quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bariloche, na Argentina



Essa foi a segunda cidade na Argentina que pude conhecer. Ela me trouxe recordações maravilhosas em todos os sentidos - até no alfajor que, diga-se de passagem, foi o melhor da minha vida (chupa Havanna!). 

Bariloche reflete tudo aquilo que geralmente as pessoas falam: sair da capital é a melhor foma de conhecer o povo daquele país. Que lugar maravilhoso, cheio de paisagens deslumbrantes e cheio de pessoas ótimas. Preciso dizer que Bariloche é um passeio obrigatório? 

A neve começa a cair em julho e nessa época de alta temporada a cidade fica inchada de argentinos e brasileiros. Não sei se vale muito a pena escolher esse mês porque só de imaginar aqueles lugares lotados já desanima. Vá na baixa temporada em agosto assim como eu fiz. 

Os voos de Brasília geralmente fazem uma escala em Buenos Aires para imigração. Na hora de comprar, se atente para o fato de que existem dois aeroportos, o Ezeiza (o principal e mais longe da cidade) e o Aeroparque (fica dentro de Buenos Aires). Alguns voos exigem um deslocamento entre esses aeroportos e, se for o caso, é de extrema necessidade considerar um bom tempo para esse deslocamento no intervalo entre as conexões. 

Eu considero que ficar entre 7 e 10 dias seja o ideal para essa viagem porque vai dar pra curtir umas comprinhas, fazer passeios e se jogar nos esportes. Ficar muito tempo em lugar muito frio dá uma cansada porque vestir muita roupa todos os dias passa a ser um incômodo. 

Nos hospedamos no hotel Villa Huinid, mais especificamente nas cabanas. Eu não me lembro de ter ficado num lugar tão sensacional como esse. Uma cabana linda com lareira e uma vista espetacular da Cordilheira dos Andes (toda nevadinha) e do lago Nahuel Huapi. O hotel tem outras acomodações tipo apartamento que também considero boas opções, mas as cabanas são impagáveis.

Assim que chegar na cidade pegue um táxi para rua principal da cidade e desça no Centro Cívico, uma praça linda e ponto de partida para rua de compras, Av. Mitre. De um lado e do outro estão várias lojas de souvenirs, roupas, artigos típicos, restaurantes, bares e chocolaterias. Se você der sorte, ainda vai conseguir caminhar sob uma "chuvinha" de neve na cabeça. Vá caminhando e na segunda quadra, na rua à direita, vai estar um dos melhores restaurantes que almoçamos, o El Boliche de Alberto (de carnes) - não deixe de pedir uma carne que se chama "entranha". Seguindo na Av. Mitre, na terceira quadra estará a Rapa Nui, minha dica de chocolateria por preço e qualidade dos doces. 

Para os passeios e aventuras nas montanhas é preciso alugar as roupas específicas para neve. Não faça as locações do Brasil, deixe para fazer no primeiro dia porque é importante conferir a qualidade das roupas ao vivo e escolher o local que mais te agrada. É muito fácil achar lojas específicas para isso ali nos arredores da Av. Mitre. 

Fechamos todos os passeios na agência de turismo ZigZag Travel (se você disser que é indicação da minha sogra Paula Novas ainda é capaz de ganhar um desconto). Fizemos o câmbio de reais por pesos nas lojas comuns, na própria Rapa Nui é possível fazer a conversão. 

Em Bariloche é assim: todo dia um passeio e novas emoções. Os passeios que fizemos foram: 

Cerro Otto e Restaurante Giratório: foi nosso primeiro contato com a neve e já pôde nos oferecer também a primeira experiência no esquibunda. Depois de rolar na neve e passar um frio básico do lado de fora, é só entrar e curtir a vista do restaurante giratório.

Laguna Congelada: esse foi um trecking por uma trilha numa floresta totalmente congelada. Ficamos num abrigo estilo "iglu inflável" para guardar os pertences e depois almoçarmos. Eu não consigo nem descrever como era a paisagem, só posso adiantar que é muito linda. O objetivo do passeio é chegar até uma lagoa congelada, mas a lagoa em si não é muito diferente do que fomos vendo pelo caminho. O mais divertido com certeza foi o trajeto, poder caminhar e se deparar com a neve caindo é inexplicável. Apenas nessa floresta pudemos observar que os flocos de neve que caiam tinham aquele tradicional formato de estrela. Foi sensacional até porque foi nesse passeio que conhecemos o melhor alfajor do mundo feito de forma caseira pelo motorista da excursão. Não titubeamos e pegamos o contato dele para fazer caixas e caixas de encomenda.

El Refugio: essa é a experiência de curtir um jantar numa cabaninha no alto de uma montanha congelada. O jantar maravilhoso é um foundue de queijo seguido de um foundue de chocolate, regado a vinho. Só é permitida a ingestão de uma garrafa apenas pois a emoção de tudo está na forma de chegar e sair do restaurante. São dez snowmobiles que podemos pilotar seguindo os guias à nossa frente. Não há iluminação (apenas os faróis) mas o visual de tudo ao redor congelado é sensacional. Não tem como beber mais de uma garrafa com essa responsabilidade de pilotar uma moto na neve, certo? Imperdível!

Piedras Blancas: foi nesse dia fizemos 2h de aula de esqui (acho fundamental). Depois tivemos o tempo livre para brincar na pista de iniciantes. Eu gostei muito de esquiar apesar de ter demorado um pouco para perder o medo de não saber parar. Depois subimos pelo teleférico para ter acesso às pistas de esquibunda (era seis delas). Cada uma tinha um formato e dinâmicas diferentes e posso dizer que foi o máximo! A gente descia um atrás do outro na vidalouquisse e a sensação era de estar dentro de uma corrida do Mario Kart.

Cerro Catedral: acho que o cerro catedral é a montanha que mais tem aquela cara de "estação de esqui". Na sua base, tem uma pequena vila completamente nevada e esse clima era uma delícia. Fizemos 2h de aula de snowboard e depois tivemos o dia todo com o equipamento para brincar pelas mil pistas do Cerro Catedral. Eu nunca vi tanta pista, teleférico e pessoas (descendo ao mesmo tempo) juntos! Os restaurantes era uns charmes (até difícil de escolher) e os teleféricos mais gostosos ainda. Adoramos esse dia! Com certeza vale a pena ir pelo o menos umas duas vezes por aquelas bandas. 

Os restaurantes, tanto anoite, quanto no almoço, costumam ficar cheios e sempre rola uma fila básica na parte de fora (na friaca), então para evitar a espera, é bom dar uma olhada no horário de abertura dos locais. As dicas de restaurantes são: El Boliche do Alberto (cortes argentinos), El Patacon (ambiente lindo e cortes típicos argentinos), El Refugio (indo de snowmobile), La Fonda del Tio (milanesas).

O contato do melhor alfajor do mundo que citei mais em cima é: Alfajores Marcelo (021542944622300). Da próxima vez que eu estiver por lá, este com certeza vai ser o primeiro contato que será estabelecido.



Bariloche - Argentina          Viagem: agosto (2015)

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Balada em Lima, no Peru

Achar uma baladinha em Lima não é nada difícil. Basta se jogar no bairro de Miraflores, ali perto do shopping Larcomar, ou no Barranco, nos arredores da Ponte dos Suspiros e da Praça de Armas do Barranco. 

São várias baladinhas dessas que de vez enquanto trocam de nome e, principalmente, que oferecem vários benefícios para conquistar a galera para zoeira. 

O maior alerta é para o dia da semana que você decide sair pra curtir, apesar de ser capital, Lima não tem festa de domingo a domingo. 

Vou dar duas dicas de lugares que, não fui (porque estavam fechados), mas que me deixaram só na vontade (eram beeem dignos): o Picas (sim, esse é o nome) e o Ayahuasca (show de bola pelo que vi na internet), ambos no Barranco. Gente, sério, não percam essa oportunidade. 

Entramos em várias baladinhas na Passaje Sanchez Carrion, no Barranco, mas só lembro de um dos nomes. Do lado dela, tinham várias outras no mesmo estilo para livre escolha.

Nirvana Bar Fusion (Passage Sanchez Carrion, barranco)



O Nirvana, como as baladinhas que estão na sua vizinhança, é aquele típico bar em que o promoter fica na porta abordando as pessoas. O cara era muito simpático e nos ofereceu entrada grátis para todos e um welcome drink que era um pisco mais pobrinho (nem se compara com os dos restaurantes). O lugar até que era legal e acredito que deve bombar nos fins de semana. Como fomos tipo numa segunda ou terça, tava bem caído apesar de ser um dos poucos que estavam abertos. Bom, fica a dica do lugar e da região que concentra mais uma porrada de baladas que podem ser boas opções. Ah, e logo que viram que tinha brasileiro na área, começaram a tocar uns sertanejos da vida. A noite foi divertida. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Machu Picchu, no Peru



Conheci a "Cidade Perdida". Engraçado porque nunca foi meu sonho como é para assustadoramente quase metade da população mundial, inclusive pelas pessoas mais velhas (acho que na juventude deles Machu Picchu foi muito idealizada como o hotspot do verão). Conheci Machu Picchu numa dessas viagens de oportunidade e confesso que gostei bastante. 

Foi muito legal e prazeroso. E fico muito feliz em contar da viagem e ter certeza absoluta de que quem a almeja vai amar cada detalhe, sem dúvida nenhuma. Essa sensação é muito boa!

Machu Picchu é chamada de "cidade perdida" porque foi construída em cima de uma montanha no Vale Sagrado e os colonizadores espanhóis jamais imaginaram que haveria uma cidade nessa localização. O maior reflexo disso é que ela não foi destruída por eles e se conservou tal como os Incas deixaram (claro que foi revitalizada). Diferentemente do que dizem por ai, não foi descoberta por um americano e sim por um peruano (que apenas não soube dar a devida publicidade sobre o feito).

Fomos e voltamos de Águas Calientes pela estação de trem de Ollantaytambo porque apesar de estar longe de Cusco tinha preços e horários que mais nos atendiam. Contratamos numa agência de turismo de Cusco uma van para nos levar e deixar na estação. Compramos bilhetes para o trem Vistadome. Foi uma experiência muito legal percorrer esse trajeto em meio às montanhas e o rio Urubamba (o teto é panorâmico). 

O esquema de Machu Picchu é dormir em Águas Calientes para no outro dia subir nos primeiros ônibus (compre o bilhete no dia anterior à ida no postinho de vendas em Águas Calientes). A fila dos ônibus começa a se formar por volta das 3h30min da madruga, e sabe porque vale a pena? Porque saindo cedo é possível assistir o sol nascer sob Machu Picchu. Isso é impagável e vale cada segundo de sono perdido. 

Pois bem, o ônibus te deixa na entrada de Machu Picchu, ali é possível usar o banheiro (1 sole) e guardar volumes. Depois da cancela, não é permitido mais voltar para usar o banheiro ou comprar comida (aliás não pode levar comida, apenas água - lá não tem nenhuma lixeira). Na entrada também existem trocentos guias cadastrados que negociam o valor "da corrida" de acordo com o número de pessoas no grupo. Pague por esse guia, não vá me entrar em Machu Picchu sem ninguém pra te explicar os detalhes porque não vai fazer sentido nenhum. 

Assista o nascer do sol (impossível não se emocionar) e depois faça o passeio guiado pelas ruínas da cidade (corra antes que limitem o tipo de acesso dos turistas). Em relação ao esforço físico, tudo é muito tranquilo tirando aquele cansaço básico dada a altitude (Machu Picchu está numa altitude mais baixa que Cusco). O passeio não demora muito então é possível fazer devagar, com calma, com pausas...na tranquilidade mesmo. Até vimos muita gente mais idosa se divertindo por lá. Não precisa ficar com medo. Quando a gente não conhece acaba lendo os relatos e achando que é uma odisseia chegar a Machu Picchu e não é, o ônibus te deixa e te busca na porta. 

O que na verdade exige esforço físico é optar fazer um passeio conjugado de Machu Picchu e a montanha de Huayna Picchu (essa montanha gigantona no fundo da foto - estilo Pão de Açúcar lá no Rio). Leia mais sobre a subida no Huayna Picchu aqui.

Enfim, como a aventura do passeio começa cedo (lá na fila do ônibus), o fim dele é na metade da tarde. Depois você tem o resto do dia todinho para se empanturrar de comida em Águas Calientes, curtir uma piscininha termal e depois pegar um barzinho com uma musiquinha ao vivo. 

Dormimos mais essa noite em Águas Calientes e fomos embora para Cusco no outro dia de manhã. Deu tudo certo! 



Machu Picchu - Peru        Viagem: maio (2015)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Águas Calientes, no Peru



Águas Calientes, também conhecida como Machu Pichu Pueblo, é a pequena cidade que se desenvolveu ao redor da linha férrea que traz os visitantes de Machu Pichu. Ela fica exatamente na base da montanha onde está a tão almejada "cidade perdida".

Em muitos lugares eu lia dizendo que não tinha nada para fazer e que era bem monótona. Mas o que encontrei foi uma delicinha de lugar com restaurantes extremamente de bom gosto e com preços muito acessíveis. Eu amei passar a noite lá, me lembrou um pouco aquele clima gostoso de Búzios. Além de ter dado vontade de entrar em todos os restaurantes que tinham as decorações mais fofas do mundo. 

Ficamos no Hotel Inka Wonder que achei honesto. Não era nada demais mas cumpriu sua função. Ficamos apenas duas noites para poder subir até Machu Pichu nos primeiros ônibus e depois na volta descansar do dia cheio de emoções e aventuras. 

Jante no restaurante Índio Feliz - o preço é mais salgado mas vale a pena. Aliás, alguns restaurantes dão descontos para brasileiros por isso é sempre bom perguntar. Quando voltar do passeio a Machu Pichu visite as piscinas de águas termais. Elas ficam num hotel e é super fácil de achar. Acabamos não fazendo porque estava meio frio e por termos visto algumas fotos pouco convidativas das  tais piscinas. 

Eu curti demais Águas Calientes e super indico que todos façam a mesma coisa. 


Águas Calientes - Peru          Viagem: maio (2015)

Vale Sagrado, no Peru



O Vale Sagrado é uma região onde estão várias cidades em que se encontram as ruínas das construções deixadas pelos Incas. Cusco era a principal cidade, a capital do império Inca, e obviamente também se localiza no Vale Sagrado. 

Para fazer a visita ao Vale basta fechar um pacote com alguma agência de turismo em Cusco (existem milhares pelas ruas). O passeio completo é feito em dois dias, mas geralmente as pessoas fecham apenas o que dura um dia apenas.

É aquele esquemão de excursão turística com trocentas pessoas, um ônibus que recolhe cada um no seu hotel, um almoço típico incluso e um guia. Se você estiver num grupo grande pode fazer como nós fizemos. Éramos seis pessoas e fechamos um passeio numa van com um guia exclusivo. 

Foi ótimo porque ficamos mais à vontade e escolhemos fazer a ordem inversa do passeio para ir contra o fluxo das excursões. Foi muito mais interessante, além de ter um guia e motorista disponíveis para nossas preferências e prioridades. 

Passamos pelas cidades:

Chinchero: Visitamos um circuito sobre coisas típicas, assistimos a uma apresentação de como colorir as lãs de lhama e alpaca, e chegamos numa área de compras que nos estimulou a gastar muito por que as senhorinhas eram muito fofas - no mercado em Cusco achamos coisas iguais e num preço mais barato. Além disso, tiramos algumas fotos (lindas) no sistema de irrigação e construção de casas feitas pelos Incas. 

Cidade de Maras: Nessa cidade estão as salinas que extraem sal do pico das montanhas (muito louco, não?). Decidimos não ir até as salinas, apenas até o centro e a pracinha principal de Maras que é uma micro, super micro cidadela. 

Moray: Acho que Moray é a mais famosa pelas fotos que acabamos vendo por aí. Lá estão os sítios de plantação e irrigação em forma circular também desenvolvidos pelos Incas. O legal é que em cada "andar" ou "degrau" a temperatura variava radicalmente e tornava possível o cultivo de diferentes plantas. É bem bonito e ainda oferece uma vista perfeita da Cordilheira dos Andes com o pico super nevadinho. 

Ollantaytambo: Essa também é uma cidade famosa até porque tem uma estação de trem que leva a Cusco ou a Águas Calientes. Algumas pessoas, inclusive, passam a noite por ali para pegar o trem o mais cedo possível. Lá subimos uma espécie de forte que dá uma visão panorâmica de toda cidade e região. A subida é lenta pela falta de oxigênio, porém vale muito a pena. Na entrada também rola uma feirinha daquelas que todo brasileiro ama perder tempo. 

Pisac: Nosso último ponto foi Pisac. Pegamos o pôr do sol que estava indescritível (mas frio era de morrer porque lá é bem alto). A sorte é que como deixamos por último, estava vazio. 

A dica é fazer o passeio do Vale Sagrado antes de ir a Machu Pichu, essa ordem é fundamental quando se diz respeito à superação das expectativas. Além disso, é um passeio que nos deslocamentos oferece vistas lindíssimas da natureza e explicam porque ele é conhecido como o Vale Sagrado do Peru Encantado.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Balada em Cusco, no Peru

Cusco é uma cidade, dentre todas as outras coisas, muito legal porque reúne muita gente jovem e de todas as partes do mundo (se exagero). São muitos hostel espalhados por toda parte e na mesma proporção as opções de diversão noturna. 

Basicamente fica tudo ali nos arredores da Plaza de Armas e durante a noite você é constantemente abordado por promoters distribuindo pulseiras de acesso liberado. A partir da meia noite os locais já estão cheios, porém, muitos hostels fazem festas (como o nosso: Loki Hostel) e o pessoal só parte para as baladas depois delas.

Pelo o menos no inverno o frio é muito hard, então use taxi para ir e voltar para casa. Na porta das baladas é super fácil pegar um deles (que são bem baratinhos). 

Os preços da balada são bem tranquilos. No hostel um carinha havia me dito que a entrada para brasileiros era free (para homens e mulheres), não posso dizer que em todas são assim, mas realmente nas que fomos deu certo. Dica: na entrada fale português bem alto ou simplesmente diga logo que é do Brasil. 

A balada em Cusco é muito engraça porque é bem animada (e lotada) mas não dá para se jogar muito na pista de dança porque senão rola um afogamento básico. A falta de oxigênio afeta diretamente a performance na night. Movimentos leves sempre serão a melhor opção.

Se você for numa época de calor, tente descobrir festas ao ar livre que na minha opinião devem ser mais suportáveis do que em lugares fechados (é permitido fumar na balada). 


Mama África Club (Portal de Panes, 109, 3° andar, Plaza de Armas)

Mama Africa Club
Essa talvez seja a baladinha mais citada sobre Cusco e está facilmente localizada na Plaza de Armas. Basta chegar na entrada, dizer que é brasileiro e subir sem pagar nada. Lá dentro não é muito grande e fica completamente abarrotado (não tem ar condicionado e é permitido fumar). A música varia entre coisas atuais e coisas muito velhas mas que fizeram sucesso e animam o pessoal. Rolam momentos nostalgia engraçados. A cerveja é dose dupla até as 23h. Foi bem divertido mas não deu para suportar muito o cigarro num local tão fechado e quente (lá fora faltava nevar, e lá dentro muito calor). Rola uma chapelaria para guardar casacos por 1 sole. Não ficamos até altas horas da madruga mas foi divertido enquanto durou. 


Mushroom Lounge Bar (Portal de Panes, 109, 2° andar, Plaza de Armas)

Mushroom Lounge Bar

O nome pode até assustar mas o Mushroom é muito legal e gostoso. Ele está no andar logo abaixo do Mama Africa e a mudança de ambiente é muito radical. Aqui é muito mais confortável e agradável. É um lugar mais para sentar e conversar, jogar uma sinuca e curtir o DJ. A vista é linda para a Praça de Armas e fica cheio de gente jovem e de toda parte do mundo. Também não custou nada para entrar. Eu curti. 


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Cusco, no Peru



Subimos até Cusco! Primeira informação: é alto! Cusco está alto pra caramba, são 3.400 metros acima do nível do mar. E isso faz toda a diferença. Então é bom ir se preparando para o mal da altitude (ou soroche). Geralmente as pessoas sentem os sintomas de dor de cabeça, tontura, vômito e falta de ar. A maior dica é fazer como nós a adaptação à altitude (leia aqui) ou então separar uns dois dias a mais no roteiro para ficar deitado na cama parado até fazer uma adaptação mínima e conseguir ao menos sair do hotel. É impressionante qualquer esforcinho (tipo levantar o mochilão do chão) dá uma taquicardia louca, era como se tivéssemos corrido uma maratona ao subir dois degraus de escada. Tenso. 

Para ajudar nessa tarefa masque folhas ou tome o chá da coca, compre comprimidos para soroche ou vá até seus limites e compre um balão de oxigênio portátil (como eu fiz e me diverti a beça). Dá comprar tudo na farmácia.  

Voltando à cidade...é linda. O caminho até lá de ônibus também é incrível. Cusco foi a capital do império Inca e está numa região conhecida como Vale Sagrado onde estão várias cidades que foram habitadas também pelos Incas (e que hoje são destinos de passeios turísticos em suas ruínas). 

As vistas são incríveis, principalmente da Plaza de Armas (a principal). As ruas são bem limpinhas e completamente seguras (meio que não existe esse lance de batedores de carteira ou trombadinhas/mendigos nas ruas). 

Nos hospedamos no Loki Cusco Hostel depois de pequisas que sempre falavam muito bem dele e das suas festas/agitação. Apesar dele ficar a uns 10 minutos da Plaza de Armas (e de estar numa ladeira básica), realmente, é bem legal. Super animado, com pessoas bacanas, quartos e camas bons, preços justos e banheiros limpinhos. Super indico. 

Fomos no início do inverno e pegamos um frio maluco em Cusco, acho que essa história da altitude ainda piora a sensação do frio. A dica para sair anoite é ficar por conta dos  milhões de taxis existentes, a corrida dava uns 4 soles do hostel até a Plaza de Armas. Era muito barato e ainda nos poupava da friaca. Não economize nas blusas de frio.

A dica de Cusco é se perder pelas ruas, conhecer as praças e os mercados de artesanato. Fizemos nossas compras no Centro Artesanal de Cusco no final da Av. El Sol. Os preços eram ótimos, não estava lotado e os vendedores sempre cediam às nossas barganhas. Também na Av. El Sol não deixe de ir na La Valeriana Cake Shop, uma cafeteria muito charmosa e agradável.

Fechamos o passeio para o Vale Sagrado numa das várias agências de turismo que estão ali nos arredores da Plaza de Armas. A Núbia fez um curso de culinária de comida peruana numa manhã, fica essa dica. O melhor câmbio foi encontrado também na Plaza de Armas (ou na Av. El Sol) e ali ao lado da Catedral de Cusco está nosso restaurante favorito, o Papachos, que é um espetáculo (de decoração e sabor). Não deixe de ir, please!

Para quem é mais radical ainda rola de pular no maior bungee jump da América do Sul. Pelo que li o visual é incrível (e muita gente no hostel já tinha feito). 

Dicas de balada (que ferve) em Cusco aqui.
Leia mais sobre o Peru aqui. 


Cusco - Peru          Viagem: maio (2015)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Nazca, no Peru



A cidade de Nazca fica próxima de Ica (fizemos o trajeto de ônibus em cerca de duas horas) e é uma boa opção de parada para quem curte coisas com origem misteriosa, obscura e inexplicável. A maior atração são as famosas Linhas de Nazca, apesar de eu ter achado a cidade também um charme. 

Não ficamos nenhuma noite por lá, chegamos de tarde na rodoviária da Cruz del Sur e nos sentimos verdadeiras celebridades. Tinha uma multidão de pessoas vendendo passeios e sobrevoos pelas linhas, o que acabou sendo um pouco estressante pois os voos tem um horário limite para acontecerem (se não me engano, até às 18h) e chegamos muito perto desse deadline. O resultado foi que não tivemos muita chance de ficar pesquisando entre todas as companhias com a calma pretendida. 

Enfim, o lance é pegar um táxi até o aeroporto de minimotores que fazem os tais passeios. Lá no saguão estão todas as cias aéreas. Todas tem um bom padrão de qualidade e o passeio é levado muito a sério. 

Existem algumas opções de pacotes que variam de acordo com o número de desenhos a serem vistos e o tamanho da aeronave. Algumas comportam tipo umas onze ou doze pessoas, são mais baratas, porém, nem todos os passageiros tem a garantia de ficar nas janelas. Além disso, esses aviões só decolam quando têm suas capacidades completas. O legal é que o piloto passa por cada uma das figuras para que os dois lados do avião consigam vê-los. Eu fiquei bem empolgada por ser a minha primeira vez em um avião tão pequeno.

É possível pagar no cartão de crédito, mas eles cobram uma pequena porcentagem para cobrir os custos do cartão. Nosso passeio custou cem dólares: um avião só com a gente (todos na janela) e os dois pilotos para ver 12 desenhos.

Pessoas com mais de 100kg infelizmente não podem fazer o sobrevoo (pelo o menos no avião de 8 pessoas). Leve bastante saquinhos para vômito e tente não encarar o passeio de barriga cheia. Até eu que me considero forte e sou especialista nos brinquedos padrão Disney/Bush Gardens senti que o voo é bem hard, principalmente nas curvas. Mas vale a pena e é super sobrevivível, até para Núbia que só aguentou os primeiros 3 ou 4 desenhos. De qualquer forma, pense bem se vai ser uma boa ideia para você.  

É uma loucura passar por cima das linhas de Nazca muito porque realmente não existe uma definição de quem as fez, como fez e para qual objetivo. Várias teorias tentam explicar essas questões, algumas se apoiam sobre a adoração do povo Nazca à natureza e aos seus deuses, outras entram na vertente alienígena, mas nada foi comprovado cientificamente. No caminho, ainda no ônibus, é interessante já ir prestando atenção no solo daquela região, é uma espécie de pedra e rochas (e não areia como às vezes aparenta ser) que conservam as marcações. Outra coisa louca é saber que os desenhos foram feitos num traço único, ou seja, é como se não tirássemos o lápis do papel. É bem lindo e mais do que interessante. 

No fim de tudo aproveite para jantar ali nos arredores da Plaza de Armas (a principal), a comida estava bem gostosa e num preço bom. Dali seguimos para a rodoviária para seguirmos rumo a Cusco em um trajeto de 14 horas. 


Nazca - Peru        Viagem: maio (2015)

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ica - Haucachina, no Peru


Já pensou em se hospedar num oásis? Pois é, eu também não...mas quando vi essa possibilidade fiquei mais animada do que no dia em que conheci o Homem-aranha no parque da Universal em Orlando

Descobri essa belezura de lugar no Peru para acabar de vez como aquela noção inocente de achar que ele se resume a Macchu Picchu. Embarquei nessa viagem mil vezes mais animada com Haucachina, só para se ter noção. 

Para chegar em Haucachina basta chegar até a cidade de Ica que fica a umas quatros horas de ônibus de Lima. Chegando na estação de ônibus em Ica (paraiso dos tuc-tuc) é só pegar um táxi até o oásis - vai te custar cerca de 10 soles. 

Como se pode ver na foto, não é muito grande, porém está cheio de restaurantes/bares e hotéis bem atrativos. Ficamos nesse hotel cuja piscina está centralizada na borda inferior da imagem. É a Hosteria Suiza que eu indico com o maior carinho possível. Quem estiver com mais grana pode ficar no hotel mais caro de todos, o El Huacachinero. Nesse mesmo hotel, independentemente de ser hóspede ou não, é muito interessante a ideia de aproveitar o restaurante. Vá para o jantar, assim como nós fizemos. O hostel que mais bombava era o Bananas Adventures Hostel que era meio alternativo. Almoçamos um dia por lá e gostamos muito do clima e da comida. 

Em cinco minutos dá para conhecer tudo. Como eu disse, tem muitas opções para comer e beber uma biritinha - não deixe de passar pelo bar Huafuckingchina para beber o drink "Sex on the desert" (aproveite para jantar). É um lugar muito gostoso, tem muitos jovens e casais apaixonados perto da lagoa central. Além disso, ainda é possível fazer compras em uma micro feirinha de artesanatos. Não posso deixar de citar que o maior arraso está em subir em alguma das dunas para ver o pôr-do-sol e ter uma vista incrível de tudo.

Entre as atividades mais realizadas está o passeio pelas Ilhas Ballestas (as lanchas saem da cidade de Paracas) que dura o turno da manhã, e o passeio pelas dunas do deserto para praticar o sandboard (misto de Floripa e Natal numa proporção muito maior e divertida). É possível fechar todos eles nas agências que também estão no oásis, super fácil e tranquilo. 

Não senti desconforto com o vento (nem parecia que estávamos num deserto com dunas e quilos de areia), não sentimos nenhum ataque de insetos e durante a noite não fazia frio, resumindo, era perfeito.

Há uma vibe muito bacana naqueles arredores e você fica se perguntando se tudo o que está vivendo e presenciando é verdade. Com  certeza essa foi uma das experiências mais incríveis (e despretensiosas) da minha vida. 

De lá seguimos viagem até Nazca.


Huacachina - Peru          Viagem: 2015 (maio)

terça-feira, 2 de junho de 2015

Lima, no Peru



Eu acho que as pessoas cometem uma maldade imensa quando planejam uma viagem ao Peru e usam Lima só como ponto de conexão de voo (como em Cusco não tem aeroporto internacional, muitos precisam passar pela capital). E a maldade começa quando a gente sabe que o Peru foi rankeado em primeiro lugar como melhor destino turístico de gastronomia no mundo. 

Sem querer ser a defensora dos oprimidos (mas já sendo), vale a pena gastar uns dois ou três dias em Lima para ir entrando no esquema. Não precisa ficar muito mas tem um monte de coisa legal que dá para aproveitar.

Nos hospedamos na famosa rede Che Lagarto Hostels e pagamos muito barato nas diárias. Pegamos no aeroporto um transfer até Miraflores um dos melhores bairros para hospedagem (outro muito bom é o Barranco), ambos estão na encosta, virados para as águas do Pacífico. O trânsito é meio sem lei mas funciona. 

Assim que chegamos no hotel pegamos a Av. Larco em direção ao mar. Lá na ponta da avenida estava o Larcomar, um shopping a céu aberto delicinha que tem várias lojas super famosas e restaurantes mais gostosos ainda. Aproveitamos para tirar fotos, fazer um pouco do câmbio a R$ 1,11 (o melhor câmbio se faz em Cusco a R$ 1,03) e almoçar no buffet do restaurante Mangos. O legal do buffet é que se come à vontade todo tipo de comida e assim é possível experimentar as comidas típicas e saber o que agrada ou não. Custou 65 soles sem as bebidas. Tome várias cervejas Cusqueña e os Piscos de vários sabores. 

Seguimos caminhando pela costa em direção ao Parque del Amor, onde tem uma escultura de um casalzinho se beijando e uns banquinhos no estilo do Parque Güel em Barcelona. Seguimos em frente e chegamos no parque em que estão os famosos Parapentes. Inclusive o visual disso tudo é muito bacana já que o céu fica repleto de parapentes e vários pássaros bonitinhos. Não tínhamos planejado o pulo mas foi meio que inevitável, e perder essa oportunidade não era uma opção. Pulamos sem pensar direito e não nos arrependemos de forma alguma (custou por volta dos 220 soles). Em Lima é bem legal fazer o pulo pois não é necessário subir em nenhuma montanha ou ponto alto para isso. A costa da praia limeira é bem alta, no estilo precipício, e favorece os pulos de parques simples assim como esse que foi eleito para tal fim. Isso é bom porque acaba nos convencendo despretensiosamente a pular...dá super certo essa estratégia de marketing.

Estávamos querendo ir no mercado de artesanias em Miraflores mas fomos convencidos por um guarda do museu de que não era o melhor negócio em termos de preço já que estávamos indo para Cusco. Também carregar durante toda viagem objetos quebráveis não era a melhor ideia do mundo.

Conhecemos o Parque Central de Miraflores que ficava pertinho do hostel e depois pegamos um taxi até a Plaza de Armas no centro histórico (não tem taxímetro, os preços são negociáveis - e não são caros, vale super a pena). Estava acontecendo a cerimônia da troca da guarda do Palácio do Governo e por ali também estava a Catedral de Lima. A algumas quadras estava o Museu da Inquisição de Lima que faz visitas guiadas e de graça. Achei interessante, rápido e um pouco eufêmico mas valeu a ida. Depois voltamos para Praça de Armas e pegamos a Passage de Santa Rosa, uma ruazinha ligada à praça e que é repleta de restaurantes bons para almoçar.

Dali pegamos uma táxi até o Museu de Antropologia, Arqueologia e História do Peru que fica no bairro de Pueblo Libre. Esse é bem bacana porque mostra das civilizações antigas até as características naturais e climáticas do país. Anoite fomos para o Barranco, mais especificamente, conhecer a Ponte dos Suspiros. Toda essa região é sensacional pela boemia. Ela está lotada de restaurantes, bares e boates. A comida estava deliciosa no restaurante Javier. Nossa intenção era conhecer a balada Ayshuasc (8 ambientes) que infelizmente não abriu domingo.

Não deixe de ir anoite no Parque de la Reserva onde acontece o Circuito Magico del Agua. Um show padrão Disney de fontes, músicas e projeções. Aliás, nesse parque os atrativos são as fontes, são todas bem diferentes umas das outras e cada uma delas provoca algum tipo de interação com o público, tipo passar por baixo ou até se molhar no meio da sua performance. Ele é o maior conjunto de fontes num parque público do mundo. Bem legal.

A dica é levar a carteirinha de estudante e tentar desconto de entrada em todos os lugares que forem pagos. Às vezes a gente dá essa sorte. Sempre barganhe os preços porque em 100% das vezes ele caiu. Experimente o suspiro limenho (sobremesa), a Cusqueña (cerveja), a chicha morada (bebida de milho), o choclo cozido (milho), o café americano (diluído em água), o cevicche andino (com frutas), o ají de gallina, o lomo saltado e o pollo saltado. Não deixe de tomar os sucos de manga, abacaxi e o misto (com todas as frutas da época), a inka cola (refrigerante), a chifa (mistura de comida chinesa com peruana), os piscos com sabores variados (tipo a nossa caipirosca), o cuy (porquinho da índia assado - não comemos porque são bonitinhos demais para o nosso estômago), e algum sanduíche no fast food local Bembos.

Depois dessa brincadeira, fomos para estação rodoviária da Costa Sur para seguirmos viagem   até a cidade de Ica para chegarmos ao maravilhoso oásis de Huacachina.

Dicas de balada em lima aqui.


Lima - Peru          Viagem: 2015 (maio)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Viajando de ônibus no Peru


Pode parecer um programa de índio (e meio que é) mas incluir trajetos de ônibus no seu roteiro é a única solução disponível para conhecer o Peru de verdade. A não ser que você encare numa boa pedir carona na estrada...

Não tem opções de trens e nem de aéreo em alguns dos trechos que mais agradaram a todos em nossa viagem. Então o jeito é respirar fundo e entrar nessa onda. Mas não se preocupe, pois as notícias são boas. 

Pesquisamos muito se era seguro e confiável zanzar o Peru adentro pelas estradas (pelo o menos no Brasil não é muito legal porque além de desconfortável, pode ser perigoso). Acho que em razão de não disponibilizarem outras alternativas, investiram bastante nas estradas (são todas com pedágio e muito bem cuidadas) e nas companhias de transporte. Há uma boa estrutura de ônibus e rodoviárias. 

O desafio do roteiro do Peru é realizar os trechos viários. Fizemos três trechos nos ônibus da Cruz del Sur (compramos tudo com antecedência pelo site) numa escala variável de dificuldade:  Lima - Ica (4 horas), Ica - Nazca (2 horas) e Nazca - Cusco (14 horas).

De longe, nosso medo estava centrado no trecho de 14 horas. Para facilitar o entendimento, vou me debruçar sobre as principais perguntas sobre a odisseia:

1. Para embarcar é só imprimir o comprovante no site? 
Resposta: Não, troque todos os comprovantes pelas passagens em qualquer rodoviária ou loja da Cruz del Sur. 
2. A estrada é perigosa?
Resposta: Não, não era. Não tivemos nenhum momento de insegurança por assaltos e nem por má qualidade de asfalto (como eu disse, todas as estradas por que passamos estavam sob a administração privada). 
3. Ficar tanto tempo num ônibus nos mata de tédio e desconforto? 
Resposta: Pegamos a "primeira classe" do ônibus que amenizou o desconforto (a dica é pegar as poltronas da frente para fugir um pouco do barulho do motor) e, além disso, foi uma corrida noturna que facilitou bastante a passagem do tempo. 
4. O ônibus vai atrasar meu roteiro?
Resposta: Errado. Todos os ônibus tanto zarparam quando chegaram no horário marcado. Eram extremamente pontuais. 
5. O ônibus faz muitas paradas? 
Resposta: Não. Não fez nenhuminha para traumatizar a gente com um provável banheiro de rodoviária digno de interior do país. 
6. Servem uma comida gostosa?
Resposta: Gostosa é uma qualidade muito relativa. Mas para quem tá com fome e não comprou suprimentos no mercado dá pra encarar. 
7. Posso enjoar nessa viagem?
Resposta: Pode sim. Na viagem até Cusco (que é subindo a serra) dois fatores vão atuar diretamente nesse quesito: 1- a estrada é muito cheia de curvas e 2- quanto mais alto, mais a gente vai sentindo os efeitos da falta de oxigênio. Tome um Dramin velho e bom de guerra que ficará tudo na paz. 


PULO do GATO
Sem dúvidas nossa maior sacada foi ir até Cusco nesse trajeto de 14 horas. Dessa maneira, fomos lentamente fazendo a adaptação aos 3.400 metros de altitude em que Cusco se encontra. Foi muito importante para qualidade da viagem já que realmente o "soroche" ou "mal da altitude" faz muitas vitimas desavisadas. Nos livramos de lidar com vários dos efeitos comuns como a tontura, dor de cabeça, vômito e etc. Tivemos apenas que lidar com a falta de oxigênio que não tinha como remediar (só comprando as cápsulas de oxigênio em aerosol como eu fiz ou mascando/tomando o chá da coca). Fica a dica de ouro!

Leia mais sobre o Peru aqui.
Leia sobre Lima aqui
Leia sobre Ica - Hauachina aqui
Leia sobre Nazca aqui.



sexta-feira, 29 de maio de 2015

Peru Encantado (e encantador)



Você precisa tirar férias e vários fatores econômicos interferem nessa decisão: a alta do dólar, a alta do euro e o fato de não receber como um funcionário do Google. Você tem pessoas interessantes como companhias de viagem e 13 dias válidos de férias no trabalho. A decisão tem que ser tomada!

As melhores opções para tempos de moedas super estimadas são as viagens para a América do Sul, sim, para nossa vizinhança que conhecemos tão pouco. Decidimos pelo Peru. Mas um outro Peru, não aquele das agências de viagem ou das fotos nas revistas. 

Focamos no roteiro, afinal o que o Peru tinha a nos oferecer (duplo sentido mode off)? Tinha muita, mas, muita coisa. Um país tão próximo e com diversidades tão grandes quanto as nossas. Descobrimos antes de ir um país que podia nos oferecer experiências completamente inesperadas como poder saltar de parapente sob as águas do oceano Pacífico (Lima), ir de lancha até ilhas que são conhecidas como "mini Galápagos" (Islas Ballestas), nos hospedarmos num oásis perdido no meio de uma faixa desértica que está bem próxima do mar (Huacachina), praticar sandboard nas dunas desse deserto (Huacachina), realizar um sobrevoo sobre as misteriosas Linhas de Nazca, testemunhar o cume nevado de algumas montanhas da Cordilheira dos Andes (Vale Sagrado), subir até a capital do império Inca que está a 3.400 mil metros acima do nível do mar (Cusco), pular no bungee jump mais alto das américas (Cusco), visitar uma população que vive sobre ilhas flutuantes em um rio (Uros) e descobrir a cidade perdida em cima de uma montanha que é o principal ícone do país. 

E sabe qual o mais gostoso? Atestar que o Peru não se resume a Macchu Picchu, e que os outros atrativos funcionam como peças de um quebra-cabeça em que o resultado final é aquela sensação prazerosa que o turismo nos proporciona: de amor, de gratidão e auto conhecimento. 

Pois bem, em dados práticos viaje para o Peru porque: 

1 - a moeda local (Nuevo Soles) tem uma cotação bem próxima ao Real;
3 - as pessoas são extremamente apaixonantes e amáveis;
4 - é muito seguro (herdaram várias ideologias Incas sobre segurança, trabalho e honestidade);
5 - o artesanato é belíssimo, de muita qualidade e super barato;
6 - o espanhol é super fácil de entender e "falar";
7 - a cerveja, o pisco, a Inka Cola e os sucos de frutas são uma delícia;
8 - é destino de muita gente jovem e de todas as partes do mundo;
9 - é bem pertinho do Brasil;
10 - a cultura é riquíssima e as paisagens também são extremamente diversas (encontra-se deserto, Oceano Pacífico, Cordilheira dos Andes, Floresta Amazônica, Ruínas Incas, etc).

Nosso roteiro (cheio de desafios) ficou assim: Brasília - Lima - Ica - Hauacachina - Nazca - Cusco - Águas Calientes - Cusco - Brasília. Se você tiver mais dias dá para acrescentar: Arequipa e Puno tranquilamente.



Já tenho um novo país preferido na América do Sul e lembranças boas o bastante para estar aqui tentando convencer as pessoas de que viajar ao Peru é uma das melhores decisões da vida.

Leia sobre como viajar de ônibus pelo Peru aqui. 
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Leia mais sobre Nazca aqui.
Leia mais sobre Cusco aqui.
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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Balada em San Andres, na Colômbia

San Andres além de ser um arraso durante o dia, é muito bacana também durante a noite. Aliás, o que dizer de uma ilha que tem uma dança típica que todos que visitam aprendem de alguma forma: o ragga?

Nós fomos e voltamos da balada andando mesmo apesar de o Hostel El Viajero não ficar no setor de hotéis da praia de Spratt Bay. Era coisa de sete minutos apenas. Achei mega seguro. 

Fizemos o esquenta do bar do hostel que antes fez umas aulas de dança e depois deixou um DJ tocar. Foi bom para aumentar o network com o pessoal do hostel e já combinar a balada da noite. 

Coco Loco Disco Club (Av. Colombia - Zona Rosa)



Acho que o que mais bombava era o Coco Loco, pagava-se baratinho para entrar. Estava lotado e tocava todas as músicas da modinha na Colômbia, aqueles ritmos típicos como a salsa, cumbia, rumbia, reggatone e etc. O Coco Loco é super grande e o pessoal se jogou muito na dança, inclusive com uns passos muito loucos que eu não tinha visto em nenhuma outra balada colombiana. O pessoal do litoral sempre tem um molejo mais quente. Foi massa demais, aprendemos bastante a requebrar porque sempre tinha alguém nos tirando para dançar.




Leia também: 

Bogotá, na Colômbia
Cayo Bolivar, na Colômbia



San Andres, na Colômbia



Fechamos com chave de ouro nossa super viagem na paradisíaca ilha de San Andres que pela foto já mostra de que tipo de mar estamos tratando. Esse mar é conhecido como "o mar das sete cores" porque consegue fazer um degradê surreal de 7 tonalidades de azul - e é a mais pura verdade. 

Amei San Andres antes de embarcar de férias porque ela tinha tudo que na minha opinião é perfeito: águas quentinhas + paisagens caribenhas paradisíacas + bom custo benefício + cotação favorável + pouca invasão de turistas + tamanho ideal para exploração + tax free em toda ilha. Comprei uma GoPro só para essa viagem!

Nos hospedamos no El Viajero Hostel San Andres e gostei bastante. O quarto era ótimo (com ar condicionado, mas chuveiro frio) e tinham várias atividades com o pessoal que estava hospedado, como aulas de salsa e de uma dancinha típica da ilha,  o ragga (que é sensacional). Como não amar uma ilha que tem até um baile típico? Todos dançam, e até você vai também. 

Dica: compre seu próprio equipamento de snorkel (máscara e canudo), uma câmera que tire fotos embaixo da água e sapatos próprios para entrar no mar. 

Chegamos no fim da tarde e fomos andar a pé pelo calçadão da praia de Spratt Bay. Ali nos arredores tem várias ruas de lojas (compre sapatos para praia, eu mesma já aproveitei para comprar meus pés de pato), era como estar num duty free a céu aberto. No dia seguinte alugamos um carrinho de golf (solicitamos no próprio hostel) e fomos contornar toda a ilha o que foi uma experiência e tanto. Compre comida e água no super mercado porque o dia vai ser intenso. 

É super fácil de andar e a cada momento somos surpreendidas por vistas maravilhosas e por atrações que são bem baratinhas. Paramos em La Piscinita que é um bar que proporciona o mergulho com snorkel. A entrada é por um preço simbólico e ainda te dão pães para atrair os peixinhos. Tinha um cara que trabalhava lá e nos ajudou bastante na parte no mergulho, inclusive nos levou para um passeio mais afastado que deu para ver um fundo do mar espetacular. 

 

Seguimos viagem e a próxima parada foi no West View, outro restaurante (que ninguém ligava para comida) que dava acesso ao mar para snorkel e, além disso, tinha um trampolim e toboágua bem interessantes e que atraiu todas as atenções das pessoas. O ingresso de entrada também era bem baratinho. 

No final da tarde chegamos em Rocky Cay, uma ilhota a poucos metros da praia que tem um navio encalhado. O legal disso tudo é que dá pra ir andando da praia até Rocky Cay e a água não passa dos ombros. Eu achei o máximo ir andando mar adentro. Não esquece de levar os sapatos de praia para subir nela e tirar fotos. 

Decidimos não fazer o passeio até Johnny Cay, outra ilha próxima da praia mas que envolve cias de turismo com lanchas/barcos, porque seu maior atrativo é fazer o snorkel. Como já tínhamos feito bastante esse tipo de mergulho, não queríamos perder tempo e dinheiro nesse passeio. Ele também é programa básico de turistas e ficava sempre cheio - o que para o snorkelling é péssimo. 

Sendo assim, fechamos o passeio até e ilha Cayo Bolivar, a melhor escolha que já fizemos na vida. Veja o relato aqui. 

No centro os restaurantes eram ótimos e a noite também achei bem animada. Balada em San Andres aqui. 


San Andres - Colômbia       Viagem: 2014 (setembro)


Balada em Cartagena de Índias, na Colômbia

Cartagena é o máximo porque, apesar de ser uma cidade pequena (pelo o menos eu achei) e mais histórica, ela tem uma noite super animada - não é atoa que tem o apelido de "cidade bailarina".

Confesso que fomos e voltamos andando das baladas (sentimos muita segurança em andar pelas ruas até durante a noite). Os preços são dignos e são várias as opções de boates e bares  - fora da cidade amuralhada, além das músicas que são de contagiar até quem não sabe dançar.

Achei muito legal o gosto e orgulho das pessoas pelas músicas colombianas (as salsas, rumbias, cumbias, reggatones, merengues, etc). Em todas as festas todas as músicas que estavam em alta naquela época eram tocadas e o pessoal dançava (e cantava) muito. Quando entrava um DJ com alguma música eletrônica mais internacional era nítido o esvaziamento das pistas de dança. Eu achei isso o máximo, além de ter gostado muito das músicas nacionais. Eram muito divertidas e não tinha como ficar parado.


Cafe del Mar (Baluarte de Santo Domingo, centro histórico)
https://www.facebook.com/cafedelmarcartagena


Esse é o melhor ponto para curtir o pôr do sol (tal como o Cafe del Mar de Ibiza). è uma lugar super bem decorado e de bom gosto. Dá um pessoal mais selecionado até porque os preços não são dos mais acessíveis, mas ainda assim vale cada momento e bebidinha. Tem uns drinks muito legais e o que mais combina com essa brincadeira é o Coco Loco (eu fiquei meio bêbada só com uma marguerita). Quando a noite cai, rola uma música mais eletrônica com DJs, além de ficar super lotado. Parada obrigatória.

Mister Babila (Avenida del Arsenal # 8b-137)
http://www.misterbabilla.com/

Mister Babila

Esse foi um dos lugares mais legais que já fui na minha vida. Você não dá nada pela fechada do lugar mas quando entra se depara com um puta estabelecimento com muitos ambientes para jantar, beber e dançar. As decorações são muito legais e cabe muita gente (à propósito, fica lotado). A música é muito boa, variando entre todos os ritmos colombianos e alguma coisa de música internacional (diga-se de passagem que o pessoal nem gosta muito e esvazia a pista). Tem música ao vivo e DJs. Eu achei o máximo, vale demais a pena!

Chiva 

Chiva

A primeira dica para turistas é fazer o passeio das Chivas que são ônibus escolares totalmente gourmetizados com o tema "Colômbia". Ele faz um tour pela cidade mais moderna com uma música típica super alta tocando, além de ser open bar. Eles fazem umas paradas para aulas de dança e é bem engraçado e divertido. É tipo o tour da zueira alcoólica (eles até dão uns salgadinhos de aperitivos). Ao final ele ainda dáo o direito de entrada de todos numa baladinha que recebe toda galera que estava fazendo alguma Chiva naquela noite. Reservamos nossa Chiva no próprio hostel e o ponto de encontro foi na Torre do Relógio. Vale a experiência.


Babar (Centro, Plaza de Santa Teresa Esquina)
https://www.facebook.com/pages/Babar/159603300746458

Babar

Esse club foi o destino final do passeio de Chiva. Eu gostei porque era bem animado e um ótimo lugar para dançar as salsas da vida. Lá deu para escutar todas as músicas que eram modinha na época. Achei o lugar digno, apesar de pequeno e tá lotado de pessoas (turistas) que eram provenientes de todas as Chivas daquela noite. Eu senti que é um típico tipo de bar que muda de nome frequentemente, mas não tem erro, está na rua do Mister Babila.



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Bogotá, na Colômbia
Cayo Bolivar, na Colômbia

Cartagena de Índias, na Colômbia



Chegar em Cartagena para mim foi um momento único porque desde quando li "O amor nos tempos do cólera" desenvolvi uma vontade muito grande visitar essa cidade. A chegada é bem pontuada pelo calor e umidade que não se encontra nem em Medellín e Bogotá

Posso dizer que Cartagena se divide entre a parte antiga (Cidade Amurallada) e a mais nova com os prédios e shoppings. Ambos me pareceram ótimas opções de hospedagem, mas confesso que amei ter ficado na cidade antiga (ficamos no El Viajero Hostel Cartagena). Cartagena, apesar do calor exagerado, tem um clima delicioso nas suas ruas...o legal é sair andando sem rumo mesmo. Depois suba no muro que rodeia a cidade velha e faça o trajeto que tem umas vistas legais da cidade e oferece uma linda paisagem do mar (o pôr do sol é lindíssimo e rende excelentes fotos). Um dos melhores pontos é com certeza o Cafe del Mar, um barzinho/lounge em cima da muralha, que reúne uma quantidade grande de pessoas que chegam no fim da tarde e ficam para a festa com música e agito que rola madrugada adentro. 

A ideia central é escolher e sentar nos vários restaurantes e barzinhos que estão a cada esquina, a dica é comer uma pizza na Pizza en el Parque que é sensacional. Não deixe de experimentar o refrigerante Kola Roman. Pelas ruas também dá pra comprar vários artesanatos e as bolsas típicas colombianas. Não deixe de fazer o passeio noturno na Chiva. Muita gente faz um bate e volta até Barranquilla, mas como não nos interessamos pela cidade, não fizemos. 

A praça principal da cidade amurallada é a Plaza de la Paz, nos seus arredores estão alguns restaurantes como o Hard Rock Cafe, a Torre do Relógio,  casas de câmbio com um ótimo preço e o Portal de los Dulces onde pode-se comprar vários doces e comidas típicas. Depois seguimos pela Plaza de la Aduana até chegar na Iglesia de San Pedro. Seguimos caminhando sem planos, e conhecemos a Plaza Santo Domingo (uma das mais bonitinhas para sentar e comer). Passamos, ainda, pela Catedral Metropolitana de Santa Catalina de Alejandria. Fora da muralha visitamos o Monumento Índia Catalina e pegamos um ônibus até a parte mais nova de Cartagena.

A orla (Carrera 1) é bem movimentada com vários hotéis e restaurantes, assim como a rua de trás (San Martin) que é repleta de lojas. Visitamos o shopping NAO e depois almoçamos no Mall Plaza El Castillo que ficava ao lado do Castillo de San Felipe de Barajas, uma fortaleza construída pelos espanhóis para se defenderem dos piratas do Caribe. A vista panorâmica é legal, dá pra entrar em algumas passagens e túneis meio sinistros (na total escuridão) mas não tem tantas coisas a se fazer. 

As praias da cidade não são tão bonitas (e nem cheias) então o passeio que rola é pegar uma excursão até Playa Blanca. Você pode fechar o passeio no hostel ou no próprio porto de Cartagena (dá pra ir a pé). A maioria dos passeios inclui uma parada em Islas Rosário para fazer snorkelling e uma visita ao Oceanário, além de ter o almoço incluído. A saída é bem cedo, porém, a organização do porto com as companhias de turismo é bem zoneada e acabamos saindo bem tarde, tipo umas 10h. Esse pistop em Islas Rosário, particularmente, não foi do nosso agrado porque não queríamos fazer o snorkel e muito menos visitar o oceanário, queríamos ir logo para Playa Blanca e curtir sua paradisíaquicidade até porque o calor era muito grande. Infelizmente tivemos que esperar um bom tempo por lá porque algumas das pessoas da nossa escuna foram fazer as atividades (achamos horrível ter que ficar por conta e perdendo tempo na praia além de morrer de fome. Vendiam umas coisas meio sem higiene num espaço mínimo onde as pessoas que, como nós, tinham que ficar esperando). Chegamos em Playa Blanca praticamente na hora do almoço (chegamos no porto às 8h). Nossa experiencia com o almoço não foi das melhores e na praia não tinha praticamente nenhuma opção de restaurante, ou seja, passamos um pouco de fome. Leve bastante comida, essa é a dica. Também não curtimos tanto assim a praia, talvez seja pelo ponto em que fomos deixadas ou por ser domingo e a praia estar repleta de gente. Também não gostamos da insistência dos vendedores ambulantes e das massagistas. 

Tenho que dizer que o caminho foi ótimo porque o mar tinha umas variações de cores muito lindas e a água da praia também era uma delícia de quentinha. Se puder, tente achar um passeio mais exclusivo e mais maleável de acordo com as suas preferências. 

Gostei muito de Cartagena e apesar do calor voltaria com certeza. É uma cidade com um clima maravilhoso, de ruas lindas e uma boite bem divertida (não é atoa que é chamada de "cidade bailarina"). 



Cartagena de Indías - Colômbia         Viagem: 2014 (setembro)



Cayo Bolivar, na Colômbia

Um dos passeios mais fantásticos que já pude fazer numa viagem, sem sombra de dúvidas, foi em San Andres na Colômbia . O passeio maravilhos...