terça-feira, 23 de junho de 2015

Balada em Cusco, no Peru

Cusco é uma cidade, dentre todas as outras coisas, muito legal porque reúne muita gente jovem e de todas as partes do mundo (se exagero). São muitos hostel espalhados por toda parte e na mesma proporção as opções de diversão noturna. 

Basicamente fica tudo ali nos arredores da Plaza de Armas e durante a noite você é constantemente abordado por promoters distribuindo pulseiras de acesso liberado. A partir da meia noite os locais já estão cheios, porém, muitos hostels fazem festas (como o nosso: Loki Hostel) e o pessoal só parte para as baladas depois delas.

Pelo o menos no inverno o frio é muito hard, então use taxi para ir e voltar para casa. Na porta das baladas é super fácil pegar um deles (que são bem baratinhos). 

Os preços da balada são bem tranquilos. No hostel um carinha havia me dito que a entrada para brasileiros era free (para homens e mulheres), não posso dizer que em todas são assim, mas realmente nas que fomos deu certo. Dica: na entrada fale português bem alto ou simplesmente diga logo que é do Brasil. 

A balada em Cusco é muito engraça porque é bem animada (e lotada) mas não dá para se jogar muito na pista de dança porque senão rola um afogamento básico. A falta de oxigênio afeta diretamente a performance na night. Movimentos leves sempre serão a melhor opção.

Se você for numa época de calor, tente descobrir festas ao ar livre que na minha opinião devem ser mais suportáveis do que em lugares fechados (é permitido fumar na balada). 


Mama África Club (Portal de Panes, 109, 3° andar, Plaza de Armas)

Mama Africa Club
Essa talvez seja a baladinha mais citada sobre Cusco e está facilmente localizada na Plaza de Armas. Basta chegar na entrada, dizer que é brasileiro e subir sem pagar nada. Lá dentro não é muito grande e fica completamente abarrotado (não tem ar condicionado e é permitido fumar). A música varia entre coisas atuais e coisas muito velhas mas que fizeram sucesso e animam o pessoal. Rolam momentos nostalgia engraçados. A cerveja é dose dupla até as 23h. Foi bem divertido mas não deu para suportar muito o cigarro num local tão fechado e quente (lá fora faltava nevar, e lá dentro muito calor). Rola uma chapelaria para guardar casacos por 1 sole. Não ficamos até altas horas da madruga mas foi divertido enquanto durou. 


Mushroom Lounge Bar (Portal de Panes, 109, 2° andar, Plaza de Armas)

Mushroom Lounge Bar

O nome pode até assustar mas o Mushroom é muito legal e gostoso. Ele está no andar logo abaixo do Mama Africa e a mudança de ambiente é muito radical. Aqui é muito mais confortável e agradável. É um lugar mais para sentar e conversar, jogar uma sinuca e curtir o DJ. A vista é linda para a Praça de Armas e fica cheio de gente jovem e de toda parte do mundo. Também não custou nada para entrar. Eu curti. 


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Cusco, no Peru



Subimos até Cusco! Primeira informação: é alto! Cusco está alto pra caramba, são 3.400 metros acima do nível do mar. E isso faz toda a diferença. Então é bom ir se preparando para o mal da altitude (ou soroche). Geralmente as pessoas sentem os sintomas de dor de cabeça, tontura, vômito e falta de ar. A maior dica é fazer como nós a adaptação à altitude (leia aqui) ou então separar uns dois dias a mais no roteiro para ficar deitado na cama parado até fazer uma adaptação mínima e conseguir ao menos sair do hotel. É impressionante qualquer esforcinho (tipo levantar o mochilão do chão) dá uma taquicardia louca, era como se tivéssemos corrido uma maratona ao subir dois degraus de escada. Tenso. 

Para ajudar nessa tarefa masque folhas ou tome o chá da coca, compre comprimidos para soroche ou vá até seus limites e compre um balão de oxigênio portátil (como eu fiz e me diverti a beça). Dá comprar tudo na farmácia.  

Voltando à cidade...é linda. O caminho até lá de ônibus também é incrível. Cusco foi a capital do império Inca e está numa região conhecida como Vale Sagrado onde estão várias cidades que foram habitadas também pelos Incas (e que hoje são destinos de passeios turísticos em suas ruínas). 

As vistas são incríveis, principalmente da Plaza de Armas (a principal). As ruas são bem limpinhas e completamente seguras (meio que não existe esse lance de batedores de carteira ou trombadinhas/mendigos nas ruas). 

Nos hospedamos no Loki Cusco Hostel depois de pequisas que sempre falavam muito bem dele e das suas festas/agitação. Apesar dele ficar a uns 10 minutos da Plaza de Armas (e de estar numa ladeira básica), realmente, é bem legal. Super animado, com pessoas bacanas, quartos e camas bons, preços justos e banheiros limpinhos. Super indico. 

Fomos no início do inverno e pegamos um frio maluco em Cusco, acho que essa história da altitude ainda piora a sensação do frio. A dica para sair anoite é ficar por conta dos  milhões de taxis existentes, a corrida dava uns 4 soles do hostel até a Plaza de Armas. Era muito barato e ainda nos poupava da friaca. Não economize nas blusas de frio.

A dica de Cusco é se perder pelas ruas, conhecer as praças e os mercados de artesanato. Fizemos nossas compras no Centro Artesanal de Cusco no final da Av. El Sol. Os preços eram ótimos, não estava lotado e os vendedores sempre cediam às nossas barganhas. Também na Av. El Sol não deixe de ir na La Valeriana Cake Shop, uma cafeteria muito charmosa e agradável.

Fechamos o passeio para o Vale Sagrado numa das várias agências de turismo que estão ali nos arredores da Plaza de Armas. A Núbia fez um curso de culinária de comida peruana numa manhã, fica essa dica. O melhor câmbio foi encontrado também na Plaza de Armas (ou na Av. El Sol) e ali ao lado da Catedral de Cusco está nosso restaurante favorito, o Papachos, que é um espetáculo (de decoração e sabor). Não deixe de ir, please!

Para quem é mais radical ainda rola de pular no maior bungee jump da América do Sul. Pelo que li o visual é incrível (e muita gente no hostel já tinha feito). 

Dicas de balada (que ferve) em Cusco aqui.
Leia mais sobre o Peru aqui. 


Cusco - Peru          Viagem: maio (2015)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Nazca, no Peru



A cidade de Nazca fica próxima de Ica (fizemos o trajeto de ônibus em cerca de duas horas) e é uma boa opção de parada para quem curte coisas com origem misteriosa, obscura e inexplicável. A maior atração são as famosas Linhas de Nazca, apesar de eu ter achado a cidade também um charme. 

Não ficamos nenhuma noite por lá, chegamos de tarde na rodoviária da Cruz del Sur e nos sentimos verdadeiras celebridades. Tinha uma multidão de pessoas vendendo passeios e sobrevoos pelas linhas, o que acabou sendo um pouco estressante pois os voos tem um horário limite para acontecerem (se não me engano, até às 18h) e chegamos muito perto desse deadline. O resultado foi que não tivemos muita chance de ficar pesquisando entre todas as companhias com a calma pretendida. 

Enfim, o lance é pegar um táxi até o aeroporto de minimotores que fazem os tais passeios. Lá no saguão estão todas as cias aéreas. Todas tem um bom padrão de qualidade e o passeio é levado muito a sério. 

Existem algumas opções de pacotes que variam de acordo com o número de desenhos a serem vistos e o tamanho da aeronave. Algumas comportam tipo umas onze ou doze pessoas, são mais baratas, porém, nem todos os passageiros tem a garantia de ficar nas janelas. Além disso, esses aviões só decolam quando têm suas capacidades completas. O legal é que o piloto passa por cada uma das figuras para que os dois lados do avião consigam vê-los. Eu fiquei bem empolgada por ser a minha primeira vez em um avião tão pequeno.

É possível pagar no cartão de crédito, mas eles cobram uma pequena porcentagem para cobrir os custos do cartão. Nosso passeio custou cem dólares: um avião só com a gente (todos na janela) e os dois pilotos para ver 12 desenhos.

Pessoas com mais de 100kg infelizmente não podem fazer o sobrevoo (pelo o menos no avião de 8 pessoas). Leve bastante saquinhos para vômito e tente não encarar o passeio de barriga cheia. Até eu que me considero forte e sou especialista nos brinquedos padrão Disney/Bush Gardens senti que o voo é bem hard, principalmente nas curvas. Mas vale a pena e é super sobrevivível, até para Núbia que só aguentou os primeiros 3 ou 4 desenhos. De qualquer forma, pense bem se vai ser uma boa ideia para você.  

É uma loucura passar por cima das linhas de Nazca muito porque realmente não existe uma definição de quem as fez, como fez e para qual objetivo. Várias teorias tentam explicar essas questões, algumas se apoiam sobre a adoração do povo Nazca à natureza e aos seus deuses, outras entram na vertente alienígena, mas nada foi comprovado cientificamente. No caminho, ainda no ônibus, é interessante já ir prestando atenção no solo daquela região, é uma espécie de pedra e rochas (e não areia como às vezes aparenta ser) que conservam as marcações. Outra coisa louca é saber que os desenhos foram feitos num traço único, ou seja, é como se não tirássemos o lápis do papel. É bem lindo e mais do que interessante. 

No fim de tudo aproveite para jantar ali nos arredores da Plaza de Armas (a principal), a comida estava bem gostosa e num preço bom. Dali seguimos para a rodoviária para seguirmos rumo a Cusco em um trajeto de 14 horas. 


Nazca - Peru        Viagem: maio (2015)

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ica - Haucachina, no Peru


Já pensou em se hospedar num oásis? Pois é, eu também não...mas quando vi essa possibilidade fiquei mais animada do que no dia em que conheci o Homem-aranha no parque da Universal em Orlando

Descobri essa belezura de lugar no Peru para acabar de vez como aquela noção inocente de achar que ele se resume a Macchu Picchu. Embarquei nessa viagem mil vezes mais animada com Haucachina, só para se ter noção. 

Para chegar em Haucachina basta chegar até a cidade de Ica que fica a umas quatros horas de ônibus de Lima. Chegando na estação de ônibus em Ica (paraiso dos tuc-tuc) é só pegar um táxi até o oásis - vai te custar cerca de 10 soles. 

Como se pode ver na foto, não é muito grande, porém está cheio de restaurantes/bares e hotéis bem atrativos. Ficamos nesse hotel cuja piscina está centralizada na borda inferior da imagem. É a Hosteria Suiza que eu indico com o maior carinho possível. Quem estiver com mais grana pode ficar no hotel mais caro de todos, o El Huacachinero. Nesse mesmo hotel, independentemente de ser hóspede ou não, é muito interessante a ideia de aproveitar o restaurante. Vá para o jantar, assim como nós fizemos. O hostel que mais bombava era o Bananas Adventures Hostel que era meio alternativo. Almoçamos um dia por lá e gostamos muito do clima e da comida. 

Em cinco minutos dá para conhecer tudo. Como eu disse, tem muitas opções para comer e beber uma biritinha - não deixe de passar pelo bar Huafuckingchina para beber o drink "Sex on the desert" (aproveite para jantar). É um lugar muito gostoso, tem muitos jovens e casais apaixonados perto da lagoa central. Além disso, ainda é possível fazer compras em uma micro feirinha de artesanatos. Não posso deixar de citar que o maior arraso está em subir em alguma das dunas para ver o pôr-do-sol e ter uma vista incrível de tudo.

Entre as atividades mais realizadas está o passeio pelas Ilhas Ballestas (as lanchas saem da cidade de Paracas) que dura o turno da manhã, e o passeio pelas dunas do deserto para praticar o sandboard (misto de Floripa e Natal numa proporção muito maior e divertida). É possível fechar todos eles nas agências que também estão no oásis, super fácil e tranquilo. 

Não senti desconforto com o vento (nem parecia que estávamos num deserto com dunas e quilos de areia), não sentimos nenhum ataque de insetos e durante a noite não fazia frio, resumindo, era perfeito.

Há uma vibe muito bacana naqueles arredores e você fica se perguntando se tudo o que está vivendo e presenciando é verdade. Com  certeza essa foi uma das experiências mais incríveis (e despretensiosas) da minha vida. 

De lá seguimos viagem até Nazca.


Huacachina - Peru          Viagem: 2015 (maio)

terça-feira, 2 de junho de 2015

Lima, no Peru



Eu acho que as pessoas cometem uma maldade imensa quando planejam uma viagem ao Peru e usam Lima só como ponto de conexão de voo (como em Cusco não tem aeroporto internacional, muitos precisam passar pela capital). E a maldade começa quando a gente sabe que o Peru foi rankeado em primeiro lugar como melhor destino turístico de gastronomia no mundo. 

Sem querer ser a defensora dos oprimidos (mas já sendo), vale a pena gastar uns dois ou três dias em Lima para ir entrando no esquema. Não precisa ficar muito mas tem um monte de coisa legal que dá para aproveitar.

Nos hospedamos na famosa rede Che Lagarto Hostels e pagamos muito barato nas diárias. Pegamos no aeroporto um transfer até Miraflores um dos melhores bairros para hospedagem (outro muito bom é o Barranco), ambos estão na encosta, virados para as águas do Pacífico. O trânsito é meio sem lei mas funciona. 

Assim que chegamos no hotel pegamos a Av. Larco em direção ao mar. Lá na ponta da avenida estava o Larcomar, um shopping a céu aberto delicinha que tem várias lojas super famosas e restaurantes mais gostosos ainda. Aproveitamos para tirar fotos, fazer um pouco do câmbio a R$ 1,11 (o melhor câmbio se faz em Cusco a R$ 1,03) e almoçar no buffet do restaurante Mangos. O legal do buffet é que se come à vontade todo tipo de comida e assim é possível experimentar as comidas típicas e saber o que agrada ou não. Custou 65 soles sem as bebidas. Tome várias cervejas Cusqueña e os Piscos de vários sabores. 

Seguimos caminhando pela costa em direção ao Parque del Amor, onde tem uma escultura de um casalzinho se beijando e uns banquinhos no estilo do Parque Güel em Barcelona. Seguimos em frente e chegamos no parque em que estão os famosos Parapentes. Inclusive o visual disso tudo é muito bacana já que o céu fica repleto de parapentes e vários pássaros bonitinhos. Não tínhamos planejado o pulo mas foi meio que inevitável, e perder essa oportunidade não era uma opção. Pulamos sem pensar direito e não nos arrependemos de forma alguma (custou por volta dos 220 soles). Em Lima é bem legal fazer o pulo pois não é necessário subir em nenhuma montanha ou ponto alto para isso. A costa da praia limeira é bem alta, no estilo precipício, e favorece os pulos de parques simples assim como esse que foi eleito para tal fim. Isso é bom porque acaba nos convencendo despretensiosamente a pular...dá super certo essa estratégia de marketing.

Estávamos querendo ir no mercado de artesanias em Miraflores mas fomos convencidos por um guarda do museu de que não era o melhor negócio em termos de preço já que estávamos indo para Cusco. Também carregar durante toda viagem objetos quebráveis não era a melhor ideia do mundo.

Conhecemos o Parque Central de Miraflores que ficava pertinho do hostel e depois pegamos um taxi até a Plaza de Armas no centro histórico (não tem taxímetro, os preços são negociáveis - e não são caros, vale super a pena). Estava acontecendo a cerimônia da troca da guarda do Palácio do Governo e por ali também estava a Catedral de Lima. A algumas quadras estava o Museu da Inquisição de Lima que faz visitas guiadas e de graça. Achei interessante, rápido e um pouco eufêmico mas valeu a ida. Depois voltamos para Praça de Armas e pegamos a Passage de Santa Rosa, uma ruazinha ligada à praça e que é repleta de restaurantes bons para almoçar.

Dali pegamos uma táxi até o Museu de Antropologia, Arqueologia e História do Peru que fica no bairro de Pueblo Libre. Esse é bem bacana porque mostra das civilizações antigas até as características naturais e climáticas do país. Anoite fomos para o Barranco, mais especificamente, conhecer a Ponte dos Suspiros. Toda essa região é sensacional pela boemia. Ela está lotada de restaurantes, bares e boates. A comida estava deliciosa no restaurante Javier. Nossa intenção era conhecer a balada Ayshuasc (8 ambientes) que infelizmente não abriu domingo.

Não deixe de ir anoite no Parque de la Reserva onde acontece o Circuito Magico del Agua. Um show padrão Disney de fontes, músicas e projeções. Aliás, nesse parque os atrativos são as fontes, são todas bem diferentes umas das outras e cada uma delas provoca algum tipo de interação com o público, tipo passar por baixo ou até se molhar no meio da sua performance. Ele é o maior conjunto de fontes num parque público do mundo. Bem legal.

A dica é levar a carteirinha de estudante e tentar desconto de entrada em todos os lugares que forem pagos. Às vezes a gente dá essa sorte. Sempre barganhe os preços porque em 100% das vezes ele caiu. Experimente o suspiro limenho (sobremesa), a Cusqueña (cerveja), a chicha morada (bebida de milho), o choclo cozido (milho), o café americano (diluído em água), o cevicche andino (com frutas), o ají de gallina, o lomo saltado e o pollo saltado. Não deixe de tomar os sucos de manga, abacaxi e o misto (com todas as frutas da época), a inka cola (refrigerante), a chifa (mistura de comida chinesa com peruana), os piscos com sabores variados (tipo a nossa caipirosca), o cuy (porquinho da índia assado - não comemos porque são bonitinhos demais para o nosso estômago), e algum sanduíche no fast food local Bembos.

Depois dessa brincadeira, fomos para estação rodoviária da Costa Sur para seguirmos viagem   até a cidade de Ica para chegarmos ao maravilhoso oásis de Huacachina.

Dicas de balada em lima aqui.


Lima - Peru          Viagem: 2015 (maio)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Viajando de ônibus no Peru


Pode parecer um programa de índio (e meio que é) mas incluir trajetos de ônibus no seu roteiro é a única solução disponível para conhecer o Peru de verdade. A não ser que você encare numa boa pedir carona na estrada...

Não tem opções de trens e nem de aéreo em alguns dos trechos que mais agradaram a todos em nossa viagem. Então o jeito é respirar fundo e entrar nessa onda. Mas não se preocupe, pois as notícias são boas. 

Pesquisamos muito se era seguro e confiável zanzar o Peru adentro pelas estradas (pelo o menos no Brasil não é muito legal porque além de desconfortável, pode ser perigoso). Acho que em razão de não disponibilizarem outras alternativas, investiram bastante nas estradas (são todas com pedágio e muito bem cuidadas) e nas companhias de transporte. Há uma boa estrutura de ônibus e rodoviárias. 

O desafio do roteiro do Peru é realizar os trechos viários. Fizemos três trechos nos ônibus da Cruz del Sur (compramos tudo com antecedência pelo site) numa escala variável de dificuldade:  Lima - Ica (4 horas), Ica - Nazca (2 horas) e Nazca - Cusco (14 horas).

De longe, nosso medo estava centrado no trecho de 14 horas. Para facilitar o entendimento, vou me debruçar sobre as principais perguntas sobre a odisseia:

1. Para embarcar é só imprimir o comprovante no site? 
Resposta: Não, troque todos os comprovantes pelas passagens em qualquer rodoviária ou loja da Cruz del Sur. 
2. A estrada é perigosa?
Resposta: Não, não era. Não tivemos nenhum momento de insegurança por assaltos e nem por má qualidade de asfalto (como eu disse, todas as estradas por que passamos estavam sob a administração privada). 
3. Ficar tanto tempo num ônibus nos mata de tédio e desconforto? 
Resposta: Pegamos a "primeira classe" do ônibus que amenizou o desconforto (a dica é pegar as poltronas da frente para fugir um pouco do barulho do motor) e, além disso, foi uma corrida noturna que facilitou bastante a passagem do tempo. 
4. O ônibus vai atrasar meu roteiro?
Resposta: Errado. Todos os ônibus tanto zarparam quando chegaram no horário marcado. Eram extremamente pontuais. 
5. O ônibus faz muitas paradas? 
Resposta: Não. Não fez nenhuminha para traumatizar a gente com um provável banheiro de rodoviária digno de interior do país. 
6. Servem uma comida gostosa?
Resposta: Gostosa é uma qualidade muito relativa. Mas para quem tá com fome e não comprou suprimentos no mercado dá pra encarar. 
7. Posso enjoar nessa viagem?
Resposta: Pode sim. Na viagem até Cusco (que é subindo a serra) dois fatores vão atuar diretamente nesse quesito: 1- a estrada é muito cheia de curvas e 2- quanto mais alto, mais a gente vai sentindo os efeitos da falta de oxigênio. Tome um Dramin velho e bom de guerra que ficará tudo na paz. 


PULO do GATO
Sem dúvidas nossa maior sacada foi ir até Cusco nesse trajeto de 14 horas. Dessa maneira, fomos lentamente fazendo a adaptação aos 3.400 metros de altitude em que Cusco se encontra. Foi muito importante para qualidade da viagem já que realmente o "soroche" ou "mal da altitude" faz muitas vitimas desavisadas. Nos livramos de lidar com vários dos efeitos comuns como a tontura, dor de cabeça, vômito e etc. Tivemos apenas que lidar com a falta de oxigênio que não tinha como remediar (só comprando as cápsulas de oxigênio em aerosol como eu fiz ou mascando/tomando o chá da coca). Fica a dica de ouro!

Leia mais sobre o Peru aqui.
Leia sobre Lima aqui
Leia sobre Ica - Hauachina aqui
Leia sobre Nazca aqui.



Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)

Depois do natal encantado que tivemos em Nova Iorque , partimos para Las Vegas para usufruir do famigerado réveillon. Adquirimos o voo...