quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Huahine, na Polinésia Francesa


Depois de Moorea, seguimos para Huahine, a ilha da mulher (sua silhueta lembra o perfil de uma mulher grávida deitada), uma das menos visitadas pelo grande fluxo turístico. Eu achei que era a mais exótica, rústica, com uma mistura de vegetação tropical bem colorida e o mar, em certos pontos, azul turquesa. 

Foi, de longe, a ilha que mais exploramos. Alugamos um carro e depois fizemos um passeio para ir em vários pontos de toda a sua extensão. Basicamente, ela é dividida entre Huahine Iti (pequena) e Huahine Nui (grande) essa conexão é feita pela única ponte da ilha.

Só existem 3 hotéis em Huahine e ela é toda divida em vilas ocupadas por famílias tradicionais. Os grandes hotéis são: Maitai Lapita Village (bem pertinho do centro da ilha chamado de "Fare" e tem bangalôs no lago), o Hotel Le Mahana Huahine (em Huahine Iti e tem bangalôs no jardim) e o Hotel Royal Huahine (o que nos hospedamos).

O nosso hotel é o único com bangalôs no jardim e no mar. Ficamos num bangalô no jardim que era a coisa mais linda e gostosa do mundo, além de imenso para um casal. Usávamos um barco do próprio hotel para ir e voltar de Fare (o centro), esse trajeto tinha horas definidas e era gratuito para os hóspedes. A chegada no hotel era sempre um espetáculo de vista. Também estavam disponíveis gratuitamente os caiaques e stand up paddles. Não gostamos muito do restaurante do hotel, mas o café da manhã era digno (pago a parte). O concierge fez todo trabalho de marcação e agendamento de passeios. Acredito que o hotel esteja na posição mais privilegiada para o pôr do sol que é considerado o mais bonito da Polinésia Francesa (e é de impressionar mesmo). Do nosso hotel era possível ver ao longe a ilha de Raiatea

Dentre as atividades que fizemos, alugamos um carro em Fare (é preciso apresentar a carteira de motorista do Brasil) e dirigimos pela única rodovia da ilha fazendo o contorno por Huahine Iti e Nui. Em termos de paisagens e mar para banho, indicamos mais Huahine Iti. Não tinha como não ir parando o carro o pelo caminho para contemplar a beleza estonteante da ilha. Passamos um dia e almoçamos no Hotel Le Mahana que tem a estrutura de praia aberta para não-hóspedes (além da wi-fi). Pudemos usar todos os equipamentos de praia também sem custos. O Math comeu um dos melhores sanduíches vegetarianos da vida dele lá.

Outro dia, fizemos um passeio de carro também pela ilha com o objetivo de parar em pontos arqueológicos e templos polinésios na beira do mar (semelhante a Tulum no México). Visitamos uma fazendinha de pérolas (explicam como usam as ostras para fazer as pérolas e vendem produtos de madrepérola e cerâmica), conhecemos uma plantação de baunilha (mostram as plantas na estufa, o processo de reprodução da flor que é hermafrodita, os processos de colheita e preparo da baunilha e vendem seus produtos), visitamos um templo de culto aos deuses polinésios, paramos para ver as enguias de água doce que tinham olhos azuis, vimos umas armadilhas milenares para pesca feita pelos polinésios, passamos por pontos de observação para fotos, conhecemos uma fábrica de Pareos, umas cangas pintadas a mão no estilo polinésio (mostraram como é feita a pintura dos tecidos, as técnicas e significados dos desenhos). O mais legal é que ganhei uma coroa linda de flores naturais feitas pela esposa do motorista/guia da excursão. 

Apesar da gente ter gostado muito de Huahine, essa foi a ilha que, na nossa opinião, demanda menos dias, e em caso de priorização, poderia ser retirada do roteiro.

Não podia deixar de constar aqui que Huahine foi uma das inspirações para o filme Moana, da Disney (as outras são Moorea e Bora Bora). Leia mais sobre isso aqui


Huahine, Polinésia Francesa           Viagem: 2018 (agosto)

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Moorea, na Polinésia Francesa


Moorea é uma ilha de origem vulcânica e está a 7 minutos de avião ou 40 min de ferry de Papeete (Tahiti). Foi nossa primeira grande emoção da viagem chegar em Moorea, começando pelas imagens aéreas da ilha e depois com a nossa hospedagem e praia. 

Depois de pesquisar bastante, vimos que o melhor ponto da ilha fica na baía perto do aeroporto, onde está localizado um dos grandes hotéis da ilha, o Sofitel. A partir daí achamos a nossa hospedagem na mesma praia, na realidade, no melhor ponto dela: Anapa Beach Ghesthouse. A pousada mais charmosa ever pertence à Tamara que herdou o terreno da família, morava em Paris e a abriu com o marido nesse paraíso. Nem sei por onde começar o relato, pois foi uma experiência realmente incrível. 

Ela agendou um transfer do aeroporto para nós, nos recebeu e nos levou ao centrinho da cidade para comprarmos comida. As diárias não incluem refeições, mas o quarto é equipado para fazermos nossa própria comida. Ela foi ótima, tirou dúvidas, agendou jantares e tentou organizar passeios (mas não fizemos nenhum porque estavam lotados). Nem ficamos tristes pois não queríamos sair dali por nenhum minuto.

Ficamos no bangalô mais fofo da pousada em frente ao mar cristalino e turquesa de Moorea. O traje durante o dia todo era biquini e snorkel, no primeiro teste de máscara do snorkel uma big arraia passou por nós, aliás bem em frente ao portão da pousada parecia que era a highway das arraias pois virava e mexia viamos uma mancha preta nadando. Preciso dizer que foi uma emoção incrível ver tantos animais diferentes num simples abaixar de cabeça na água (o Math viu um tubarão). Vários passeios de snorkel paravam ali para os mergulhos. Os caiaques gratuitos estavam disponíveis todos os dias. Faça reservas diretamente com o hotel (compensa mais do que pelo Booking).

Se você der uma olhada em fotos e no mapa da ilha, o Anapa Beach fica numa localização ainda melhor que a do Sofitel, ou seja, não fique lá (a não ser que seja a sua única chance de ficar num bangalô no mar).

Jantamos num restaurante no caminho para o centro da ilha (infelizmente não recuperei o nome) onde comemos a melhor sopa de cebola francesa da vida, e na outra noite fomos ao Hotel Sofitel (caminhando pela praia) onde assistimos ao primeiro show de dança e músicas polinésias, e paguei uma nota na pior comida do mundo.

Passeios que despertaram interesse: barco para ver arraias e baleias, e para fazer snorkel. Tente agendar com antecedência, se possível antes da sua chegada. 

Foi lindo...amamos Moorea e nos apaixonamos todos os dias pela nossa "piscina natural azul turquesa". Sem falar da experiência de acordar cedo para ver o sol nascendo da praia (o jetlag ajudava nessa parte).

Moorea foi uma das ilhas que serviu de inspiração para o filme Moana, da Disney (as outras são Huahine e Bora Bora). Leia mais sobre isso aqui

Moorea - Polinésia Francesa          Viagem: 2018 (agosto)|

Veja mais em: 
Post: Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas 
Post: Polinésia Francesa: como chegar?
Post: Polinésia Francesa: como voar pela AirTahiti 
Post: Papeete, no Tahiti
Post: Huahine, na Polinésia Francesa
Post: Raiatea (e Taha'a), na Polinésia Francesa
Post: Lua de mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Papeete, no Tahiti




Se você quiser visitar alguma das ilhas da Polinésia Francesa, vai começar passando pelo Tahiti. Papeete, a sua capital, faz a ligação com as demais ilhas da redondeza (é a maior delas). É uma gracinha chegar no aeroporto de Papeete pois logo somos recebidos (seja a hora que for) por uma bandinha que toca músicas polinésias.

É chocante, pelo o menos pra mim foi, mas o imaginário do Tahiti era o que eu tinha como Bora Bora na cabeça. E na vida real não é bem assim. A ilha tem vários pontos lindos de mar, como na foto acima, mas tem uma "cara" de cidade. Porém, é possivel fazer vários passeios pela ilha e até visitar a parte de floresta que esconde muita coisa legal, inclusive cachoeiras. 

Muita gente aproveita pra já experimentar a experiência de se hospedar em bangalôs sob o mar aqui, é possível fazer isso ficando no Hotel Intercontinental (inclusive a rede tem hotéis em outras ilhas, como Moorea e Bora Bora). Chegamos a pensar em aproveitar nossa pequena estada em Papeete nele (tem uma piscina de borda infinita maravilhosa), porém optamos em andar e explorar o centro da cidade, e pagar o preço das diárias para ficar fora do hotel não era muito jogo. Além disso, queríamos deixar essa experiência para o ápice do roteiro em Bora Bora

Para rodar o centrinho, procuramos um hotel que possibilitasse essa mobilidade. Escolhemos o Hotel Sarah Nui (pelo Booking) que ficava bem perto da rua principal (rua em frente ao Porto: Boulevard de la Reine Pomare IV). Não tinha nada demais, mas era bom o bastante pra cumprir sua função e nos descansar do jetlag. Todo transfer foi feito por indicação do próprio hotel. Pagamos uma entrada no momento da reserva, o restante das diárias no check-in. Efetuamos o pagamento em dolar e recebemos o troco em francos polinésios. 

Rodamos muito pelas lojinhas porque Papeete é o melhor local para comprar souvenirs e presentinhos (na verdade, pra comprar qualquer coisa que seja) pois tem os melhores preços (não se engane, eles continuam sendo muito altos). Lá compramos roupas e as pérolas negras, visitamos o Marché de Papeete (Mercado Central) que possui muitas lojinhas de artesanato e locais para lanchar/almoçar. Não deixe de experimentar o suco de ananas (abacaxi) que é incrível! Ali nos arredores está a Catedral de Notre Dame de Papeete, bem menor que a de Paris, mas vale a visita. A dica de restaurantes fica para o Cafe Maeva no Mercado Central e o Les 3 Brasseurs na Boulevard de la Reine.

Aproveite também para já ir tomando suas primeiras cervejas Hinano que são maravilhosas!!!

No fim da viagem voltamos a Pepeete para pegarmos o voo para Ilha de Páscoa. A situação era: o tempo de espera era pequeno demais pra pegar um hotel, e grande demais pra ficar no aeroporto, então resolvemos obviamente ficar no aeroporto (entre 7 e 8h). Logo em frente existe um hotel/motel que cogitamos passar a noite, mas não encontramos ninguém na recepção. Ficamos até cerca de meia noite no lounge do restaurante Atrium no aeroporto (cadeiras acolchoadas que davam pra deitar), e depois que ele fechou fomos despachar nossas malas pois o check tinha acabado de abrir. No fim das contas, nem foi tão ruim assim e o tempo passou rápido. A quem interessar possa, no aeroporto tem McDonalds que vende uns smothies de ananas e morango sensacionais, fora os McBaguetes.

Na minha opinião, fique pouco tempo em Papeete porque tem muita coisa maravilhosa nas outras ilhas pra você ocupar muito bem o seu tempo e dinheiro. 


Papeete - Tahiti          Viagem: 2018 (agosto)

Veja mais em:
Post: Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas 
Post: Polinésia Francesa: como chegar?
Post: Polinésia Francesa: como voar pela AirTahiti 
Post: Moorea, na Polinásia Francesa 
Post: Huahine, na Polinésia Francesa
Post: Raiatea (e Taha'a), na Polinésia Francesa
Post: Lua de mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Polinésia Francesa: Como é voar pela AirThaiti


Uma das maiores dúvidas que surgem no planejamento de uma viagem pelas ilhas da Polinésia é programar os deslocamentos via aérea ou aquática. 

O visual em ambas opções é incrivel, sem sombras de dúvidas, mas no nosso caso, o critério foi estritamente financeiro. No site da AirTahiti, é possivel selecionar pacotes com grupos de ilhas pré-determinados. Como um deles estava de acordo com o nosso roteiro, acabamos comprando essa opção aérea que saiu num preço melhor do que indo de ferrys. 

Aí você deve estar pensando que viagens de avião envolvem aeroporto e etc e isso faz com que a gente perca um tempo precioso só com logística. Mas a resposta é não. Todos os voos que pegamos sairam pontualmente. Apesar de a gente não ter conseguido fazer os check ins online (o site dava erro), chegávamos com 1 hora de antecedência, fazíamos o check in, o despacho das malas e embarcávamos sempre nos horários programados (era impressionante). Inclusive, até o tempo de voo era exato, chegávamos na hora certinha.

As dicas são:
  • Como os assentos não são marcados, rola uma fila ansiosa para entrar no avião. Nessa hora vale a pena ser brasileiro raiz e ficar em pé na fila do embarque pra garantir um bom lugar no avião (relaxa que o Troféu dos Mal Educados da fila é dos espanhóis);
  • Como os aviões são pequenos, tipo os da Azul turbo-hélice, a entrada e saída da aeronave é pela porta dos fundos, ou seja, sente no fundo do avião pra ser um dos primeiros a sair;
  •  Tentei prestar atençao em todos os voos para saber qual o melhor lado para sentar e ter as melhores vistas das ilhas: sente sempre do lado esquerdo! A fila do embarque é feita para que todos garantam o lado esquerdo, ou seja, semi-guerra;
  • A política de bagagem é meio restrita, só é permitido levar um volume de mão e uma mala de despacho de até 23kg. Porém, em apenas 1 voo eles implicaram porque eu estava com 2 volumes de mão (minha bolsa e outra mochila), e me fizeram despachar a mochila sem custo.
  • Como os voos são bem curtos, no máximo é servido água em alguns deles.
Só rolou um clima semi-tenso em um dos voos, de Huahine para Raiatea, mas essa história fica para outro post.

No mais, é uma delícia viajar de avião pela Polinésia Francesa, as vistas são incríveis, os voos são curtos, o clima entre as pessoas é ótimo, os funcionários da AirTahiti são uns queridos...dá muita saudade!

Quer saber mais? Veja: 
Post: Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas 
Post: Polinésia Francesa: como chegar?
Post: Papeete, no Tahiti
Post: Moorea, na Polinásia Francesa 
Post: Huahine, na Polinésia Francesa
Post: Raiatea (e Taha'a), na Polinésia Francesa
Post: Lua de mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Polinésia Francesa: como chegar?


Antes de qualquer coisa vou expor a quantidade de voos envolvidos nessa viagem para chocar a sociedade: 13 (treze) em 17 dias. Devem pensar que somos loucos, sim...somos mesmo. Primeiro: chegar em lugares paradisíacos não é fácil, geralmente eles estão beeem distantes então a única solução é ralar para chegar até eles. Segundo: Apesar de assustador, foi muuuito tranquilo pegar esse tanto de avião (eu só achei que ia morrer em 2 deles, mas essas histórias ficam pra depois). 

Voltando ao post...

A porta de entrada aérea da Polinésia Francesa é a famosa ilha do Tahiti, mais especificamente, a sua capital Papeete que recebe todos os voos internacionais. 

Para nós brasileiros, as opções de trajeto são: 

Brasil Chile Papeete (Tahiti)
Brasil Los Angeles (Eua) Papeete (Tahiti)
Brasil Nova Zelândia Papeete (Tahiti)

Logo depois de abrirmos mão de viajar com agências, por motivos explicados no post anterior, nos interessamos pelos trajetos que passavam pelo Chile e pela Nova Zelândia.

Depois de pesquisas, logo descartamos a Nova Zelândia pois além de tornar o roteiro muito mais oneroso, não nos daria tempo suficiente para explorarmos o país da maneira que queremos fazer no futuro. 

Optamos em ir pelo Chile (o mais rápido, apesar de ter levado aproximadamente 27h cada perna) e decidimos deixar a Polinésia ser a grande estrela da Lua de Mel (abortamos também a ideia de esquiar no Valle Nevado pois daria muito trampo fazer as malas e não queríamos assumir o risco de ficarmos doentes) envolver neve e praia na mesma viagem era ousado demais para os nossos bolsos e sistemas imunológicos. 

Compramos os trechos internacionais no site da Latam (parceira da Lan Chile) geralmente os voos saem às terças-feiras por isso os pacotes são fechados em 1 semana. Como fizemos um "roteiro caseiro", saimos numa segunda-feira e voltamos terça, num total de 17 dias.  

Nossos trechos internacionais foram:

Brasília – Rio de Janeiro
Rio de Janeiro – Santiago
Santiago - Ilha de Páscoa
Ilha de Páscoa - Papeete  

Os voos internos foram adquiridos no site da AirTahiti, lá foi possível comprar pacotes de viagens com alguns trechos já definidos. É só procurar algum que atenda aos seus desejos e comprar. Como o valor acabou ficando mais em conta, abrimos mão de fazer esses trechos via aquática. Leia como é viajar pela AirThaiti aqui.

Nossos trechos internos entre ilhas foram:



Vale ressaltar que todos os valores estão diretamente ligados ao valor do dólar. 

Quer saber mais? Veja: 

Como escolher seu hotel em Las Vegas

Sempre ouvi dizer que a hospedagem em Las Vegas é um item muito fácil de resolver, porque são muitas opções e, portanto, acaba sendo ...