quinta-feira, 30 de julho de 2015

Machu Picchu, no Peru



Conheci a "Cidade Perdida". Engraçado porque nunca foi meu sonho como é para assustadoramente quase metade da população mundial, inclusive pelas pessoas mais velhas (acho que na juventude deles Machu Picchu foi muito idealizada como o hotspot do verão). Conheci Machu Picchu numa dessas viagens de oportunidade e confesso que gostei bastante. 

Foi muito legal e prazeroso. E fico muito feliz em contar da viagem e ter certeza absoluta de que quem a almeja vai amar cada detalhe, sem dúvida nenhuma. Essa sensação é muito boa!

Machu Picchu é chamada de "cidade perdida" porque foi construída em cima de uma montanha no Vale Sagrado e os colonizadores espanhóis jamais imaginaram que haveria uma cidade nessa localização. O maior reflexo disso é que ela não foi destruída por eles e se conservou tal como os Incas deixaram (claro que foi revitalizada). Diferentemente do que dizem por ai, não foi descoberta por um americano e sim por um peruano (que apenas não soube dar a devida publicidade sobre o feito).

Fomos e voltamos de Águas Calientes pela estação de trem de Ollantaytambo porque apesar de estar longe de Cusco tinha preços e horários que mais nos atendiam. Contratamos numa agência de turismo de Cusco uma van para nos levar e deixar na estação. Compramos bilhetes para o trem Vistadome. Foi uma experiência muito legal percorrer esse trajeto em meio às montanhas e o rio Urubamba (o teto é panorâmico). 

O esquema de Machu Picchu é dormir em Águas Calientes para no outro dia subir nos primeiros ônibus (compre o bilhete no dia anterior à ida no postinho de vendas em Águas Calientes). A fila dos ônibus começa a se formar por volta das 3h30min da madruga, e sabe porque vale a pena? Porque saindo cedo é possível assistir o sol nascer sob Machu Picchu. Isso é impagável e vale cada segundo de sono perdido. 

Pois bem, o ônibus te deixa na entrada de Machu Picchu, ali é possível usar o banheiro (1 sole) e guardar volumes. Depois da cancela, não é permitido mais voltar para usar o banheiro ou comprar comida (aliás não pode levar comida, apenas água - lá não tem nenhuma lixeira). Na entrada também existem trocentos guias cadastrados que negociam o valor "da corrida" de acordo com o número de pessoas no grupo. Pague por esse guia, não vá me entrar em Machu Picchu sem ninguém pra te explicar os detalhes porque não vai fazer sentido nenhum. 

Assista o nascer do sol (impossível não se emocionar) e depois faça o passeio guiado pelas ruínas da cidade (corra antes que limitem o tipo de acesso dos turistas). Em relação ao esforço físico, tudo é muito tranquilo tirando aquele cansaço básico dada a altitude (Machu Picchu está numa altitude mais baixa que Cusco). O passeio não demora muito então é possível fazer devagar, com calma, com pausas...na tranquilidade mesmo. Até vimos muita gente mais idosa se divertindo por lá. Não precisa ficar com medo. Quando a gente não conhece acaba lendo os relatos e achando que é uma odisseia chegar a Machu Picchu e não é, o ônibus te deixa e te busca na porta. 

O que na verdade exige esforço físico é optar fazer um passeio conjugado de Machu Picchu e a montanha de Huayna Picchu (essa montanha gigantona no fundo da foto - estilo Pão de Açúcar lá no Rio). Leia mais sobre a subida no Huayna Picchu aqui.

Enfim, como a aventura do passeio começa cedo (lá na fila do ônibus), o fim dele é na metade da tarde. Depois você tem o resto do dia todinho para se empanturrar de comida em Águas Calientes, curtir uma piscininha termal e depois pegar um barzinho com uma musiquinha ao vivo. 

Dormimos mais essa noite em Águas Calientes e fomos embora para Cusco no outro dia de manhã. Deu tudo certo! 



Machu Picchu - Peru        Viagem: maio (2015)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Águas Calientes, no Peru



Águas Calientes, também conhecida como Machu Pichu Pueblo, é a pequena cidade que se desenvolveu ao redor da linha férrea que traz os visitantes de Machu Pichu. Ela fica exatamente na base da montanha onde está a tão almejada "cidade perdida".

Em muitos lugares eu lia dizendo que não tinha nada para fazer e que era bem monótona. Mas o que encontrei foi uma delicinha de lugar com restaurantes extremamente de bom gosto e com preços muito acessíveis. Eu amei passar a noite lá, me lembrou um pouco aquele clima gostoso de Búzios. Além de ter dado vontade de entrar em todos os restaurantes que tinham as decorações mais fofas do mundo. 

Ficamos no Hotel Inka Wonder que achei honesto. Não era nada demais mas cumpriu sua função. Ficamos apenas duas noites para poder subir até Machu Pichu nos primeiros ônibus e depois na volta descansar do dia cheio de emoções e aventuras. 

Jante no restaurante Índio Feliz - o preço é mais salgado mas vale a pena. Aliás, alguns restaurantes dão descontos para brasileiros por isso é sempre bom perguntar. Quando voltar do passeio a Machu Pichu visite as piscinas de águas termais. Elas ficam num hotel e é super fácil de achar. Acabamos não fazendo porque estava meio frio e por termos visto algumas fotos pouco convidativas das  tais piscinas. 

Eu curti demais Águas Calientes e super indico que todos façam a mesma coisa. 


Águas Calientes - Peru          Viagem: maio (2015)

Vale Sagrado, no Peru



O Vale Sagrado é uma região onde estão várias cidades em que se encontram as ruínas das construções deixadas pelos Incas. Cusco era a principal cidade, a capital do império Inca, e obviamente também se localiza no Vale Sagrado. 

Para fazer a visita ao Vale basta fechar um pacote com alguma agência de turismo em Cusco (existem milhares pelas ruas). O passeio completo é feito em dois dias, mas geralmente as pessoas fecham apenas o que dura um dia apenas.

É aquele esquemão de excursão turística com trocentas pessoas, um ônibus que recolhe cada um no seu hotel, um almoço típico incluso e um guia. Se você estiver num grupo grande pode fazer como nós fizemos. Éramos seis pessoas e fechamos um passeio numa van com um guia exclusivo. 

Foi ótimo porque ficamos mais à vontade e escolhemos fazer a ordem inversa do passeio para ir contra o fluxo das excursões. Foi muito mais interessante, além de ter um guia e motorista disponíveis para nossas preferências e prioridades. 

Passamos pelas cidades:

Chinchero: Visitamos um circuito sobre coisas típicas, assistimos a uma apresentação de como colorir as lãs de lhama e alpaca, e chegamos numa área de compras que nos estimulou a gastar muito por que as senhorinhas eram muito fofas - no mercado em Cusco achamos coisas iguais e num preço mais barato. Além disso, tiramos algumas fotos (lindas) no sistema de irrigação e construção de casas feitas pelos Incas. 

Cidade de Maras: Nessa cidade estão as salinas que extraem sal do pico das montanhas (muito louco, não?). Decidimos não ir até as salinas, apenas até o centro e a pracinha principal de Maras que é uma micro, super micro cidadela. 

Moray: Acho que Moray é a mais famosa pelas fotos que acabamos vendo por aí. Lá estão os sítios de plantação e irrigação em forma circular também desenvolvidos pelos Incas. O legal é que em cada "andar" ou "degrau" a temperatura variava radicalmente e tornava possível o cultivo de diferentes plantas. É bem bonito e ainda oferece uma vista perfeita da Cordilheira dos Andes com o pico super nevadinho. 

Ollantaytambo: Essa também é uma cidade famosa até porque tem uma estação de trem que leva a Cusco ou a Águas Calientes. Algumas pessoas, inclusive, passam a noite por ali para pegar o trem o mais cedo possível. Lá subimos uma espécie de forte que dá uma visão panorâmica de toda cidade e região. A subida é lenta pela falta de oxigênio, porém vale muito a pena. Na entrada também rola uma feirinha daquelas que todo brasileiro ama perder tempo. 

Pisac: Nosso último ponto foi Pisac. Pegamos o pôr do sol que estava indescritível (mas frio era de morrer porque lá é bem alto). A sorte é que como deixamos por último, estava vazio. 

A dica é fazer o passeio do Vale Sagrado antes de ir a Machu Pichu, essa ordem é fundamental quando se diz respeito à superação das expectativas. Além disso, é um passeio que nos deslocamentos oferece vistas lindíssimas da natureza e explicam porque ele é conhecido como o Vale Sagrado do Peru Encantado.

Cayo Bolivar, na Colômbia

Um dos passeios mais fantásticos que já pude fazer numa viagem, sem sombra de dúvidas, foi em San Andres na Colômbia . O passeio maravilhos...