sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Raiatea (e Taha'a), na Polinésia Francesa



Raiatea é mais uma das ilhas da Polinésia Francesa, e fica colada nas ilhas de Taha'a (do lado mesmo), Huahine e Bora Bora

Ficamos com muita dúvida na hora de escolher onde nos hospedarmos: em Raiatea ou Taha'a. A maior ilha é Raiatea e é onde está o aeroporto de acesso às duas ilhas. No fim das contas optamos em ficar em Raiatea e tirar um dia para visitar Taha'a. 

A foto acima mostra o centro de Raiatea com o principal porto da ilha. Ali está o Mercado Principal que vende frutas, verduras, flores e artesanatos. Não deixe de passar lá pois é uma fofura. Em frente ao porto também tem uma espécie de shopping ao ar livre que, para a sorte da fatura do cartão, e o nosso azar, estava fechado porque quando não era domingo, era um feriado religioso. 

Eu acho que nossa hospedagem foi a mais acertada ever. Escolhemos o Hotel Atiapiti que fica num ponto maravilhoso de mar e, principalmente, perto de alguns sítios arqueológicos e templos religiosos super visitados pelos turistas (era praticamente do lado do nosso chalézinho). Esse templo é o Taputaputea Marae, certamente o mais famoso da ilha.

Os poucos bangalôs do hotel ficam na praia e são equipados com cozinha. O café da manhã e refeições eram todos a parte. Com certeza foi um dos melhores cafés da manhã preparados personalizadamente pela dona do hotel. Alugamos um carro do próprio hotel um dia para irmos até o centrinho (foi minha última chance de comprar um cartão de memória para GoPro já que o meu inventou de dá erro) dar um rolé. Lá encontramos uma área muito bacana de pinturas nas paredes que lembrava muito o Wynwood Wall em Miami (uma versão bem pocket). A noite usamos o carro para ir até a pizzaria mais famosa da ilha Le Napoli.

Alugamos caiaques no hotel e estabelecemos uma meta de ir remando até o motu (ilhotas ao redor das ilhas principais) em frente ao nosso hotel. Olhando nem parecia tão longe, mas no caiaque deu pra perceber a maluquice que inventamos. Passamos por várias faixas de água do mar, das mais escuras, com barreira de corais lindos, até a mais transparente ao redor do motu. Chegamos e era literalmente uma micro ilha deserta. O snorkel rendeu bastante e a tranquilidade reconfortante.

Vista da nossa cama no Bangalô do Hotel Atiapiti

Tiramos um dia para fazer um passeio para Taha'a, a ilha menorzinha do lado de Raiatea. A dona do hotel nos agendou num passeio de barco que durou o dia todo. Foi incrível, pois demos uma contornada nas ilhas, paramos num dos pontos mais incríveis da viagem toda para fazer snorkel: perto do hotel extra luxo Le Taha'a. O passeio incluiu o almoço totalmente típico que também foi um dos melhores da minha vida. Experimentei um peixe assado no curry que não consigo nem explicar a maravilhosidade que era (eu que nem curto peixe repeti umas 8 vezes). O Matheus que é vegetariano sofreu um pouco pois só comeu saladas. Como a primeira parada do passeio foi no centrinho de Raiatea, nós passamos no mercado e compramos mil tranqueiras e cervejas para passar o dia.

A transparência da água em Taha'a é tão sinistra que víamos as arraias do barco mesmo. E na volta do passeio o gênio do guia achou um grupo de golfinhos que ficou um tempão brincando com o nosso barco. Foi muito incrível... até semi-chorei!


Raiatea e Taha'a, Polinésia Francesa          Viagem: 2018 (agosto)

Veja mais em: 
Post: Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas 
Post: Polinésia Francesa: como chegar?
Post: Polinésia Francesa: como voar pela AirTahiti 
Post: Papeete, no Tahiti
Post: Moorea, na Polinésia Francesa 
Post: Huahine, na Polinésia Francesa
Post: Lua de mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Huahine, na Polinésia Francesa


Depois de Moorea, seguimos para Huahine, a ilha da mulher (sua silhueta lembra o perfil de uma mulher grávida deitada), uma das menos visitadas pelo grande fluxo turístico. Eu achei que era a mais exótica, rústica, com uma mistura de vegetação tropical bem colorida e o mar, em certos pontos, azul turquesa. 

Foi, de longe, a ilha que mais exploramos. Alugamos um carro e depois fizemos um passeio para ir em vários pontos de toda a sua extensão. Basicamente, ela é dividida entre Huahine Iti (pequena) e Huahine Nui (grande) essa conexão é feita pela única ponte da ilha.

Só existem 3 hotéis em Huahine e ela é toda divida em vilas ocupadas por famílias tradicionais. Os grandes hotéis são: Maitai Lapita Village (bem pertinho do centro da ilha chamado de "Fare" e tem bangalôs no lago), o Hotel Le Mahana Huahine (em Huahine Iti e tem bangalôs no jardim) e o Hotel Royal Huahine (o que nos hospedamos).

O nosso hotel é o único com bangalôs no jardim e no mar. Ficamos num bangalô no jardim que era a coisa mais linda e gostosa do mundo, além de imenso para um casal. Usávamos um barco do próprio hotel para ir e voltar de Fare (o centro), esse trajeto tinha horas definidas e era gratuito para os hóspedes. A chegada no hotel era sempre um espetáculo de vista. Também estavam disponíveis gratuitamente os caiaques e stand up paddles. Não gostamos muito do restaurante do hotel, mas o café da manhã era digno (pago a parte). O concierge fez todo trabalho de marcação e agendamento de passeios. Acredito que o hotel esteja na posição mais privilegiada para o pôr do sol que é considerado o mais bonito da Polinésia Francesa (e é de impressionar mesmo). Do nosso hotel era possível ver ao longe a ilha de Raiatea

Dentre as atividades que fizemos, alugamos um carro em Fare (é preciso apresentar a carteira de motorista do Brasil) e dirigimos pela única rodovia da ilha fazendo o contorno por Huahine Iti e Nui. Em termos de paisagens e mar para banho, indicamos mais Huahine Iti. Não tinha como não ir parando o carro o pelo caminho para contemplar a beleza estonteante da ilha. Passamos um dia e almoçamos no Hotel Le Mahana que tem a estrutura de praia aberta para não-hóspedes (além da wi-fi). Pudemos usar todos os equipamentos de praia também sem custos. O Math comeu um dos melhores sanduíches vegetarianos da vida dele lá.

Outro dia, fizemos um passeio de carro também pela ilha com o objetivo de parar em pontos arqueológicos e templos polinésios na beira do mar (semelhante a Tulum no México). Visitamos uma fazendinha de pérolas (explicam como usam as ostras para fazer as pérolas e vendem produtos de madrepérola e cerâmica), conhecemos uma plantação de baunilha (mostram as plantas na estufa, o processo de reprodução da flor que é hermafrodita, os processos de colheita e preparo da baunilha e vendem seus produtos), visitamos um templo de culto aos deuses polinésios, paramos para ver as enguias de água doce que tinham olhos azuis, vimos umas armadilhas milenares para pesca feita pelos polinésios, passamos por pontos de observação para fotos, conhecemos uma fábrica de Pareos, umas cangas pintadas a mão no estilo polinésio (mostraram como é feita a pintura dos tecidos, as técnicas e significados dos desenhos). O mais legal é que ganhei uma coroa linda de flores naturais feitas pela esposa do motorista/guia da excursão. 

Apesar da gente ter gostado muito de Huahine, essa foi a ilha que, na nossa opinião, demanda menos dias, e em caso de priorização, poderia ser retirada do roteiro.

Não podia deixar de constar aqui que Huahine foi uma das inspirações para o filme Moana, da Disney (as outras são Moorea e Bora Bora). Leia mais sobre isso aqui


Huahine, Polinésia Francesa           Viagem: 2018 (agosto)

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Moorea, na Polinésia Francesa


Moorea é uma ilha de origem vulcânica e está a 7 minutos de avião ou 40 min de ferry de Papeete (Tahiti). Foi nossa primeira grande emoção da viagem chegar em Moorea, começando pelas imagens aéreas da ilha e depois com a nossa hospedagem e praia. 

Depois de pesquisar bastante, vimos que o melhor ponto da ilha fica na baía perto do aeroporto, onde está localizado um dos grandes hotéis da ilha, o Sofitel. A partir daí achamos a nossa hospedagem na mesma praia, na realidade, no melhor ponto dela: Anapa Beach Ghesthouse. A pousada mais charmosa ever pertence à Tamara que herdou o terreno da família, morava em Paris e a abriu com o marido nesse paraíso. Nem sei por onde começar o relato, pois foi uma experiência realmente incrível. 

Ela agendou um transfer do aeroporto para nós, nos recebeu e nos levou ao centrinho da cidade para comprarmos comida. As diárias não incluem refeições, mas o quarto é equipado para fazermos nossa própria comida. Ela foi ótima, tirou dúvidas, agendou jantares e tentou organizar passeios (mas não fizemos nenhum porque estavam lotados). Nem ficamos tristes pois não queríamos sair dali por nenhum minuto.

Ficamos no bangalô mais fofo da pousada em frente ao mar cristalino e turquesa de Moorea. O traje durante o dia todo era biquini e snorkel, no primeiro teste de máscara do snorkel uma big arraia passou por nós, aliás bem em frente ao portão da pousada parecia que era a highway das arraias pois virava e mexia viamos uma mancha preta nadando. Preciso dizer que foi uma emoção incrível ver tantos animais diferentes num simples abaixar de cabeça na água (o Math viu um tubarão). Vários passeios de snorkel paravam ali para os mergulhos. Os caiaques gratuitos estavam disponíveis todos os dias. Faça reservas diretamente com o hotel (compensa mais do que pelo Booking).

Se você der uma olhada em fotos e no mapa da ilha, o Anapa Beach fica numa localização ainda melhor que a do Sofitel, ou seja, não fique lá (a não ser que seja a sua única chance de ficar num bangalô no mar).

Jantamos num restaurante no caminho para o centro da ilha (infelizmente não recuperei o nome) onde comemos a melhor sopa de cebola francesa da vida, e na outra noite fomos ao Hotel Sofitel (caminhando pela praia) onde assistimos ao primeiro show de dança e músicas polinésias, e paguei uma nota na pior comida do mundo.

Passeios que despertaram interesse: barco para ver arraias e baleias, e para fazer snorkel. Tente agendar com antecedência, se possível antes da sua chegada. 

Foi lindo...amamos Moorea e nos apaixonamos todos os dias pela nossa "piscina natural azul turquesa". Sem falar da experiência de acordar cedo para ver o sol nascendo da praia (o jetlag ajudava nessa parte).

Moorea foi uma das ilhas que serviu de inspiração para o filme Moana, da Disney (as outras são Huahine e Bora Bora). Leia mais sobre isso aqui

Moorea - Polinésia Francesa          Viagem: 2018 (agosto)|

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Post: Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas 
Post: Polinésia Francesa: como chegar?
Post: Polinésia Francesa: como voar pela AirTahiti 
Post: Papeete, no Tahiti
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Post: Lua de mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Papeete, no Tahiti




Se você quiser visitar alguma das ilhas da Polinésia Francesa, vai começar passando pelo Tahiti. Papeete, a sua capital, faz a ligação com as demais ilhas da redondeza (é a maior delas). É uma gracinha chegar no aeroporto de Papeete pois logo somos recebidos (seja a hora que for) por uma bandinha que toca músicas polinésias.

É chocante, pelo o menos pra mim foi, mas o imaginário do Tahiti era o que eu tinha como Bora Bora na cabeça. E na vida real não é bem assim. A ilha tem vários pontos lindos de mar, como na foto acima, mas tem uma "cara" de cidade. Porém, é possivel fazer vários passeios pela ilha e até visitar a parte de floresta que esconde muita coisa legal, inclusive cachoeiras. 

Muita gente aproveita pra já experimentar a experiência de se hospedar em bangalôs sob o mar aqui, é possível fazer isso ficando no Hotel Intercontinental (inclusive a rede tem hotéis em outras ilhas, como Moorea e Bora Bora). Chegamos a pensar em aproveitar nossa pequena estada em Papeete nele (tem uma piscina de borda infinita maravilhosa), porém optamos em andar e explorar o centro da cidade, e pagar o preço das diárias para ficar fora do hotel não era muito jogo. Além disso, queríamos deixar essa experiência para o ápice do roteiro em Bora Bora

Para rodar o centrinho, procuramos um hotel que possibilitasse essa mobilidade. Escolhemos o Hotel Sarah Nui (pelo Booking) que ficava bem perto da rua principal (rua em frente ao Porto: Boulevard de la Reine Pomare IV). Não tinha nada demais, mas era bom o bastante pra cumprir sua função e nos descansar do jetlag. Todo transfer foi feito por indicação do próprio hotel. Pagamos uma entrada no momento da reserva, o restante das diárias no check-in. Efetuamos o pagamento em dolar e recebemos o troco em francos polinésios. 

Rodamos muito pelas lojinhas porque Papeete é o melhor local para comprar souvenirs e presentinhos (na verdade, pra comprar qualquer coisa que seja) pois tem os melhores preços (não se engane, eles continuam sendo muito altos). Lá compramos roupas e as pérolas negras, visitamos o Marché de Papeete (Mercado Central) que possui muitas lojinhas de artesanato e locais para lanchar/almoçar. Não deixe de experimentar o suco de ananas (abacaxi) que é incrível! Ali nos arredores está a Catedral de Notre Dame de Papeete, bem menor que a de Paris, mas vale a visita. A dica de restaurantes fica para o Cafe Maeva no Mercado Central e o Les 3 Brasseurs na Boulevard de la Reine.

Aproveite também para já ir tomando suas primeiras cervejas Hinano que são maravilhosas!!!

No fim da viagem voltamos a Pepeete para pegarmos o voo para Ilha de Páscoa. A situação era: o tempo de espera era pequeno demais pra pegar um hotel, e grande demais pra ficar no aeroporto, então resolvemos obviamente ficar no aeroporto (entre 7 e 8h). Logo em frente existe um hotel/motel que cogitamos passar a noite, mas não encontramos ninguém na recepção. Ficamos até cerca de meia noite no lounge do restaurante Atrium no aeroporto (cadeiras acolchoadas que davam pra deitar), e depois que ele fechou fomos despachar nossas malas pois o check tinha acabado de abrir. No fim das contas, nem foi tão ruim assim e o tempo passou rápido. A quem interessar possa, no aeroporto tem McDonalds que vende uns smothies de ananas e morango sensacionais, fora os McBaguetes.

Na minha opinião, fique pouco tempo em Papeete porque tem muita coisa maravilhosa nas outras ilhas pra você ocupar muito bem o seu tempo e dinheiro. 


Papeete - Tahiti          Viagem: 2018 (agosto)

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Post: Polinésia Francesa: como voar pela AirTahiti 
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Polinésia Francesa: Como é voar pela AirThaiti


Uma das maiores dúvidas que surgem no planejamento de uma viagem pelas ilhas da Polinésia é programar os deslocamentos via aérea ou aquática. 

O visual em ambas opções é incrivel, sem sombras de dúvidas, mas no nosso caso, o critério foi estritamente financeiro. No site da AirTahiti, é possivel selecionar pacotes com grupos de ilhas pré-determinados. Como um deles estava de acordo com o nosso roteiro, acabamos comprando essa opção aérea que saiu num preço melhor do que indo de ferrys. 

Aí você deve estar pensando que viagens de avião envolvem aeroporto e etc e isso faz com que a gente perca um tempo precioso só com logística. Mas a resposta é não. Todos os voos que pegamos sairam pontualmente. Apesar de a gente não ter conseguido fazer os check ins online (o site dava erro), chegávamos com 1 hora de antecedência, fazíamos o check in, o despacho das malas e embarcávamos sempre nos horários programados (era impressionante). Inclusive, até o tempo de voo era exato, chegávamos na hora certinha.

As dicas são:
  • Como os assentos não são marcados, rola uma fila ansiosa para entrar no avião. Nessa hora vale a pena ser brasileiro raiz e ficar em pé na fila do embarque pra garantir um bom lugar no avião (relaxa que o Troféu dos Mal Educados da fila é dos espanhóis);
  • Como os aviões são pequenos, tipo os da Azul turbo-hélice, a entrada e saída da aeronave é pela porta dos fundos, ou seja, sente no fundo do avião pra ser um dos primeiros a sair;
  •  Tentei prestar atençao em todos os voos para saber qual o melhor lado para sentar e ter as melhores vistas das ilhas: sente sempre do lado esquerdo! A fila do embarque é feita para que todos garantam o lado esquerdo, ou seja, semi-guerra;
  • A política de bagagem é meio restrita, só é permitido levar um volume de mão e uma mala de despacho de até 23kg. Porém, em apenas 1 voo eles implicaram porque eu estava com 2 volumes de mão (minha bolsa e outra mochila), e me fizeram despachar a mochila sem custo.
  • Como os voos são bem curtos, no máximo é servido água em alguns deles.
Só rolou um clima semi-tenso em um dos voos, de Huahine para Raiatea, mas essa história fica para outro post.

No mais, é uma delícia viajar de avião pela Polinésia Francesa, as vistas são incríveis, os voos são curtos, o clima entre as pessoas é ótimo, os funcionários da AirTahiti são uns queridos...dá muita saudade!

Quer saber mais? Veja: 
Post: Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas 
Post: Polinésia Francesa: como chegar?
Post: Papeete, no Tahiti
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Post: Huahine, na Polinésia Francesa
Post: Raiatea (e Taha'a), na Polinésia Francesa
Post: Lua de mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Polinésia Francesa: como chegar?


Antes de qualquer coisa vou expor a quantidade de voos envolvidos nessa viagem para chocar a sociedade: 13 (treze) em 17 dias. Devem pensar que somos loucos, sim...somos mesmo. Primeiro: chegar em lugares paradisíacos não é fácil, geralmente eles estão beeem distantes então a única solução é ralar para chegar até eles. Segundo: Apesar de assustador, foi muuuito tranquilo pegar esse tanto de avião (eu só achei que ia morrer em 2 deles, mas essas histórias ficam pra depois). 

Voltando ao post...

A porta de entrada aérea da Polinésia Francesa é a famosa ilha do Tahiti, mais especificamente, a sua capital Papeete que recebe todos os voos internacionais. 

Para nós brasileiros, as opções de trajeto são: 

Brasil Chile Papeete (Tahiti)
Brasil Los Angeles (Eua) Papeete (Tahiti)
Brasil Nova Zelândia Papeete (Tahiti)

Logo depois de abrirmos mão de viajar com agências, por motivos explicados no post anterior, nos interessamos pelos trajetos que passavam pelo Chile e pela Nova Zelândia.

Depois de pesquisas, logo descartamos a Nova Zelândia pois além de tornar o roteiro muito mais oneroso, não nos daria tempo suficiente para explorarmos o país da maneira que queremos fazer no futuro. 

Optamos em ir pelo Chile (o mais rápido, apesar de ter levado aproximadamente 27h cada perna) e decidimos deixar a Polinésia ser a grande estrela da Lua de Mel (abortamos também a ideia de esquiar no Valle Nevado pois daria muito trampo fazer as malas e não queríamos assumir o risco de ficarmos doentes) envolver neve e praia na mesma viagem era ousado demais para os nossos bolsos e sistemas imunológicos. 

Compramos os trechos internacionais no site da Latam (parceira da Lan Chile) geralmente os voos saem às terças-feiras por isso os pacotes são fechados em 1 semana. Como fizemos um "roteiro caseiro", saimos numa segunda-feira e voltamos terça, num total de 17 dias.  

Nossos trechos internacionais foram:

Brasília – Rio de Janeiro
Rio de Janeiro – Santiago
Santiago - Ilha de Páscoa
Ilha de Páscoa - Papeete  

Os voos internos foram adquiridos no site da AirTahiti, lá foi possível comprar pacotes de viagens com alguns trechos já definidos. É só procurar algum que atenda aos seus desejos e comprar. Como o valor acabou ficando mais em conta, abrimos mão de fazer esses trechos via aquática. Leia como é viajar pela AirThaiti aqui.

Nossos trechos internos entre ilhas foram:



Vale ressaltar que todos os valores estão diretamente ligados ao valor do dólar. 

Quer saber mais? Veja: 

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas



É engraçado quando as pessoas perguntam pra onde vamos na lua de mel e a gente responde: "Polinésia Francesa"...as reações são as mais diversas e divertidas. 

Afinal de contas, onde raios fica esse lugar? O que tem lá de bom? Blá, blá, blá...

A Polinésia Francesa é um conjunto de ilhas localizado no oceano Pacífico Sul, ali perto da Austrália, e é povoado pelos povos indígenas chamados "polinésios". É mais um território francês fora da Europa (país ultramarino). Sua ilhas têm origem vulcânica e o clima é tropical, quente e úmido. 

Faz parte da Polinésia o combinado de 5 arquipélagos, sendo a sua porta de entrada o Tahiti, mais especificamente a sua capital Papeete. Dentre as várias outras ilhas, está a famosíssima Bora Bora. A maioria dos roteiros de lua de mel, principalmente das agências, resume a Polinésia a Papeete (Tahiti) e Bora Bora

O que tem de legal além das lindas paisagens e água cristalina: bangalôs sob as águas, pérolas negras, suco de abacaxi, plantações de baunilha, colares taitianos, remoticidade, não precisar de visto e nem de vacinas, além de, é claro, várias ilhas terem sido inspiração para o filme Moana, da Disney (Moorea, Huahine e Bora Bora). Leia mais sobre isso aqui



Depois de muito google e açúcar na cachola, partimos para o trabalho braçal de produzir um roteiro de lua de mel. Não foi muito fácil entender a "lógica" do destino, mas depois de entendida, abrimos duas frentes de pesquisa: 

1. Pacotes em agências de viagem
2. Roteiro por conta própria

A opção 1 inicialmente foi ideia minha pela comodidade do serviço, em plena rotina de trabalho acumulado com preparativos de casamento, o que eu mais queria era a tranquilidade de passar o cartão de crédito e relaxar em relação à nossa viagem. Contudo, essa ideia logo caiu por terra porque os valores estavam extremamente altos: só agências especializadas em viagens de luxo oferecem os pacotes, e os dias de saídas de Brasília não estavam se encaixando com nossos planos e a quantidade de dias que queríamos. O custo inicial dessa viagem já é muito alto, então decidimos que o desenho do roteiro cabia envolver mais coisas além do combo Tahiti-Bora Bora operado pelas agências.  

A saber, recebemos propostas das agências: Tereza Perez, Kangaroo e Queensberry.

Sendo assim, nos restou aproveitar minha expertise na "bricolagem de viagens" e seguir com a Opção 2, mais trabalhosa porém mais personalizada de acordo com tudo que desejávamos. Vale ressaltar que o Math teve papel vital na concepção desse roteiro, tanto na definição de dias quanto na nossa grade deslocamentos. Eu passei por momentos de blackout mental várias vezes, e ele segurou a onda de dar continuidade ao trabalho. Será que fiquei mais apaixonada??? Sim ou claro!?

O que posso dizer do nosso roteiro é que ele é bem complexo, em termos comparativos, talvez tenha sido o maior desafio desse blog. Muito porque envolve uma série de deslocamentos, alto custo, ilhas e dias por um território completamente desconhecido, remoto, que tem uma moeda estranha, o Franco Pacífico Francês, e que envolve línguas complexas, o taitiano, samoano, tonganês, maori, havaiano, francês e um pouco de inglês. Além disso, os blogs e sites pessoais que oferecem dicas são de pessoas abastadas financeiramente e muitas vezes não contribuiram efetivamente para o nosso roteiro.

Vale ressaltar que é muito importante, mesmo usando o serviço de uma agência, se envolver e entender a "lógica" da viagem. Até para que você negocie e demande alterações à sua agente de viagens, por que ainda assim é possível "personalizar" minimamente o seu pacote numa agência. Além de, é claro, ter uma qualidade muito maior de aproveitamento da experiência. Cair de paraquedas não dá!



segunda-feira, 25 de junho de 2018

Lua de mel: escolhendo o destino



Como foi dito anteriormente, depois de alinhados os pensamentos, as prioridades e a aritmética, fomos de fato à fase do planejamento propriamente dito.

Nosso casamento fugiu um pouco do costume dos casais que tem a praxe de inciar o planejamento com no mínimo 1 ano de antecedência. Começamos exatamente com um deadline regressivo de cerca de 10 meses (o que para mim é totalmente atípico, visto que já planejei viagens de férias muito mais simples com 9 meses de antecedência...).

A escolha do destino foi fundamental em todos os quesitos, e por isso, imensamente complicada pois não estávamos dispostos a fazer tanto investimento numa viagem tão simbólica e linda e "vacilar" em erros crassos. 

A data do casamento esteve sempre diretamente ligada ao nosso destino de lua de mel (dica tão importante que a maioria dos casais não leva em consideração). A ideia era casar ao ar livre e no fim do dia, durante o pôr do sol. Como moramos em Brasília, a época mais indicada para realizar essa proeza é na época da seca (pra não correr nenhum risco de cair chuva na moleira dos convidados). Sendo assim, nosso casamento teria que acontecer preferencialmente em agosto ou setembro (2° semestre). 

Esse fato, excluiu a primeira opção de destino de honeymoon que seria para as Ilhas Maldivas (no brainstorm pelo o menos foi a primeira opção, já no crediário bancário...). Fizemos uma extensa pesquisa sobre o clima para aquelas bandas nos meses de agosto e setembro, e não ficamos muito satisfeitos com o que achamos. Na nossa opinião não valeria a pena gastar metade da alma para visitar um destino que não correspondesse às nossas expectativas...não valeria a pena rodar meio mundo para encontrar as Maldivas em plena época de chuvas (a Pugliese fez isso, mas ela é a Pugliese e pode voltar com tudo pago pra lá no aniver de 3 meses de casamento). 

Alguns outros destinos foram cogitados: Fernando de Noronha, Turcs and Caicos, Los Roques, Seychelles, Ilhas Fiji, África do Sul e Panamá. 

Nosso desafio era encontrar um destino que tivesse um clima maravilindo na época do casamento. Somado a isso, teria que ser um local que "rendesse" uma viagem de 15 dias, pode parecer fácil, mas muitos locais rendem tudo que tinham que render em 7 ou 9 dias. 

E depois de rodar muito o globo terrestre, encontramos a Polinésia Francesa e suas ilhas incríveis. A partir de então, o Projeto Ilhas maldivas foi engavetado e o Projeto Polinésia Francesa foi iniciado (pena que Seu Nelson, nosso doleiro de confiança, não tem colaborado muito com ele).



sexta-feira, 15 de junho de 2018

A matemática da Lua de Mel




A última vez que falamos aqui no blog sobre lua de mel foi com o post da Núbia, mas agora chegou minha vez! E vamos lá...

Não é novidade pra quem vai casar saber que além de lidar com todos os preparativos e gastos que envolvem uma festa de casamento (e suas festas agregadas), ainda é preciso rebolar pra pensar numa casa nova (aluguel ou financiamento), móveis e utensílios domésticos. E aí nessa história, onde fica a lua de mel mesmo?

Dependendo do casal, a lua de mel fica de escanteio, se tiver algum parente que tenha casa fora da cidade ou com diárias da Bancorbrás disponíveis, ela até acontece...mas em outros casos, não. 

No nosso caso, antes de pensarmos em casar eu já tinha fechado comigo mesma que em caso de casamento, a lua de mel seria a prioridade. Prioridade é a palavra, como não dá pra investir em tudo (ao mesmo tempo), o que resta é focar no que é mais importante para o casal. Pra minha sorte, encontrei um noivo que pensava parecido (falei sobre isso nesse post)

Então quando os planos matrimoniais avizinharam-se, depois de longos dias e noites de cálculos, matemática, planilhas e sessões de terapia interna do casal, eu e o Math chegamos à conclusão do que seria mais valorizado nesse momento de nossas vidas: a lua de mel. 

Em meio a todos esses percalços que citei, a conclusão que cheguei é que escolher o destino de lua de mel é ainda mais complicado do que achava. É uma batalha racional/ética sem fim...confesso que teve muito choro e vela (literalmente) por esse caminho. Depois da lista de convidados, acho que foi a parte mais difícil de decidir no nosso casamento. Enquanto as noivas regulares choravam por conta de vestidos, decoração e doces, cá estava eu chorando por causa da lua de mel. 

A parte fácil foi que, assim como eu, o noivo também tinha um conceito de "lua de mel" bem formado na cabeça: um período de tempo dedicado ao casal, ao momento do relacionamento, e não uma oportunidade de férias. A decisão foi não transformar a Lua de Mel em férias (num programa turístico propriamente dito). Férias e turismo a gente tira e faz em qualquer época do ano...e por muitos próximos anos que teremos a frente. 

Depois de priorizada a lua de mel e de delimitado o seu conceito, partimos para a escolha do destino. E mais uma vez tivemos que alinhar nossos desejos, uma vez que existe uma infinidade de perfis de lugares perfeitos para a ocasião. Até falei disso nesse post

Voltando para o nosso caso, convergimos na ideia de que Lua de Mel nos remetia a praia+natureza+sol+conforto+descanso. A partir daí eliminamos muitas opções e começamos a trabalhar nas variáveis clima+atrações+custo+distância+tempo de estadia+oportunidade

A variável "oportunidade" foi bastante decisiva na nossa escolha (talvez a principal) visto que entendemos que nossa lua de mel vai ser um momento ímpar em nossas vidas, pois vai estar cercada de um tempo e um estado de espírito único, afinal não é todo dia que podemos nos dar ao luxo de viajar de lua de mel por aí...a gente até vai fazer isso ao logo dos próximos anos, mas essas viagens não terão o mesmo brilho e sentimento da primeira. Além de tudo, não se viaja em qualquer férias para lugares tão estupendos como o que escolhemos pra nossa...

Falando em pra onde vamos na nossa Lua de Mel, escolhemos a Polinésia Francesa e suas ilhas. Dentre as mais famosas: Tahiti e Bora Bora. Ficou curioso? Fica para o próximo post mais detalhes sobre esse destino e nossos preparativos! #ansiedademil



quarta-feira, 28 de março de 2018

Lisboa, em Portugal - Parte 2



Leia o relato de Lisboa Parte 1 aqui.

Mais uma vez nossa passagem por Portugal foi feita na volta de um outro roteiro pela Europa. Ainda vou fazer um roteiro inteiro por Portugal passando principalmente pelo litoral que é ma-ravi-lho-so. Voltando ao post de 1 dia em Lisboa, decidimos dormir por lá para, quem ainda não a conhecia, ter pelo o menos a chance de comer um pastel de Belém e comprar uns portugalinhos fofos.  

Assim que desembarcamos no aeroporto de Lisboa, pegamos o metrô na estação que fica dentro dele. Como o roteiro iria girar entre Belém e o "centro" da cidade, resolvemos nos hospedar, pelo Airbnb num apê muito próximo do Cais do Sodré (é uma estação de metrô também) na Praça Duque da Terceira. 


De lá pegamos um bondinho em direção a Pastelaria de Belém. Depois da tradicional muvuca que é para comprar os pastéis, fomos andando até a torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos e o Padrão do Descobrimento.

Voltamos à pista principal e pegamos um ônibus de volta e paramos na Praça do Comércio (inclusive do Cais do Sodré até lá dá pra ir andando). O pôr do sol é sempre muito mágico na Praça do Comércio (leve um casaquinho porque bate um ventinho frio) que fica fica às margens do Rio Tejo. Na direção contrária, você tem acesso a Rua Augusta que é lotada de lojas (de marcas), lojinhas (de souvenirs), bares e restaurantes. 

Perca bastante tempo por ali e depois é só achar uma das estações de metrô na rua de trás para voltar para casa. 

Para quem ainda tiver gás, vale a pena pegar o metrô e descer lá na estação Cabo Ruivo e conhecer o Parque das Nações, um complexo que entre outras coisas tem shopping, restaurantes, bares, museus, cassino, teleférico e o Oceanário de Lisboa

Como éramos um grupo grande, contratamos um transfer para nos levar para o aeroporto. Se tiver num grupo com poucas malas, dá pra ir de metrô (certifique-se do horário de funcionamento do metrô e o horário do seu voo). 


Lisboa - Portugal Viagem: 2011 (março), 2012 (agosto), 2017 (setembro).



terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Atenas, na Grécia



Atenas é uma cidade agradável e reúne ruínas monumentais do berço da civilização em bom estado, ótima comida, muitos restaurantes, alguns dos melhores museus do mundo, bom transporte público, e preços justos na maioria dos locais. 

É uma típica cidade grande mas com detalhes muito especiais assim como Roma. A história está o tempo todo saltando aos nossos olhos.

Assim que chegamos no porto, contratamos o serviço de motorista para nos levar o dia todo pelos principais pontos de interesse. 

O primeiro local foi a Acrópole (ir de tênis e roupas confortáveis). Ela é, como o nome diz, uma “cidade alta”, construída por volta de 450 a.C. no ponto mais alto de Atenas (150 m acima do nível do mar e serviu originalmente como proteção contra invasores e depois como sede administrativa, civil e religiosa). A Acrópole de Atenas abriga o Erecteion, o Proprileu, o Templo de Athena Nike e, é claro, o Pathernon. Ao seu lado está o Museu da Acróple para quem tiver mais tempo e interesse. 

Como chegamos bem cedo na cidade, não tivemos problemas de fila para entrar na Acrópole, em consequência, as fotos ficaram lindas. Tente madrugar que vale a pena!

Depois da Acrópole, o almoço foi feito no bairro vizinho de Plaka. Essa é a área mais antiga da capital grega, é o centro de Atenas desde a Antiguidade e exibe construções desde o século 2 a.C. O bacana é caminhar pelas ruas de comércio “Adrianou” e “Ermou”. 

Dá pra comprar muita coisa legal da mitologia grega em cerâmica, porcelana, etc. A dica é comprar o azeite de oliva grego, considerado o azeite mais saudável do mundo.

Depois seguimos para o Estádio Panatenaico, construído em 566 a.C. e reconstruído em 329 a.C., local aonde foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna em Atenas, em 1896. A entrada é 3€ com áudio - guia. Fazia um calor miserável e optamos por não entrar, da entrada é possível ver muita coisa lá dentro. 

Atravessando a avenida em frente ao estádio, assistimos a troca da guarda grega em frente ao Palácio Presidencial. Muiiito interessante e diferente, eu super indico.

Não deixe de experimentar: iorgute grego (um frozen de iogurte que você escolhe o sabor e os toppings), o gyros (churrasquinho grego), a moussaka (espécie de lasanha de berinjela com carne moída, batatas e creme), o frapê (bebida mais popular entre os gregos, é café com leite cremoso e gelado. Como o café não é coado, sempre se pergunta antes do preparo se queremos ou não açúcar). 

Ainda deu tempo de entrar num mercado e comprar, no escuro, coisas gregas interessantes tipo chocolates e sabonetes da oliveira (vulgo azeitona). 

Acredito que apenas um dia inteiro em Atenas seja suficiente para fazer a maior parte dos pontos de interesse, minha dica é gastar mais tempo nas ilhas gregas sem pestanejar. 


Atenas - Grécia     Viagem: 2017 (setembro).

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Capri, na Itália



Chegamos em Nápoles e a dúvida de sempre bateu: ficar nem Nápoles ou ir para outro lugar? Anteriormente, decidimos ir para Pompéia, e dessa vez, apesar de termos saído do Brasil com uma decisão, acabamos mudando tudo em cima da hora. Resultado: fomos para ilha de Capri.

No porto de Nápoles, é possível comprar bilhetes nas cias de ferry que tem o mesmo valor de bilhete e apenas alternam os horários. A travessia até Capri dura entre 45 e 50 minutos, e apesar desse "tempo perdido" vale cada segundo. 

A chegada é espetacular, poucas vezes vi uma paisagem tão linda que chegava a parecer uma pintura naturalista, tipo quando a gente olha o Pão de Açúcar no Rio. Simplesmente maravilhoso!

Entre os vários de tipos de programas possíveis, o principal é fazer um passeio de barco ao redor da ilha passando por mais paisagens incríveis, pelas famosas grutas, como a gruta azul (o barqueiro praticamente entra dentro das grutas). Mas prepare-se para ter que gerenciar a baita inveja animal das pessoas que estarão nadando nesses diversos pontos, enquanto você está no barco. Se possível, contrate um tour particular e aproveite muito mais o passeio.

A ilha é dividida basicamente em quatro partes, sendo as de interesse primário: Capri (mais famosa, com praias, várias lojas de luxo e vida noturna agitada) e Anacapri (na parte mais alta da ilha, mais tranquila e repleta de lojas de artesanato). O deslocamento entre elas é possível ser feito com transporte público ou taxis, é bem tranquilo.

Como tínhamos pouco tempo optamos em fazer o passeio de barco e explorar o comércio da Marina Grande. 

Ah e vale lembrar que Capri está na região italiana da Campania. E lá também está uma das ruas consideradas mais belas do mundo, a Via krupp (quem tiver o joelho no eixo não pode deixar de ir).

Com certeza quero voltar em Capri e ficar uns dias hospedada naquele paraíso. 


Capri - Itália     Viagem: 2017 (setembro)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Caso: A highway to hell de Santorini

Da Série Cuidado na Estrada!



Santorini é aquele arraso de lugar, pessoas bonitas, sofisticadas, usando branco, chapéus, óculos de sol, dezenas de maiôs gourmet, champagne na mão por toda ilha, certo? Errado! Um pedacinho dela não lembra em nada todo o glamour da ilha grega. Vou explicar...

Perto do horário de retornarmos ao navio, eu e Glenda fomos bem serelepes em direção ao teleférico que faria (verbo no futuro do pretérito) nossa descida até o porto onde devíamos pegar o barco auxiliar. Antes de chegarmos no teleférico propriamente dito, encontramos a sua fila pelo caminho. Aquela fila de comprar fichas na festa junina que acontece no Maracanã.

Como uma brasileira raiz, entrei na fila e a Glenda foi tentar chegar na frente para descobrir pra que raios ela servia. Depois de certo tempo, ela volta com a confirmação de que era para o bondinho sim, porém ela não conseguiu ao menos chegar no início da maldita, e nem encontrar parentes nossos pelo caminho (brasileiras extreme). A pior parte foi ela dizer que perguntou a uma pessoa que já estava bem lá na frente a quanto tempo ela estava esperando, e a resposta não foi nada animadora, era cerca de 1h e pouco...ou seja, caso ficássemos na fila, com certeza perderíamos o navio.

Depois do semi desespero, lembrei da estradinha sinuosa que fazia essa ligação de baixo-para-cima-do-morro-e-vice-e-versa. Perguntamos aos logistas quanto tempo levava a descida (até porque pra baixo todo santo ajuda) e nos informaram que era uma média de 30 min. Apesar do sol sem camada de ozônio que fazia, era nossa única opção. 

Fomos então ao início da estradinha, inclusive era um início muito digno, com muitos restaurantes e uma vista de arrasar, deu tempo até de bater uns retratos. Logo no início, passamos pelo que parecia um mini terminal rodoviário de jumentinhos, com abordagens dos "motoristas" querendo vender bilhetes dos seus "transportes", muita gente subindo, muita gente descendo da carcunda dos bichíneos. Nos olhamos e nossos olhares dialogaram: "Não mesmo, coitados dos bichinhos, não precisamos disso. Temos 2 pernas aqui pra isso!". Desviamos do caos rodoviário e seguimos a descida. 

Vale dizer que era uma estradinha sinuosa para pedestres e jumentinhos, o piso era tipo uns degraus largos de um material extremamente liso, tal qual uma pedra sabão. E não bastasse o volume de gente subindo e descendo, ainda tínhamos que nos preparar a cada 5 min para os gritos de pessoas avisando (ou sendo atropeladas) pela carreta de jumentinhos descendo ou subindo nesse mesmo espaço físico. Nessas horas você tinha que se jogar para um dos lados da escada como se não houvesse amanhã. 

Tudo começou mais ou menos nesse cenário descrito, até que começou a ficar pior. O sol estava literalmente desértico, as pessoas pelo caminho iam passando mal, e quando não caiam porque escorregavam, caiam porque passavam mal...principalmente os mais idosos e deficientes (sim, tinha gente assim fazendo isso). Virava e mexia passava um grupo carregando alguém semi desmaiado, e tudo isso em meio ao sobe e desce dos jumentinhos (era tipo a manada de rinocerontes de Jumanji). 

A gênia aqui, com uma cirurgia recente de joelho, no início tava de boa, e depois de 5 minutos estava morrendo de tanto forçar o joelho "são", além de estar com uma sandália maravilinda para escorregar e se sujar. Detalhe: acrescente nessa estradinha do inferno porções generosas de dejetos jumentícios por todo o caminho. Era aquele cheiro de fazenda amadeirado enfiado no seu nariz que tornava a tarefa um pouco mais complicada para a menina da cidade aqui...achei que fosse chegar as vias de fato no sentido de "refluxo" a todo momento. 

Muita coisa aconteceu ali naqueles 40 minutos de descida, a Glenda se queimou inteira pois não passou protetor solar, eu ferrei os joelhos, fiquei traumatizada com os acidentes com pessoas escorregando e caindo de cabeça, sangue e sujeira nas roupas, aquele cheiro insuportável, uma sede desértica, a assombração de ser atropelada pelos jumentos, o medo de quebrar as cerâmicas que carregava nas sacolas, o temor de minha mãe e tias terem feito essa saga, o receio de perder o navio...

Só lembro de a cada 2s gritar: "Gleeenda, tá chegando?" e ela responder irresponsavelmente: "Simmm...". Só que era mentira, ela só tava tentando me estimular a não padecer pelo caminho. 

Olha...tudo não a ver com essa ilha maravilhosa. Foi uma péssima despedida ficar com o cheiro impregnado até o cabelo, de ir tomar banho e sentir aquele aroma em cada centímetro do corpo.

Depois de tudo a Dica de Ouro 3 é não conhecer a estradinha hardcore de Santorini. Chegue com antecedência no teleférico e desça com dignidade e sua tacinha de champagne na mão.

Observação 1: quando chegamos no navio todo mundo tava lindo e pleno saboreando as melhores lembranças ever (desceram pelo teleférico) e nós, as debandadas do lixão, ainda tendo flashs inconscientes da nossa highway to hell santoriana.

Observação 2: esse esquema só funciona até hoje porque ainda existem pessoas que pagam pelo transporte em cima dos burrinhos, por algum motivo, devem achar charmoso fazer a tal descida. Que tal pensar mais nessas atitudes "inocentes" quando somos turistas? Os coitados dos animais sofrem muito porque o sol é escaldante, o trabalho não para nenhum dia e sabe Deus por quantas horas.

Observação 3: deveríamos ter perdido o navio.

Atualizações:
Já conseguiram proibir que os coitadinhos dos burrinhos carreguem turistas obesos, o próximo passo é proibir que façam o trabalho. 



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Santorini, na Grécia





















Fico sem palavras para descrever Santorini, literalmente...

É exatamente tudo que a gente vê pelas fotos e filmes, nada a menos, e muita coisa a mais! Na minha opinião, vale a pena ficar uns 3 dias só por aquelas redondezas.

Vale lembrar que meu ponto de vista vai ser de quem chega e sai de Santorini fazendo cruzeiro. 

Primeiramente é preciso "visualizar" o layout da ilha que é dividida, sendo muito reducionista, em duas partes: Thira (Fira - centro) e Oía ("ía" na encosta esquerda - na parte superior na foto abaixo - e onde estão as tradicionais casinhas brancas de teto azul como as da foto acima).


Chegando de navio, a descida é por meio de barco auxiliar pois o navio não consegue chegar na encosta do morro. Até aí tudo bem, essa logística interna no navio é bem eficiente para não se perder muito tempo. 

O desembarque do barquinho é na entrada de Thira (Fira), considerando que a cidade é no alto, é preciso usar o teleférico para subir, ou ir apé pela estradinha hard core (leia aqui o relato dessa experiência). Como a maioria dos navios chega mais ou menos no mesmo horário, rola uma filinha básica para pegar o bondinho, e é aí que vem a Dica de Ouro 1: no mesmo local existe uma série de cias que fazem o traslado para Oía já com o ônibus para subir a encosta e voltar para o centro inclusos: pegue esse serviço. Se mande para Oía de imediato aproveitando que a cidade está vazia.

Fomos direto para Oía, com esse traslado/passeio que nos proporcionou uma vista maravilhosa. Chegando lá, pegamos o ônibus (já incluso) até o terminal de Oía e de lá fomos andando em direção às casinhas de teto azul. Nesse caminho, no estilo de Mykonos, você vai achando e entrando em várias lojinhas de artesanato, comida, temperos...tudo que imaginar. É uma delícia! Dá para tirar fotos incríveis e ainda rola uma internet do governo de graça. À medida em que o tempo passa, o volume de pessoas aumenta exponencialmente, por isso é ótima a ideia de ir direto para Oía e curtir um tempinho mais sossegado. 

Se tiver tempo, almoce em um dos restaurantes que tem por ali aproveitando a vista. No mesmo serviço que contratamos também já estava incluso o ônibus para nos levar para Thira (Fira). Também é bacana porque o trajeto explora mais paisagens e vistas da ilha. 

Thira (Fira) é o paraíso das lojinhas, há quem diga que são até mais baratas que Oía que é uma região mais sofisticada. Eu comprei umas tigelas de cerâmica feitas à mão muito fofinhas, compramos pasta de azeitonas típicas, amendoins caramelizados e o azeite também é bem procurado. São muitas lojas, praças com restaurantes ao ar livre e etc. 

Nosso grupo se dividiu nesse momento, uma parte ficou rodando em Thira. Depois almoçaram, foram em direção ao teleférico para descerem e pegarem o barco auxiliar de volta ao navio.

Eu e Glenda fomos até a estação de ônibus de Thira e pegamos um ônibus até a praia de Perívolos (uma black beach de Santorini) pois queríamos conhecer uma praia nesse estilo. A água era transparente e a areia escura por conta das formações vulcânicas da região. Pra quem tiver mais tempo, rola até uns banhos termais. A praia era linda, a estrutura muito boa, não tinha cobrança por aluguel de mesas e espreguiçadeiras. Aproveite para tomar uns "bons drink" e experimentar a cerveja típica de Santorini, Yellow Donkey.

Conferimos os horários dos ônibus (bem pontuais) e retornamos para Fira. Compramos uma coisinha aqui, outra ali, até chegarmos na fila do teleférico. Caos total! A fila era mega gigante e tínhamos horários para retornar ao navio, a solução foi usar a estradinha hardcore e essa história vai ficar para um post exclusivo. 

Dica de ouro 2: chegue com bastante antecedência para retornar ao navio usando o teleférico, principalmente se você for de mais idade, ter dificuldade de locomoção, passar mal com calor, estiver de roupa branca, estiver carregando milhões de sacolas com cerâmica dentro, for pró animais de carga etc...uma das formas de descer pela estradinha hardcore é "comprando bilhetes" de burrinhos de carga, daí é só subir neles que "aproveitar" a viagem até lá embaixo...como tínhamos pena dos coitadinhos, fomos no pé mesmo. 

No fim das contas, pegamos o barco auxiliar, voltamos para o navio e ainda tivemos o prazer de "lanchar" (do inglês "to lunch") saboreando uma vista linda e plena de Santorini. 

Muita gente aluga, assim como em Mykonos, motos e quadriciclos para se locomover pela ilha. É só preciso ter bastante cuidado pois as estradas são bem íngremes e ainda tem o movimento dos carros. 

Eu quero voltar, que fique registrado. 



Santorini - Grécia        Viagem: 2017 (setembro)

Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)

Depois do natal encantado que tivemos em Nova Iorque , partimos para Las Vegas para usufruir do famigerado réveillon. Adquirimos o voo...