente, ainda corrermos o risco de não aguentar ficar com os pés cozinhando dentro de um tênis, é um caso a ser pensado porque eles pesam e ocupam lugar na mala.
Mizuno Wave

Crocs
          Todo mundo implica com as Crocs pela " beleza" que elas possuem, mas tenho certeza de que os donos desses comentários nunca colocaram os pés dentro delas. Sim, é coisa de Deus. O melhor é que eles já desenvolveram vários modelos mais bacanas e delicados para a gente não ter que se submeter a usar aquela “caixa de sapato”.
         Mas surpreendentemente eu consegui criar bolhas com minhas Crocs bonitinhas. A partir de certo estágio de caminhada elas não aguentam o tranco. Muito cuidado até com as Crocs; de novo, a dica é fazer teste drive simulando as mesmas condições de uso com as quais vocês (você e a Crocs) irão se deparar na viagem.
Crocs Olivia
Chinelo
         Podem ser boas opções de uso além do quarto e do chuveiro. Principalmente em viagens no verão, claro. Usar chinelo não precisa sempre retratar um momento “largado”do ser humano, dá para ficar fashion sem problema nenhum. 
        As  Havaianas predominam nesse caso, obviously. Mas tome cuidado pois até elas podem ser grandes vilãs, muito porque as “tiras” podem machucar e até “assar”o peito do pé. E se estiver muito certinha no seu pé, pode vir a machucar o calcanhar. Existem uns chinelinhos de pano que são ultra-leves e que podem te apoiar na andarilança. Para andar, por exemplo, em Parques de Diversão, não hesite em apostar na chineleira.

Chinelo de pano souvenir 
Bota
          Para locais frios é o item principal da mala, sem dúvidas. Tome cuidado com os saltos, muito altos vão dar problema, e sem nenhum, também não vai ser tão legal. Tente comprar uma bota com cano largo para caber as calças que estará usando. A regra da meia também vale aqui.
         As botas são ótimas, a maioria aguenta o trabalho sem se vingar do dono. Meu suporte está numa bota preta de cano médio que tem um salto inteiriço baixo, e numa cano baixo marrom da Piccadilly com palmilha anatônica. 
Ankle Boots Piccadilly

Outra dica é revesar durante os dias os sapatos que levou, um dia use um fechado sem meia, no outro um aberto para o pé respirar, depois use um fechado com meias. Vá mesclando o uso para que nenhum ponto do pezinho seja pressionado ocasionando uma temida bolha. Evitar bolhas é o canal (ou tentar adiar ao máximo o seu aparecimento). Se seu pé for enjoado, se antecipe e mumifique com esparadrapo os pontos mais críticos. 

Se as bolhas aparecerem, geralmente entre os dedos, o lance é recorrer sem hesitar às fitas estilo esparadrapo mesmo. Existe uma maravilhosa que tem uma super cola (não sai nem no banho), é transparente e maleável à pele, ou seja, perfeita e faz total diferença. A Núbia descobriu esse salva-vidas e carinhosamente o apelidou providencialmente de "Pró Pé", a fita Nexcare 3M. É possível achar em todas as farmácias, inclusive nas gringas. Esse é um daqueles itens imprescindíveis da mala. É tão bom que aposto que se estiver com azia, é só colar um pedacinho na barriga que ela vai embora rapidinho.
Fita Nex Care 3M
Ps.: Todas as dicas dos sapatos são validas associadas aos remédios para dores musculares e anti-inflamatórios que inevitavelmente tenho que usar em certas ocasiões. 

Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)

Depois do natal encantado que tivemos em Nova Iorque , partimos para Las Vegas para usufruir do famigerado réveillon. Adquirimos o voo...