Nine Eleven



Eu pensei em escrever esse post mais perto da data certa, mas aqui assistindo ao documentário da BBC 09/11 - State of Emergency eu decidi colocar logo os dedos em ação. Eu sempre evitei assistir aos vários especiais, documentários e produções de TV que surgiram e continuam surgindo a todo momento, sei lá, me sinto mal. Acredito que aconteça com muita gente.

Não sei você, mas lembro que no momento da tragédia eu estava na escola, era uma manhã comum no Marista. Vimos todo caos de uma TV na sala da direção, confesso que não entendi muito e não dei a devida bola. Durou pouco, cheguei em casa e fiquei a par da situação. Não sabia o que tinha ocorrido na primeira torre, aliás ninguém sabia. Parecia uma emergência “comum” em um prédio, um incêndio ou até uma bomba. Quando, de repente, um avião “entra” na torre do lado. Essa imagem nunca sairá da minha cabeça. Expressar minha reação ou sentimento aqui chega a ser uma falta de respeito com quem estava lá ou pelo o menos mais perto.

Até então o que seria aquilo? Acidente? Um avião tudo bem, mas dois? Dois? Na velocidade dos fatos nem passou pela minha cabeça que os edifícios pudessem ruir, pensei apenas nas vítimas dos aviões. Mal sabia que o problema era maior que isso. Os dois prédios logo depois desabam. Silêncio...

Depois desse dia, a vida de todos os seres humanos do planeta terra mudou. Ali vimos a capacidade que algumas pessoas apoiadas por um referencial (extremista, descabido, desproporcional) cultural possuem, pessoas que colocam vidas de gente comum, que nem eu e você, a frente de questões maiores – políticas e ideológicas. Vimos que ninguém está seguro de radicalismos ignorantes, a guarda está sempre aberta.

Pânico, pânico geral. E não só porque pude ter uma relação maior com aquele país (estava lá em dezembro do ano 2000), o pensamento era na família que estava na Flórida. Nada aconteceu por ali, mas poderia. Por cerca de um ano, não estávamos tranqüilos. Definitivamente morar naquele país não era seguro.

Tudo mudou. Regras anti-terrorismo por todos os lados. Os vistos de entrada eram difíceis de conseguir, passagem nos raio-x sem sapatos, líquidos proibidos, canivetes (objetos usados nos aviões seqüestrados), metais e trocentas restrições nas bagagens. Até as pessoas que possuíam sobrenome ou descendência islâmica, árabe ou afins passaram a ser vistas com outros olhos. Lembro que minha prima que mora lá nos dizia para nunca usarmos a palavra “hijack” (terrorista) de jeito maneira.

No próximo dia 11 se completam 10 anos do maior ataque terrorista de história. Enquanto escrevo isso, passa o documentário. É uma série de coincidências, 10 anos de ataque, a morte do Osama e minha ida aos EUA de novo, e pela primeira vez em Nova Iorque. Provavelmente vou visitar o local do World Trade Center, vou voar pela American Airlines (o míssil da primeira torre) e passarei o ano novo na Times Square. Desejo do fundo do coração que ocorra tudo bem.

11 de setembro, o dia que nunca será esquecido por toda história da humanidade. Nossos netos vão ler sobre isso nos livros ou em seus iPad`s. Muitos documentários e filmes serão criados. Alguns que tratam do tema: As Torres Gêmeas, Vôo United 93 e Lembranças. Eu me emociono demais quando o assunto é “nine eleven”. A impressão que tenho é que é um choque que nunca terminará, como aconteceu no Holocausto. Não sei mais o que dizer. O documentário acabou...


Dia 11 de setembro de 2001: Jornal Nacional.

Comentários

  1. Nossa Aline... como eu te disse vou colocar um "atualizador dos seus posts" no meu e-mail! rssss... olha como eu tava atrasada... o último que eu tinha lido era o "deixa a visa me levar.." mas enfim.. lendo esse seu post sobre o 11 de setembro me recordei de como foi comigo... tava lá no Madre Blandina.. de manhã na aula também, quando a Irmã chegou na sala nos falando do ocorrido... foi um auê só... mas também só tive a dimensão de tudo quando cheguei em casa e vi as reportagens.. nossa... me assustei muito com tudo que via.. e não gosto tb de ver documentários.. filmes sobre o assunto porque não gosto da linha que eles abordam... nós achamos absurdo e tudo mais.. mas não temos noção do que os parentes até hoje sofrem com a perda dessas pessoas, e pensar nos que sobreviveram, as marcas que levarão pra sempre na vida? afff.. #tenso viu...

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