segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Zipaquirá, na Colômbia



Zipaquirá é uma cidadezinha que está próxima a Bogotá e é mais conhecida por abrigar a Catedral de Sal. Seu centro histórico é bem visitado e possui uma arquitetura típica dos colonizadores espanhóis. 

É possível chegar até lá de trem ou de micro ônibus, como no nosso caso. O caminho é bem bonito e vale a pena ficar acordado para apreciar (não foi o nosso caso). 

A Catedral de Zipaquirá foi construída clandestinamente dentro das minas de sal que começaram a ser exploradas desde a era pré-colombiana. É uma construção católica (sem status oficial) subterrânea (200m de profundidade) e é possível fazer vários tipos de passeios. Fizemos o comum com direito ao passeio de trem pela cidade. É bastante impressionante ver de perto o que conseguiram fazer e o mais louco é que ela é totalmente funcional, acontecem missas, batizados e até casamentos. 

No caminho até a entrada da catedral sentimos bastante a altitude - muito cansaço mesmo fazendo esforço mínimo. A dica é comprar bastante água para diminuir os efeitos da altitude e salinização. Também é importante desligar os celulares e levar baterias extras de câmeras fotográficas pois o sal faz com que o consumo seja acelerado. Fazer um lanchinho também é ótimo porque saimos com uma fome histórica do passeio. 


Zipaquirá - Colômbia        Viagem: 2014 (setembro)


Bogotá, na Colômbia



Já vou dizendo logo de cara que a nossa experiência em Bogotá foi incrível. E o mais louco de falar isso, é que se você for pesquisar na internet ou seguir seus instintos, provavelmente não encontrará muitos incentivos para ficar um tempinho maior pela capital.

É a maior cidade do país e está a 2.640m acima do nível do mar. Confesso que não sentimos muito os efeitos dessa altitude. A população são de pessoas extremamente simpáticas, divertidas e apaixonadas por futebol. 

A maioria das pessoas preferem apenas fazer escalas em Bogotá e se mandarem o mais rápido possível para o litoral colombiano, mas cometem um erro gigante quando fazem isso. Ficamos apenas três dias e duas noites e saímos de lá muito satisfeitas com a cidade. Talvez tenha sido porque fomos muito bem acolhidas por amigos colombianos, talvez porque as cias de viagem eram maravilhosas...eram muitos agravantes.

Minha dica é ficar ao menos três noites por lá. Nos hospedamos no Hostel La Pinta no bairro Chapinero (é simples mas eu indico) e não posso deixar de fazer o alerta sobre o clima, Bogotá (pelo o menos na época que fui - setembro) é bem fria, principalmente anoite, e cheia de probabilidade de chuvas. 

O hostel fica perto da Zona T, que é a área de bares, restaurantes e lojas (shoppings e galerias). Um bairro muito legal com opções variadas de comidas e lojas - alias, lojas padrão Estados Unidos. Almoçamos num local por ali e experimentamos um prato típico, a Picada, que é tipo uma chapa com vários tipos de carne assada, frango e porco, além disso vem algumas batatas cozidas e arepas. Anoite, voltamos para jantar em um dos restaurantes mais legais que já fui na vida, no Andres Carne de Res (relato aqui). 

O trasporte é ótimo, além dos ônibus comuns, existe o Transmilênio que é como se fosse um metrô (só que ônibus) de superfície que corta praticamente a cidade toda. Pegamos o Trasmilenio para irmos ao centro antigo da cidade, a Candelária. 

Passamos pelo centro da cidade, a Candelária, onde está aquela concentração gigante de pessoas e vendedores de milhões de comidas e bebidas malucas nas suas barraquinhas. Não tivemos coragem de experimentar muita coisa, mas para quem é mais vida loka é um paraiso. O melhor câmbio, sem dúvidas, estava naquela região (troque tudo lá). No centro está também o Museo do Oro (interessante e item básico da rota turística) que traz um pouco da história da Colômbia, suas origens indígenas e etc. Muito perto dali está o Museo Botero, mas não deu tempo de visitar, por isso fomos no de Medellin. 

Caminhamos bastante por toda aquela região ciceroneadas por um amigo de um amigo que se tornou meu amigo logo de cara, o querido Erick que nasceu em Bogotá. Conhecemos as ruelas do El callejón del Choro de Quevedo e a Plaza del Choro de Quevedo, não entramos (infelizmente) mas passamos pelo Centro Cultural Gabriel Garcia Marques (não deixe de tomar um café ou chocolate no Juan Valdez Cafe). Fomos até a Plaza de Bolivar, onde está a Iglesia de la Plaza Bolivar e o Palacio Nariño (casa do presidente). Apesar de reunir uma quantidade grande de pessoas, não passamos por nenhuma situação de perigo - a dica é sempre não dar mole para o azar. 

No dia seguinte, engatamos um turbo para subir até o Cerro Monserrate, o ponto mais alto da cidade e que tem uma vista panorâmica incrível. Não tivemos muita sorte, pois amanheceu chovendo e a vista estava parcialmente coberta. Ainda assim, subimos pelo funicular e conhecemos a igrejinha que está lá em cima. Nesse mesmo dia, partimos para um bate e volta em Zipaquirá

Depois ainda deu tempo de fazer o passeio que consideramos mais especial-perfeito-imperdível de toda viagem: na volta de Zipaquirá para Bogotá, subimos até o Parapente Paraiso. Ele fica no topo de um morro e serve, dentre outras coisas, para os saltos de parapente e asa delta. A cereja do bolo é o restaurante delicinha que nos dá uma vista panorâmica de tirar o fôlego. É tudo que a gente precisa naquele clima frio: de um restaurante rústico, com aquecedores naturais e aguadepanelas (uma bebida tri tradicional que todos são apaixonados). Veio uma caneca gigante para cada um, e eu fiquei com aquele meu velho medinho de coisas novas, mas tomei numa boa (é tipo a nossa rapadura em foma líquida e muito quente). Esse passeio não está nos roteiros turísticos e por isso é a dica de ouro. Foi mais um presente super agradável dos nossos amigos colombianos

Ainda por esse caminho, passamos na outra filial do restaurante Andres Carne de Res em Chia. Tiramos várias fotos e depois seguimos para o hostel para descansar e sair para night. 

Adoramos Bogotá com todo coração porque contamos com a melhor recepção do mundo. E olha que a viagem só estava começando...



Bogotá - Colômbia        Viagem: 2014 (setembro)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Colômbia es realismo mágico



O que dizer de um lugar onde o principal slogan de turismo é "Es realismo mágico"? Pois é, é assim que você começa a montar uma viagem para Colômbia, com esse tipo de incentivo. 

Eu sempre tive uma vontade grande de ir até Cartagena ("O amor nos tempos do Cólera" é meu livro favorito), mas confesso que não conhecia nada, apenas tinha conhecimento de alguns nomes de cidades mas não sabia nada que me fizesse pensar no tal realismo mágico. 

É sempre assim, a gente tem aquele velho preconceitinho, começa a pesquisar e descobre um país incrível e que merece muitos mais dias do que tinham sido planejados. 

A Colômbia é isso, um país com regiões super diferentes umas das outras, de climas completamente variáveis (enquanto faz um frio danado em Bogotá, faz um calor bizarro em Cartagena) e de um povo muito, mas muito, acolhedor. Acho que foi o melhor povo latino com o qual já tive contato (na verdade os peruanos estão no páreo duro). Pessoas adoráveis e apaixonantes. As músicas e ritmos muito contagiantes e divertidos, uma viagem nota mil.

Na minha opinião dá para reservar uns 15 dias (eu fiquei 11) para fazer um roteiro legal, e o melhor é que nem gastamos investimos tanta grana assim.  

Pelo que deu para entender, os principais pontos dos roteiros são: Bogotá, Zipaquirá, Medellín, Santa Marta (não fui porque teria que acrescentar mais dias e porque não sabíamos do seu potencial no planejamento), Cartagena, Barranquilla (não fui porque a pesquisa não apresentou um bom motivo para conhecermos - saber que é a terra da Shakira não foi suficiente) e San Andres

O câmbio vale muito a pena quando trocado lá (não troque no aeroporto ou no Brasil) e não passei por nenhuma situação de perigo por todo tempo da viagem, veja bem, ne-nhu-ma!

Não deixe de comprar uma das típicas bolsas colombianas (depois que vimos a Isabelle Fontana usando uma, entendemos qual o sentido dela na vida), experimente o Antioqueño que é uma aguardente tipo a nossa cachaça (a nossa dá de mil a zero) e que todos bebem nas situações mais variadas - na praia, na balada, etc. Não gostamos muito do gosto e não sentimos nenhum efeito de álcool, mas vai entender...vale a experiência pela diversão.

Resumindo, é uma viagem relativamente barata, para um lugar super perto do Brasil e com opções de entretenimento que valem muito o custo benefício. Indico para todas as pessoas do mundo!

Quer saber mais? Basta clicar AQUI para ler todos os posts desse país maravilhoso. 


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Caso: E volta o cão arrependido em Montevidéu

Da Série Cuidado na Estrada!



Nessa mesma época ano passado, eu estava com minha viagem de ano novo para o Uruguai completamente montada, reservada e super esperada. Nada melhor do que planejar essas coisas com antecedência, mas nada melhor ainda do que levar sustos durante a viagem (só que não...). 

Acho que sou muito mestre nessas auto-pegadinhas e mais uma delas aconteceu em Montevidéu. Na verdade a confusão surgiu ainda no Brasil quando decidimos vender a alma comprar os ingressos da festa de pré-réveillon Hed Kandi. Essa festa é super famosa e acontece todos os anos no dia 31/12 em Punta del Este

O plano era passar a virada em Punta, mas antes ficar alguns dias na capital Montevidéu. A Noelyza, muito crazy, deixou tudo por minha conta e eu fiz as reservas nos dois hostels. Elas foram confirmadas e estava tudo lindo e maravilhoso.

Compramos os ingressos da festa pela internet e depois de um mês, finalmente, chegaram na minha casa. Fiquei admirando aquele "passaporte da alegria" até que um detalhe chamou minha atenção: o número 31. Pois é, a festa de pré-réveillon realmente é dia 31, só que nas nossas reservas, no dia 31 estaríamos simplesmente em Montevidéu. Dessa maneira, eu tinha acabado de detectar um "probleminha" na programação. É isso aí, compramos ingressos para uma festa de R$ 500 em uma cidade em que nós nem estaríamos. 

Sem nenhum pânico conversei com a Nônô e nem passou pela nossa cabeça chorar em cima dos ingressos de R$ 500 (cada), então resolvemos ir pra Punta mais cedo. Entrei em contato com o hostel de Montevidéu para diminuírem uma das nossas diárias, e falei com o pessoal de Punta para acrescentarem uma. Tudo certo, mudanças confirmadas e vida que segue. 

A viagem chegou e curtimos muito Montevidéu de dia e de noite. Na manhã do dia 30 estávamos praticamente vegetando em cima daquela cama quando alguém começa a esmurrar a porta (tipo o que houve em Dusseldorf) de uma maneira muito violenta (se é que tem alguma forma de fazer isso na paz). A Noelyza estava mais perto e foi ver o que estava acontecendo, voltou e disse "Aline, eles estão dizendo que o check-out é agora às 10h". Eu, dormindo, respondi: "Relaxa, a gente só vai embora amanhã". Ela foi lá conversar com o "Incrível Hulk da limpeza" e voltou dizendo que nossa reserva estava até aquele dia, e que precisaríamos sair para a limpeza do quarto. 

Aí o bicho pegou! Olhei para o relógio e faltava pouca coisa para às 10h, tipo uns 60 segundos, e começamos a socar tudo que estava completamente espalhado por todo quarto nas mochilas, malas, sacolas, pescoço, decote e bolsos (do mesmo jeito que aconteceu na Oktober de Blumenau). Depois de reunirmos todas as nossas tralhas fora do quarto, fui até o balcão resolver essa confusão sobre os dias, afinal de contas, precisaríamos de teto por mais uma noite (do mesmo jeito que foi em Barcelona). 

Não sei qual foi a bruxaria da reserva mas só sei que oficialmente tínhamos perdido o único quarto privado (e com ar condicionado) do hostel, a vida granfina durou menos do que esperávamos. Nossa salvação foi uma beliche em um dos quartos coletivos (sem ar condicionado e com um ventilador que produzia mais calor do que vento) que por uma glória divina estava liberada (nessa época conseguir qualquer tipo de vaga era uma Odisseia). Fizemos nossa mudancinha, no estilo cão arrependido, para o quarto da humildade só para aprender a sermos mais humilde e levar a fase de preparação da viagem mais a sério. Não poderia ter lição de vida melhor e numa época melhor, começamos o ano com uma baita reflexão...isso, isso, isso, isso!


Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)

Depois do natal encantado que tivemos em Nova Iorque , partimos para Las Vegas para usufruir do famigerado réveillon. Adquirimos o voo...