sexta-feira, 29 de junho de 2012

Mapa dos trens


"But honestly won't someone stop this train" 

O tema do meu dia hoje foi: trens! Estou falando dos meus vários “trens” que falo o tempo inteiro oriundos do meu sotaque mineiro que herdei não sei ao certo de qual geração da minha família, mas também dos “trens”, aqueles usados para deslocamentos em alta velocidade em viagens. Sonhei essa noite inteira com uma viagem de trem com minha família, e a minha missão era ficar aflita sobre a questão de atrasos e perdas dos benditos. Até acordei meio atônita. 

O importante é ter muito bem esclarecido na cabeça que, diferentemente dos aviões, eles são extremamente pontuais. É possível programar tranquilamente sua viagem encima do horário do cartão de embarque sem medo de ser feliz (mais dicas aqui).

As minhas experiências em trens me mostraram/alertaram da necessidade de um pré-preparo na organização a fim de evitar chateações uma vez que, você já está dentro do trem e precisa descobrir qual é a sua estação de destino. Nos trens que já andei infelizmente não tinha o itinerário da linha para que nós fôssemos acompanhando, tipo no metrô, a quantas estações estávamos da nossa. É meio tenso ter que ficar de campana numa viagem noturna, com os olhos bem abertos, no nome de todas as estações em que se para (e olha que não são poucas).

Pensando nisso, na minha(s) próxima(s) viagem(s) vou levar aqui do Brasil o itinerário de todos os trechos que vou fazer para não ficar tão perdida e aproveitar mais as belas paisagens e o sagrado soninho. Então é só contar a quantas paradas está a do seu desejo e aliar junto a essa informação o horário marcado para a chegada escrito no bilhete. 

Para conseguir baixar os mapas das malhas ferroviárias de alguns vários países, entre nesse site da EuRail (todo em português) que traz muitas informações sobre tickets, valores, passaportes, mapas, estações e preços. Imprima logo o mapa do país do seu interesse! Vai por mim: muito útil!


Balada em Munique, na Alemanha



Além de ser uma cidade maravilhosa, Munique ainda nos reserva boas e imperdíveis opções de vida noturna. O mais gostoso é poder ir a qualquer balada de metrô tranquilo, como muita gente o faz. Não senti muito a pressão do face control, se existir, as rédeas são bem soltinhas. Mas não descuide do visual pois a noite sempre promete. 

A dica é fazer aquele velho “esquenta” em alguma grande cervejaria da cidade e de lá partir em busca da batida perfeita. Tem muita opção de estilo e preço e, como de costume, os horários são tardes. A partir da uma da manhã é que as coisas começam a tomar cara de agito pesado.

Kultfabrik (Grafinger Straße 6)

Kultfabrik

É um complexo de boates, conhecida como Party Zone, perto da Estação Central de Trem (Hauptbahnhof). São várias boates dos estilos mais diversos, uma do lado da outra, com preços irrisórios; escolhemos a Q Club e pagamos 2 euros. As bebidas são ótimas e dizem ser um circuito mais “turista”. Foi até meio esquisito chegar nesse local pois as ruas estavam mega desertas e sem sinal nenhum, nem de música alta, nem de carros passando, gente circulando...nada! Inclusive essas coisas são muito comuns em várias cidades que já passei pela Europa. Pra nós que somos acostumados a ver aquele burburinho de gente nas portas das baladas, com ambulantes e porta-malas de carro aberto é bem sinistro. Enfim, achamos o tal lugar que realmente tem uma boa estrutura e opções para todos os humores.

Hofbräuhaus (Platzl 9 Bayern)

Hofbräuhaus

É a mais famosa grande cervejaria de Munique, sendo enormemente visitada por gente de todo o mundo seja verão, seja inverno. É um imenso salão com mesas de madeira, estilo piquenique, com uma decoração apaixonante, onde se pode comer comida típica da Bavária (região na qual Munique é a capital), algumas delas são Weißwurst mit Brezn und süße Senf (salsicha branca cozida com pão salgado e mostarda doce). E, lógico, se esbaldar de tomar as cervejas produzidas por eles. Só existem canecas de dois tamanhos: meio litro ou um litro completo. Ela abre todos os dias por volta das dez da manhã. O ambiente é uma delícia sem falar na banda alemã tocando o tempo todo ao vivo. O clima é show!

Americanos Bar Munchen (Hochbrücken Str. 3)

Americanos

Esse bar fica perto da cervejaria Hofbräuhaus, ali no arredores da Marienplatz, no centro da cidade. A entrada é super barata, pagamos 5 euros e a dose era dupla. O local não é muito grande mas tem um bar gigante e com bebidas que só podem ter sido desenhadas pelas mãos do próprio Deus. A música era boa e a maioria das pessoas ali eram, de fato, alemãs apesar do nome do bar. Já tinha dado para sacar que ali era mais um lugar próprio para um “esquenta”, o garçom muito gente boa reforçou essa informação e nos deu dicas de locais que estariam bombando na saída dali. Existe uma filial lá no Kultfabrik também, não duvido que também seja muito bom.


MilchBar (Friedenstr. 10)

Milch Bar

Quando estava pesquisando a vida noturna de Munique me deparei com esse nome. E em todos os lugares eu li a mesma coisa: "é o lugar da pegação da cidade". Deu até uma assustada porque já vimos tanta coisa maluca nessas boates européias que sabe-se lá o que ia aparecer “no lugar da pegação”. Na hora de achar o tal lugar foi complicado pois o endereço nos levava para uma rua de lojas que já tínhamos passado durante o dia e não tínhamos visto nenhum rastro de boate. Como sempre, nenhum sinal de agito nas ruas desertas, quando “do nada” vimos algumas pessoas (milagre) na porta, até aí a dúvida permaneceu se era lá mesmo ou não. Depois de examinar cada centímetro da fachada lemos numa placa bem discreta o nome do bar. Inclusive, durante o dia aquilo era uma lojnha de sapatos, e anoite na porta do lado era a entrada “do lugar da pegação”. Minha opinião é: SENSACIONAL. O lugar é lotado, com dois bares e só me pareceu ter pessoas alemãs. As bebidas também eram ótimas e a entrada acho que custou por volta de 11 euros (incluído o valor da chapelaria). Você deve estar se perguntando se as pessoas eram bonitas...ai ai, vou nem responder.


089 Bar & Lounge / Pacha München (Maximiliansplatz 5)

089

Aí a coisa fica séria! Pense numa balada TOP, agora multiplique por 5. Eu só tenho boas recordações desse lugar que é lotado de alemães e gente linda elevada ao cubo. O preço eu não lembro agora, mas é super acessível aos nossos bolsos brasileiros. A música era ótima, passava pela eletrônica e brincava com muitos outros ritmos e décadas. Tem vários ambientes e o clima é muito alto astral. Sem dúvida nenhuma, programe uma noite nesse lugar. Todos os taxistas a conhecem, não tem erro. Muitos pontos para essa belezinha!


Pimpernel (Müllerstraße 56)

Pimpernel

Esse lugar foi o mais sinistro, de longe, que já encaramos. Era uma espécie de pub muito do esquisito e como esse nome estranho e super sugestivo. Entramos e estava até meio cheio, sentamos no balcão e pedimos o cardápio ao senhor que estava atendendo. Ele nos olhou com uma cara de espanto, perguntou mais uma vez o que tínhamos dito e depois de 30 anos nos trouxe um papel plastificado com uns 7 nomes de bebidas. Olhamos para o lado e TODOS estavam bebendo cerveja, ai entendemos o espanto do garçom que a última vez que deu aquele cardápio para alguém deve ter sido no século XIX para algum soldado da guerra. A música era mega esquisita e ainda demos a “sorte” de cruzar com um grupo de americanos sentados ao lado (essa é uma história para outro post). Enfim, ficamos ali só o tempo de acabarmos nossa caipirinha (hahaha...sim, a gente pediu isso) que estava péssima por sinal. Com certeza a especialidade do bartender era só abrir garrafas de cerveja longneck.  


segunda-feira, 25 de junho de 2012

A comunicação: mandando notícias




Acho que foi-se o tempo em que viajar era sinônimo de reclusão e isolamento profundo da vida, familiares, amigos e rotina. Era meio complicado ficar mantendo contato ou mandando notícias lá de uma cidadezinha da Bulgária para quem ficou aqui no Brasil morrendo de inveja (branca) e saudade de você.

Hoje, as coisas mudaram de figura e o risco é o contrário: você continuar conectado online 24h por dia e esquecer de curtir a viagem. Um 'salve' para a internet e os aplicativos de celulares! Com uma internet wi-fi e os aplicativos certos, é possível mandar notícias, fotos, relatos e seja lá mais o que você queira mandar, sem gastar dinheiro e/ou muito tempo.

Mas se você, como algumas amigas minhas, só possui um celular com a função 'despertador' (a maioria deles tem a aparência daqueles celulares fake de dar choque), a solução é de repente comprar um iPhone (ou um smartphone qualquer), um iPod Touch ou, até mesmo, um iPad (ou um tablet qualquer). Se você não via a precisão de um desses equipamentos na sua vida, eu acabei de te arrumar uma bem pertinente.

Como eu já até escrevi uma vez, esqueça os telefones do hotel, a taxa é muito cara. Pelas ruas você vai achar muitas casa de telefonia e lan houses nas quais você paga apenas pelos minutos falados, uma merrequinha muito compensadora.

Se precisar usar a internet, para fazer ligações ou mandar mensagens, use as sem fio grátis dos restaurantes, hotéis (procure saber se é grátis e peça a senha na recepção), hostels (geralmente todos oferecem de graça), lojas da Apple e Starbucks Coffee (mesmo sem entrar, dá pra usar a net deles escorado na porta).

Além do e-mail, facebook, orkut, MSN, aqui vai uma lista de opções úteis para facilitar a comunicação em viagens:

Viber: é um programa de envio de mensagens e ligações entre pessoas que possuem o aplicativo. Ele funciona tanto em celulares quanto no iPod e iPad, apesar de usar um número de celular. A maior vantagem dele são as ligações via internet para quem não vai levar celular algum para a viagem.

Whatsupp: pra quem vai levar o celular, esse aplicativo envia mensagens também via internet para outras pessoas que também tenham o aplicativo instalado. O download dele não é grátis, e o legal é saber se as pessoas estão online ou não no momento da conversa e enviar fotos e áudios. Funciona no exterior, inclusive  com números de celulares estrangeiros. 

Skype: como todos já conhecem, esse faz vídeo chamadas de graça via internet para quem tem um perfil no Skype. A vantagem é que o aplicativo do Skype pode estar baixado em celulares, iPods, Ipads ou em algum computador ou laptop. Esse inclui no esquema até as pessoas que só têm celulares com função “despertador”, é só baixar o programa no computador regular.

Twitcam: além de ser possível mandar micro notícias do que se está fazendo para todos que te seguem no Twitter, é possível realizar uma Twitcam que é uma transmissão sua ao vivo (basicamente uma vídeo chamada). A vantagem é que várias pessoas podem assistir a essa transmissão (disponibilizada através de um link), e nenhuma delas precisar ter baixado ou baixar nada para assisti-la com êxito.

iMessage: para quem vai levar o iPhone na viagem, pode aproveitar esse serviço de sms grátis, via internet, entre os aparelhos.

Face Time: acho que esse é o que eu mais gosto, é o mais prático, simples e divertido. São as vídeo chamadas feitas entre equipamentos da Apple. Não precisa por senha, criar perfil e nem baixar nada. É um recurso que já vem instalado, atualmente, em todos os produtos da Maçã. Seu contato é o email cadastrado na conta Apple.

Muita gente também manda notícias escrevendo posts para blogs ainda no decorrer da viagem (geralmente não é o meu caso). Enfim, sempre tem um jeitinho de mandar notícias e matar a saudade. O mais importante, na minha opinião, é tentar se desligar um pouco e, num limite saudável, reportar as condições de vida para evitar que sua mãe envolva a Interpol em suas férias.



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Balada em Düsseldorf, na Alemanha


O que se esperar de uma cidade que possui o considerado balcão de bar mais comprido do mundo, com cerca de 260 bares? Resposta: uma noite surpreendente de baladas de qualidade, com preço acessível e repletas de gente bonita (ponto final).

Quando eu digo que é uma noite surpreendente, não estou exagerando. Durante o dia você passeia pelas ruas de Düsseldorf e vê uma cidade pacata, tranquila, com pouca gente nas ruas (cheias de biergartens, tudo bem) e não aposta muitas fichas na noite. Pois digo logo de cara, se for para lá, dê logo um all inn, meu amigo! Pois vai ser um Royal Straight Flush estilo Daniel Craig em Casino Royale. A cidade não é muito grande, então não hesite em usar taxis para a locomoção anoite.



St. James Club Louge (Speditionstr. 13)

St. James

Estávamos atrás de um outro club, começou a chover e passamos em frente a entrada da St. James. Perguntei como se chamava aquele lugar ao segurança para confrmar se era o nosso alvo. Não era, mas como não estávamos fazendo nada (ainda mais na chuva)...perguntamos se podíamos entrar. Ele disse que sim. O resto você já sabe. "Lugar bacana" foi tudo que eu lembro de ter pensado quando entramos. Um bar de bom gosto e ambientes bem planejados. A música também era ótima, o DJ era bem democrático e tocou vários ritmos. A mulherada era meio sem lei, o que tornou a noite até um pouco cômica. As bebidas eram maravilhosas e o bartender nos deu uma dica para o dia seguinte dizendo que aquilo ali era fichinha perto desse outro local. Oh God...poderia isso ser possível?


Rudas Studios (Collenbachstr. 39)

Rudas Studios

Um dos Top Five da minha vida. Chegamos no endereço e mais uma vez nem sinal de agito na redondeza, como sempre (nessa altura já estávamos acostumadas). Depois de ir e voltar na rua umas 15 vezes, entramos no prédio empresarial da esquina e para nossa surpresa lá estava a tal baladinha da noite. Na fila eu já fui ficando espantada com o naipe do público. Entramos pagando uma merreca e fomos conhecer o perímetro. Eram muitos, muitos ambientes e todos eles lotados de gente. Todos, sem exagero, estavam muito bons. Nesse lugar só tinha gente mega blaster bonita, acho que eram todos modelos, e eu e minha prima destoando na profissão. Pessoas essas extremamente simpáticas, as meninas no banheiro se amarraram no meu cabelo e na minha nacionalidade. Top, top de linha confort plus. A média de altura era 1.80, nesse dia me senti baixinha usando um dos meus maiores saltos ("Um dia de Clarissa"). Vá (e me leve), por favor.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Balada em Buenos Aires, na Argentina


Bom, se você quer ir para Buenos Aires para se jogar numa noitada qualquer em busca de diversão, escolheu a cidade certa. As opções são imensas com muitos barzinhos e as baladas, chamadas de boliches, propriamente ditas.

A noite começa tarde pra caramba como em várias outras cidades do mundo e diferentemente do Brasil. Dá para ir jantar, depois fazer um esquenta num barzinho e depois se locomover para a farra. Isso mesmo, os clubes só começam a ficar cheios a partir das 2 da manhana; antes disso, não tem fila na porta e às vezes nem parece que aquele local abriga uma boate. Ou seja, vá com um preparo físico muito bom porque vai terminar bem tarde, aliás cedo, e pouquíssimas horas de sono lhe restarão.

Em Buenos Aires rola o temido face control, sim...você corre o risco de sofrer esse tipo de preconceito de um argentino. Então capricha na roupa, não economiza na maquiagem e pesquise antes no site da balada as regras de vestuário (sempre tem) e dê uma olhada nas fotos de outras festas para sacar o visual da galera que frequenta. O nível de rigorosidade aqui é leve, também não precisa surtar. Só procure se vestir de acordo com o figurino e isso vale para homens e mulheres.

Vi duas brasileiras (sim, pasme) sendo barradas indiretamente - disseram que a entrada era 200 pesos - na porta de uma balada porque elas estavam usando umas roupas um pouco destoantes da proposta da boate: estavam com um estilo meio country de ser.

Lembre-se de pesquisar pelos melhores dias de cada local e se existe algum esquema de lista de convidados para pagar menos ou não pagar nada. Vá e volte de táxi. Pelas ruas, principalmente na Rua Florida, muita gente já vende as entradas de várias boates por preços, eu confesso que não prestei atenção, que valem uma pesquisa em cima.


Asia de Cuba (Pierina Dealesi 750 – Puerto Madero)

Asia de Cuba

Funciona como restaurante e depois vira uma mega balada nesse local que tem uma decoração show de bola e fica entupida de gente. Não chegue cedo e capriche na roupa. Ficamos meio amigas de um carinha que durante o dia vendia ingressos e ele nos passou a “senha” da lista da noite e acabamos entrando de graça. A variedade de bebidas não é das melhores, mas você sempre corre o risco de fazer amizades e desfrutar do champagne deles. A música no início era puramente eletrônica e depois das 4 da manhã variou entre coisas mais latinas e o reggatone. Quando o calor bater e ficar difícil de respirar com o mundo todo de gente que lota a pista de dança é só sair para a parte aberta e se jogar nuns bangalôs delicinhas que - quase nunca - estão dando sopa. Muito divertida!

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Fusion Bar (Calle Florida 328)

Fusion Bar
É o bar que fica dentro do Hostel Suites Florida (o que me hospedei)  mas é aberto ao público em geral. O Happy hour começa às 18h e, como é de se esperar, tem muita gente jovem e animada. O bar é bem legal, tem uma decoração bacaníssima e as músicas ficam por conta dos DJ's. É uma boa opção para começar a noite e ainda por cima se juntar a algum potencial pub crawl.

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Macondo Bar (Borges 1810)

Macondo Bar

Esse bar fica na região de bares do bairro Palermo, nos arredores da Plaza Serrano que é bem lotada de gente e tem opções para todos os gostos e estilos. O Macondo é um lugar mais tranquilo (luz de velas nas mesas), dá pra fazer refeições (nada muito gostoso) e tomar uma jarra de Quilmes que é gostosinha que só. Dependendo do dia ainda tem uma musiquinha ao vivo. Gostei de lá. 



Club One/Big One (Alsina 940 Ciudad de Buenos Aires)

Club One

Essa balada fica ali perto do Obelisco, região central da cidade. Também começa super tarde e é num local imenso, a decoração do hall é linda. O preço eu não me lembro muito bem, mas foi super tranquilo. O ritmo que predomina é o eletrônico, sem descanso ou pausa. Cabe muita gente e na parede do fundo tem um telão mega blaster imenso que vai do primeiro andar até um muito alto. Aqui você vai ver gente de todos os tipos e fazendo tudo que você nunca imaginou (tudo mesmo). Conseguir uma bebida é tão difícil quanto ir ao banheiro que fica lá no final da pista de dança.  Para quem ama música eletrônica a noite toda, esse é o lugar.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Seguro Viagem




Para você ver como são as coisas...eu numa reunião “nada a ver”, com pessoas “nada a ver” me fizeram lembrar de um fato tão simples e fácil que, mais uma vez amadoristicamente, deixei passar nas minhas viagens: o seguro viagem ofertado por determinados cartões de crédito quando usados nas compras de passagens.

Sim, há um tempo, não lembrado no momento, eu fiquei sabendo disso e por algum motivo obscuro do cosmos essa informação foi arquivada numa gaveta muito da bagunçada do meu cérebro feminino que não costumava me deixar na mão. Vou explicar...

Quando se planeja uma viagem por conta própria, fora das agências de viagem e afins, por muitas vezes você se encontra na necessidade de fazer o contrato de um seguro viagem internacional. Certos países exigem o seguro com valores mínimos, geralmente 30.000,00 para adentrar em suas dependências, como os da Europa (que seguem o Tratado de Schengen). Existem trocentas empresas que prestam o serviço (minhas experiências foram com a Real Seguro Viagem) que possuem valores e coberturas das mais variadas e prevêem cobertura em termos de saúde, malas, acidentes, perda de documentos e etc. Dependendo do local que você vai visitar e a quantidade de dias que vai ficar, é uma questão até de precaução fazer o seguro, sendo obrigado ou não para isso. Para quem vai praticar esportes então...não preciso nem gastar dedos nesse teclado. 

Contratar o tal seguro viagem não é um bicho de sete cabeças, os valores não são altos mas, porém, contudo, todavia, não obstante quem compra o raio da passagem aérea, terrestre ou marítima com um cartão de crédito que ofereça o serviço (Visa, American Express, Mastercard...entre outros) GANHA o seguro saúde e automaticamente pode desviar esse dinheiro para a compra de mais badulaques-sem-precisão-que-vão-acumular-poeira-na-estante-do-quarto que simplesmente aparecem na vida turística. 

Quanto mais cara for anuidade do cartão, mais altas serão as coberturas que se ampliam para os dependentes e cônjuge do titular. Ainda é possível adquirir um seguro viagem que é feito pelo Ministério da Saúde para quem contribui com o INSS. Dê uma olhada aqui para ver como funciona. Fica a dica...não se esqueça, também, nunca mais disso. 


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Caso: O Terminal....de trens na Alemanha



Da série Cuidado na Estrada!


Na cidade de Dresden na Alemanha, exatamente a terceira cidade da viagem, eu e minha prima adquirimos durante o dia nossos respectivos 3° volumes bagágicos. Dessa vez, nosso hotel ficava próximo à estação de trem, perto demais para irmos de carro e um bom tempo de caminhada. Pois bem, hora de ir embora da chuvosa Dresden, nosso trem estava marcado para 19:01, decidimos fazer o trajeto hotel-estação a pé pois tínhamos tempo de sobra, queríamos economizar sei lá 5 euros, e não sei aonde estavam nossas cabeças na hora da formulação desse plano. Explicando melhor o contexto: cada pessoa tinha um mochilão de 80 e 90 litros na coluna vertebral, a bolsa normal de toda mulher, e mais 2 malas de rodinhas (uma em cada mão). O detalhe é que uma das minhas malas já saiu do aeroporto com a alça quebrada e ficava tombando para o lado de 5 em 5s, por sua vez, uma das malas da Clarissa estava com “pé” quebrado e simplesmente, jamais, parou em pé.

Lá fomos nós nessa linda caminhada até a estação. Eu parava em todas as lixeiras para apoiar a mochila e tentar evitar a escoliose, além de ter que ficar desembocando o tempo inteiro a mala chata que não parava no eixo. Enfim, chegamos com tempo de sobra na estação, e já nos dirigimos para a plataforma do nosso futuro trem. A minha tarefa foi ir lá no Mc Donalds comprar nosso combo de nuggets, coca-cola e batata frita, a da Clarissa, além de olhar as malas, era ficar de campana no painel eletrônico que informava sobre os embarques. De cara, uma de nós (sinceramente não lembro quem) já espatifou com o saquinho de batatas no meio da plataforma, justamente ali onde o chão era tão limpo que parecia um espelho. Depois de muito tempo paradas ali no banquinho, e bem perto das tais 19:01, reparamos que a plataforma estava muito vazia e o painel indicava que estávamos no lugar certo. Na verdade esse painel estava no andar de baixo, e só conseguíamos vê-lo nos debruçando no parapeito. Clima esquisito. Cadê todo mundo?

A gente sabe muito bem que o esquema dos trens é extremamente eficiente e pontual, então 5 minutos antes da hora marcada ele pára na plataforma, todo mundo entra e sai, e salve-se quem puder. É mais ou menos isso. Escutamos no serviço de som uma moça falando várias vezes uma mensagem que nem Deus (que é brasileiro) entenderia, tudo em alemão. Faltando cerca de 10 minutos para a chegada do trem, a Clarissa desceu para ver direito o tal painel e subiu que nem um jato as escadas dizendo que a plataforma tinha mudado e que era "hora de correr Forrest!". Na velocidade da luz, catamos tudo e corremos enlouquecidamente pela estação. Chegamos exatamente às 19:03, e pegamos só o rabinho dele indo embora para Munique.

Pausa para o choque! Isso não passou por nossas cabeças em nenhum momento desde a concepção da viagem um ano antes ainda no Brasil. Eu só pensava no tempo perdido na cidade de Munique. Falei “E agora meo? E agora?”. Fomos no guichê da cia DB Bahn e uma senhora nos chamou na fila, essa foi a hora que bicho pegou (1). Tentamos explicar o que houve e ela não entendia nada e ainda balançava a cabeça brava dizendo que não falava inglês. Eu fui ficando com vontade de chorar, ela pegou nosso cartão de embarque e ficou lá olhando e fazendo gestos negativos tipo “Fedelhas burras que não sabem viver”. Eu queria dizer o número 13 que era a data do dia seguinte, para dizer que queríamos o próximo trem que eu já sabia que era só no dia seguinte. Quem disse que eu sabia? Que a Clarissa sabia ou que meu ipod sem bateria sabia? Aliás, que raio de língua é essa que até os números são infaláveis (13 em alemão é “dreizehn”)?

Uma intervenção divina fez ela entender e sem muita troca de comunicação, reimprimiu novos bilhetes sem nos cobrar nada por isso. Confesso que, o que eu falei primeiro quando vi o trem partindo foi “Ferrou, não tenho dinheiro!” (era só o 8° dia de viagem). Tudo bem, tudo resolvido, menos a parte em que o tal trem só partia as 07:20 do OUTRO dia. Existiam duas opções: 1) voltar para o hotel e comprar uma diária só para dormir mesmo, 2) ficar ali mesmo na estação já que eram 20:00 e nosso trem saia cedinho no outro dia.

Raios, raios...quem era o lider dessa excursão? Ficamos lá na estação. Tinha uma lan house, ficamos nela até fechar para passar o tempo. Ela fechou 22h. Conversamos de tudo que podia ser conversado, eu escutei 3x todas as músicas do meu ipod e eram 22:25. A noite seria longa até porque já estávamos loucas para sair de Dresden e chegar logo em Munique. Arrumamos dois banquinhos estilo “A praça é nossa” e nos ajeitamos uma em cada banco. A estação é fechada mas não tem climatização. Aos poucos as pessoas foram sumindo e poucas luzes ficaram acesas. O frio? Foi ai que o bicho pegou (2). O frio descia enlouquecidamente. Eu não arrumava um jeito confortavel de cochilar, não tendo que estar tocando de alguma forma todas (estilo polvo) as minhas 4 bagagens para que ninguém as roubasse (kkkkkkkk).

O frio castigou, eu enfiei a mão na mala e tudo que eu puxei, vesti. Graças a Deus nem lembramos de fotos. O frio persistiu, então eu disse com a boca tremendo: “Já chega Clarissa, vou abrir agora a mala e pegar aquelas mini vodcas que comprei de souvenir e tomar tudo agora!”, ela só respondeu “Pow, vodca pura eu não animo não”. Poxa vida Jack, sobe logo nessa porta de madeira que cabemos nós dois! Eu tentei me concentrar e voltar a ter consciência. Cochilamos de novo. Do nada eu escuto vozes, uma conversa. Mas de quem? Só falta a Clarissa falar dormindo. Foi ai que o bicho pegou (3). Eu abri o olho e procurei, no banco do lado tinha um homem sentado mas caladinho. Eu voltei a dormir e de novo as vozes. Abri o olho e o cara parava. E assim sucessivamente por 15 vezes. Uma hora, eu abri o olho e tava minha prima olhando para o cara e ele falando. Eu disse: “Ou, vocês tão conversando? O que tá rolando ai?”, ela respondeu que claro que não e que o cara era um doido falando sozinho. O maluco depois se pirulitou, olhei o relógio e "já" era 00:05. Outra coisa crazy era aguentar o povo saindo das baladas e passando pela estação gritando, cantando, se pegando e olhando pra gente. Nessas horas eu enterrava meu rosto com tudo na mala.

Simplesmente a hora não passava. A gente ria pensando o que nossos pais iam achar dessa gracinha. Coisas de gente meio sem noção mesmo, coisas da gente. Mas deu tudo certo, nós sobrevivemos e depois disso entendemos o porquê de não ver mendigo nenhum pelas ruas da Alemanha. O frio trata de fazer a seleção natural de um por um.  


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Could you take a picture?


kkkkkkkkk
Entre outras características de um vôo solo, quer dizer, uma viagem sozinho, com certeza uma que incomoda bastante é depender de terceiros para montar o álbum de fotografias. É praticamente certo que você não vai aparecer em 70% das próprias fotos da viagem, incluindo aqueles auto retratos que ficam meio tortos e acabam limitando a paisagem.

Em viagens sozinho, você tem que torcer para ter mais gente por perto na hora que bater a vontade do clique. Outra coisa é ter coragem de pedir que um desconhecido tire determinados tipos de retratos, eu não sei como me sairia nesse quesito pois tenho vontades de fazer as fotos mais sem noção do pedaço, tarefa que nem todo mundo (racional) aceita realizar. Também tem a parte em que é preciso rezar para não perder a paciência de ter que ficar o tempo inteiro pedindo o favor às pessoas, essa deve ser a parte mais chata na minha opinião.

Aliás, já sei qual é a parte mais chata: é você pedir uma foto e a pessoa fazer foto mais tosca da face da terra, cortando paisagens, cabeça, braços e os sapatos. Dai você pede, o “esperto” tira a tal foto e ainda tem coragem de pedir que você dê uma olhada e cheque se está de acordo. O pior é ter que sorrir com educação, com muita simpatia e agradecer por aquele desastre da natureza. Infelizmente, a matéria “Noções de Fotografia” não é obrigatória em todas as escolas do planeta Terra, ou nos cursos de gestante.

"Obrigadão, nossa ficou ótima!"

Andando pela região do Rossio em Lisboa, dois homens pediram uma foto a minha prima que gentilmente parou para atender ao pedido. Não satisfeitos em interromper nosso roteiro, e sem vergonha alguma, o rapaz entregou-lhe a câmera e começou a dirigir a foto, disse o que queria no enquadramento, quantos centímetros, posição, luz e etc. Eu fiquei só olhando o Spilberg terminar, e assim que a foto foi tirada ele olhou a telinha da câmera e não gostou, pediu uma outra. Foi muito engraçado. Também teve uma moça que tirou uma foto nossa em Paris e conseguiu cortar a Torre Eiifel do enquadramento (como ela conseguiu realizar essa proeza?).

Agora os celulares, tipo o iPhone, já  têm a função de inversão de câmera para facilitar os auto retratos. A desvantagem é que a resolução dessa câmera invertida é muito inferior a da câmera normal (que diga-se de passagem, é sensacional). Enquanto a Apple não nos dá logo uma versão de iPhone com essa função melhorada, as fotos da câmera invertida vão salvando muitas fotos. E para a usar a câmera titular de maior qualidade, a minha dica é sempre entregar a missão aos japoneses e assumir riscos menores de fotos catastróficas. 

Eu não tenho nada contra viagens individuais, só acho que não cheguei no ponto de encarar uma delas, mas depois de pensar nesses entraves fotográficos eu acho que é mais um grande incentivo carregar alguém contigo, nem que seja para ser o seu fotógrafo pessoal. Ah, e também vale a pena abusar do temporizador, programar a máquina, apontar e [não] sair desembestado para a pose, já que existe a opção de 10 segundos, ok?! 



Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)

Depois do natal encantado que tivemos em Nova Iorque , partimos para Las Vegas para usufruir do famigerado réveillon. Adquirimos o voo...