quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Caso: A falta de táxi em Paris

Da Série Cuidado na Estrada!


Noite de balada em Paris. Na grande expectativa de sempre, nos arrumamos para encarar o friozinho das ruas e pegar o metrô para a boate Favela Chic. Descemos na estação Republique e me lembro, como se fosse ontem, da gente andando pelas ruas próximas à estação em busca da tal Favela (não tínhamos o endereço ao certo). Achamos, entramos, nos divertimos horrores (tenho muita segurança em afirmar isso) e tarde, muito tarde da noite, resolvemos ir embora.

Impressionante como funciona a psicologia dos pés, só porque dissemos as palavras mágicas "Ok, vamos embora!", meus dois pés que circularam, sambaram, levaram pisões, perambularam a noite inteira pelas dependências da casa noturna resolveram entrar no modo "tapete de pregos". Passamos na chapelaria, vestimos nossos casacos e assim que meus pés pisaram na calçada o bicho começou a pegar freneticamente. Eu senti a vibe, mas não quis fazer a linha "princesa" tão rápido. Fomos andando até a esquina daquela rua com um único objetivo na vida: pegar um táxi. 

Assim que chegamos na esquina que dava numa rua mais movimentada, nosso espanto tomou conta da situação: a rua estava mega movimentada, mas só de gente. Táxi que era bom, nada! Sim, nada! E uns "gato pingado" que passavam eram disputados mais que espumante em festa open bar. Meu pé naquele estado lastimável e ainda mais essa? Não, faltava uma coisa naquele frio, faltava chuva! E assim como num filme, começou a chuviscar na linda Paris. Eu que já estava numa situação de entregar a vida à Deus, me joguei na calçada e disse para Clarissa: "É contigo, arruma um táxi pra nóis aí prima!". Sinceramente não sei como estavam os pés dela, mas ela recebeu a missão e foi tratar de cumprir com muito empenho (mais um motivo para escolher bem a sua cia de viagem). Eu não tinha uma visão panorâmica de mim mesma, mas posso presumir que girava em torno de uma bêbada ou profissional noturna ou mendiga ou algo da mesma proporção (lembrando que não sou e não era nenhuma das alternativas anteriores). 

O problema é que a maioria dos táxis que passavam já estavam ocupados, e os livres eram objeto de briga de gente grande. Depois de certo tempo naquela selva, a Clarissa parou um Santo que já tinha parado de trabalhar e que só aceitou nos levar por conta da proximidade do nosso hotel àquela região. 

Pesquisando depois, eu descobri que pode ser muito difícil mesmo conseguir táxis pelas madrugadas parisienses. Como todo mundo vai para balada de metrô, o certo a se fazer na volta é anotar o telefone de uma empresa ou de algum taxista em especial para garantir a volta para casa sem pânico. Dependendo do local, pode ser perigoso o uso do metrô na volta.

Êta Parisinha mais gostosa da mamãe!



A história das touradas



Um "espetáculo" que mostra a batalha do Homem vs Touro. Ritualiza o domínio de um dos animais símbolo da força, fúria e potência da natureza para mostrar a prepotência do homem sobre os demais. É uma dessas práticas culturais que é muito forte, principalmente na Espanha, mas também acontece no México, Portugal, Colômbia, Peru, França, Venezuela e Guatemala. 

Por espetáculo, cerca de 4 batalhas (4 animais mortos) acontecem numa arena cercada por uma arquibancada eufórica tal como as nossas no futebol. O toureiro fica fazendo suas firulas e cansando o pobre do touro, além de talhar no seu dorso grandes "espetos" de ferro (chamados de bandarilhas). No fim das contas, com o animal já exausto, ele dá o golpe final que consiste em atravessar a espada na cabeça do touro em pontos milimetricamente precisos. O toureiro que o faz com maior empenho, é que possui maior prestígio. 

Depois de explicar mais ou menos como funciona a dinâmica do "espetáculo", posso reafirmar com muito mais convicção o meu repúdio a tal prática. Não acho nada bonito trazerem até os dias de hoje essa prática que, na minha opinião, já está mais do que ultrapassada. É o tipo da coisa de mal gosto, sem precisão, extremamente desnecessária. 

Na Espanha, onde a tradição é muito mais forte, as "Corridas de Toros" já estão proibidas em certas regiões, como na Catalunya, cuja capital é Barcelona, que em 2010 aprovou a lei de iniciativa popular contra o ritual de sacrifício. Em Madri, elas ainda acontecem rotineiramente na Plaza de Toros de las Ventas (a maior praça da Europa), em Sevilha também existe ainda. Eu e a Núbia, nunca discordamos do fato de não irmos a nenhuma dessas apresentações como uma forma simples de repúdio. Amamos a Espanha e toda sua cultura, mas a corrida de touros nunca foi, ainda bem, interesse de nenhuma das duas. Para gente, isso não é arte. E para ser bem sincera, mesmo sem ir aos espetáculos, eu sempre torço pelo touro.

Em alguns lugares até fazem as touradas tentando não matar os animais em frente ao público, como em Portugal. Mas são igualmente criticadas pelas formas de tratar os touros com tamanha violência. Um filósofinho escreveu o livro "50 Razões para Defender as Touradas" e afirma que as touradas não teriam sentido se o touro não morresse ao final nem se o toureiro não corresse o mesmo risco.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Quanto levar de dinheiro: o mistério dos dólares voadores

"Dinheiro na mão é vendaval..."


Há algum tempo venho prestando atenção num fato que tem se repetido muitas vezes comigo e com pessoas próximas quando se trata de viagens aos Estados Unidos e o usufruto do dólar. Está quase virando mais uma de minhas teorias o fato de que no planejamento da viagem a quantia programada de dólares a ser levada (seja ela qual for), como que num passe de mágica, depois do desembarque no aeroporto americano (seja ele qual for), é reduzida em valor quase que pela metade. 

Se você sai do Brasil com U$ 2.000, assim que passa pela imigração olha na carteira e estranhamente só vê U$ 1.000 ou menos. Vou explicar, esse é o caso clássico do psicológico (ou do capitalismo ultra selvagem) se manisfestando na vida prática. É engraçado, mas dinheiro nunca é suficiente na terra do Tio Sam. Quando um amigo em vésperas de viagem me pergunta quanto deve levar, eu já desisti de fazer o velho cálculo dos dias vs grana. Não bate, simplesmente não dá!

Em qualquer viagem "normal" eu sempre usei a fórmula do consumo diário e multipliquei o valor pelo número de dias gastos. Para uma viagem mais "mochileira" a média seria 100 unidades da moeda em questão, numa viagem mais "Patricinha" o valor gira em torno de 150 por dia ou mais. Mas caro amigo, se o destino for os Estados Unidos da América, esqueça isso!

Nos EUA, a teoria do cálculo funciona que é uma beleza até prevendo item por item de cada gasto inevitável, mas na prática...na prática o mistério faz alguma mágica sinistra dentro da sua carteira ou doleira.  Por incrível que pareça eu consigo gastar menos numa viagem por várias cidades e países da Europa pagando por todo tipo de serviço e fazendo todo tipo de passeio, que numa viagem para os EUA que já fui no mínimo 5 vezes, onde não pago hospedagem, muitas vezes nem comida e transporte, e geralmente perambulo por apenas duas cidades. Levando em consideração que o dólar é mais barato que o euro, agora acho que você entendeu o meu espanto. 

Talvez seja por isso que a quantia que o brasileiro gasta em média em viagens para os Estados Unidos de U$ 5.000 nem não me assusta mais. Trocando em miúdos, por mais que o Dólar esteja numa cotação boa em relação ao Real, a viagem sempre acaba saindo meio cara (lembrando que sempre tem um ótimo custo x benefício). O ideal é se programar para isso, e não cair na besteira de viajar no limite de recursos escassos com a velha máxima do "Estou indo só para passear". Se ao invés de "passear" não quiser "chatear", vá passear em outro país então. 

Se a dúvida de quanto levar numa viagem para os States permanecer, minha dica é fixar seus cálculos no mínimo do mínimo de U$ 100 por dia. E se for esperto, usar esse valor apenas como ponto de partida e tentar economizar ao extremo para levar o máximo possível de doletas para diversão. E juntamente com eles o maior número de cartões de crédito habilitados para uso no exterior e, ainda, para emergências, um rim em bom estado de uso. 


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Como funciona o Tax Free?




Como todo o resto da viagem, o Tax Free foi uma surpresa para mim e acho válido descrever um pouco dessa experiência tão útil em viagens internacionais. Ainda no Brasil, algumas pessoas me alertaram sobre esse beneficio e como isso significava Dilmas ($$) a menos no meu budget da viagem, resolvi pesquisar.

Em suma, o turista que faz compras em certos países tem direito a receber de volta o valor do imposto (VAT) embutido na mercadoria. Na teoria, isso é lindo, mas na prática dá um pouco de trabalho. É preciso juntar as notas fiscais das lojas que operam o Tax Free (geralmente as grandes de departamento) para depois conseguir o reembolso das taxas. 

O problema é que a maioria das lojas só emite o formulário para o desconto acima de um determinado valor. Por exemplo, somente a(o) “bem nascida(o)” que adquirisse no mínimo €100 na loja Sephora teria direito à restituição. Porém, na meca do consumo espanhol, El Corte Inglés, não havia exigência do tal valor mínimo, e foi lá onde enfiei os dois pés na lama fizemos a maior parte das compras – geralmente nessas lojas é possível comprar de tudo, de meias e malas a perfumes e joias.

E para reaver seu rico dinheirinho funciona assim:

Munido do seu passaporte, informe à vendedora que deseja receber o benefício, ela vai emitir a nota fiscal. Com essa nota, procure na loja o setor de Tax Free e pegue a provável fila para executar a operação (sim, todo mundo praticamente faz isso). Eles vão te dar um formulário que basicamente é um papel com a descrição do produto, valor e assinatura da loja atestando a compra. É nessa hora que você informa qual a forma que deseja reaver a grana posteriormente.

Em posse desse documento é preciso partir para a segunda etapa da chatice: ir ao posto da Polícia no Aeroporto e solicitar o visto da autoridade aduaneira. Ele pode solicitar que você mostre os produtos comprados, no meu caso, ele só quis ver os produtos de maior valor (relógios), as outras tranqueiras passaram batido. Nesse caso, se você for despachar as compras nas malas é melhor fazer esse procedimento antes do check-in (lembre-se de chegar com antecedência ao aeroporto para não passar apuros). Com o visto devidamente carimbado no documento entregue pela loja, você ainda terá duas opções:

1º. Receber em dinheiro, e ai se prepare para enfrentar mais um tiquinho de fila no banco/casa de câmbio que fica no aeroporto. A devolução é feita em cash, na moeda do país;

2º. Estorno no cartão de crédito, que foi a nossa opção por ser mais rápido. Depois do visto no aeroporto, basta despachar o papel pela caixinha do correio que fica ao lado do balcão da polícia e milagrosamente o estorno ocorrerá na sua fatura. No meu caso, demorou menos de 15 dias, mas já vi gente que esperou mais de dois meses para receber.

Os valores da restituição variam de país para país. Na Espanha, por exemplo, o valor do imposto é de 17%, veja aqui o valor em outros países. Antes de viajar tente pesquisar se no país de destino é possível utilizar o recurso e, além de se perder pelas araras e prateleiras das lojas, procure pela plaquinha “Tax Free” e realize os trâmites das notas fiscais.

Dá muito um pouco de trabalho e confesso que é meio chato perder alguns minutos do nosso tempo precioso de viagem em filas, mas o valor compensa (do valor total das minha notas R$ 790, foi reembolsado R$ 100). Tudo vale a pena ao voltar de férias e receber a fatura do cartão menos gordinha e sem o fantasma do pagamento mínimo da fatura.

Post escrito por Núbia Blue Eyes



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Balada em Madri, na Espanha

Bem que meu amigo disse que a vida noturna de Madri é mais movimentada que a diurna. É a maior verdade! Por volta das 23h o vai e vem de gente na Granvia nos dá a sensação de que ainda são 19h tranquilamente. Várias vezes batia um sono, eu olhava para o lado e as ruas estavam fervendo de gente à pleno vapor, logo o sono ia embora. Entretenimento noturno garantido de segunda a segunda!

Pois bem, saia de casa/hotel por volta das 23h, vá jantar, lanchar ou fazer um "esquenta" e só depois, por volta das 2h da manhã saia para a balada. Sim, é o mesmo esquema de várias outras cidades europeias. Nenhuma novidade no quesito "hora", até me arrisco a dizer que é uma das noites que começam mais tarde. Vá na Cervecería 100 Montaditos que é bem típica e barata, tem uma na Plaza Mayor. 

Perambule de metrô (ele fecha às 2h), é tranquilo e na volta eu sempre indico o táxi. As melhores baladas estão todas próximas do centro, logo a corrida é bem baratinha. Como era verão, e nós apenas duas mulheres, optamos em ir sempre de táxi. No inverno, é mais tranquilo ir de metrô (nós mulheres) uma vez que vai ter um mega casaco de frio por cima da produção. 

Mulheres bonitas e bem arrumadas, geralmente, assim que chegam na recepção entram de graça. Os homens, se não tiverem cupons de desconto, pagam normal. Confesso que não vi face control.  Os preços das entradas são tranquilos, por volta dos € 20 ou menos. A maioria já inclui uma bebida grátis, lá  dentro as bebidas custam por volta dos € 10.

Alguns nomes de opções de baladas: Teatro Kapital, Pacha Madrid, Joy Slava, Ramses, Palacio Gaviria e a Sala Heineken. 


Pacha Madrid (Calle de Barceló,11)

Pacha Madrid
A Pacha de Madri, seguindo o padrão de qualidade, é linda demais. Os ambientes são muito bem decorados e existem vários espaços que podem ser reservados/comprados. Não é muito grande, e é o exemplo mais claro de uma noite que começa tarde. Já era 3h da manhã e parecia que ainda era meia noite com muitos chegando e alguns na porta naquele "vô num vô". Locura...a música era ótima e a bebida também. A Pacha é o tipo da boate em que a galera vai mais "arrumadinha" e é uma das mais famosas da cidade. 


Teatro Kapital (Calle de Atocha, 125)


Teatro Kapital

Essa é a balada mais famosa de Madri e que atrai o maior número de turistas. Com certeza você vai conhecer gente de todos os lugares do mundo. A fachada pouco nos mostra a sensação do que é lá dentro, são sete andares de balada que funciona num prédio que antigamente foi mesmo um teatro. De todos os andares é possível acompanhar o que está rolando no palco do primeiro andar, sem falar que em cada um toca um ritmo/estilo de música diferente. O último andar é aberto e pode ser considerado a área de fumantes com muitos lounges e sofazinhos próprios para gente dar uma refrescada. Eu pessoalmente, gostei muito do dia, das músicas, das pessoas e do local em si que é bem interessante. A Kapital é parada obrigatória, sem dúvidas!


Madri, na Espanha


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Eu estava bem curiosa para conhecer Madri, a capital da Espanha e tão significativa mundialmente quanto Barcelona, a capital da Catalunya. Madri tem mais o “jeitão” de capital, mais órgãos do governo obviamente e uma sensação de amplitude de espaço muito grande. O clima também é mega diferente, enquanto em uma  tem todo aquele clima "leve" praiano, na outra, além da carga política tradicional, existe uma radical mudança climática. Muito pelo posicionamento geográfico de Madri, que está mais ou menos no meio da Espanha, ou seja, longe do mar, ou seja, na secura master. Provavelmente por isso me lembrei muito de Brasília, apesar dela ser muitas vezes maior que o nosso quadradinho distrito federalense.

Fazendo um resumão – talvez injusto – Madri é a soma de órgãos governamentais, mais os grandes museus da Europa, junto com alguns parques, com o estádio de futebol, acrescida de touradas e de uma badalada vida noturna.

Em Barcelona e em várias partes de Madri pudemos ver reflexos da crise, alguns muros pichados e retratos de pobreza nas ruas. Nada mais que isso.

Chegamos em Madri pela famosa estação de trem Atocha, que sofreu um atentado terrorista de fundamentalistas islâmicos em 11 de março de 2004 (ficou conhecido como o “11 de setembro” da Espanha e matou 191 pessoas). A estação por si só é linda e contempla um jardim tropical indoor belíssimo, até tartaruguinhas vimos por lá. Talvez seja por esse ocorrido que precisamos passar por detectores de metal e raios X nas viagens de acesso ou saída da Atocha.

Nos hospedamos na principal avenida da cidade, a Granvia. Ela é ótima mesmo, cheia de lojas, restaurantes, bares, teatros e estações de metrô. Nosso hotel (Hostal Valencia) era muito bem localizado, mas simples. Ficamos em alguns melhores em outras cidades da viagem. Fomos recebidas com uma orquídea muito lindinha no quarto e deu tudo certo.

O metrô foi nossa principal forma de locomoção, seguida do táxi. Mas vi também muitos ônibus pelas ruas. A vantagem do metrô é que é bem grande e tem uma área de cobertura muito boa.

Fomos andando pela Granvia na direção leste, para o lado do Parque del Retiro. Passamos pelo Passeo de Recoletos, pela Biblioteca y Museos Nacionales, pelas Torres de Cólon em frente à Plaza de Cólon. Depois passamos pela Plaza da Independência (linda de morrer!) chegando finalmente ao Parque del Buen Retiro. Ele é o principal parque da cidade e imenso no tamanho e beleza. Tem o mega Lago del Retiro, vários locais para descansar e fazer piqueniques, quiosques de lanches e bebidas, artistas fazendo música ao vivo e, ainda, o Palácio de Cristal, uma construção toda transparente e com uma instalação com vidros no interior, e o Palácio Velázquez, um pequeno museu gratuito que no dia estava com uma exposição de arte moderna. O mais legal foi ter ganhado cortesias de entrada no Museu Reina Sofia ao qual é filiado. 

Continuamos a andança passando pela Plaza de Casanovas del Castilo, almoçamos ali pelos arredores para entrar no Museo do Prado sem o incômodo da fome. Diga-se de passagem que nesse almoço experimentamos o Tinto de Verano, mais uma bebida típica muito, mas muito, gostosa. O museu, invariavelmente, é imenso e um passeio mega enriquecedor. É o principal da Espanha e um dos melhores do mundo. Lá estão distribuídas em "alas", dentre outros artistas, obras de Rubens, Van Dyck, Rembrandt, Goya, Botticelli, El Greco, Ticiano, Tintoretto, Caravaggio, etc. Não deixe de ver o "Las meninas" de Velazquéz. Ao lado do Prado está a Paróquia San Jeronimo el Real.


Chegamos na Plaza Puerta del Sol, uma das mais famosas e movimentadas, marco ou quilômetro zero das estradas radiais espanholas desde 1950. Lá está a escultura símbolo da cidade a Ursa e o Medronheiro. De lá, que pode ser considerado o centro de tudo, é possível ir até a bela Plaza Mayor, que me lembrou muito a Grand Place em Bruxelas. Colada na Puerta del Sol está uma das principais ruas de comércio da redondeza, a Calle de Preciados, no fim dela está a Granvia.

No dia seguinte pegamos o metrô e descemos no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, um dos mais importantes do país e do mundo também. É considerado a casa da arte moderna e sua coleção abarca obras de Lichtenstein, Picasso, Salvador Dalí, Miró, Andy Warhol, etc. Não deixe de ver o "Guernica" de Picasso. Pegamos mais uma vez o metrô, dessa vez para chegar à Plaza de las Ventas, mais afastada do centro, onde está a arena de touradas de las Ventas. É uma construção muto bonita, mas não apoiamos esse tipo de tradição espanhola e não fomos à nenhuma tourada. Em Madri ainda existem as corridas de touros, diferentemente de Barcelona em todas são estritamente proibidas. De volta ao metrozão, descemos na Plaza de Oriente e de lá seguimos a pé até o Palácio Real, casa da realeza esponhola. É possível entrar nas dependências e fazer um tour. Logo ao lado está a Catedral de la Almodena, bem bonitinha.

No dia seguinte fomos parar no Estádio Santiago Bernabéu, casa do famoso time de futebol Real Madrid. Eu gostei muito da visita e, além de passarmos por diversas áreas dentro do estádio, fomos nas arquibancadas, sala de imprensa, áreas vip, vestiários, área de aquecimento e nos bancos de reservas das estrelas. Depois nos mandamos direto para mais uma rua de compras famosa perpendicular à Granvia, a Calle de Fuencarral.

A badalação noturna ficou por conta da Pacha Madrid e da, talvez, mais famosa boate de Madri, a Teatro Kapital. Todas bem perto ali da região central que envolve a Granvia, a Puerta del Sol e Atocha.

Aproveitamos uma tarde para visitar a cidade medieval Toledo que fica cerca de 30 minutos de Madri. Saem trens em curtos intervalos de tempo da Atocha e é possível comprar as passagens na hora. 

Nossa despedida da Espanha, foi em Madri. Saimos desse país maravilhoso pelo temido Aeroporto Madrid-Barajas, onde muita gente, principalmente brasileiros, são barrados. Antes do embarque fomos até o setor onde é possível reaver algumas taxas gastas nas compras em virtude de sermos turistas, o famoso Tax Free.


Madrid - Espanha    Viagem: 2012 (agosto).

´Assista: Fuga implacável, A pele que habito

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