sexta-feira, 19 de julho de 2019

Aruba


O que dizer de uma ilha que tem como slogan: "One happy island (uma ilha feliz)"? Pois é...assim começa a minha história (e a de todos que vão para lá). 

Na época em que Cancún e as Bahamas eram os verdadeiros significados do glamour caribenho, Aruba surgiu no mapa de opções turísticas e continuou até hoje sendo uma das grandes vencedoras da disputa de turistas entre todo aquele conjunto de ilhas (que são são mega preparadíssimas para os visitantes). 

Vou dizer logo que Aruba é uma irmã mais nova de Cancún, apesar da colonização ter sido holandesa (com muita influencia na língua, nomes de ruas, comidas e até nas escolas), e da influência americana que determinou os padrões e layout da ilha - impossível não reparar num canteiro de obras com uma placa imensa que dizia "Soon an IMAX" (um puta cinema Imax que na "cosmopolita" Brasília, capital do Brasil, ainda não existe). As pistas são perfeitas e estão lá as principais franquias queridinhas dos americanos (Wendys, Pizza Hut, KFC, Burguer King, McDonalds, Fridays, Starbucks, TacoBell, Sbarro...), mas tem uma série de outros detalhes que dão à Aruba grande vantagem em relação às ilhas vizinhas:

PRÓS
1. Pra quem vai do Brasil é uma ótima opção pois fica relativamente perto de nós (acima da Venezuela);
2. Não precisamos de visto, apenas do Certificado Internacional de Vacinação ou profilaxia (CIVP) para febre amarela; 
3. A ilha aboliu o uso de plástico então tudo é feito com um material que lembra o plástico (só que de milho) e os canudos são todos de papel (ou de milho);
4. A variedade gastronômica é impressionante, transita entre as grandes redes de fast food americanas até a culinária local com as influências holandesas (o croquete é igual ao de Amsterdam);
5. É de longe um paraíso vegetariano e vegano, impressionantemente a maior parte dos restaurantes tem cardápios específicos para esses públicos (meu marido vegano comeu de tudo...cogumelo mesmo faltou dia para experimentar);
6. O mar tem águas bem paradinhas então é ótimo para crianças, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção, bem como para aqueles grupos que gostam de fazer rodinhas para bate-papo (minha família). Inclusive vimos na praia do meu hotel Holiday Inn resort Aruba Cassino  e no vizinho Playa Linda Beach Resort barracas com acessibilidade para cadeirantes;
7. A temperatura da água da praia é bem temperada (não muito quente e não muito fria) e a areia é super gostosa e não é do tipo que gruda pra sempre;
8. A maioria das pessoas não utiliza o regime all inclusive dos resorts porque eles permitem que usemos sacolas térmicas/coolers/isopor dentro da sua estrutura (inclusive em todos os corredores tem uma máquina de gelo grátis à disposição dos hóspedes). É só passar no mercado Super Foods e fazer a feira;
9. É um lugar extremamente seguro (pode deixar as coisas nas cadeiras e entrar no mar/fazer caminhada tranquilamente);
10. Há muitas opções de atrações aquáticas para brincar (bananas boats, boias, wake board, parasailing, mergulhos, passeios em barcos, kite surf, etc). O dia na praia não será enfadonho;
11. Os dias são longos e o sol cumpre seu papel sem preguiça (eu consegui minha vaga com cotas na universidade no primeiro dia, sim...no primeiro dia); 
12. A ilha é super pequena então é muito fácil alugar um carro e percorrer praticamente tudo (além de bem sinalizada);
13. Os arubianos são muito educados e atenciosos (a comunicação é muito fácil porque praticamente todo mundo fala papiamento, inglês, holandês, francês, espanhol e portunhol) e não temos aquela sensação de trapaça ou exploração; 
14. É o clássico lugar perfeito para tirar férias: todas as pessoas estão tranquilas, felizes e relaxadas (não tem pressão de tempo, estética, status...);
15. Todos os lugares aceitam dólar e dão os trocos na mesma moeda (só as moedas que geralmente vem em florins arubianos);
16. Pra quem gosta, tem muita lojinha e feirinha (minha família), além de shoppings e lojas de luxo;
17. O pôr do sol é um dos mais bonitos que vi na vida (sem exageros);
18. Pra quem curte cassinos vai encontrar vários deles por lá; 
19. Não tem aquela badalação e agitação de Cancún (é mais família, mais sossegado, mais propício para o descanso);
20. O clima é ótimo, tem sempre uma brisa que não deixa ficar abafado e com aquele incômodo de ficar suando o tempo todo. 

CONTRAS
1. Como tudo é vendido em dólar, para nós brasileiros, acaba ficando uma viagem não muito baratinha (um prato com carne não vai custar menos de 28 dólares); 
2. Pra chegar até lá precisamos viajar pela Copa Airlines passando pelo Panamá. Tivemos problemas de overbooking no trecho Panamá – Aruba (que foi tencíssimo e explico melhor em outro post).

ALUGUEL DE CARRO
Alugamos um carro por todo período da viagem (ficamos 8 dias), retirando e devolvendo no aeroporto (na Fox Rent a Car pelo site Expedia). Por mais que não estivesse nos planos sair de carro todos os dias, valia mais a pena o período todo (considerando que o táxi do aeroporto para Palm Beach custava o valor tabelado de $35). Foi ótimo porque podíamos ir quantas vezes quiséssemos para o Super Food (supermercado) e para o cento de Oranjestad (restaurantes, lojinhas e feirinha).

HOSPEDAGEM
Pelo que pesquisei sempre fica uma dúvida entre se hospedar em Palm Beach, Eagle Beach ou Oranjestad.

Em Oranjestad, o centro da ilha, está apenas o Hotel Renaissance, que possui uma praia privada que tem os famosos Flamingos (quem não está hospedado lá paga um day use de $ 99 por pessoa). Na minha opinião, apesar do hotel ser bem topzera ele fica numa faixa de praia muito pequena e isolada.

Eagle Beach é uma praia que fica entre Oranjestad e Palm Beach. Lá tem poucos hotéis e mais apartamentos para aluguel. A praia é bem bonita, gostosa, porém mais rústica. São $40 por pessoa pra usar a estrutura de cadeiras das barracas, e na ponta da praia tem uma palapas grátis (quiosques de palha) para uso público. O grande atrativo da praia são as árvores Divi-Divi típicas de Aruba que ficam no meio da areia e, pasmem, verdinhas verdinhas.

Na vida real pude constatar que fizemos a escolha certa em ficar em Palm Beach, a praia onde estão os grandes resorts e que na rua de trás tem shoppings (Palm Beach Plaza Mall e o Paseo Herencia Mall), lojinhas e uma extensa rua de restaurantes (ótimo pra fazer tudo a pé). Nos hospedamos no Holiday Inn Resort Aruba Beach & Cassino, por meio do Booking. Troquei e tirei várias dúvidas por emails com eles que sempre me atenderam com agilidade.

Todos os hotéis ali da região estão numa localização perfeita para essa programação noturna, mas eu indico demais o Holiday Inn e o Playa Linda pois estão no olho do furacão. Eu indicaria, ainda, os hotéis que estão entre o Holiday inn e o Riu. Do lado do Riu tem o Divi Aruba Phoenix que tá isoladinho e tem um pedaço interessante de praia privada (pelo que entendemos são aparthotéis para famílias grandes).

ALL INCLUSIVE 
A ideia era ir num all inclusive padrão Caribe, porém a pesquisa mostrou que o fato de a cidade estar recheada de restaurantes e de o hotel deixar a gente usar nossa própria caixa térmica em suas dependências, era mais jogo optar em não usar o regime do "tudo incluído".

Principalmente pra gente que tinha um vegano na dupla, foi a melhor escolha da vida pois estávamos de carro e pudemos ir várias vezes ao mercado comprar mil coisas (levei uma sacola térmica na mala) e conhecermos as zilhões de opções de comidas veganas, carnívoras, vegetariana, celíacas, etc.

Apesar de tudo, cabe ressaltar que achei a hospedagem cara.

PASSEIOS E ATIVIDADES
Fizemos por conta própria a maioria dos passeios básicos: pra o lado sul, fomos até o Mangel Halto, uma porção de mar perto de um mangue indicado para snorkel; e para Baby Beach, a praia mais afastada de tudo mas que possui o padrão mais alto do turqueza/transparente caribenho da ilha. É rústica, tem apenas um restaurante com preços acessíveis de comida e banheiro. Não usamos a estrutura de praia deles pois tinha várias árvores que nos proporcionaram bons lugares para estender as cangas e abrir a térmica pra comer e beber besteira o dia todo. Gostamos tanto que fomos duas vezes (cuidado que o sol racha legal).

Visitamos Oranjestad e suas lojinhas, também o centro comercial Renaissance Market Place que anoite que tem uns restaurantes muito maneiros. Difícil indicar restaurantes porque são muitas opções e todas muito boas. Depois das 15h é permitido estacionar os carros sem pagar estacionamento no centro. O pôr do sol de lá também é lindo. A influência holandesa está por todos os lados, nos prédios de governo e no comércio. A rua do fuzuê de lojas e compras é a Caya G.F Betico Croes (para pedestres e um bondinho elétrico que faz um mini city tour ali nas redondezas). Nessa rua tem várias lojas famosas de padrão internacional, e, especialmente, a lanchonete The Pastechi House (com super avaliação no TripAdvisor) que tinha inacreditavelmente pasteis (um pouco diferente dos nossos) e croquetes veganos.

Também fizemos o passeio Jolly Pirates na parte da manhã (com bebidas e almoço incluso) que sai de Palm Beach. O almoço é tipo um PF por isso nem se encha de expectativa. O passeio vale a pena pela diversão e as três paradas para snorkel (equipamentos inclusos). A primeira parada foi num navio da Segunda Guerra Mundial que eu considero ter sido um dos Top 5 da minha vida. Sério...vale muito a pena. No site deles tem umas promoções pela reserva antecipada.

Estávamos querendo ir até o farol na parte norte da ilha, mas as praias que nos interessavam já tínhamos ido no passeio do Jolly Pirates, e o pôr do sol no nosso hotel era tão incrível que também optamos em não ir até lá.

A parte leste da ilha é mais selvagem, com menos acesso à carros comuns e tem praias mais agitadas e escuras, também está lá o Parque Nacional Arikok. Como também não era nosso mood de viagem (queríamos o mar turquesa-caribe) optamos em não ir. Mas fica a dica.

Resumindo alugue um carro, leve uma bolsa térmica, aprenda a falar papiamento (tô zuando), não economize nos dólares e comece a passar protetor solar 1 semana antes de ir (descasquei como se tivesse meus belos 12 anos de idade).



Aruba: no caribe          Viagem: 2019 (junho).


Poderá gostar também de:  Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Lua de Mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa



Toda nossa organização girou em torno desse destino. Como nossa ideia de lua de mel era exatamente o que Bora Bora refletia, decidimos ir para Polinésia Francesa e gastar a maior quantidade de dias da viagem nesse paraíso.

Época de ir 
Como queríamos conciliar um casamento ao ar livre e sem chuvas em Brasília, optamos em fazer tudo em agosto, o que coincidiu com uma das melhores épocas para visitar Bora Bora. Pense bastante nisso antes de marcar a lua de mel e a data do casamento.

A recepção 
Assim que chegamos no aeroporto de Bora Bora avistamos o guichê sinalizado com o nome do hotel. Lá nossas malas foram etiquetadas, recebemos colares de flores de boas vindas e garrafas de água. Depois fomos direcionados para o barco do Le Meridien (o aeroporto é uma micro ilha próxima à principal) e nos encaminhamos para o hotel. Cada piscada era um sopro de emoção diante de todas aquelas paisagens, era como se o sonho estivesse em movimento.

Tudo é muito mágico desde, sair do aeroporto de barco até a chegada no hotel (ponto A do mapa abaixo). Logo você é conduzido num carrinho de golfe até a recepção (B) para preencher alguns formulários e receber orientações. Depois a atendente faz um tour por todas as instalações nos mostrando tudo que tem à nossa disposição. Como chegamos antes do check-in, ficamos esperando nosso bangalô ficar pronto no bar da praia já com o all inclusive liberado.

Escolhendo o hotel 
Uma das maiores dificuldades que enfrentamos foi escolher o bendito do hotel em que ficaríamos. Assim como nas Maldivas, são muitas opções. Praticamente todos os pacotes das agências de viagens hospedam a galera no Hotel Intercontinental (uma rede mundial que tem hoteis em outras ilhas e aí conseguem um "desconto" melhor). Esse é o hotel das fotos mais difundidas pelas agências, onde os bangalôs estão dispostos em formatos de ferraduras

Como fomos por conta própria, pudemos dar uma olhada em mais opções. Achamos o Hotel Le Meridien, que está ao lado do Intercontinental, e o único que pudemos fazer reservas no regime de all inclusive (para nossa surpresa, quando chegamos lá percebemos que não era o mais comum)  já que era pra gastar, gastamos "como se não houvesse amanhã". Optamos pelo all inclusive para não termos que nos preocupar com valores de refeições e gorjetas durante a permanência. Pra quem tiver uma grana extra sobrando, super indicamos (dentre outras coisas, dava pra encher a cara de Ben & Jerrys o dia todo).

Então considerando a opção de all inclusive, a localização em relação ao Monte Otemanu, faixa de azul turquesa do mar, dependências, restaurantes, praia, comodidades, bangalôs, áreas comuns, atrações e atendimento, recomendamos de olhos fechados o Le Meridien em Bora Bora. Além disso, está lá o Turtle Center (C), um centro de cuidados e reabilitação de tartarugas da região (em dias e horários específicos é possível alimentá-las). Quem está em outros hoteis acaba indo fazer esse passeio por lá. 

Não tivemos muita chance de conhecer os outros hoteis, mas durante um passeio de barco pudemos constatar que, em questão de melhor posicionamento frente ao Monte Otemanu, os melhores hoteis são o Le Meridien e o Intercontinental.

Nosso Bangalô 
Logo embaixo está o mapa de localização dos bangalôs e suas categorias (as melhores posições custam mais, craro!) no Le Meridien. Os mais caros eram os afastados da praia e com vista para o monte Otemanu. Reservamos o "Overwater Otemanu Premium Bungalow", com vista livre para montanha e mais afastado da praia ever (dava pra pegar carona nos carrinhos de golfe até a praia e hotel).



Não preciso nem tentar descrever o quarto...mas era lindo e confortável. O piso de vidro para ver a água era muito maior do que esperava, a cama king com colchão Simons (e alegria de saber que sua cama é a mesma do resort fica onde?), produtos de cabelo dos mais maravilhosos que vi na vida (tanto que trouxe uma sacola cheia deles) desenvolvidos pela própria Le Meridien, banheira com vista pra mar, deck com espreguiçadeiras e escadinha direto para o mar, etc. E o melhor, pudemos levar pra casa de recordação os chinelinhos, roupões, porta espumante e etc (pobre alert!).

Atrações
Eram várias atrações para aproveitar, vou enumerar algumas aqui: salão de jogos (passamos só pra conhecer), academia (idem), bar noturno com narguilê e música ao vivo, restaurantes internacionais e de carnes (com cardápio vegetariano específico), apresentações de dança típica, SPA (fizemos a massagem polinésia relaxante), equipamentos aquáticos livres (SUP, caiaques singles e duplos, snorkel, pé de pato, bóias (apesar de ter levado a nossa própria de flamingo gigante) e etc, passeios pagos e gratuitos (fizemos o de canoa polinésia), capela para casamentos (lindíssima), Turtle Center, lagoa interna e praia...

Ainda têm uns passeios que são feitos indo até a ilha (não fizemos nenhum deles).

Achei fofo que no dia de embora ganhamos colares de conchinhas (pra durar para sempre) em alusão aos colares de flores recebidos na nossa chegada.

Foram dias intensos de felicidade! Confesso que o detalhe de estarmos em lua de mel acrescentou um clima muito diferente a tudo...mais uma experiência que está cravejada no cérebro e no coração!


Bora Bora foi uma das ilhas que serviu de inspiração para o filme Moana, da Disney (as outras são Huahine e Moreea). Leia mais sobre isso aqui.

 ´Assista: Encontro de casais, Moana.



Como escolher seu hotel em Las Vegas

Sempre ouvi dizer que a hospedagem em Las Vegas é um item muito fácil de resolver, porque são muitas opções e, portanto, acaba sendo ...