segunda-feira, 31 de março de 2014

It's smarter to travel in groups

"Riding with the boys and pushing the luck..."
Viajar sozinho ou em grupo? Eis a questão. Para ajudar nesse infinito debate (entre você, você mesmo e você) assista a esse vídeo sensacional que trata do assunto, e traz belos argumentos à favor das viagens em grupo: segurança, parceria, cumplicidade...

Além de eu ter amado a peça por questões publicitárias à parte, particularmente, me foi muito útil.







segunda-feira, 24 de março de 2014

Caso: malas de mão para NY

Da Série Cuidado na Estrada!

Partiu mala de mão!


O mais legal de se planejar uma viagem é programar os passos, conhecer mais a cidade que vai ser visitada e prever ao máximo todos os imprevistos, certo? Certo! Realmente é lindo fazer um bom planejamento e embarcar na viagem tranquilo e em paz. E eu posso dizer que é muito mais gostoso quando você carrega sua família.

A história da vez é sobre minha viagem com a family para Nova Iorque, fomos passar a virada do ano em Times Square. Antes disso, fizemos um pit stop digno em Miami, onde também tenho família para dar uma "olhada" no movimento das lojas e depois "ir ver" o vái-e-vem de Orlando. Mas voltando ao post...comprei passagens para todos de Miami para NY aqui do Brasil e tudo estava andando conforme os conformes.

Um dia antes de embarcarmos para a tão esperada NY minha prima que mora em Miami me pergunta sobre as malas: qual tamanho, peso e preço. Preço? Não tem essa de preço, cada um tem direito a uma bagagem de mão e duas despachadas, uai! Ela relutou e disse que deveríamos ver isso direito pois até aonde ela sabia (mora a trocentos anos nos EUA e já viajou com cias americanas) as malas seriam pagas. Eu segui firme no meu posicionamento.

Ela resolveu ligar na Continental Airlines para tirar essa história a limpo e a resposta foi que realmente as malas despachadas são pagas e cada passageiro só tem direito a uma de mão (dentro do peso e dimensões certinhas). E a gente aqui não dando valor às nossas regras no Brasil... Lá é assim, não tem essa mamatinha de direito a bagagens não, é tudo no cash (detalhe que não era uma passagem no estilo low cost).

Pois é, e de repente tudo virou pânico. Como ir passar alguns dias em NY, no ano novo, no inverno, levando tudo numa mala de mão? Para algumas pessoas nem chega a ser um problema, mas estávamos falando de mim! Uma pessoa que já levou uma mala de sapatos para praia (e não usou nenhum deles)! estávamos falando da minha família toda! Pra mim o tempo tinha fechado antes de chegarmos na nevasca novaiorquina. A missão era transformar uma mala normal numa bagagem de mão, o que no meu mundo era equivalente a transformar uma mala em uma sacola de supermercado.

Minha mãe e tias correram na loja de 1 dólar mais próxima e compraram tudo que foi possível em quantidades equivalentes à amostras grátis (sim, porque na bagagem de mão existe a tal da RESTRIÇÃO DE LÍQUIDOS). Até o meu líquidinho das lentes teve que ficar...imagina não poder levar nem o próprio perfume para NY! Caos, New York sitiada!

Lá fomos nós para o check-in com equipamento bagágico do mundo ideal rezando para os centímetros de largura e comprimento estarem nos padrões da empresa. A aeromoça fez questão de medir todas elas uma por uma. Já não bastasse toda a dificuldade de se entrar naquela cidade (milhões de raios-x, scanners, revistas, cachorros, detectores, medidor de suor e etc).

No fim das contas deu tudo certo, fora a parte que eu esqueci de levar meu pijama e não conseguimos passar o reveillón na Times Square, porque para isso deveríamos ter chegado lá 3 meses antes para guardar nossos lugares.


domingo, 9 de março de 2014

Zoo Luján de Buenos Aires: a pior coisa para se fazer na vida


Eu geralmente sou muito tolerante e faço a política "boa praça" na maioria dos meus textos, mas dessa vez, assim como escrevi sobre as touradas, não vou pensar direito nas palavras que vou usar para escrever sobre essa história bizarra de visitar o zoológico ferrado de Buenos Aires. Dessa vez, o post vem com uma co-autoria básica da minha amiga Ed que esteve lá em janeiro desse ano e tem muito mais propriedade para expor a situação e contribuir na reflexão sobre os limites do turismo.

Como em toda prática, o turismo também possui o "texto básico" dos seus roteiros. As pessoas tem a mania de "fazer o que todo mundo faz", "comer o que todo mundo come", "esfregar a mão na estátua que todo mundo esfrega", até aí tudo bem. Isso faz parte das expectativas de viagem (e imaginário do viajante), todo mundo quer mais ou menos a mesma coisa, todo mundo espera o mesmo, nem mais, nem menos. Mas certas coisas não podem passar desapercebidas aos nossos olhos, muito menos em viagens, muito menos em terras alheias. 

Buenos Aires é uma cidade que tem trocentas atrações turísticas que podem ser feitas em muitos três dias, e certo dia um infeliz desocupado, que programou ficar mais dias do que deveria, descobriu um zoológico administrado por um outro mais infeliz ainda, e decidiu (eu não duvido) divulgar isso nas suas redes sociais. Pronto. Virou "o programa mais imperdível de Buenos Aires dos últimos tempos". Completamente cegos, uma cambada de turistas alienados repete o programa em busca de uma experiência mágica com animais selvagens-domesticados.

O zoológico de Luján está localizado na província de Buenos Aires e iniciou suas atividades em 1994, com os objetivos de proporcionar a recreação, promover a sensibilização para a preservação da natureza e auxiliar na pesquisa e conservação de espécies. O diferencial do zoo consiste no fato de os visitantes terem a oportunidade de um contato mais próximo com os animais, podendo entrar nos recintos e tirar fotos com eles. Essa possibilidade encanta os turistas e tem feito do local uma “visita obrigatória”.



A bizarrice do programa já começa indo para o tal "zoológico" que na verdade é uma fazenda abandonada que aposto que comprou os animais de algum circo clandestino. É distante da cidade, mal cuidado e a diversão passou bem longe de lá. Logo na chegada, a imagem de “refúgio da natureza” é completamente desconstruída, já que o lugar pode ser descrito, sem exagero, como um ferro velho cheio de jaulas de animais. A área do zoológico de Luján é cheia de carros antigos em péssimo estado de conservação, que dão um tom de sucata à redondeza. Além disso, a infraestrutura para os visitantes é lastimável: os banheiros são ruins, a área de alimentação é suja, só há uma opção de lanchonete e nos dias de chuva o zoo vira um lamaçal sem tamanho.

Se o visitante sofre com o desconforto, para os animais as condições de abrigo e tratamento são deploráveis. O local destinado para os animais é completamente inapropriado, sendo incorreto, inclusive, classificar como recintos as jaulas nas quais eles sobrevivem. As jaulas são muito pequenas, especialmente para os felinos, e observa-se a ausência de qualquer vestígio de atividades que gerem estímulos físicos ou mentais. Os animais, coitados, são tão dopados quanto os zumbis do The Walking Dead (e Breaking Bad) - juntos.

Aliás, as “visitas” às jaulas consistem em: ficar numa fila durante muito tempo, debaixo de chuva ou sol e sem lugar para sentar, e depois ser empurrado para dentro da jaula por funcionários descorteses e apressados em tirar as fotos (para não atrapalhar a fila), que são vendidas ao fim do "passeio".


Assim, fica claro que a missão do zoológico de Luján passa longe de objetivos conservacionistas ou de proteção ao meio ambiente. Ao contrário, o objetivo do lugar é o retorno financeiro, o qual é conseguido principalmente por meio de acordos com operadoras de turismo e com a venda de fotos. Após um dia inteiro dedicado a um passeio deprimente é impossível não pensar sobre os limites do turismo. Certas coisas como a exploração de animais magros, mal tratados e apáticos não pode ser atração, bem como a pobreza das favelas ou a exploração sexual de jovens sem perspectiva de um futuro digno. 

O típico programa mais sem noção da face da terra, coisa que você poderia ter poupado o universo de fazer. Qual o sentido de sair da sua cidade e ir financiar os maus tratos de animais lá do outro lado da fronteira? Quando vejo fotos de colegas se gabando do "feito" sinto vergonha alheia (e asco) da completa falta de noção mínima. 

O que dizer de um lugar que mantém focas numa "piscina"?

Mesmo de férias é importante entender o sentido da sua presença e o que ela afeta na realidade do destino. É preciso ter critério e evitar atitudes tão ignorantes. A viagem acaba sendo uma via de duas mãos, há uma troca e aprendizado mútuo entre o visitante e o visitado, e todas as decisões tomadas impactam na vida de um terceiro (até nos de quatro patas). 

Ao invés de ir visitar "animais zumbis", vá encher a pança de sorvete Freddo de dulce de leche, se empanturrar de empanadas argentinas ou ter uma conversa amistosa com os chatinhos dos argentinos. E se o bicho pegar mesmo, atravesse o Rio de La Plata e se jogue no Uruguai. Se quiser interação com animais, vá fazer um safári na África do Sul ou procure algum dos parques da Flórida (que, veja bem, aparentam fazer um trabalho sério com animais). 

É necessário que o turismo seja responsável e que os viajantes não sejam tratados e não se deixem tratar como pessoas idiotas que fazem tudo por uma boa foto para o facebook. E aproveitando que o assunto está no facebook, de repente vale a pena dar uma olhada no grupo: "Digamos NO al zoo de Luján".

Ano Novo em Las Vegas

Depois do Natal em Nova Iorque , decidimos voar para Las Vegas para curtir o reveillón. Plano ousado e cheio de expectativas.  Pri...