sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Reveillón em Punta del Este


Já começo falando que o ano novo em Punta del Este vale a pena, antes de qualquer coisa, pelo preço (sim, pasme!). A cidade em que um copo de vodca com energético vale cerca de R$ 70 tem um revéillon "muito em conta", sem sombra de dúvidas. Eu explico. 

Eu achei, por conta dessa época do ano de altos custos de viagem, que ir para Punta valeu muito a pena em questão de hospedagem e descolamento. Basta ver tudo isso com no mínimo 4 meses de antecedência que dá tudo certo, inclusive sai mais barato do que ir para muitas cidades bombantes do nordeste brasileiro, diga-se de passagem.

Outro ponto positivo são as várias opções de ano novo. Tem para os bolsos fartos, para os medianos e para os mochileiros selvagens. São milhões de festas privadas num esquema all inclusive de bebidas e comidas, então é só pesquisar a que mais agrada. 

Todo verão (e ano novo) algumas festas se repetem, umas não, e outras surgem no circuito. Confesso que tivemos muita dificuldade de encontrar as informações sobre as festas aqui do Brasil pela internet, principalmente para quem não quer ir nas festas tradicionais e super caras organizadas por brasileiros (eu). 

A festa mais famosa e absurdamente cara (R$800 feminino - primeiro lote) é La Fiesta Punta, organizada por brasileiros e frequentada 99% também por brasileiros. A festa é top de linha e pelo que li realmente vale a pena. Porém não tinha o perfil do que procurávamos, foi de comum acordo que eu e minha querida companheira de viagem decidimos passar o réveillon no modo Uruguaio, se fosse pra pegar uma festa brasileira não teríamos saído do Brasil (nada contra). Só que aí as coisas se tornaram mais difíceis ainda; se já era complicado achar festas grandes na internet, achar as festas uruguaias foi quase um parto. 

De forma quase impossível, achei informações sobre a festa Box e sobre a La Fontana Live, essas sim eram opções uruguaias. As duas se mostraram boas opções também por conta dos valores (variando de 100 a 250 dólares), mas comprar os ingressos do Brasil não era possível. 

Nossa solução foi comprar e pesquisar mais festas lá em Punta/Montevidéu mesmo. Em Montevidéu descobrimos que era possível comprar ingressos para diversas festas em Punta no Banco/Câmbio do Shopping Montevidéu (inclusive lá descobrimos que existiam 1 milhão de festas que nem a internet sabia). A dúvida foi muito grande, opiniões divididas...decidimos ir para Punta e lá escolher o destino. 

Eis nosso rascunho do Projeto Ano Novo:

Muita grana sobrando: para a burguesia as opções eram a La Fiesta (coisa de brasileiro), Unique (coisa de brasileiro) e as festas organizadas pelos Cassinos Conrad e Mantra (open bar de Blue Label). E além, é claro, das festinhas nas casas particulares. 

Medianos: para quem sabe planejar bem o gadget de viagem e quer algo bacana vale a festa Box (inconvenientemente lotada e dá um público mais "chico" - gente novinha), La Fontana (melhor para quem tá de carro porque é meio longe) ou as festas organizadas pelas baladas, tipo a Tequilla, a Ocean, etc. 

Mochileiros selvagens: para quem tá no mundo pra jogo, a dica é ir para Bikini Beach ou para o Porto de Punta e depois entrar numa baladinha qualquer daquela região.  

Conversando com uruguaios descobrimos que o esquema das pessoas em geral é ir passar a virada no Porto de Punta ou em Bikini Beach, e depois ir para alguma festa (seja ela privada ou nas boates). Já quem quem paga horrores nas baladas de brasileiros não pode nem perder tempo indo pra outro lugar antes, deve ir direto pra tal festa para não ficar preso no trânsito (que fica abarrotado). 

Como optamos pelo jeito uruguaio de ser, fomos para o Parador da Bikini Beach com uma galera do hostel e lá pelas 4h da manhã fomos para a Ocean (detalhe que pegamos um trânsito básico em La Barra e uma fila pra entrar). Foi sensacional aquela noite/dia...vimos o sol nascer de dentro da Ocean (que tem uma parede de vidro virada pra Playa Brava). Voltamos para casa lá pelas 9h da manhã. 

O detalhe é que eles não usam branco, essa é uma tradição muito nossa. Basta ver um indivíduo todo esbranquiçado para apontar e dizer: "É brasileiro!". 

Mas no fim das contas eu super indico Punta para passar a virada do ano, seja no modo hard ou no mais tranqs. Acho que dá pra se divertir de um modo muito democrático e acima de tudo, muito divertido!

Leia: Balada em Punta del Este, no Uruguai


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Balada em Punta del Este, no Uruguai

Posso até estar exagerando mas a night de Punta me lembrou bastante Ibiza, claro que cada uma com suas especificidades - e Ibiza ganhando de lavada. Um dos pontos em comum é que Punta também é bem animada e possui as tradicionais múltiplas festas e baladas.

Tudo começa tarde, é aquele mesmo esquema de 2h ou 3h da manhã. O lance é pegar o pôr-do-sol em alguma praia e só depois pensar na balada hard. O point do pôr-do-sol (que é um mix de balada sunset com atividades praianas) é a Bikini Beach lá em Manantiales.

É muito "mão na roda" ter carro pois, independente do lugar em que você esteja hospedado, sempre vai ter uma balada mais longe ou alguma festa privada também meio fora do circuito. Mas se não tiver, não se desespere! Você tem algumas alternativas de locomoção na ida:

1. Ir andando caso a balada seja perto da sua hospedagem;
2. Peça carona para os amigos com carro do hostel;
3. Peça carona na rua para qualquer carro (é uma prática muito comum por aquelas bandas, mas exige coragem);
4. Vá de táxi.

Diferentemente das outras cidades que já passei (tipo Paris) a volta é a mais tranquila de todas, porque como termina sempre de manhã dá pra pegar os ônibus regulares do transporte público. Fácil e [mais] barato.

A entrada das boates não são muito caras, mas chegando cedo (tipo meia noite) a probabilidade de entrar de graça é grande. As bebidas estão no valor "padrão Uruguai" então nem me assustava mais. Não rola face control para entrar e as músicas em geral me agradaram bastante.

As baladas, em resumo, estão no Porto, bem no estilo de MuniqueLisboa, Playa del Carmen e Cancún, ou seja, não paga para entrar, são vizinhas e estão abarrotadas de gente; no Hotel e Cassino Conrad (balada Ovo) de Punta, em La Barra ondee tem uns barzinhos e a balada fervilhante Tequilla, nos barzinhos com música eletrônica de Manantiales (atrás de Bikini beach), e na Praia Brava ainda tinha a boate fervilhante Ocean.

A cada verão uma casa abre ou desaparece. Também no verão, acontecem muitas festas privadas que podem valer muito a pena apesar dos preços altos (dá pra comprar alguns ingressos meses antes no site Blueticket, e também nas casas de câmbio/bancos em Montevidéu ou Punta).

Bikini Beach (Manantiales, Ruta 10)

Único parador de Bikini Beach 
Bikini Beach está logo depois de La Barra e possui apenas um Parador com uma estrutura bem bacana de bar/restaurante, com guarda-sol, cadeiras, esteiras e etc. É meio caro como é praxe, porém as pessoas não se intimidam em levar suas próprias cadeiras de praia ou cangas, e ainda vão além, levam coolers recheados de bebidas compradas no mercado. A praia começa a encher só depois do almoço (o pessoal fica concentrado apenas numa parte) e a partir de umas 18h a música eletrônica começa no Parador. Vai chegando mais gente e a praia vira uma balada. É muita gente bonita, corpos esculturais...burguesia total (apesar da farofada). O clima é ótimo, e o sunset é impressionante de lindo, emociona mesmo. Essa brincadeira vai até umas 23h, já que só começa a ficar escuro mesmo lá pelas 21:30/22h. Vale muito a pena ir todos os dias.


Hed Kandi (Ruta 10, José Ignacio)
http://pt-br.facebook.com/hedkandipuntadeleste

Ked Kandi Punta del Este 2014 na Laguna Escondida
Essa também é uma sunset (começa as 18h e vai até as 3h), porém é uma festa fechada. A Hedkandi é bem famosa e sua principal edição é a de Punta, na verdade, considerada a melhor festa do verão de lá (ganha até da festa de reveillón). É organizada por brasileiros e também só dá brasileiros, mesmo assim, valeu muito a pena pois o local onde foi feita, na Laguna Escondida (entenda o que estou falando aqui), era impressionante. Compramos as entradas antecipadas no site Blue Ticket por R$ 600 (feminino). Por não ser a festa de ano novo, achamos carinha, mas mesmo assim topamos pagar. E não foi motivo de arrependimento nenhum apesar das confusões que aprontamos nesse dia (a Laguna Escondida fica em José Ignácio, bem longe). Era open bar de todo tipo de bebida (entramos fundo na Ciroc), tinha comida e ainda um open ice de sorvetes Freddo (sim, não estou brincando!). Os DJ's também mandaram benzaço. Depois, todos podiam ir para o after na balada do Cassino Conrad (Ovo) na faixa. Top!

Ocean Club (Parada 12, Playa Brava)
http://www.oceanclub.com.uy/

Ocean Club
A Ocean foi um dos nossos destinos na noite de reveillón, o mais louco é que chegamos por volta das 4h e tinha fila pra entrar. Eu choquei. Entramos e ficamos até às 9h com muita empolgação, a música era boa e o espaço também. Ela fica na praia Brava e tem uma parede de ponta a ponta de vidro que dá uma super visão privilegiada do mar e do nascer do sol. Lindo. E não parava de entrar gente, mesmo sendo 5h da manhã. A Ocean é a típica da balda que só abre no verão.


Moby Dick Pub (Rambla Portuária entre Calles 10 e 12)
http://www.mobydick.com.uy/

Moby Dick durante o dia

A Moby Dick fica na rua exatamente em frente ao Porto de Punta, lá na península. Essa rua tem uns 3 ou 4 bares no mesmo estilo e mulheres não pagavam para entrar (os homens pagavam 100 pesos eu acho). Anoite isso tudo fica completamente abarrotado de gente e é difícil até de andar. Eram dois espaços diferentes, um deles focou mais nas músicas eletrônicas da modinha e rolou até coisas brasileiras, já o outro, com entrada ao lado, visivelmente estava mandando ver nas músicas latinas tipo o estilo que eles amam, a cumbia e afins, e estava muito lotado.

Soho (Rambla Portuária entre Calles 10 e 12)
http://www.sohopuntadeleste.com/



A Soho também fica na rua do Porto e as mulheres não pagavam para entrar, achei que a música ali era mais voltada o eletrônico, sem muita coisa modinha/pop. Tinha muita gente e chegar no bar era uma aventura estilo "andar de metrô na hora do rush". Foi divertido mas não ficamos muito tempo.


Negroni (Ruta 10, Km 163, Manantiales)
http://pt-br.facebook.com/NegroniPuntaDelEste




O Negroni é um dos bares de praia que fica na rua principal saindo da Bikini Beach, só que o detalhe é que é de muito bom gosto. Pessoas mega arrumadinhas, música eletrônica bem bastante alta e casa cheia. Não custa nada para entrar e, como é de costume no Uruguai, as pessoas se concentram muito na frente e metade do espaço, lá pra dentro, ao fundo, é bem mais tranquilo. A paquera rola muito solta e o pessoal se joga. Como é um lugar bem selecionado os preços são altíssimos, paguei 500 pesos num copo de vodca com energético (cerca de R$ 70, pasme!). O problema é que pedimos sem ver o preço antes, a dica é ficar na cervejinha básica. Muito bom, vale a ida.

Bigote Bar (Ruta 10, Km 163, Manantiales)
http://bigotebar.com/

Bigote
O Bigote fica um pouco mais afrente do Negroni e também tá sempre bombando. Na noite que fui, o agito terminou relativamente cedo no Negroni (por volta das 4:30h) e aí todo mundo desceu para o Bigote onde a música continuava alta e o vái-e-vém de pessoas intenso. Também não paga para entrar, os DJ's eram ótimos e o ambiente uma delícia. Lá dentro ainda tem umas mesas de sinuca e uma vista lindíssima de Bikini Beach. O pessoal do hostel sempre batia o ponto no Bigote. Rashtag pessoas lindas.


Punta Del este Summer Festival 2014
http://pt-br.facebook.com/PuntaDelEsteSummerFestival

David Guetta do PESM 2014
Esse festival foi a sensação da cidade logo na primeira semana do ano novo, aconteceu no dia 04/01 e simplesmente todo mundo foi pra lá. Compramos nossos ingressos no site Blueticket por 200 dólares o feminino. A festa aconteceu em La Barra e, além da apresentação da dupla de DJ Nervo, trouxe como atração principal o Mr. Guetta, David Guetta. Ele tocou pelo o menos 2h e a galera estava muito animada. Depois dos shows ainda teve gente que deu uma parada de leve no Bigote só para não perder o costume. Pessoalmente, eu acho que não foi o melhor show do David Guetta, mas super valeu a pena. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Punta del Este, no Uruguai

Vista da Península. Na parte superior da foto, o Atlântico, e na inferior, o Rio de La Plata

De uns tempos para cá, desenvolvi uma vontade grande de conhecer Punta e tentei ir convergindo os planos (e pensamentos) para que essa viagem desse certo o mais breve possível. A oportunidade chegou e embarquei nessa com muita empolgação.

Vou dividir o post em partes no estilo Jack, o Estripador, para tentar ser mais didática. 

Transporte

Realmente os sites e blogs estavam certos em relação à necessidade de ter um carro. Punta é tipo Brasília, as coisas são bem espalhadas e o transporte público deixa à desejar. 

Outra verdade é que no verão, na alta temporada, a frota de carros para aluguel de Punta se esgota então é bom garantir seu carro com antecedência. E várias cias colocam um limite mínimo de dias para o aluguel, tipo que você precisa ficar com o carro, no mínimo, sete dias. Talvez seja interessante alugar o carro em Montevidéu e ir dirigindo para Punta. 

Agora o que eu acho importante falar é que se caso você não queira alugar o carro, isso não será o fim do mundo. Não alugamos e também não morremos por isso. Conseguimos sobreviver bem com os ônibus (poucos mais existentes) e com as caronas tão comuns por aquelas bandas, principalmente com a galera motorizada do hostel. 

Mas a dica é ter um carro, com certeza facilita muito a vida em Punta. 

Quando ir

Eu já falei, e vou repetir: não ouse sair de casa para Punta se não for no verão, dezembro e janeiro, sendo as melhores semanas a do dia 25/12 até as duas primeiras semanas de janeiro. O calor é grande mas agradável por conta do vento, e anoite faz um ventinho frio (também pode chover esporadicamente). 

Fora da alta temporada faz um frio descomunal e ela vira uma cidade fantasma, simplesmente não vale a pena (na minha opinião). 

Hospedagem

O primeiro desafio de Punta é descolar a melhor região para se hospedar: na "Punta" ou mais "encima" nas margens do litoral. Eu li em trocentos blogs e sites e não conseguia chegar numa decisão, reservei nosso hostel meio que no "chute" (que foi bem dado) mas sabendo que não adiantava o esforço, só ia "entender" a cidade quando chegasse até lá. 

De modo geral dá para dividir Punta em: Punta Balenna, Península, La Barra, Manantiales e Jose Ignácio (claro que tem mais coisa, mas vou fazer essa macro divisão).

mapa resumido
Punta Balenna: é uma "pontinha" que está exatamente do outro lado da península de Punta. Chegamos por ali quando viemos de Montevidéu. É bem afastado e não é uma opção de hospedagem, apesar da Casa Pueblo estar lá. 

Península: é a pontinha mesmo do Uruguai onde se concentra o centro da cidade. É onde está a avenida mais movimentada, cheia de lojas, cassino e restaurantes, a Av. Gorlero. Também está o terminal de ônibus, a Playa Mansa, o Hotel e Cassino Conrad, a Playa Brava (com a escultura Los Dedos) e o Porto com as tradicionais baladinhas na frente. 

É uma opção de hospedagem ficar em qualquer local ali. Pelo que observamos, tem pessoas mais velhas e famílias, até pela concentração de prédios com típicos apartamentos de temporada. 

La Barra: a Ruta 10 é a rodovia que margeia toda a costa leste  uruguaia (do Atlântico) até chegar no Rio Grande do Sul, no Brasil. Pegando a ruta 10 na Península, logo após a Ponte Ondulada, está La Barra. Essa região é ótima pois tem a Playa La Barra, várias baladas e restaurantes bacanas. Também é uma boa opção de hospedagem. 

Manantiales: seguindo a Ruta 10, colado em La Barra está Manantiales que tem nada mais, nada menos que a famosa, badalada, agitada, fervilhante e animada Bikini Beach, o point da galera. Além de vários restaurantes maravilhosos e baladinhas "da hora". 

Foi aqui que nos hospedamos, e apesar da distância grande da península, não nos arrependemos. Nessa região parecia que o poder aquisitivo era ainda maior do que nos outros pontos da cidade, eram muitos carros de luxo extremo, casas de vidro, e um pessoal mais jovem. Além disso, também está lá o Mantra Cassino e Resort.

Ficamos no Hostel El Viajero Manantiales, essa rede também tem um hostel na península. Reserve a hospedagem com antecedência pois a cidade meio que lota na alta temporada. Apesar de mais afastado do centro eu, particularmente, adorei o nosso hostel e a localização dele. Ele tem um ar praiano que não senti quando passei em frente ao outro El Viajero, nós tínhamos piscina e uma área de convivência muito gostosa com redes, colchões de praia e churrasqueira. De onde o ônibus nos deixava até o hostel de fato, realmente era meio ruim porque era uma boa caminhada e ainda tem uma parte na rua de chão (andar isso com as mochilas nas costas no calor descomunal foi froid). Mas o melhor é era a proximidade da Bikini Beach.

No google maps aparece como Manantiales o hostel da península, mas não se engane que não é. O El Viajero Manantiales não está na península. 

Jose Ignácio: seguindo a mesma ruta 10, mas bem distante de Manantiales está Jose Ignácio. Não acho que seja o melhor local para se hospedar porque já é muito afastado de tudo, a não ser que você procure isso. Tem a Playa Brava e uma Playa Mansa, sendo que a Mansa bomba demais, com bastante ferveção e com um ótimo restaurante bem procurado. Está lá a Laguna Escondida, geralmente local onde são feitas as grandes festas, como nesse ano que teve a Hed Kandi.

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Agora voltando ao post no modelo padrão, fomos para Punta del Este de Montevidéu de ônibus e compramos essas passagens lá no Terminal Tres Cruces da capital uns dois dias antes, apesar de termos ido dia 30/12 (mega véspera de ano novo) foi muito fácil de comprar e achar disponibilidade já que existem muitas cia fazendo esse trajeto e consequentemente saem ônibus de 30 em 30 minutos. A passagem custou 218 pesos (R$ 30).

Descemos no Terminal de ônibus que fica na península e pegamos um micro-ônibus lá mesmo para Manantiales. Chegamos na hora do check-in e fizemos amizade com o pessoal do hostel. Por volta das 18h fomos para Bikini Beach pegar a balada e curtir o pôr do sol famoso (e digno de fotos espetaculares). A Bikini me lembrou muito Ibiza por conta da música eletrônica, porém achei que em Punta a festa era mais democrática pois além das espreguiçadeiras e bangalôs caros, a praia estava majoritariamente ocupada por cangas e cadeiras de praia particulares. Realmente era uma balada ao ar livre (com um culto ao corpo gritante), a moda era praia-chic e como as bebidas são caras muitos levam do supermercado e fazem a farofa etílica mesmo. Essa brincadeira ia todos os dias até umas 23h. Durante o dia as atividades não se resumiam à música eletrônica e paquera, tinha futebol, frescobol e o mar gelado sempre tava cheio de gente, de kite surfistas e afins. Point, o verdadeiro point do verano.

No dia 30 de dezmbro acontece, o que muitos consideram de "a melhor festa do verão de Punta, a Hed Kandi. Uma sunset bem famosa, inclusive aqui no Brasil, e que realmente é muito sensacional no universo. Esse ano foi na Laguna Escondida, em Jose Ignácio. Leia mais sobre essa festa aqui. Leia o relato sobre o ano novo aqui. 

No outro dia, confraternizamos com o pessoal do hostel, fizemos churrasco (e comemos linguiça de ovelha que estava muito boa por sinal) - dica: faça um churrasco porque a carne deles é tão boa que ficou maravilhosa até no nosso churrasco improvisado. E depois fomos nos preparar para a virado do ano que é um assunto para um post exclusivo. Resumindo fomos para Bikini Beach e depois para a balada Ocean Club. Foi super, chegamos em casa às 09h da manhã.

No primeiro dia do ano o tempo se fechou completamente e choveu torrencialmente por toda noite. A tempestade foi épica e já serviu pra gente "quetar o faixo" e pensar um pouco nas resoluções de ano novo.

Conhecemos o Mantra Cassino e aproveitamos para sacar dinheiro. Inclusive é meio difícil sacar dinheiro por aquelas bandas pois nem todos os caixas aceitam nossos cartões, o mais próximo era o do Mantra.

Anoite fomos conhecer o Cassino do Conrad (que não é muito grande) e também passamos na porta da Ovo (balada bombante) que custava cerca de 50 dólares para entrar.

Preciso dizer que nossa salvação (e de geral) para os preços salgados era o santo do mercadinho, não hesite em fazer muitas visitas e comprar muitos "souvenirs" nesse valioso ponto turístico.

No outro dia pegamos o ônibus em direção à península e passamos o dia todo por lá. Fomos na Playa Brava (banhada pelas águas do oceano Atlântico) que é brava mesmo. Lá está a famosa escultura de Punta chamada "Los Dedos". Durante o dia é bem disputada para fotos, então a dica é passar por lá na saída da balada que as chances de você tirar uma fotos com ela sozinha sem nenhum photobomb são imensas. Atravessando alguns ruas e quadras (três quadras) na direção contrária, está a Playa Mansa (com águas do rio de la Plata). A Playa Mansa estava mais bombada de gente até porque a praia é mais tranquila e um pouquinho mais quente.

Em frente a Playa Mansa está o Cassino e Hotel Conrad, ponto turístico de Punta. Depois fomos perambular sem rumo ali pela redondeza até chegarmos na Av. Gorlero que é a principal do centro. É bem movimentada e tem muitas opões de lojas, souvenirs e restaurantes. Também conhecemos a feirinha de artesanatos na praça. Decidimos ir assistir ao pôr-do-sol da Casa Pueblo (tão falado) e pegamos um ônibus no terminal para Punta Ballena que fica exatamente na outra ponta da Playa Mansa.

Da parada de ônibus até a Casa Pueblo é uma boa caminhadinha (a galera que não tem carro passa por isso). A Casa Pueblo fica num penhasco (estilo Grécia) e tem uma visão privilegiada do mar - lembrei muito das casas de Gaudí em Barcelona. É a casa (que se transformou em hotel, restaurante, atelier e museu) do artista uruguaio Carlos Vilaró. Custou R$ 20 (aceitava Real) e a melhor hora de ir é no fim da tarde para pegar o pôr-do-sol, onde todos vão para o terraço assistir o espetáculo da natureza de camarote, enquanto isso uma poesia escrita pelo próprio Vilaró é recitada no serviço de som. É de se emocionar! É imperdível o passeio e ainda é possível comprar ilustrações que são assinadas pelo artista que já está bem velhinho, tadinho. Na volta ventou muito e o frio nos atacou sem cerimônia, fomos para a parada e esperamos um tempinho pelo ônibus.

No outro dia fomos a Jose Ignácio de ônibus passar o dia. E que dia! É um pouco afastado mas vale muito a pena, deu para curtir a Playa Brava (meio deserta e com o peixe-boi morto) e depois fomos para a Playa Mansa que era o point da galera. Era uma praia com mais opções de barracas de praia, mas a maioria levava seus equipamentos praianos. Uma delas com puffs e bangalôs com música eletrônica e do outro lado uma mais "tranqs" pra quem queria menos agitação. Vi muitos jovens, mas também muita família. A água era fria para dedéu mas amamos o passeio. Paguei R$ 12 num milho cozido com muito gosto. Também vale a visita ao Farol de Jose Ignácio.

Anoite nos preparamos para curtir o Punta del Este Summer Festival com David Guetta que foi ali no rumo de La Barra e no outro dia almoçamos num restaurante no caminho de Bikini Beach e tomamos muito Clericó (dica: não peça o purê de batata deles que é pavoroso). Terminamos nossa viagem nas areias da Bikini, depois voltamos para o hostel para o check-out final pois nosso ônibus para Porto Alegre saia às 22:30.

Vou ousar chamar Punta de "a Ibiza da América do Sul". Foi o máximo! Aproveitamos muito e conhecemos pessoas maravilhosas. Se eu morasse mais perto, dirigiria de Brasília a Punta quase que todo verão, seguro. E agora ficou a vontade de voltar e fazer tudo de novo.


Sobre a night e baladas de Punta leia este post.
Sobre o reveillón em Punta leia aqui. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Colônia del Sacramento, no Uruguai

Pôr do sol incrível em Colônia

Colônia del Sacramento fica mais próxima de Montevidéu e é uma ótima opção de bate-e-volta porque é simplesmente a cidade onde começou todo o Uruguai com a chegada, também, dos portugueses (reconhecida pela UNESCO Patrimônio da Humanidade). 

Compramos no Terminal Tres Cruces, com um dia de antecedência, a passagem só de ida para deixar a volta mais flexível (como tinha muita opção de volta, não corremos o risco de ficarmos sem passagens e ilhadas por lá). A ida e a volta saiu por 536 pesos (R$ 75) e valeu a pena. 

Chegamos e fomos direto ao posto de informações turísticas da rodoviária, o rapaz inclusive falava um português entendível. Foi muito simpático e nos deu o mapa da cidadezinha de ruas de pedra. O sol estava castigando mas como é muito arborizado, deu para sobreviver à caminhada. 

A dica é ir preparado para pegar praia (do Rio de la Plata) pois Colônia tem um litoral imenso para banho. Outra coisa é ir se perdendo pelas ruas, visitar a primeira igreja do Uruguai e sentar-se em algum dos restaurantes deliciosos que a gente tropeça o tempo todo. São restaurantes com decorações muito acolhedoras, ambientes que dão vontade de sentar e não sair nunca mais. Também dá para subir no farol e conseguir avistar lááá longe a cidade de Buenos Aires

Colônia é a cidade de entrada de todos que fazem a ponte-fluvial entre a Argentina e o Uruguai. Todos os ferrys, barcos e afins saem e entram por ali. Tem um Hostel El Viajero por lá e pode ser uma boa ideia ficar uns dias e ir fazer uma visita portenha. 

Vale a visita! 

Colônia del Sacramento - Uruguai     Viagem:  2013 (dezembro) 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Balada em Montevidéu, no Uruguai

Na época de verão, logo depois das festas de Navidad (Natal), Montevidéu se esvazia pois todos vão para Punta del Este e cidades afins. Então muitas baladas acabam fechando e abrindo nesses balneários. A dica para quem vai no fim do ano é ir primeiro a Montevidéu e depois se deslocar para Punta, e nunca o contrário senão a probabilidade de decepção e desapontamento é de 110%. Apesar de ser capital, várias vezes eu me senti como se estivesse numa cidade pequena, principalmente na hora da balada. 

Eu achei que a noite de lá tinha muitas opções, apesar de muita coisa já ter fechado (chegamos na semana do natal). Dá para ir de ônibus para as baladas sendo necessário o táxi apenas na volta pra casa, achei a cidade bem segura. O clima era muito quente então não é preciso carregar na bolsa o velho casaquinho de sempre. Falando nisso, use roupas leves porque a noite é quente e a maioria dos bares não tem ar condicionado.  

Pesquisei bem de leve as opções de baladas antes de ir e achei vários nomes que quando cheguei lá descobri, pelos próprios uruguaios, que nem são tão legais assim. É sempre bom sondar sobre os locais antes de ir. A noite começa tarde então saia de casa lá pelas 00:30/1h. 

A badalação, pelo que percebi, se resume em ir para os bairros de Ciudad Vieja, Pocitos, Buceo, Punta Carretas e Parque Battle. Sendo que no Pocitos tem a rua Dr Luís A. de Herrera onde tem uma concentração boa de barzinhos e pubs e, era, de longe, a que mais bombava de gente.

O esquema é ir para algum barzinho fazer um esquenta e depois partir para bailar cumbia (a dança que bomba na noite e que eles piram na batatinha quando está tocando. É tipo um forró, só que "é um pra cá e dois pra lá". Essa marcação é suficiente o bastante pra deixar, nós brasileiros (as), totalmente descoordenados, estilo gringo no samba). Alguns barzinhos inclusive já tinham também música para dançar e não cobravam entrada. 

Se você não estiver com essa grana toda para esbanjar é bom sair ciente de que os preços são salgados, um drink custava por volta de 130 pesos (R$ 18), uma jarra de Clericó 490 pesos (R$ 69), de Medio y Medio 300 pesos (R$ 42) e uma garrafa de Chandon 750 pesos (R$ 105). 

Os principais lugares que ouvíamos o pessoal frequentar é o Bar Fun Fun (Ciudad Vieja), 21 Bar (Pocitos), Azabache Cafe (Parque Battle), Tres Perros (Pocitos), El Pony Pisador (Pocitos), Living Bar (Parque Rodó), Buda Lounge & Club (Pocitos), El Club (Palermo).

Não existe o facecontrol, as brasileiras mais uma vez se destacam no capricho do visual, as uruguaias não usam muito salto e quando usam são tipo uns tamancos plataforma (breguíssimos), mas pelo o menos elas são mais arrumadinhas que as argentinas (que nem penteiam o cabelo). 


21 Bar Pocitos (Luís Alberto de Herrera, 1140, Buceo)
http://pt-br.facebook.com/21BarPocitos

21 Bar

O 21 era a opção que sempre estava bombando de gente. O calor era grande e além de lá dentro estar cheio, uma multidão ficava na porta/rua confraternizando. Não custa nada para entrar e, além de bebidas, tem umas comidinhas também, possui mesas na área interna e externa (sem ar condicionado). A partir de umas 2 da manhã eles encerram as contas das mesas, afastam todas elas contra a parede e começa a tocar muita cumbia no salão. As pessoas vão a loucura e nós brasileiros ficamos dando aquela boiada básica sem saber as letras. Mesmo assim o clima é ótimo, contagiante, e fatalmente alguém vai te ensinar a dançar. O mais engraçado foi começar a tocar uns hits sertanejos brasileiros no meio da cumbia, aí era nossa vez de saber todas as letras (ou não). Foi muito divertido, indico com certeza! Se não for a Punta experimente o clericó, e se não tiver tomado no Mercado, peça o Medio y Medio. 

Buda Lounge & Club (Luís Alberto de Herrera, esquina com José Iturriaga)

Buda


O Buda estava muito próximo ao 21 e tinha mais "cara de boate". As mulheres pagavam 200 pesos (R$ 28) e o local era bem legal, com vários ambientes com uma decoração bacana, inclusive com um fumódromo onde a galera mandou ver na maconha. Eu gostei bastante da música porque não se resumiu apenas à cumbia. O dia em que fomos não ficou extremamente lotado mas foi bem divertido pois estávamos com um grupo grande do hostel. Fizemos um esquenta no 21 (era só atravessar a rua) e depois partimos para o Buda já umas 02:30/03h da manhana. 

Dharma Bar Restaurant (Ing. Eduardo garcia de Zúñiga, 2384, Punta Carretas)

Dharma
Esse foi o grande achado da viagem (e não foi na internet). Nossos amigos uruguaios nos levaram até lá que é o típico bar do "esquenta", local frequentado quase que 98% por locais. Tem essa área interna (foto) e umas mesinhas lá fora. Toca uma música ambiente muito boa com sucessos de músicas eletrônicas (e até o clipe do Naldo passou) sem falar no ambiente que é uma delícia de ficar. Lá experimentamos o Gramajo (um tipo de comida de bar que leva batata frita, pimentão, bacon, ovos...) que estava excelente! Não deixe de pedir, e nem no cardápio geralmente está. Eu gostei muito e com certeza voltaria. 


Ramblas Playa de Los Pocitos

Letreiro na Playa de los Pocitos

Outro comportamento muito comum dos uruguaios é comprar bebidas e ir com a galerinha para as ramblas da praia confraternizar. Fomos para a orla da Playa de los Pocitos onde já tinha uma boa quantidade de gente, compramos bebidas no mercadinho e fomos sentar nos banquinhos das ramblas da praia. Foi muito legal e essa prática é quase que exclusiva dos locais, nada de turistas nesse perímetro. Ainda deu para tirar fotos no letreiro de Montevideú com a Punta Carretas toda iluminada ao fundo. Cool!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Montevidéu, no Uruguai

Vista da Ciudad Vieja

Cheguei em Montevidéu com uma visão muito limitada, de que era uma cidade "rasa" e sem grandes promessas, mas confesso que gostei bastante de tudo e apesar de realmente não ser um destino que demanda muitos dias no mochilão (além do quesito grana), eu gostei bastante da cidade, do clima de verão e das pessoas, principalmente das pessoas. 

Montevidéu está la nas margens do Rio de la Plata, entre Colônia del Sacramento (cidade de ligação com Buenos Aires via marítima) e Punta del Este (point da burguesia). Na maioria do ano faz muito frio, mas no verão o calor bota pra ferver, literalmente. 

O país é caro em geral, até no supermercado. Então a dica é se planejar para não chegar lá e levar um susto, além de ficar racionando e entrar no modo conversor de moeda o tempo inteiro. Isso é chato para todo mundo, inclusive pra você que não vai se divertir. 

Como eu disse, a rotina de viagem na capital é bem relax, não precisa de muita correria e exasperação. O que é muito bom, pois dá para conviver e se relacionar mais com a galera do hostel e "sentir" mais a cidade em si. Andamos basicamente de omnibus (tem para todo lado e o tempo inteiro) e táxis (na volta da balada). 

O plano a seguir é dividido basicamente em visitas aos principais bairros que são: Ciudad Vieja, Centro, Pocitos, Parque Battle e Carrasco (me perdoem pelos que deixei de fora, mas vou me basear pelo que vi e fiz). Um bom lugar para se hospedar é no Centro ou em Pocitos. Nós ficamos no Hostel El Viajero Downtown, que ficava no centro a duas quadras da Av. 18 de Julio que é a principal, também fica muito perto da Plaza Cagancha (que apesar do nome que me fazia rir toda vez que eu tinha que falar, é bem bonitinha). No domingo fomos na Feirinha da Calle Dr. Tristan Narvaja que corta a 18 de Julio, e comemos um Pancho c/ Panceta-muzza (que era uma espécie de cachorro quente com bacon e mussarela), muito bom! Na 18 de Julio no meio do vai-e-vem de gente está perdida a Fuente de los Candados, uma fonte pequena em que os casais colocam os cadeados (com os nomes escritos neles) para "trancar" o amor, apenas vi a fonte quando passei de carro.  

Começamos a andança pegando a Av. 18 de Julio em direção a Ciudad Vieja. Ela começa na Plaza Independecia onde tem a Puerta de la Ciudadela (o arco de entrada na cidade velha) e também o Teatro Sólis que tem visita guiada até em português. Inventei de tomar o café da manhã na La Passiva e paguei meio caro demais por um suco de laranja e um misto quente (quase R$ 30). Rodamos bastante ali pelas ruelas da Cidade Velha, passando pela Plaza Constituición (muito gostosa pra sentar em algum dos barzinhos ou restaurantes) e Plaza Zabala. Lá também está o Museo del Carnaval (eles tem 40 dias de carnaval), mas não entramos. O mais legal sem dúvidas é o Mercado del Puerto que é totalmente diferente dos mercados que entramos por aí. É todo arrumadinho, cheio de restaurantes que você não sabe em qual comer o Assado. Escolhemos um deles por conta do ambiente reservado com ar condicionado e pagamos uma grana padrão Fifa/Uruguai no Assado (cerca de R$ 200, sendo R$ 33 só nas 3 garrafas de Coca Cola ousadamente bebidas). Mas valeu a pena, realmente é uma comida muito diferenciada. 

Pegamos ônibus e fomos para o Parque Battle, bairro onde além do parque existe um complexo esportivo com velódromo, pista de atletismo e o Estádio Centenário (baratinho pra visitar e bem simplesinho, mas que foi palco da primeira copa do mundo da FIFA e teve o Uruguai como campeão). Anoite ainda tinha a Expo del Parque Batlle com muitas barracas de comida, artesanato e roupas em geral, tudo ao ar livre. Na Bv. Gral Artigas está o monumento Obelisco a los Constituyentes.

Perto do Parque Battle está o bairro de Pocitos que me pareceu ser bem classe média/alta, e que concentra uma série de bares e baladinhas bem badalados. Lá está o Montevideo Shopping, não hesitamos em entrar no Supermercado Ta-Ta (que fase!), provar o refresco de Pomelo e almoçar o Chivito. Também era possível comprar no banco os ingressos para as festas de Punta (inclusive as de ano novo).

Andando do shopping pegamos a Av. Dr Luis A. de Herrera em direção à praia (seis quadras). Chegamos ao Museo Naval e paramos um pouco no restaurante El Italiano para uma saladinha de frutas e um caso hilário da minha querida amiga Nono (que é assunto para outro post se ele me permitir). Seguimos caminhando para a Playa de los Pocitos, mas antes tiramos fotos no letreiro gigante de Montevidéu, no estilo do letreio de Amsterdam. A Nono torrou na praia muito tempo e, enquanto isso, fiquei na água em banho-maria. Eu adorei a praia do Rio de la Plata, apesar de não ser a praia mais bonita do mundo, a areia é bem fininha e gostosa, e a temperatura e agitação da água são perfeitas. Foi uma super surpresa essa praia boa já que eu só estava esperando as águas congelantes do Atlântico sul. Depois fomos também na Playa Buceo, que estava ótima por sinal. Nos dias de semana a praia era mais vazia, nos fins de semana, lotava.

Ainda deu tempo de pegar o nascer do sol no Farol de Punta Carretas que foi inesquecível. Ali por perto apenas passamos na frente do discreto e quase imperceptível Castelo Pittamiglio. Que eu me lembre, só não conseguimos ir até o Mercado Agrícola de Montevideo que também tem vários restaurantes, lojas e até agências de turismo.

A vida noturna é bem bacana e divertida, leia mais aqui

Ficamos cinco dias em Montevidéu e deu para fazer um bate-e-volta em Colônia del Sacramento e ainda teria dado para passar um dia e uma balada noite em Buenos Aires. Para ambas as viagens é só ir até o Terminal de ônibus Tres Cruces (ônibus C1) e pesquisar as passagens entre as trocentas empresas de transporte.

Não deixe de comer o chivito (espécie de x-tudo enorme e vem acompanhado por uma montanha de batata frita), os panchos (espécie de hotdog) e o Gramajo (espécie de tira-gosto feito com batata frita, pimentão, ovos e cebola e que geralmente não está nos cardápios); beba o refresco de pomelo, as cervejas Pilsen e Patrícia, e algum vinho da uva Tannat, o Clericó (uma bebida mais popular em Punta del Este) e o Medio y Medio (uma mistura de espumante com vinho); experimente o McFlury de Alfajor, compre muitos Alfajores e doce de leite (que é divino). Eles também tomam muito mate, se você for uma "pessoa-mate" aproveite!

Fui, me surpreendi e aprovei. Valeu Montevidéu!


Montevidéu - Uruguai     Viagem: 2013 (dezembro).

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Indo de ônibus para o Uruguai

Ônibus da TTL

Nós resolvemos viajar para o Uruguai e de todas as formas pesquisadas (avião direto, com escalas, navio, teletransporte...), a melhor opção, saindo de Brasília, foi dividir o trajeto em duas partes: avião + ônibus. 

Compramos passagens aéreas de Brasília para Porto Alegre (RS) muito baratinhas para essa época do ano (dezembro/janeiro) - nessa época o Brasil e os altos preços se concentram lá nas capitais do nordeste -, que custaram exatamente R$ 442,12 ida e volta (com taxas). 

Chegando em Porto Alegre, fomos para a rodoviária para seguir a próxima parte da viagem de ônibus. A empresa que faz o trajeto é a TTL Trasporte Turismo e ela possui apenas um posto de vendas aqui em Brasília. Inclusive, fui diversas vezes até o posto fazer a compra das passagens mas o "sistema estava fora do ar". Meio inquieta, como praxe, eu liguei no 0800 e fiz a compra pelo telefone. Poucos minutos depois recebi o voucher no email e deu tudo certo, então corta o trabalho, e faça a compra por telefone direto. 

A dúvida que ficou foi na escolha do ônibus, leito ou semi leito? Era a questão. A diferença em dinheiro seria de mais ou menos R$ 100. Não é grande coisa, mas no contexto mochileiro já seria uma baladinha ou alguns almoços básicos, então insistimos na dúvida. Perguntei ao atendente e ele não soube muito bem diferenciar os ônibus. Pensamos no tempo de viagem, tanto na ida quanto na volta ficaríamos a noite toda na estrada, e pelo o menos na ida, isso tem um efeito relevante no desenvolvimento do primeiro dia no destino. Dormir mal seria prejudicar a própria viagem. 

Depois de matutar encima disso, resolvemos comprar o semi leito porque não haveria de ser tão ruim assim partindo do fato de que era uma viagem internacional e o mínimo do mínimo não seria um pau de arara. Pagamos na ida e na volta (com taxas) o valor de R$343,69.   

No fim das contas acho que foi a decisão mais acertada que fizemos em não pagar mais pelo ônibus leito, eu não vi diferenciação nenhuma. O ônibus convencional era ótimo, a cadeira deitava quase que totalmente e ainda teve serviço de bordo. A viagem foi super tranquila e rápida e nem ficamos "acabadas". 

Só é preciso ficar de olho na movimentação das rodoviárias, principalmente na de Punta que é meio bagunçadex para não perder o ônibus. Outra dica é levar a carteira de identidade, e não apenas a carteira de motorista (eles não aceitam), ou fazer como eu e entregar o passaporte para ganhar um carimbinho uruguaio. 

Já para viagens entre Montevidéu, Punta del Este, Colônia e demais cidades existem trocentas empresas que oferecem o serviço, basta ir até a rodoviária e decidir seu destino. Mesmo na alta temporada conseguimos comprar passagens de Montevidéu para Colônia e para Punta del Este, ambas com um dia de antecedência, com muita tranquilidade.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Sua vez Uruguai!



Bem, chegou minha vez de conhecer o Uruguai um país que faz fronteira com nosso Brésil, de um povo bonito, uma comida gostosa e de preços altinhos. 

Sempre tive vontade de ir, muito por conta de Punta del Este que dispensa apresentações. Pois bem, separei onze dias da minha vida para o Uruguai e antes de ir meu primo falou: "Vai dar para conhecer o país todo!". Realmente, onze dias rendem muito e além de curtir o clima uruguaio ainda dá para passar um diazinho na Buenos Aires

Eu gostei bastante do Uruguai, achei que foi o espanhol mais fácil de entender (e portunholizar), além disso as pessoas são muito receptivas e fazem questão de te entender e falar devagar. As ruas transmitem uma sensação de segurança muito bacana, o clima (no verão) é ótimo, as pessoas em geral são bonitas, a cervejas são boas (apesar de quase nunca estarem bem geladinhas) e a comida também "é de Deus". 

A melhor época de ir

No Uruguai faz muito frio, a maior parte do ano é de clima frio/congelante, então a melhor época para visitá-lo, certamente, é no verão que vai de dezembro a março, sendo os maiores picos depois do Natal e nas duas primeiras semanas de janeiro. Nesse período pegamos muito calor, com dias que chegaram aos 40°.

Geralmente é tão frio que quando chega a época do calor os uruguaios piram, tanto que em Montevidéu quase nenhum lugar tinha alguma estrutura de refrigeração decente. Eles não são muito bem preparados para o calor, e pelo que conversei com locais, eles querem mais é que derreta tudo mesmo. 

Escolher a época certa de ir é ideal principalmente se o destino for Punta del Este que fora da temporada de verão vira uma cidade fantasma, todos se mandam de lá no frio (até vários moradores). Então nada de ir pra Punta em alguma promoção imperdível numa data aleatória (é pegadinha na certa!). 

Como ir

Existem várias formas de chegar até lá e acredito que vale uma pesquisa para levantar os custos benefícios. É possível chegar a Montevidéu e Punta por avião indo do Brasil ou, ainda, fazendo escala em Buenos Aires. Muitos fazem isso para aproveitar alguns dias na Argentina. 

Também dá para ir para Buenos Aires e atravessar o Rio de la Plata num ferry (Buquebus, Colonia Express e Seacat Colonia) até Colônia del Sacramento, cidadezinha que fica a poucas horas da capital e de Punta

Um outra forma de ir, é fazer todo trajeto de carro (conhecemos muitos brasileiros que fizeram isso de São Paulo), inclusive, é uma das alternativas que mais me apeteceu, pena que moro em Brasília e acho que levaria um pouquinho de tempo para chegar lá na Punta ponta do Uruguai. De repente, uma boa saída seria alugar um carro no Rio Grande do Sul e ir dirigindo away, porque além de poder conhecer de fato o país todo, poder assegurar um carro é muito importante, principalmente em Punta del Este.

Depois de checar a maioria dessas possibilidades, nós resolvemos ir de avião até Porto Alegre (passagens baratinhas) e de lá pegamos um ônibus até Montevidéu; e na volta saímos de Punta para Porto Alegre também no busão (TTL), e de lá pegamos nosso vôo para Brasólia. 

Quanto tempo ficar e onde ir

O país não é muito grande, então realmente dá pra ver praticamente tudo. A capital por exemplo não demanda mais do que dois dias, já Punta eu acho que dá pra ficar uns sete dias por conta de suas praias e agitos noturnos. 

Os lugares que merecem uma visita e eram os principais destinos do pessoal: Montevidéu, Colônia del Sacramento, Piriápolis, Punta del Este, Cabo Polônio e Punta del Diablo.

Hosteling

Eu já dei minha opinião sobre a estadia ficar por conta dos hostels, então vou reforçar mais uma vez essa ideia, até porque acho que foi minha experiência em hostel de maior contato com a galera que também estava hospedada. Dessa vez deu para conhecer muito mais gente e rendeu muitas histórias boas para contar (e lembrar). 

Fique em hostels no Uruguai, seja ele qual for. Nós ficamos no Hostel El Viajero Downtown em Montevidéu, e também no Hostel El Viajero Manantiales em Punta. Apenas se certifique na hora da reserva que o quarto tem ar condicionado. Como eu falei, eles não tem muita estrutura para o calor e os quartos compartilhados do hostel não tinham ar condicionado, apenas os privados. Muita gente se aborreceu com esse detalhe mas não se atentaram para o fato na hora da reserva. E ficar num quarto sem ar no verão uruguaio é praticamente se hospedar num daqueles forninhos elétricos da sua mãe. 

As praias

Quanto mais ao sul, mais fria é a temperatura das águas, então é bom já ir consciente de que as praias vão ser bem gélidas (mas nem por isso vazias). Eu já sabia disso e fui preparada para nem entrar na água, curtir só a areia, o sol e a música eletrônica, mas me surpreendi com as praias de água doce do Rio de la Plata. Eram muito boas, até meio mornas e bem tranquilas. Valeu super a pena e foi uma das surpresas da viagem. 

A moeda

Esse foi um quesito de muita dúvida no planejamento da viagem, existiam muitas informações de sites, pessoas e etc. Como eu sou meio sistemática, resolvi trocar todo dinheiro aqui no Brasil e levei todos os meus pesos certinhos. Mas a dica que dou é para que você troque apenas um pouco aqui no Brasil (para não viajar sem nada) e converta o restante nas casas de câmbio de lá. Para gente sai mais em conta o câmbio deles. Vi muitos brasileiros usando dólar, mas o troco era sempre em peso e aí fica meio difícil de controlar as conversões. 

Então simplifique as coisas, leve reais e troque por pesos lá e ponto final. E se precisar de mais grana, dá para sacar até 5 mil pesos nos caixas eletrônicos (não esqueça de habilitar o cartão para uso internacional). 

A língua

Fiquei um pouco apreensiva antes de ir pois o meu contato com os hostels me deixou a impressão de que o inglês não era muito falado. Mas quando cheguei percebi que nem era preciso usar o inglês pois o espanhol uruguaio é muito fácil de entender e além disso, as pessoas são muito queridas, falam mais pausadamente e não fazem mal gosto na hora de nos escutarmos. Show de bola...

A maconha

Pelo que conversei com muitos uruguaios já era permitido fumar maconha pelas ruas antes dessa lei que foi aprovada no fim de 2013 e entra em vigência em março de 2014, a novidade da lei foi permitir o plantio da maconha em casa e a possibilidade de aquisição nas farmácias, fixando o limite mensal para o residente no Uruguai em até 40g por pessoa.

Realmente você vê demais pelas ruas, praias e baladas as pessoas se jogando na marijuana mas o engraçado é que é completamente diferente da impressão que tive de Amsterdam, não era tão pesado, apesar de que na Holanda o uso, tecnicamente, só é permitido nos Coffee Shops. Vai entender....

Aluguel de carro

Outra coisa que cansei de ler nos blogs e sites de viagem foi a necessidade de alugar um carro, principalmente em Punta del Este. E todos eram bem taxativos quanto a urgência desse aluguel pois a frota de carros se esgotava e a babilônia se instaurava. 

Eu cheguei a pesquisar do Brasil as cotações mas decidimos não fechar nada. Em Montevidéu é super tranquilo viver sem carro, além dos ônibus, tem muito táxi rodando pra cima e para baixo. 

Já em Punta realmente um carro é necessário pois as distâncias são grandes e tem uma costa maravilhosa para perambular. Apesar disso, ficamos sem carro em Punta e sobrevivemos pegando carona com alguns amigos do hostel e usando os ônibus públicos que existem sim! A história pintada por aí é a de que não havia ônibus, mas eles existem sim, com horários mais limitados, mas estão lá à nossa disposição. 

Mas se puder ir de carro ou alugar um carro, vai ser a melhor decisão da viagem. 

As caronas

Principalmente em Punta, onde o carro é item de grande valor, a cultura e costume local é o da carona. Até o pessoal do hostel nos orientou sobre essa opção de deslocamento. É muito engraçado sair de um show ou balada e ver a galera na pista acenando para os carros pedindo carona, e funciona. Ainda bem que funciona, senão não teríamos ido embora da festa Hedi Kandi que foi num local so far, far away. 

O que experimentar

Experimente o Assado, é tipo o nosso churrasco só que feito na lenha; o Clericó, bebidinha que é a cara de Punta que leva espumante, vinho branco e frutas; as cervejas Pilsen e Patrícia; Medio y Medio (uma mistura de espumante com vinho); os vinhos da uva Tannat; o Chivito, uma espécie de x-tudo uruguaio; o Gramajo, um petisco de bar sensacional que não está nos cardápios mas que praticamente em todos os lugares é servido (é um mix de batata frita com pimentão, cebola, ovo e outros), espetacular, eu amei. E o prato muito comum que tem praticamente todos os restaurantes são as milanesas com fritas (dá pra escolher se de frango ou carne), além, é claro, da famosa parrillada. E não se esqueça de dançar cumbia!

As lembrancinhas

Confesso que fiquei caçando alguma coisinha característica para trazer e tive muita dificuldade em achar. Além dos preços salgadinhos, parecia que tudo era uma repetição dos outros países. O que nos restou foi trazer quilos de alfajor (gostei mais do que os argentinos) e doce de leite (ma-ra-vi-lho-so). Os vinhos da uva Tannat também eram ótimas opções (inclusive o que vinha na embalagem de leite longa vida). 

Os preços

Eu já sabia que ia achar preços altos em Punta, embarquei pra lá assim como me preparei para Ibiza. Mas a coisa era pior do que eu pensava, os preços são altos no país todo e não apenas nos lugares turísticos. O custo de vida é muito alto e tivemos muitos mini infartos pelo percurso. Não é o caso de desistir da viagem, mas sim de se prevenir. Se preparar para pagar R$ 11 reais numa garrafa de Coca Cola, R$ 35 num mapa da cidade, R$ 12 reais numa água, R$ 17 numa cerveja, R$ 70 num copo de energético com vodca...

Eu achei que estávamos sendo enganadas por sermos turistas (Brasil feelings), mas depois que passamos no supermercado, atestamos que realmente as coisas eram caras. 

A dica é comprar bastante coisa no mercado, cozinhar no hostel, levar biscoitos na mala, não fazer conversões e se divertir. 

Eu gostei muito da viagem e voltaria com certeza em Punta apesar dos preços mega inflacionados. Gostei muito da cultura, das pessoas, do clima, das comidas e bebidas, mas acho que o potencial turístico ainda não está sendo muito bem aproveitado. Enfim, valeu muito a pena e mega power indico!!!!

Leia o relato sobre Montevidéu aqui.
Leia o relato sobre Colônia del Sacramento aqui.
Leia o relato sobre Punta del este aqui. 

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