segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os Brasileiros no Exterior


A imagem da mulher brasileira todo mundo (literalmente) já sabe mais ou menos como está desenhada. Ainda vou escrever um post exclusivo sobre o assunto mas agora vou continuar o raciocínio em cima da fama e repercussão dos brasileiros, dos homens brasileiros. Como será a vida dos nossos conhecidos, amigos, namorados, maridos quando saem em uma viagem internacional? Essa foi a pergunta que fiz à alguns amigos, e pedi muita sinceridade.

Pelo que captei eles se beneficiam da imagem geral do nosso país de gente simpática, alegre, agradável e quente. De acordo com um amigo a mulherada têm a imagem do homem canalha, mulherengo, pegador, galinha, sex machine (hahahaha) e algumas têm até medo dos caras. O impacto inicial é mais normal, geram simpatia e ganham atenção. Mas nada comparado ao efeito “mulher-brasileira”.

Eu perguntei mais, quis saber além dessa etapa inicial da abordagem. Geralmente as mulheres gringas quando não são “frias e sem sal”, são bem “pra frentex” (e nós brasileiras que levamos a fama), mas não dá para generalizar. Vai variar de país para país. Eu vi cada coisa pela noite, coisas que davam medo até em mim que também sou mulher.

No geral, elas são mais fechadas e só dão "ousadia" às pessoas que fazem parte dos seus círculos de confiança. Isso é nítido de ver, até eu já percebi. Já tem lugares em que elas tomam a iniciativa, chegam, puxam conversa e tudo mais como nos EUA, e não necessariamente significa alguma coisa. Umas acham completamente estranho beijar alguém assim tão rápido, mas quando beijam o bonde fica totalmente sem freio.

Um amigo disse que as mulheres americanas são lindas de rosto e peito, já o resto pode deletar. Um outro (que viaja horrores e já conheceu todo tipo de mulher) disse que não tem concorrência, a mulher brasileira ganha de todas no conjunto da obra. Pelo que entendi, eles vêem por ai muita mulher bonita e inacreditável, mas no fim das contas a gente ainda têm uma vantagem de vários corpos na frente. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vistos

"you lose!"


Antes de sair marcando viagens de última hora pesquise um pouco sobre as questões burocráticas de entrada no país que você pretende visitar. O Brasil já tem uma relação de parceria (papel do Ministério das Relações Exteriores) com diversos países que liberam a nossa entrada sem tanta dificuldade que é o caso da Rússia, dos países do Mercosul, da Nova Zelândia e outros mais que não me vêem à cabeça. Porém, como nem tudo são flores, alguns lugares mantém a política da “protecionista vizinhança” e não abrem mão de uma análise detalhada da vida do sujeito que cogita entrar em sua jurisdição. É o caso, por exemplo, da Inglaterra (feito no próprio aeroporto), Canadá, Austrália e Estados Unidos.

Como eu já citei, alguns vistos são feitos no aeroporto da cidade depois do desembarque como no Reino Unido e Moçambique. Isso não significa que seja uma conquista mais fácil. Todos passam pela imigração e o agente faz uma pequena entrevista com todos, se ele julgar procedente sua história, você entra. Eu acho pior, porque você já gastou com passagem, hospedagem e tudo mais, e dessa forma corre sério risco de não obter a autorização de entrada. Nesse caso, você volta no próximo vôo para o Brasil, sem ter nem ao menos saído das dependências do aeroporto. Um prejuízo material e moral garantidos.

Outros devem ser feitos com muita antecedência aqui nas embaixadas dos respectivos países ainda no Brasil (algumas embaixadas só existem em certas cidades brasileiras, quem mora em Brasília se dá bem e não precisa gastar ainda mais dinheiro tendo que viajar atrás do visto em alguma embaixada). Com certeza, a maior fila de espera é a dos Estados Unidos. A úlima notícia que tenho é de uma espera para agendamento de mais ou menos 5 meses. Ou seja, nada de viagens relâmpagos para os EUA. Há uns 10 anos o visto era um bicho-de-sete-cabeças, depois dos ataques terroristas complicou mais, e hoje, ah....hoje no auge da crise do Tio Sam, eu acredito que esteja facinho facinho.

Não tem muito segredo, a maioria das pessoas que tem o visto negado é gente que não consegue provar que têm um vínculo com o Brasil, são  os potenciais imigrantes ilegais. O vínculo se dá com imóveis, casamento, família, trabalho efetivo, estudo, capacidade para se manter na viagem...etc. Se você for jovem, viver às custas dos pais e tiver um emprego não tão seguro, pode ter problemas. Os servidores públicos se dão bem nesses casos. Meu primo, quando criança, tentou trocentas vezes o visto para os EUA e conseguiu uma única vez e com validade de 6 meses, a dificuldade é que ele não tem pai e morava com a vó.

Pesquise no site da embaixada do país que você almeja os trâmites necessários para aquisição do visto. Provavelmente terá uma taxa de pagamento, um formulário para preencher e a exigência de fotos. Boa sorte!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Face control: Baladas




Existem coisas por esse mundo que às vezes a gente não faz ideia nenhuma. E nas noites de baladas, principalmente na Europa, rola o tal do face control. O que é isso? É uma seleção bem preconceituosa das pessoas que pretendem entrar em alguma boate. Isso mesmo, tem mais essa. Além de você se deslocar do seu continente, ainda precisa torcer muito para que te deixem entrar em algum lugar, que é claro, você vai pagar normalmente.

Eu não tinha ideia de que isso acontecia por ai e que é a coisa mais rotineira para o pessoal nas portas de baladas. A primeira vez que passei por essa experiência foi em Buenos Aires. Pesquisei todas as baladas da cidade e em todos os sites dizia sobre a obrigatoriedade de específicos tipos de roupas (homens nem pensem em usar tênis) e boa aparência. Avisei minhas amigas e disse para capricharem no modelito pois a beleza ia ser fundamental. Estávamos tranquilas pois afinal de contas somos brasileiras, nossa fama tinha que ser útil para alguma coisa. Batata! Não tivemos problemas em nenhum lugar, ainda entramos de graça e bebemos com muitas cortesias.

Do outro lado do oceano a coisa funciona bem diferente. Os critérios não são apenas “beleza”, e pelo que andei pesquisando, ninguém sabe nada a respeito desses benditos critérios. Tudo gira em torno do dia, do segurança, da lua, da sua sorte. É completamente tenso. Você entra numa big fila num frio descomunal e na sua vez recebe um “Sorry you can't get in!”. Eu vi gente feia entrar, bonita barrada, homens entrarem, mulheres barradas e vice-e-versa. Mas como eu disse já é bem comum e as pessoas tiram de letra, pegam o táxi e vão para a próxima boate-tentativa.

Depois de Buenos Aires, encarei essa etapa pré-balada em Berlim. Com uma segurança interna encaramos a fila sem saber como agir. Muitos dizem que é melhor evitar grupos grandes (se for seu caso, divida os amigos na fila) e não ser muito barulhento e espalhafatoso (fique longe dos italianos). E reze, reze mesmo. Fomos barradas (duas mulheres brasileiras com visual caprichadaço) numa balada eu acredito que por causa da língua. O segurança perguntou quantas pessoas eram e eu inocentemente respondi em inglês que eram duas. Eu podia ter aprendido pelo o menos a falar isso em alemão. Droga! Ele pediu para esperarmos do lado, observamos e parece que o pessoal que estava esperando de lado aos poucos iam entrando, estávamos sob uma temperatura negativa e resolvemos ir para outro lugar. Fiquei chateada porque queria muito entrar ali. Não tem problema na próxima vez que for até lá eu tento de novo.

Pegamos o táxi e fomos para uma outra perto dali, a mesma coisa de antes: a fila. Nessa entramos numa boa, sem tensão. No outro dia pelas ruas da cidade conhecemos uns brasileiros que tinham sido barrados nessa mesmo balada que conseguimos entrar. O segurança disse a um deles que ele estava arrumado demais. Eu perguntei se ele tinha ido de terno, o coitado disse que estava normal, com uma gola pólo apenas. Vai entender! Resultado: nenhum deles entrou. Não existe critério mesmo, eles inventam uma desculpinha e ponto final.

Depois aconteceu numa baladinha em Lisboa. Quanto mais top a balada for, maior a probabilidade de controle na entrada. Pegamos uma fila gigante (dessa vez estávamos com pessoal que conhecemos no hostel), e eu já cantei a pedra que não íamos entrar. Pelo simples fato de uma das gurias estar de calça jeans e pela presença do rapaz do hostel (guia) que já era meio tiozão. O resto do pessoal estava “ok”. Mas esses dois estavam queimando o nosso filme, e queimaram mesmo. Quando chegou nossa vez a moça apenas disse: “300 euros de consumação”. Fomos para uma outra, eu fui na frente para conversar com o segurança, estava de vestido e tirei o casaco. Existiam várias comandas de todos os valores possíveis, ele nos deu uma de 5 euros. Entramos.

O problema disso tudo é a frustação. Confesso que a sensação é péssima. Você tem a grana e escolheu aquele lugar para ir, por vários motivos, e é impedido de entrar. Dá uma raiva imensa, mas depois você vai se acostumando como a maioria já é. Sempre rola uma barraquinho nas portas de gente que não aceita ou se acha humilhada. Esse esquema é muito forte na Europa e ele funciona mesmo, até as brasileiras podem rodar (quem diria). Em Paris a coisa é ainda mais rígida, mulheres sem salto alto não precisam nem sair de casa.

Coloquei apenas os casos mais memoráveis à respeito. Preciso dizer que ao mesmo tempo que a seleção pode ser muito dura com você e seus amigos, ela pode ser muito boa. Tipo assim, vocês entram de graça (no caso de mulheres), ganham comandas mais baratas, ganham cortesias e coisas assim. E muito importante, depois que você entra só encontra gente bonita e bem apresentável. É tenso e tosco, mas em geral nos traz boas consequências.

Dê uma olhada em:
Balada em Lisboa, Miami, Munique, Düsseldorf, Argentina, Paris, Valência, Ibiza, Barcelona, Madri.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Turismo Teórico



Estou com o panfletinho da CVC nas mãos. Não tô fazendo nada, então estou aqui me distraindo um pouco inocentemente. Estou passando os olhos nos pacotes da Europa e, como sempre, eles não me agradam em nada (ui que radical). Nem no preço nem nos detalhes maiores. Eu concordo que os pacotes são ótimos pois já te dão tudo mastigadinho e a relação de cidades também é bacana. Mas é só isso isso e ponto final.

As agências são as maiores vendedoras do chamado “Turismo Teórico”. Vou explicar, é aquela viagem na qual você conhece o mundo basicamente em 2 dias (ou menos). Nesses pacotões “Europa em 1 mês” você anda tanto, mas tanto, que confunde todas as bolas, não sabe distinguir em que cidade e país acordou hoje. Muitas das vezes apenas passa de ônibus pelos pontos turisticos (tipo na Torre Eiifel, aconteceu com minha mãe que teve que voltar por conta própria depois) além de ir a lugares onde só tem turistas e ter a oportunidade de conviver apenas com esse tipo de gente. Eu abomino essas viagens. Na maioria das ofertas os preços são altos pelo múmero de dias gastos esse é meu principal desmotivador. Mas não estou descartando essa opção, nunca. Tem coisa que vale a pena.

Tem gente tonta que adora contar vantagem e dizer que já visitou num sei quantos países, como se fosse uma competição. Você pergunta algum detalhe e ela se perde completamente. Além de não absorver nada, ainda chega em casa com uma fatiga inimaginável. Que férias são essas? Pense bem antes de sair comprando esses pacotes. 

Eu tenho comigo mesma a ideia de viajar com calma para vários lugares. Conhecer bem um país, andar por várias cidades e de repente pular para o país do lado. Na calma, na tranquilidade, para valer a pena. E afinal de contas se você conhece o continente todo em uma única viagem, o que vai fazer da sua vida nas próximas férias? Você não vai morrer amanhã, tem muita viagem ainda por vir.

Acho que o sentido de uma viagem gira em torno das experiências, vivências, valores e conhecimentos que são agregados na sua vida por osmose. Muita gente não pensa assim, mas o importante é viajar para  satisfação própria e não para os olhos dos outros ou abrir mais um álbum no Facebook. As viagens têm significados personalíssimos, e a sua, é só sua, nunca vai ser igual a de ninguém mesmo que seja para o mesmo destino ou até na mesma ocasião. Aproveite tudo da melhor forma, quem ganha é sempre você.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Andando de metrô



Toda vez que chego de uma viagem minha mãe pergunta “E aí, como vocês andaram por lá?” e eu sempre digo “Uai, de metrô né mãe...”. Ela sempre fica pasma, acha inacreditável a gente se entender com aqueles metrôs imensos, com zilhões de plataformas, linhas, escadas, conexões e, ainda, em outra língua, tipo francês ou alemão.

Realmente, pode aparecer impossível se localizar e usar bem esse serviço. Mas não tenha dúvidas, você precisa apoiar todo seu planejamento de deslocamentos no metrô. Além de serem baratos, são rápidos, seguros, e chegam a várias regiões da cidade. Para você ter uma ideia, nós (e geral) íamos para as baladas anoite de metrô e era o máximo. Confira a segurança desse plano, ok?

Antes da viagem pesquise coisas básicas dos sistemas metroviários, tem algumas regrinhas básicas que variam de país para país. Tipo como funciona a compra, se aceitam apenas moedas, se vale mais a pena comprar vários tickets ao invés da compra de avulsos, os horários de funcionamento, etc. Na Alemanha, você compra as passagens nas máquinas brancas, e na entrada de cada plataforma existem maquininhas amarelas apenas para você validar o ticket, é obrigatório. Ela imprime a hora de entrada no trem e não existe mais controle nenhum. Já em Paris e Lisboa, você insere sua passagem na máquina, ela libera a catraca para o acesso à plataforma. Na saída é preciso inserir o mesmo ticket para liberar sua saída. Em caso de dúvida, nunca jogue fora ou perca seus tickets (eu sou mestre nisso).

A dica é sempre conseguir o mapa da cidade em questão. Marque todos os lugares que te interessam visitar. Depois adquira um mapa do metrô e brinque muito com os dois. Não tem segredo, marque o nome da estação do seu hotel e veja a estação de desejo. As linhas dos trens são divididas por cores e números. Então é só ir acompanhando as estações e ver se vai ser necessária alguma baldiação, anote o nome da estação (faça isso tudo antes de entrar no metrô), já entre com todo esquema anotado.  
Para descobrir a plataforma: defina a linha que deverá ser usada, a cor ou número.
Para descobrir a direção: Lá na plataforma você precisa saber a direção certa do trem (só podem ser duas). A direção sempre vai ser o nome da primeira ou última estação da linha que você está. Então para definir a direção, é só ver para que lado está a estação que você quer chegar.

É muito fácil mesmo, e nem precisa ficar falando com ninguém. É uma linguagem universal, as coisas que podem variar é a questão de compra e  coisas do tipo que eu já falei. A única coisa que não vai mudar é a honestidade das pessoas. Não existe um controle rigoroso de uso como aqui no Brasil. Não tem guardinha recolhendo os bilhetes ou coisa assim. Em alguns casos não tem nem catraca, é tudo aberto. E funciona. Todo mundo usa direitinho na base do bom senso. Então nada a ver, você turista, chegar lá dando uma de espertinho. E além do mais, de vez em quando tem um funcionário checando passageiro por passageiro, querendo ver a validade do ticket ou se ele foi devidamente validado. Se tiver na ilegalidade vai ter que pagar uma multinha de mais ou menos 80 euros + o vexame moral, sem choro nem vela.

Confesso que já andei no estilo “brasileiro” de ser, mas não por má fé e sim porque ou a máquina de vendas estava quebrada, ou simplesmente não existia a máquina na estação que estávamos. Eu fazia a viagem com o coração na mão, morta de vergonha de acontecer algo. E tivemos, em questão de proporção de uso, poucas visitas dos funcionários e graças a Deus, estávamos certinhas todas as vezes. A recomendação final é: Paga o negócio pô!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Check-in online, bagagem de mão e transporte de líquidos




Eu confesso que nunca tinha feito o tal do check-in online (tive hoje minha primeira vez). Pelo simples, e não tão fácil, fato de eu nunca ter conseguido viajar para qualquer lugar que fosse com apenas uma mala de mão, e muito menos ainda, com alguma mala que pesasse até 5kg. Acho que minha bolsa do dia-a-dia já pesa tudo isso. Mas acho que é muito prático, mesmo nos casos de despacho de bagagens. Agiliza bastante seu tempo-aeroporto.

Uma pena, uma pena mesmo porque acho ótimo essas pessoas que fazem viagens rápidas, tipo um final de semana, e conseguem enxugar tanto as bagagens. São só vantagens, viajando só com uma malinha de mão você pode aderir ao check-in online e chegar com menos horas de antecendência no aeroporto, pode ir direto para o portão de embarque e pular aquela fila gigante dos balcões das companhias, você evita ficar horas e horas esperando suas coisas na esteira no aeroporto de destino e, a maior vantagem na minha opinião, você anula o risco de ter sua mala extraviada, roubada ou danificada.

Bom, se você é um mestre da organização e consegue viajar dessa maneira, eu ainda chego lá, lembre-se de obedecer as regras de peso (5kg) e seguir as regras de transporte de líquidos (se não me engano tudo começou com o 11 de setembro).

Essas regras dos líquidos é chata. Eu mesma nunca sei direitinho o que pode, o que não pode, e como deve ser. Na dúvida leve perfumes, desodorantes, cremes, gel e produtos de embalagem grande nas malas que serão despachadas. Se tiver que levar alguma coisa dessa natureza na mão, leve as amostras grátis/pequenas e coloque naqueles plásticos com fecho ziplock.

Minhas experiências não são muito boas. Fui para São Luis e no raio-x tive que jogar fora meu shampoo e condicionador sem sal novinhos em folha na lata do lixo (ai que raiva, que vacilo!). Outra vez na volta da Europa, no aeroporto de Lisboa, dei problema também no raio-x porque tinham 2 garrafinhas de vinho do porto (souvenirs) na bendita mala de mão (eu nem sabia que estavam lá, será que comprei muita tranqueira?). A sorte é que já tinha uma maquininha que vendia os plásticos (espertinhos) por 1 euro, daí consegui comprar e levei os vinhozinhos. Que vergonha meu Deus! Policial: “Algum líquido senhora?”, Eu: “Nãããããõ!”, Raio-x: “Piiiiiiii”. Segue mais uma brasileira...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Viajando de Trem



A opção de viajar de trem pela Europa é sempre muito bem cotada sempre que você planeja alguma ida até o velho continente. Também não foi nenhuma novidade para mim, a não ser a parte que eu nunca tinha entrado num trem para esse fim. Até que começei todo planejamento do primeiro “mochilão” ainda esse ano. Depois de uma pesquisa bem superficial, já ficou bem claro que não compensaria rodar algumas cidades e países de avião (nem nas companhias low cost) porque além da limitação de bagagem (muitas mal aceitam algum volume de mão), os aviões envolvem aeroportos, e esses são um atraso de vida: presença 50 horas antes do vôo, check-in, embarque, desembarque, espera de malas, tempo ruim, etc.

Eu digo que viajar de trem é a melhor decisão a ser tomada. Alguns pontos positivos (e decisivos):

  • Preço: Os preços em si já são muito bons, e as viagens noturnas são bem mais baratas.
  • Conforto: Eu acho que são mais confortáveis do que os aviões. As poltronas são mais amplas, tem uma inclinação boa, os trens são extremamente silenciosos.
  • Viagens Noturnas: Acho que te dão ganhos de horas muito bons. Tente já deixar esquematizado a hora da chegada e o check-in no hotel/hostel. Pode ser cansativo e de repente é melhor viajar de dia (tem que analisar caso-a-caso). Aconselho para pessoas que não estejam sozinhas pois é preciso ficar alerta para a estação de descida. A parte ruim é que você perde as divinas paisagens.
  • Pontualidade: A pontualidade é impressionante, se no seu cartão de embarque está marcado para as 18:35, às 18:30 o trem chega na plataforma e exatamente às 18:38 ele parte, com você dentro ou não.
  • Malas: Não existe limite de bagagem, só que os compartimentos são pequenos e se ele estiver cheio de gente, pode estar tudo lotado. Mas suba com tudo e vá achando ”beirinhas” para encaixar as coisas pelos corredores ou atrás dos bancos.
  • Lugares: É um entra e sai frenético de gente. Seu lugar já é reservado no ato da compra então fique tranquilo. Dependendo da viagem, o trem pode estar vazio e você pode ir numa poltrona dupla bem esticado e folgado. Tente não escolher assentos com uma mesinha no meio, eles são meio desconfortáveis. E se der, evite cabines com várias pessoas. São horríveis e constrangedoras.
  • Descida: Eu achei que descobrir a sua estação de destino era muito complicado. Não existe um programa para você ir seguindo (tipo de metrô). Para gente saber a hora de descer, tinhamos que fazer escalas de sono. Uma durmia e a outra ficava acordada de olho nas paradas. Colocávamos o despertador para 1 hora antes do horário previsto. Ficávamos a postos para descer a qualquer minuto pois só sabiamos o nome da cidade/estação quando estávamos entrando nela (no último minuto). Na próxima, vou ver se imprimo o itinerário do trem até o ponto final para saber ao menos a quantas paradas estamos do nosso destino.
  • Controle: Geralmente depois de algum tempo já dentro do trem, vem um fiscal conferir os bilhetes. Não me pergunte como eles controlam todo mundo (é um entra e sai danado), mas eles fazem certinho.

A coisa mais básica que existe é perder algum dos trens. Se você ainda não perdeu, um dia vai. Eu e minha prima perdemos um que nos levaria de Dresden até Munique (ambos na Alemanha). Estávamos pontualmente na plataforma e apesar da confimação no letreiro achamos estranho a movimentação de pessoas (quase nada). Ouvimos no serviço de som, um mulher falando um monte de coisa (em alemão) e começamos a nos preocupar. Eles tinham mudado a plataforma encima da hora, a moça estava falando isso, e quando saiu no letreiro a plataforma certa saimos correndo com as 500 malas pela estação. Chegamos lá exatamente 1 minuto depois da hora programada para saída mas ele já havia partido. Momento tenso! E não programado. Tivemos que ir até o balcão da cia, tentar explicar para atendente que não falava nada além de alemão e ainda nos garantir no próximo trem para Munique (que só ia sair às sete e pouco da matina). Resultado: noite congelante de mendigas na estação.


Eu tenho mais uma história engraçada. Eu estava no meu turno de sono num trem (também de uma cidade a outra da Alemanha), sonhando com nuvens e algodão doce. Minha prima, me deu uns tapinhas no ombro e disse “É aqui!”, como temos somente alguns minutos para embarque e desembarque eu levantei (ainda dormindo) e em frações de segundos, sem hesitar, vesti meu casaco, coloquei minha mochilona nas costas, peguei as duas malas de rodinha (uma em cada mão) sai andando para porta de saída e pulei! Pulei. - detalhe: minha prima de longe vendo tudo – Tinham 2 degraus para sair do trem, eu pisei em apenas um e saltei direto na plataforma. Como estava com a mochila de num sei quantas arrobas nas costas, desestabilizei, sai cambaleando uns 500 metros, joguei a mala da mão direita pra um lado, a da mão esquerda para outro e tentei um malabar com a mochila nas costas. Infelizmente tinha um rapaz no meio do caminho. Ele estava ali tranquilo quando a porta do trem abre e sai uma louca jogando coisas para todos os lados. Ele ficou apavorado não sabia se pegava minhas malas, se me acudia ou se saia do caminho. Acho que depois dessa loucura eu acordei de verdade. Depois da cena, sai minha prima na maior calma e devagareza do mundo. Foi hilário!

Você já pode sair do Brasil com todas as passagens compradas. No site da Tam (Rail Europe) é possível fazer pesquisas com preços já em reais. Eu achei os preços super caros, então fomos direto nos sites das companhias e compramos tudo por lá (apesar de estar escrito em alemão). Se as distâncias forem pequenas, não custa nada dar uma olhada nos trajetos de ônibus. Eu fico só imaginando, já pensou se tivéssemos essa estrutura ferroviária no Brasil? Aiaiai...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

DPV 2

tão unfair...

Eu estava fazendo um limpa na minha caixa de emails e acabei achando cada coisa. Coisas que eu faço e na época não me dou conta do non-sense. Coisas engraçadas, pelo o menos. Olha esse email que mandei ao grupo de discussão (via email) que tenho com algumas amigas (contexto: eu nem tinha conseguido desfazer totalmente minhas malas das minhas férias):

Gente, estou escrevendo esse email para desabafar um pouco. Eu sei que acabei de voltar de férias e que fiquei viajando por 1 mês, eu sei. Mas eu nunca tive essa experiência de ficar fora da realidade por tanto tempo (já fiquei nos EUA mas não conta). Eu voltei diferente, tão diferente que até eu estou percebendo. As horas não passam nesse lugar (trabalho) e eu não consigo me concentrar em nada, na-da. Estou me sentindo mal...antes eu tinha a pressão de organizar uma viagem independente de agências toda nas costas....agora eu não tenho sentido na vida. As únicas coisas que vão acontecer é a viagem para o U2 e para a Pousada do Rio Quente com minha família, mas estas são coisas rápidas e que não precisam de suor nenhum antecipado.

Pois bem, vou ser direta. Alguém aí está afim de viajar? vai viajar? quer me convidar? ou ao menos vai viajar e quer me dar a tarefa de fazer um roteiro????
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.....eu sou doente, eu sei.
31 março 2011

Considero essa a segunda DPV (Depressão Pós Viagem) registrada. Inclusive foi daí que saiu a discussão para a criação desse blog. Tadinhas das minhas amigas, elas embarcam junto comigo no exagero, drama e microtempestades. Depois que dei o pontapé inicial, passei até a receber manifestações nesse mesmo estilo de solidariedade. Pura viagem!

sábado, 6 de agosto de 2011

Amassos à bordo

"Love is in the air..."

Eu estava conversando com uma amiga outro dia sobre coisas inusitadas que acontecem nas viagens de avião. Ela estava louca para contar o que tinha acontecido numa ponte-aérea entre Brasília e São Paulo. Era uma viagem a trabalho, mas por alguns algumas horinhas ela se sentiu numa viagem de férias. Ela foi uma das últimas a entrar no avião e teve a sorte de ir do lado do “futuro marido” dela. Desde a subida até a descida não trocaram nenhuma palavrinha sequer, mas mesmo assim a vida dela mudou completamente (dizendo ela). 

Eu também já me apaixonei várias vezes dentro de um avião, por passageiros e comissários. Acho que o clima do local mexe comigo (hehehe). Engraçado, mas nesse ambiente há uma concentração imensa de potencias maridos por banco-quadrado. É só olhar por alguns segundos aquela pessoa que já inicio no automático uma análise semiótica básica das características visuais, a partir daí tento ir imaginando tudo sobre aquele indivíduo. Se ele cruzar o olhar com o meu, eu não sei o que poderia acontecer. Talvez desistisse da minha vida e fugisse com o desconhecido. Um perigo!

Mas quem nunca se deparou nessa situação? Uma vez me apaixonei perdidamente pelo comissário da Gol (vôo Buenos Aires – Santiago), era como se fosse o Natal em forma de gente, lindo, perfeito e educado. Tirei, no estilo paparazzi, algumas fotos dele, nem sei onde elas estão, mas consigo me lembrar dele perfeitamente até hoje.

Certa vez, num vôo para os EUA com escala em Bogotá pela Avianca um tiozão sentou-se do meu lado. Ele era bem tagarela e emendava um assunto atrás do outro. Eu não tenho problemas de interação e não vi problema em participar da conversa. O vôo era longo e minha tia faz a linha “cafetina de sobrinhas” (no bom sentido), ela saiu do assento e veio me visitar. Entrou na conversa e em menos de 2 minutos a pauta era a minha vida pessoal. Só me lembro dela dizendo à aquele estranho “ela tem que casar com um cara que goste de viajar bastante porque senão não vai combinar, não vai dar certo”. Eu lembro que ele era tipo o CEO de uma empresa bacana, solteiro, alto, tiozão, e roncava de boca aberta. Descemos e paramos todos do nosso grupo para esperar os remanescentes. Ele parou junto. “Meu Deus! O que ele está fazendo?”eu pensei. Eu disse a ele que ele deveria seguir para não atrapalhar seus planos, pois nós estávamos enrolados esperando outras pessoas. Ele se despediu. Que situação.

Outra coisa que acontece demais, é aquela história das fantasias dos casais. Nos filmes já vimos muito (uma cena boa do Ashton), e na vida real? Bom, acho que as pessoas se arriscam mais nos vôos mais longos e noturnos. Sei lá, ali no meio do filme, na alta madrugada. Mas como será a orientação aos comissários em relação a esses casos? Eu queria conhecer algum deles para perguntar isso. Eu nunca presenciei um caso, também nunca fiquei ali “guardando-caixão” no banheiro. Acho que vou começar a prestar mais atenção.

A solução talvez seja viajar na primeira classe que oferece poltronas que viram verdadeiras camas, e algumas empresas já têm algumas de casais. Na Flórida você pode alugar por horas um jatinho particular-motel para não correr riscos e ter que abortar a missão (iniciar um Defcon 4). E não, não vou escrever nenhuma opinião pessoal sobre fantasias, por um único motivo: é pessoal por dimais da conta.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Comida de avião



Eu tenho uma raiva tão grande quando vejo as pessoas revoltadas com as comidas servidas nos vôos. Acho que essa indignação vem pelas épocas passadas em que avião era coisa de rico, que as pessoas se arrumavam  enlouquecidamente para embarcar. Mas feliz, ou infelizmente, o caso é  passado, bem passado, e hoje o acesso às aeronaves está cada vem mais popular. Em muitos casos sai mais barato do que encarar uma cansativa poltrona numa rodovia.

Quando a viagem é feita num ônibus (geralmente não é servido nada) ninguém sai com tanta indignação quanto eu noto nos trajetos aéreos. Eu entendo que em certos casos, tipo vôos em horários de almoço ou  que demandam muitas horas, é natural esperar por uma refeição “completa”. Algumas das viagens que fiz em casos como esses eu não tenho muito o que me queixar da alimentação. Num vôo pela Gol na volta de Buenos Aires, serviram empanadas argentinas que estavam divinas.

Na verdade acho que o povo corneteia mais as refeições/lanches dessas viagens mais rápidas, ponte aérea... eles servem barrinhas de cereais, amostra grátis de biscoito, amendoim e coisas do tipo. São besteirinhas mesmo, mas não são motivos para tanto ódio e repúdio. Acho que não precisa desse drama todo que muuuita gente faz. Não estou defendendo as companhias aéreas (até porque não como barras de cereais) mas muita gente acha que avião é restaurante, basta levantar a mão e vem a “aeronete” (aeromoça+garçonete) te servir.

Acho que é uma questão de atitude positiva (como dizem na matéria de RH), não deixe o clima e os bons motivos de estar naquele avião serem jogados  pela janela. Se você é como eu e muitas vezes a comida do avião pode ser uma fria, coma antes, leva de casa, sei lá. Agora pára com esse discurso (já insuportável) do pós-vôo. Numa viagem rápida pela Lufthansa na Europa, o “lanchinho” servido foi uma barra de Toblerone, para você ver como as coisas não são tão ruins. Eu achei o máximo e só fiquei brava por uma coisa: tinha gente recusando aquele chocolate sensacional. 

Eu sou muito fã do Marcelo Adnet, então só para variar, vai mais um vídeo dele relacionado ao assunto: para assistir clique aqui.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Montanhas-russas!

"Nem só de carrousel viverá o homem"

Me deu uma vontade louca de falar hoje sobre montanha-russa. O nome já diz tudo: elas surgiram na Rússia originárias dos passeios de trenós (isso mesmo), já o primeiro looping foi construído num parque na França. Muita gente leva a brincadeira a sério e existem uma série de grupos e associações de pessoas que encaram os parques de diversão com mais seriedade que o normal. Tem o American Coaster Enthusiasts (aquele ator David Arquette faz parte) que é o maior clube de amantes de montanhas-russas do mundo, e aqui no Brasil tem o Clube Brasileiro de Montanhas-Russas. Basicamente eles têm a desculpa de sair por aí pegando carona em todas as montanhas-russas em nome do clube. Chato, não?

Eu também adoro uma aventura desse tipo, como nunca pulei de bungee-jumping ou saltei de pára-quedas (ainda), andar de montanha-russa é o mais longe que cheguei na radicalidade. Se você fizer uma pesquisa vai encontrar fácil vários rankings das melhores atrações no mundo. Eu posso, e vou falar apenas das que tive oportunidade de sentir, a palavra é essa: sentir.

A história que me marcou para sempre foi a minha primeira vez no Beto Carrero World, em Santa Catarina (a minha primeira vez no parque, ok?) Aquela montanha-russa - com um mísero looping - era novidade total para todos os parques do Brasil e quando cheguei perto dela, fiquei lá estudando cada curva e pensando nos prós e contras. O resultado é que não fui. Eu nem tinha deixado o parque e já tinha me arrependido. Todos iam me perguntar se eu tinha ido e eu ia ter que falar que não. Puxa vida! Era o mesmo que ir em Paris e não ir na Torre Enfel ou ir em Caldas Novas e não ir naquela sorveteria do sorvete assado.

Antes de fazer meu ranking, em questão de montanha-russa eu digo que você não deve ficar lá parado olhando para criar coragem (você só vai ficar mais covarde), já chega entrando na fila sem pensar muito, elas nunca são piores do que aparentam, a adrenalina que você sente antes de iniciar a corrida é a cereja do bolo, e os melhores assentos são os primeiros ou últimos por conta dos efeitos da força da gravidade.

    Medalha de Ouro
    Sheikra (Bush Gardens, Tampa na Flórida)
    2 minutos e 20 segundos, 112 km/h, e força 4.4 G
Descrição: Uma subida muito inclinada e desesperadora e depois uma paradinha de alguns segundos na “boca” do precípicio para você se dar conta do que vem pela frente e para que você assista o tão falado filme da sua vida. Em seguida uma queda interminável de 90° (sim, noventa graus). Ela foi convertida em “sem chão” ,ou seja, pézinhos super pendurados. Não há apoio, só o cinto, você e Deus. 
Dicas: O tema é de um vôo de uma águia. Ao chegar perto dela eu aconselho não olhar demais e já entrar na fila, escolha a fileira da frente e vai! Caso você não tenha mais coragem, você já foi e na melhor posição, a frontal. Mas não se preocupe, depois de ir uma vez você não vai querer parar. A sensação é de morte e indignação com você mesmo por ter se dirigido espontâneamente até aquela “brincadeira”. Um volta no último carrinho é espetacular, pela sensação de arremesso.
Comentários pessoais: Essa é um espetáculo. Eu fui num dia mais vazio então consegui ir nessa montanha-russa umas 15 vezes seguidas (sem exagero).
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    Medalha de Prata
    The Incredible Hulk Coaster (Islands of Adventure, Orlando na Flórida)
    3 minutos, 107,8 km/h e força 4 G
Descrição: A saída é o maior diferencial, ela se posiciona num túnel levemente inclinado e por sua tecnologia de jatos F-16 você sofre uma aceleração de 0 a 65 km/h em incríveis 2 segundos (coisa do Hulk mesmo), e logo em seguida já emenda um super parafuso. 
Dicas: Comece esse parque por essa atração, ela é bem cheia então garanta logo sua ida.
Comentários pessoais: Ela é muito assustadora, você já enxerga do seu carro, ainda a caminho do parque. Ela é super gostosa e não é muito brusca. A fila já vai fazendo você entrar no clima.
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    Medalha de Bronze
    Kraken (Sea World Disney, Orlando na Flórida)
    2 minutos e 2 segundos, 105 km/h e força 3.9 G
Descrição: Dá pra sentir a força da gravidade ao extremo. Sem falar no estilo floorless que significa pés balançando no ar, lembrando que ela não é invertida.
Dicas: O parque é muito infantil, de animais. Eles fizeram 2 montanhas-russas para dar um upgrade de aventura. E elas valem muito a pena. Quem mora pela região vai até o Sea World apenas para andar enloquecidamente nessas atrações mais adultas. As filas não são tão grandes, essa é a vantagem.
Comentários pessoais: Essa montanha-russa traz uma sensação inexplicável. Existe uma pequena folga no cinto de proteção, isso faz com que você se mova um pouco do assento para frente, se sustentando apenas com o peitoral/barrriga. Se você fechar os olhos é como estar voando. Uma delícia!
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    Logo abaixo estão essas outras que também têm seus diferenciais: 
    Dueling Dragons: duas montanhas invertidas se entrelaçando na mesma corrida – chegam a ficar a 45 centímetros da outra em um ponto específico, ela fica no Islands of Adventure.
    Kumba: uma das preciosidades do Bush Gardens muito rápida e com muito loopings e parafusos.
    Montu: outra jóia do Bush Gardens, o tema dela é o Egito, é invertida e o barulho que ela faz é de dar pesadelo anoite.
    Space Mountain: a mais clássica montanha-russa da Disney, está no Magic Kingdom desde a inauguração. Repaginada, ela é indoor e totalmente no escuro, adquire uma velocidade surpreendente.
    Gwazi: também está no Bush Gardens, são duas montanhas-russas de madeira se entrelaçando chegando até a 160 km/h, ela é muito violenta e você sai cheio de hematomas e dor de cabeça.
    Rock'n'Roller Coaster: fica no Disney Hollywood Studios, mais uma indoor no escuro ao som enloquecedor da banda Aerosmith, o carrinho é uma limosine que sai com um arranque fortíssimo.
Eu quero muito ainda ir na: Manta (Sea World), Chetaah (Bush Gardens), Kingda Ka (Six Flags Great Adventure em Jackson), Expedition Everest (Disney Animal Kingdom) e na X-Scream Stratosphere (Hotel Stratosphere em Las vegas).

Essas montanhas-russas enormes são muito gostosas de andar por conta da velocidade alta e da força gravitacional. Muitas vezes você sente a gravidade zero e é como se estivesse voando mesmo, fora a velocidade do vento que chega a desfigurar de leve seu rostinho. Não precisa se preocupar demais, é mais fácil você se sentir mal ou aqueles frios horrendos na barriga nas montanhas-russas na água ou nas daqueles parques de beira de estrada, que tem montanhas-russas infinitamente amadoras e lentas. Se você tiver problemas cardíacos seja apenas o cabide humano dos seus amigos, sair de lá com muita palpitação é fato certo.

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