sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ossos do ofício



Uma boa saída (da rotina) para pessoas muito compromissadas, tipo eu e o sofá lá de casa, é ter a oportunidade de serem mandadas a trabalho para alguma viagem. É, pra você ver, aconteceu comigo. E ainda disseram que eu estava na pior...Apesar do horário do meu vôo, de manhãzíssima, até que estou demasiadamente feliz. Mais uma vez o destino (palavra misteriosa para mim) está me presenteando. 

Eu falo assim, mas não sei seu gostaria de ser uma dessas pessoas que trabalham e também, literalmente, vivem viajando. Eu tenho a impressão de que tudo que é demais na vida acaba perdendo a magia, até brigadeiro. Fora a parte de viver num intenso e infinito jetlag (um pouco de exagero habitual). É como transformar brincadeira em serviço, como ser segurança de balada, como ser a moça que faz ovomaltine no Bob's.

Não viajar freneticamente mas, confesso, que gostaria de sair mais para esses trabalhos em campo. Apesar de ser bem pior em questão de trabalho, no mínimo você respira um arzinho puro lá fora, conhece pessoas, curte lindas paisagens e ainda dá pra ganhar umas milhazinhas. Nem sempre é possível, mas não custa nada tentar curtir um pouco a cidade (mesmo que sua viagem seja numa segunda-morta-feira e um dia depois do Rock in Rio). 

Não preciso dizer que estou animada. Pra quem estava com a agenda fechada até fevereiro do ano que vem, eu vou tratar de ser a melhor funcionária do ano nessa viagem. Será que isso tudo é porque o mundo realmente vai acabar em 2012? Se for, que seja ali pela última semana de dezembro, não é?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pesquisa



Pessoal, abri ali na barra lateral (à direita) uma enquete básica só para saber como está sendo a frequência de acesso ao blog. Quem quiser participar é só dar um "clique" e está feito! Vai ajudar na atualização dos posts e não custa nada, vai lá!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ihh choveu...



Hummm...hoje é um dia mais que maravilhoso para todo mundo que mora em Brasília, depois de 107 dias, cai um pouco de água do céu. Nossa, foi bem complicado, a gente só ouve falar do tal do desmatamento, e dessa vez entendi o que ele significa: respirar poeira invisível. Todo brasiliense vem com a mesma ladainha: “Eu nasci aqui, já tô acostumado com a seca”, mas durante esses três meses de sofrimento físico só vi gente reclamando, se queixando, morrendo...É está cada ano pior. Eu, filhinha do cerrado, admito.

A seca, além da moléstia, nos proporciona um dos efeitos colaterais mais legais de se ter: a vontade de sumir dessa cidade (no bom sentido). Quanto mais horas você conseguir ficar fora, mais sortudo é você. É aí que muita gente acaba se decepcionando com algumas viagens. A seca te faz delirar e por questões corporais e neurológicas a única coisa que passa por sua cabeça durante a estiagem é o oposto, a praia. No Brasil, praia é sinônimo de nordeste. E é aí que mora o perigo. 

Perigo sim, no maroto e pecaminoso nordeste brasileiro. Pouca gente sabe que em julho (mês das férias e início da desertificação), é o período de mais chuva nas praias nordestinas, da Bahia até a Paraíba. As agências de viagem borbulham pacotes para todas as capitais, quem estuda entra de férias e mais o quesito biológico (seu cérebro quase virando areia) só fica aqui quem não tem amigos, é pobre ou é o próprio calango.

Na minha família aconteceu em julho desse ano, uma historinha parecida com essa. Foram para Maceió e chegando lá o sol estava rebelde e a chuva tomou conta de praticamente toda aquela semaninha. Eles odiaram a viagem e, injustamente, a cidade. Eu tentei argumentar, defender, tentei explicar que isso já era mais que previsto. Mas foi em vão, cliente é fogo! eles querem ter sempre a razão, até quando a questão gira em torno do clima (eu pedi pra o meu tio mandar um memorando para Deus, mas a ideia não foi bem aceita). 

Um amigo pediu opinião sobre uma viagem em janeiro pela América do Sul, disse que queria passar, dentre outras, por Bariloche e Punta Del Este. Eu já disse que ia ser uma baita furada, esse mês não favorece nenhuma das duas cidades, em Punta não vai ser alta temporada e por isso vai ser equivalente a uma cidade fantasma; E Bariloche, a época de esqui é em julho/agosto, o que uma pessoa vai fazer em Bariloche sem neve? Preciso gastar mais linhas? 

Não é só porque você, a pessoa mais especial do mundo, decidiu embarcar de férias que o universo vai trabalhar para te dar os melhores dias do milênio. Chuva, frio, vento, furacão, enxente, vulcão...são fenômenos da natureza (lembra da aula de português?), são imprevistos! Não adianta jogar a culpa na pobre cidade ou na agência de viagem. A única coisa que dá pra fazer é planejar melhor as férias levando em consideração a região e a época do ano para diminuir os ricos ao máximo (porém eles sempre existirão); e no caso de chover na sua praia, é ter atitude positiva. Você já tá lá, vai fazer o que? Emburrar? Nesses casos, vale lembrar o que minha tia sempre dizia pra mim e meu primos quando alguém emburrava num dos parques da Disney: “Vaaaaale a pena....?” O resto da frase eu não sei porque nunca ninguém esperou ela passar disso.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Esse é o nosso clube...




Eu andei pensando e não tem sentido o blog ser feito apenas por mim. Se eu mesma já cansei de dizer que esse lance de viagens é muito subjetivo e personalíssimo, é mais do que obrigatória a participação conjunta de vocês (meus amigos) que perdem tempo lendo as minhas abobrinhas. 

Eu pensei e repensei numa forma legal e útil de mais gente contribuir, e consequentemente mais pessoas se beneficiarem do conteúdo do blog. Eu sozinha não consigo ajudar todo mundo, existe muita cidade espalhada por esse mundo. Por mais que eu ache o máximo a ideia de conhecer logo todas elas, eu ainda não trabalho num programa de TV ou no Emprego Perfeito da STB (já criei meu perfil).

Enfim, criei o Clube de Viagem. É um clube composto por meus amigos: pessoas que conheço, confiáveis e que são "gente da gente" (nenhum Álvaro - sem carisma - Garneiro). Se você quiser fazer parte é só me avisar quando for viajar, eu te mando um formulário de orientação (simples) para que você responda DEPOIS da viagem. Deus ô livre de levar uma prancheta para o meio do passeio nas dunas num bugre ou para o salto de asa delta. 

A inauguração do Clube vai ser feita por minha amiga Núbia que embarcará semana que vem para Natal, no Rio Grande do Norte. Acredito que você, eu, nós...ajudaremos muita gente. E o melhor, sem fazer muito esforço. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Falsos Brasileiros




É muito engraçado, mas tem gente que lembra que é brasileiro só quando viaja ao exterior. Gente que enxerga as qualidades do seu próprio país quando está conversando com pessoas extrangeiras, que por sua vez idolatram o Brasil. Ainda têm coragem de só falar mal, criticar e sempre valorizar o jardim dos vizinhos. Gente essa, que me dá nos nervos. Que tira minha paciência. 

Eu já tive oportunidade de conhecer outros países e culturas e posso dizer com total propriedade que o Brasil é um país e tanto. Além das questões econômicas que não vou entrar no mérito agora, existem quesitos menos financeiros e mais culturais que fazem uma diferença absurda. Aliás, são independentes dos variantes 'pobreza' e 'riqueza'.

Para você entender onde quero chegar, vou escrever um comparativo entre o Brasil e alguns países:

No Brasil... Por aí...
As pessoas que trabalham em restaurantes e lanchonetes usam luvas, guardanapos e tentam ter o mínimo de salubridade no preparo dos alimentos. Na Alemanha vi essas pessoas preparando comidas com a mão, sem nenhum cuidado com a higiene.
Pessoas que trabalham com preparo de comida não trabalham no caixa. Na Alemanha, a mesma pessoa que preparava a comida com as mãos fazia o manejo do dinheiro.
As louças dos restaurantes são devidamene lavadas. Na França, os copos são apenas mergulhados na água quente. Chegam à mesa com as marcas da sujeira.
A maioria da população toma pelo o menos um banho por dia. Na Europa, a média é de 1 banho por semana.
Qualquer garçom dá aulas de simpatia e cortesia. Na França, eles podem ser extremamente mau humorados e rudes.
Existem regras de respeito aos não-fumantes. Na Europa, quem não fuma é motivo de estranheza. Fumam em todos os lugares.
Você paga se quiser os 10% dos serviços. Na Europa, é uma regra. Se não deixar é quase um pecado. Em NY, os taxistas podem até te xingar.
É o povo mais alto astral e as pessoas mais sensuais/sexy do mundo. Os árabes e ingleses são considerados os piores amantes.
O sistema trabalhista é humano e beneficia os trabalhadores. Na maioria dos países o ritmo de trabalho é escravizador e praticamente não têm benefícios.
Os resultados das eleições saem em menos de 24h horas após as eleições. Nos EUA, os votos sofrem contagem e recontagem comprometendo até a credibilidade do pleito.
Nós temos uma relação afetiva com nossa família. Nos EUA, as pessoas mal falam com os próprios pais. E quando eles ficam idosos, precisam contratar alguém para servir de cia.
Não precisamos ser ricos para viajarmos e até sairmos do país. Em vários países, pessoas com o nosso padrão de vida, não podem se dar ao “luxo” de fazer viagem internacional.
Temos um clima amistoso e praias paradisíacas. Muitos países sofrem com terremotos, furacões, vulcões e etc.
 

Claro que existe o outro lado, dos pontos negativos. Não estou tentando mascarar isso. Apenas levantar algumas qualidades que obviamente saltam aos olhos. Por incrível que pareça, tem muita gente ignorante que faz questão de exaltar a Europa, os Estados Unidos (dentre outros) e detonar o Brasil, não conseguem valorizar o próprio país. Para mim, é gente pequena. Admirar um determinado país gringo não torna obrigatório o auto-desmerecimento do país onde você vive e que te dá todas as oportunidades de ter essa “vida boa”.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Malas e mais malas

Modelo do meu mochilão

Eu queria muito saber porque raios eu nunca consigo fazer uma mala compatível com o destino e o número de dias gastos. Não interessa se é um fim de semana fora ou um mês num país bem frio, as minhas malas nunca são enxutas. Poxa vida, porque isso? Acho que vai além de uma simples falta de objetividade, chega a ser um reflexo da minha personalidade, ou da personalidade de (quase) toda mulher: arquitetar planos A, B, C.... Z.

Eu já acessei trocentos sites que ajudam na hora da preparação das malas, mas não resolveu muita coisa. E pra falar a verdade já desisti de mudar, sou assim e ponto final (minhas costas e braços que se virem).

Viajei com minha prima para São Luís no reveillon de 2011, ficamos umas 2 semanas por lá, e ela me chega no aeroporto com uma mochila, SIM UMA MOCHILA nas costas. Eu quase surtei, fiquei deseperada achando que ela tinha deixado a mãe ir embora com a mala no bagageiro do carro. E ai ela me diz que não tem mais nada além daquela mochila (tipo aquela da Company). Gente, onde essa menina colocou os sapatos? Onde essa menina colocou o juízo?

Na viagem que fizemos para a Europa (a mais recente) tratei de comprar um mochilão típico dos Mochileiros, como íamos passar um mês fora, era necessário uma forma prática de locomoção e que conseguisse abrigar muita coisa. Para agravar mais o contexo fomos no final do inverno, ou seja, o tema das malas seria "Inverno" (basicamente roupas que ocupam muito espaço). Assim que começei arrumar a tralha já vi que seria uma doce ilusão eu, Aline, sair para uma viagem longa com apenas um volume de bagagem, talvez num mundo perfeito, num filme, etc. A solução foi lotar o mochilão de quase 100 litros e levar uma mala de rodinha tamanho P. Graças a Deus a Miss Sinteticidade da minha prima também entrou no mesmo esquema.

O problema do mochilão é que ele cabe coisa pra burro (piadinha subliminar pra mim mesma). E depois você morre com aquele trailler de poliéster atracado na sua coluna – humana – vertebral. Tome bastante cuidado com isso. De repente, é melhor comprar um modelo que tenha um zíper de ponta-a-ponta, é melhor do que aqueles estilo “saco” pois você sempre precisará tirar tudo de dentro para achar alguma coisa. O meu é estilo “saco” apesar desse trampo de mexer nas coisas eu acho mais seguro. Os preços são altos, minha prima comprou o dela pela internet por R$ 100 reais, já eu comprei o meu numa loja de equipamentos esportivos por uns 300 e pouco.

Você acha que foi só isso, um mochilão mais uma malinha de rodinha? Claro que não! O mochilão tava abarrotado não entrava nada mais, mal cabia minhas coisas e as boas lembranças. A malinha eu levei com mais folga mas também não aguentou a pressão, tivemos que adquirir outro volume bagágico na terceira cidade da viagem. Foi épico: mochilão de 30 toneladas nas costas, bolsa tradicional com dinheiro e documentos mais duas malas de rodinha, uma em cada mão. 


As nossas malinhas



O mais engraçado era pagar de "mochileiras selvagens e sem destino" com esse tanto de malas. Toda vez que chegávamos num hotel ou hostel os recepcionistas não acreditavam que eram só duas pessoas. Pensamos até em desculpas para dar, tipo assim "Morávamos em Berlim e estamos voltando a morar no Brasil" mas se fizessem qualquer pergunta amais saberiam que a única palavra de alemão que sabíamos era "Hitler". Depois pensamos em dizer que passamos por uma mega promoção em Munique, mas só mochileiras patricinhas fariam isso (era o nosso caso, mas não seria bom para a imagem) e por fim, resolvemos optar pela opção mais simples e aceitável: "É que estamos levando um alemão na mala".


Nunca saia de casa com as malas abarrotadas, você sempre vai precisar de espaço mesmo que saia sustentando aquele velho discurso “Não vou comprar nada, estou indo só para passear”. Aham Cláudia, senta lá ! Você VAI precisar de uma mala extra, então tem duas opções: 1° - Leva de casa, mesmo que vazia; ou 2° - Vai ter que comprar pelo preço que for durante a viagem. Fica contigo a escolha. Se você for o Eike Batista fique com a opção 2, aliás se você for o Eike, não leve nada e compre tudo lá.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pré-conceitos




Eu sei que desde que você nasceu todos te dizem que o preconceito é algo ruim, que deve ser evitado e que, depois da depressão, talvez seja o câncer da nossa sociedade. Mas esqueceram de te dizer que o preconceito como outros vários sentimentos é algo típico e inevitável de todo ser humano. Sim, é impossível viver sem preconceitos. A diferença está no fato de encarar seus preconceitos, dar vazão ou não a alguns deles. O preconceito, no sentido mais puro e ingênuo da palavra, não deve ser usado de bode expiratório para certos pensamentos, posicionamentos e opiniões errôneas, como o racismo por exemplo. O preconceito tem hora certa de expirar, qualquer coisa além dele já tem outro nome, em muitos casos: ignorância.

Não estou dizendo isso porque sou publicitária e basicamente todos os estudos e parâmetros da minha profissão estão baseados nos preconceitos. Mas iniciei a conversa para te lembrar que ter preconceito (com tudo) é super normal, mas cabe a você saber lidar com tudo isso.

Mais uma vez, as viagens podem te ajudar nisso. Dentro do pacote de viagem, além do hotel, passagens e do guia pentelho que faz stand-up, você também leva mais uma liçãozinha de vida. Crescimento e desenvolvimento pessoal quase invisível.

Eu falo por mim, hoje sei que sou muito mais aberta às coisas e situações do que era ontem. Um dos meus maiores ganhos é a minha desenvoltura em encarar novas comidas (já até falei disso). E claro vai mais além...

Como é bom acabar com preconceitos, muitas vezes nada fundamentados, e se surpreender. Você não deve saber, mas o Piauí, visto como o mais pobre do país, tem um dos litorais mais maravilhosos do Brasil. No começo do ano tive a oportunidade de conhecer o Maranhão, e foi sensacional. Eu não sabia uma vírgula de informações de lá, apenas da existência dos Lençóis e mesmo assim nada perto da magnitude que é. Hoje eu indico uma visita para 11 de cada 10 pessoas que conheço. E o povo alemão é muito mais simpático e pacífico do que pensava.

Óbvio, que tenho muito preconceito com vários lugares que nem conheço tipo o México, os países árabes, e a China, preconceito com cidades, pessoas, hotéis e por aí vai. Mas aos poucos estou tentando mudar tudo isso, tentado encarar de uma forma diferente, dando oportunidade. Porque você não faz o mesmo?


Tocando no assunto, ganha o Miss Universo 2011 a representante de Angola, negra e linda de morrer. Veja aqui.



domingo, 11 de setembro de 2011

11 de setembro de 2011

Hoje, dia 11 de setembro, vou apenas colocar um vídeo de uma música que significa muito para mim e coincidentemente combina certinho com a ocasião do dia. É "walk on" do U2, e traz uma mensagem magnífica de vida.

Vídeo: Walk on



domingo, 4 de setembro de 2011

Nine Eleven



Eu pensei em escrever esse post mais perto da data certa, mas aqui assistindo ao documentário da BBC 09/11 - State of Emergency eu decidi colocar logo os dedos em ação. Eu sempre evitei assistir aos vários especiais, documentários e produções de TV que surgiram e continuam surgindo a todo momento, sei lá, me sinto mal. Acredito que aconteça com muita gente.

Não sei você, mas lembro que no momento da tragédia eu estava na escola, era uma manhã comum no Marista. Vimos todo caos de uma TV na sala da direção, confesso que não entendi muito e não dei a devida bola. Durou pouco, cheguei em casa e fiquei a par da situação. Não sabia o que tinha ocorrido na primeira torre, aliás ninguém sabia. Parecia uma emergência “comum” em um prédio, um incêndio ou até uma bomba. Quando, de repente, um avião “entra” na torre do lado. Essa imagem nunca sairá da minha cabeça. Expressar minha reação ou sentimento aqui chega a ser uma falta de respeito com quem estava lá ou pelo o menos mais perto.

Até então o que seria aquilo? Acidente? Um avião tudo bem, mas dois? Dois? Na velocidade dos fatos nem passou pela minha cabeça que os edifícios pudessem ruir, pensei apenas nas vítimas dos aviões. Mal sabia que o problema era maior que isso. Os dois prédios logo depois desabam. Silêncio...

Depois desse dia, a vida de todos os seres humanos do planeta terra mudou. Ali vimos a capacidade que algumas pessoas apoiadas por um referencial (extremista, descabido, desproporcional) cultural possuem, pessoas que colocam vidas de gente comum, que nem eu e você, a frente de questões maiores – políticas e ideológicas. Vimos que ninguém está seguro de radicalismos ignorantes, a guarda está sempre aberta.

Pânico, pânico geral. E não só porque pude ter uma relação maior com aquele país (estava lá em dezembro do ano 2000), o pensamento era na família que estava na Flórida. Nada aconteceu por ali, mas poderia. Por cerca de um ano, não estávamos tranqüilos. Definitivamente morar naquele país não era seguro.

Tudo mudou. Regras anti-terrorismo por todos os lados. Os vistos de entrada eram difíceis de conseguir, passagem nos raio-x sem sapatos, líquidos proibidos, canivetes (objetos usados nos aviões seqüestrados), metais e trocentas restrições nas bagagens. Até as pessoas que possuíam sobrenome ou descendência islâmica, árabe ou afins passaram a ser vistas com outros olhos. Lembro que minha prima que mora lá nos dizia para nunca usarmos a palavra “hijack” (terrorista) de jeito maneira.

No próximo dia 11 se completam 10 anos do maior ataque terrorista de história. Enquanto escrevo isso, passa o documentário. É uma série de coincidências, 10 anos de ataque, a morte do Osama e minha ida aos EUA de novo, e pela primeira vez em Nova Iorque. Provavelmente vou visitar o local do World Trade Center, vou voar pela American Airlines (o míssil da primeira torre) e passarei o ano novo na Times Square. Desejo do fundo do coração que ocorra tudo bem.

11 de setembro, o dia que nunca será esquecido por toda história da humanidade. Nossos netos vão ler sobre isso nos livros ou em seus iPad`s. Muitos documentários e filmes serão criados. Alguns que tratam do tema: As Torres Gêmeas, Vôo United 93 e Lembranças. Eu me emociono demais quando o assunto é “nine eleven”. A impressão que tenho é que é um choque que nunca terminará, como aconteceu no Holocausto. Não sei mais o que dizer. O documentário acabou...


Dia 11 de setembro de 2001: Jornal Nacional.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Deixa a Visa me levar...

Asas confiscadas

Hoje eu vou ter que escrever um post não tão legal. Não, não vou abandonar o blog e não perdi meu passaporte. Há três dias peguei a fatura do meu cartão para esse mês de setembro e levei um choque. O valor da fatura credicardiana mais a parcela do meu carro, somam um montante 200 reais a menos que todo meu salário. Como isso foi acontecer? Logo eu, tão controlada, boa administradora, há algo de errado nisso.

Com muita calma naquela hora, fui analisar linha por linha da fatura superfaturada. O que isso tem haver com o blog? É que apenas um item não estava relacionado com viagem, e talvez o único imprescindível. Estou começando a me preocupar com minha saúde mental, em virtude disso tive que tomar decisões paleativas: daqui para o fim do ano fechei definitivamente minha agenda, que tem exatamente 4 e-tickets de passagens. E óbvio, fechei a minha agenda para assuntos locais, infelizmente até os vigias de carro vão sofrer com isso. Se antes era difícil entender a tal da globalização, hoje sei perfeitamente o que é: é a crise americana fazer efeito na sua conta bancária aqui no Brasil.

Um amigo outro dia, em tom sério, me perguntou se eu estava viciada em viagem. A gente já sabia a resposta na época, hoje tenho mais certeza disso. Existe mesmo essa doença? Ela seria algo como os viciados em compras, alcóol, sexo ou Friends? Eu seria uma travelholic? Eu googled o termo e achei vários sites de pessoas no mesmo estado clínico que eu. Na dúvida me registrei em todos. Eu já tinha pensado nisso, e agora acho que faz mais sentido a ideia de arrumar um namorado, preciso de um intervenção externa. Alguém que puxe as rédeas para os menos esperados impulsos. Talvez seja uma boa saída. Projeto "Bolso fechado, Coração aberto" mode on!

Enquanto isso, hoje é dia primeiro e tenho até dia 04 (vencimento  da conta) para respirar o oxigênio dos dignos. Depois disso tenho 26 dias de caos e turbulência terrestre. Não tenho noção de como será esse período. Deseje-me sorte e me convide para o almoço (quem convida, paga!). Olhando o lado positivo das coisas, tomara que pelo o menos ganhe uma boa quantidade de milhaszinhas.


O intuíto do post, além de ser um canal de desabafo pessoal , deve ser um aviso de alerta para você. O cartão de crédito é um perigo nas mãos de pessoas abaladas psicologicamente. Oi, meu nome é Aline, e sou uma viciada em viagem...

Como escolher seu hotel em Las Vegas

Sempre ouvi dizer que a hospedagem em Las Vegas é um item muito fácil de resolver, porque são muitas opções e, portanto, acaba sendo ...