quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Carnaval em Diamantina/MG

Palco principal na Praça do Mercado

Nesse ano de 2012 as coisas foram muito diferentes do ano passado, no carnaval fomos parar na Alemanha, dessa vez curtimos um dos mais conhecidos do Brasil: de Diamantina, no interior de Minas Gerais.

Dentro da minha cabeça existem alguns destinos de carnaval que são experiências obrigatórias na vida de qualquer pessoa: Salvador, Rio de Janeiro, Olinda, Ouro Preto e Diamantina. Também acho que o de Colônia na Alemanha deva ser super bacana, mas não vou forçar essa barra. Brasil é Brasil, incomparável.

Bom, Diamantina além das paisagens sensacionais da natureza é aquela típica cidade histórica de Minas, com as ruas de pedras e as várias ladeiras. O clima por si só é uma delícia. Geralmente na época do carnaval a previsão é de chuva, mas como todo fenômeno da natureza, pode surpreender e não chover dia nenhum, como nesse ano.

O esquema é aquele...repúblicas, carnaval de rua e milhões de pessoas. As pousadas e hotéis acabam ficando inviáveis de tão caros e, se você também não é fã da ideia de dividir uma república com trinta mil bêbados e correr o risco de ter seus bens e até colchão surrupiados, existem outras opções como o aluguel de casas e até se hospedar na Casa das Irmãs. No nosso caso, ficamos sem hesitar nos aposentos das freiras de Diamantina. Freiras essas super gentis e simpáticas e muito mais do que acostumadas com a freneticidade carnavalesca. Funciona como um hotel, sem muito luxo, mas é perfeito para a ocasião. Não existe horário para entrar ou sair, e a única regra mais contundente é a proibição do consumo de bebidas alcoólicas nas dependências da casa. Nada mais justo, certo? Também foi bacana sermos abençoados todas as vezes que saíamos para a folia.

Como o carnaval é de rua, não é preciso desembolsar nenhum trocado para cair no agito. No perímetro da festa é proibido adentrar portando garrafas de vidro e existe uma programação com atividades acontecendo praticamente 24h por dia. Na Praça do Mercado, está montado o palco principal que tem como atração as bandas Batcaverna e Bartucada. Incríveis! Além disso em outras ruas próximas tem os palcos da Quitanda do Samba (um dos meus prediletos), o MPBeco (muito bom) e o Bar do Titi (com um palco tocando música eletrônica e funk). Ou seja, é muito democrático, tem pra todos os gostos e vontades.

A cidade fica abarrotada de gente e todos os lugares ficam cheios, mas não vi nenhum princípio de briga ou confusão durante todos os dias. As fantasias são as mais engraçadas e o astral das pessoas o melhor. Eu não preciso nem pensar para dizer que super indico Dimantina como destino de carnaval a todas as pessoas possíveis, comprometidas ou solteiras. É só hibernar uma semana antes da viagem e chegar lá com a bateria oficial, e mais umas duas extras, bem abastecidas...ah e não esquece de levar seu chinelinho de dedo.

Pra quem sair de Brasília, procure a equipe de excursão Tarja Preta.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Caso: Brasileiras no Red Light District em Amsterdam



Da série Cuidado na estrada!


Quem pisa em Amsterdam mal pode esperar pela visita ao famoso e não-discreto Red Light District. Sim, lá é o canto da prostituição legal, formal e civilizada da “Veneza do Norte”. Não preciso dizer também que é o centro da curiosidade dos homens, e das mulheres. É complicado dizer quem sai ganhando na briga Red Light District vs Coffee Shop...pense numa sin city.

O Red Light é um bairro com algumas ruas cortadas pelos vários e charmosos canais. Durante o dia, é completamente inofensivo e se você for muito distraído nem vai reparar nas janelas com cortinas fechadas. Anoite, as luzes - estilo boate baixo nível - se acendem, as cortinas se abrem e o show começa. Mulheres (reais e postiças) se rebolam e embolam pelas fachadas em busca do “pão delas de todo dia”. É um vai-e-vem de gente em todas as direções...homens, mulheres, velhos, jovens, famílias, grupos, solitários...etc. Para incrementar o clima, nos arredores existem, além dos interativos coffee shops, inúmeras lojas sex shops.

Além das esquisitices das vitrines (mulheres e artigos pornográficos), as pessoas que circulam ali também são totalmente imprevisíveis. Estávamos hospedadas naquela região e ainda não tínhamos ido fazer nossa pesquisa antropológica pelas ruinhas do pecado do Red Light durante a noite. A missão foi estabelecida. 

Estávamos ali, eu e minha prima, perambulando animadamente pelas vitrines (1° conclusão: mulheres amam vitrines quais quer que sejam elas). E depois de algumas interações com as “donas do show”, positivas e negativas (2° conclusão: obedeça o aviso “Proibido tirar fotos”), tivemos o infeliz acaso de passar perto de um grupo de caras idiotas. Eles já meio bêbados e inebriados com sabe-se lá o quê, não hesitaram em nos perseguir por todo o resto do trajeto. De cara, sacaram que se tratavam de brasileiras e as piadas de todos os gêneros e níveis (em inglês) foram saindo. Andamos mais rápido e eles colaram na traseira tipo esses motoristas de Brasília em engarrafamento. Entramos numa lojinha para tentar despistar os stockers mas eles entraram também. O dono da loja não cooperou, ele fez aquela cara de mulherzinha amedrontada típica de filmes de assassinos em séries. A gente saiu de lá rapidinho para não presenciar o vendedor borrando as calças. Teve uma hora que um pateta pegou no meu cabelo e cheirou (tipo psicopata mesmo) ai a coisa ficou séria! Meu sonho era aplicar golpes do meu utópico curso de kickboxing (3° conclusão: um curso de defesa pessoal não faz mal a ninguém) e finalizar todos eles para dentro do canal, mas na vida real precisamos respirar fundo e ser o mais racional possível para nos livrarmos de uma situação dessas.

Andando num ritmo de marcha atlética, procuramos um policial ou algo parecido ali nos arredores, mas foi totalmente sem sucesso. O jeito foi pegar um atalho forçado até nosso hostel (numa rua próxima) para que os babacas pudessem superar o plano frustado de pagar o que fosse para entrar na cabine das duas brasileiras do Red Light District.  Na hora foi tenso, e não engraçado.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Aeroportos: olha o perigo...



Um dos problemas de se viajar é arriscar suas malas, tanto na ida como na volta, nas mãos das cias aéreas e aeroportos. Eu não posso imaginar como seria embarcar de férias e chegar no local sem nada do que levou. Aconteceu com um casal de primos meus. Eles compraram um pacote na CVC de 1 mês (um mês = 30 dias = 4 semanas = 720 horas) pela Europa (+/- 1.678 países) e as malas dos dois nem sequer sairam do aeroporto de Brasília. Resumindo o caso, a indenização foi de 5 mil reais para cada um. Eu não consigo raciocinar um caso desses...

Eu confesso que sempre me preocupei com minhas malas, mas quando volto de lugares como Miami a preocupação é extrema. Quer malas mais visadas do que essas? Pois é, além de repente algum item sumir de alguma mala (já aconteceu com um primo que teve acessórios do Wii roubados), eles podem desaparecer com mala completa. 

Ontem o Fantástico fez uma reportagem sobre a prisão de uma quadrilha que agia no aeroporto de Guarulhos. Eles desviavam as malas internacionais para esteira dos vôos domésticos. Depois vendiam a parafernalha nova e dividiam entre si as coisas usadas. É um absurdo ter que se sujeitar a esse tipo de risco, ter que engolir esse problema e adotar atitudes que podem vir a evitar a dor de cabeça. Um absurdo imenso. A gente que se vire, reze, torça para que não sejamos os lesados da vez. 

As dicas (que nem sempre eu sigo) são:
- Guardar todas as notas fiscais de tudo que tenha comprado na viagem;
- Tirar fotos das malas feitas;
- Tentar programar sua volta com vôos diretos, evitar as conexões;
- Levar na mala de mão objetos de valor sentimental ou aqueles insubstituíveis.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Eu!!!




Para tentar me defender, fora aquela desculpinha de planos A, B, C...Z...β, Ω de toda mulher, vai ver isso é um reflexo de um instinto materno que tenho...de carregar 300 coisas para me precaver, para situações de emergência e etc. Só esqueceram de me dizer que ainda não tenho o (a) filho (a).

Sem mais comentários a fazer...Bom dia!


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Parei...#medo



Eu já fiz muita piadinha sobre essa conversa de fim do mundo nesse ano de 2012. Pois estou oficialmente parando com a brincadeira e pedindo desculpa a todos que têm algum envolvimento nisso: Deus, os Maias, meteoros, Via Láctea e etc.

Segundo o calendário Maia, o fim estaria agendado para o dia 21 de dezembro. Porém, a NASA teve que entrar na história para desmarcar o compromisso usando bases científicas. Além disso, ela diz que será iniciado um novo ciclo de contagem a partir dessa data, tipo “vida nova”. O que dentro das hipóteses até que é uma boa notícia.

Profetizações e ciências à parte, eu não sei muito o que dizer...apenas que estou bem preocupada com os sinais que o mundo tem nos dado sobre o iminente caos que, pela rotina, estamos nos acostumando a lidar. Tudo de ruim está acontecendo aos nossos olhos e, como sou uma alucinada fã de filmes de catástrofes, já me liguei há muito tempo em todos esses sinais.

Em escalas maiores, a Europa está se acabando e (derretendo) em neve. Frio, frio glacial-polar para foca nenhuma botar defeito. Ano passado mais ou menos nesta época eu estive por lá e estava tudo dentro dos conformes, já esse ano está tudo desregulado...Em NY que era bom, nem um floquinho de neve pairou pelo ar. Pessoas morrendo e cidades ficando isoladas. Que diabo é isso? Tiveram que fechar o Coliseu em Roma, por conta da nevasca. Também têm os tsunamis de nuvens na Flórida. Literalmente, o fim do mundo!

Não vou nem falar do Rio de Janeiro que de um tempo pra cá só tem sido vítima de tudo que é problema..prédio caindo, bueiro explodindo, carnaval incendiando...Que diabo é isso (2)? Não satisfeita, até a Bahia entrou na roda (rsrsrsr). O carnaval mais sensacional do Brasil está mais abalado do que aqueles prédios velhos do centro histórico em pleno ensaio do Olodum. Já deram até o seguinte recado aos green-go's: não venham para o carnaval de Salvador! Até o aeroporto de Brasília foi leiloado para um consórcio em que metade da empresa vencedora é da Argentina (?).

O que fazer? Só Deus sabe...faça o que sempre quis fazer e diga o que sempre quis dizer. Comece logo a viver “como se não houvesse amanhã”. Sem brincadeira...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

JK, o aeroporto de Brasília


"Agora conheço sua geografia, a pele macia, menina morena..."

Eu não acho legal sair falando mal da minha cidade, mas em vésperas de Copa do Mundo e do Fim (do mesmo), o aeroporto de Brasília precisa crescer um pouquinho. O aeroporto JK é um dos mais movimentados do Brasil e com, ou sem, eventos de grande proporção merece ter uma estrutura bacana.

Eu gosto muito da praça de alimentação que não oferece apenas restaurantes ou lanchonetes caríssimos. Inclusive, já ouvi dizer que os preços absurdos dos lanches cobrados nos aeroportos vão baixar. Tinha até um cinema que sabe-se lá porquê foi fechado, ou não tinha ninguém ou muitos começaram a perder os voos. O DutyFree é de dar pena, desde que eu me lembro ele é pequeniníssimo. Há muito tempo fiz uma sugestão de ampliação naqueles formulários espalhados pelo aeroporto, e até recebi uma resposta no meu e-mail da INFRAERO dizendo que “estavam trabalhando para minha satisfação e que ele seria brevemente ampliado”. Estou esperando até hoje.

Não vou gastar linhas falando sobre a demora em liberar bagagens na esteira ou sobre os poucos profissionais que trabalham nos postos da Polícia Federal. Aqueles minutos de internet grátis concedidos aos passageiros com a apresentação do cartão de embarque também é balela. A funcionária do balcão de informações me disse que o acesso é apenas para o site da INFRAERO (?) - pra falar a verdade acho que ela estava mais desinformada que tudo.

O lado bom, é que como ele será um dos aeroportos privatizados do país, não entrará no remanejamento das novas taxas de embarque (os preços vão subir), inclusive o leilão já foi autorizado pelo TCU. Também é legal o novo serviço de transporte entre o aeroporto e o centro de Brasília. A TCB inaugurou a linha Linha Executivo Aeroporto, que funciona das 06:30 às 23h e sai a cada 30 minutos. É bem confortável e custa míseros R$ 8, tem internet free, TV, bagageiro e acesso à deficientes. Infelizmente tem pouca procura pela simples falta de divulgação, então ao chegar em Brasília não vacile e se informe sobre os ônibus executivos, muito úteis, sobretudo, para pessoas que chegam de viagem e têm que ir direto para o trabalho (eu). O itinerário é: Aeroporto, Esplanada dos Ministérios, Rodoviária do Plano Piloto, Setores Hoteleiros Norte e Sul, Aeroporto.


Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)

Depois do natal encantado que tivemos em Nova Iorque , partimos para Las Vegas para usufruir do famigerado réveillon. Adquirimos o voo...