terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Atenas, na Grécia



Atenas é uma cidade agradável e reúne ruínas monumentais do berço da civilização em bom estado, ótima comida, muitos restaurantes, alguns dos melhores museus do mundo, bom transporte público, e preços justos na maioria dos locais. 

É uma típica cidade grande mas com detalhes muito especiais assim como Roma. A história está o tempo todo saltando aos nossos olhos.

Assim que chegamos no porto, contratamos o serviço de motorista para nos levar o dia todo pelos principais pontos de interesse. 

O primeiro local foi a Acrópole (ir de tênis e roupas confortáveis). Ela é, como o nome diz, uma “cidade alta”, construída por volta de 450 a.C. no ponto mais alto de Atenas (150 m acima do nível do mar e serviu originalmente como proteção contra invasores e depois como sede administrativa, civil e religiosa). A Acrópole de Atenas abriga o Erecteion, o Proprileu, o Templo de Athena Nike e, é claro, o Pathernon. Ao seu lado está o Museu da Acróple para quem tiver mais tempo e interesse. 

Como chegamos bem cedo na cidade, não tivemos problemas de fila para entrar na Acrópole, em consequência, as fotos ficaram lindas. Tente madrugar que vale a pena!

Depois da Acrópole, o almoço foi feito no bairro vizinho de Plaka. Essa é a área mais antiga da capital grega, é o centro de Atenas desde a Antiguidade e exibe construções desde o século 2 a.C. O bacana é caminhar pelas ruas de comércio “Adrianou” e “Ermou”. 

Dá pra comprar muita coisa legal da mitologia grega em cerâmica, porcelana, etc. A dica é comprar o azeite de oliva grego, considerado o azeite mais saudável do mundo.

Depois seguimos para o Estádio Panatenaico, construído em 566 a.C. e reconstruído em 329 a.C., local aonde foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna em Atenas, em 1896. A entrada é 3€ com áudio - guia. Fazia um calor miserável e optamos por não entrar, da entrada é possível ver muita coisa lá dentro. 

Atravessando a avenida em frente ao estádio, assistimos a troca da guarda grega em frente ao Palácio Presidencial. Muiiito interessante e diferente, eu super indico.

Não deixe de experimentar: iorgute grego (um frozen de iogurte que você escolhe o sabor e os toppings), o gyros (churrasquinho grego), a moussaka (espécie de lasanha de berinjela com carne moída, batatas e creme), o frapê (bebida mais popular entre os gregos, é café com leite cremoso e gelado. Como o café não é coado, sempre se pergunta antes do preparo se queremos ou não açúcar). 

Ainda deu tempo de entrar num mercado e comprar, no escuro, coisas gregas interessantes tipo chocolates e sabonetes da oliveira (vulgo azeitona). 

Acredito que apenas um dia inteiro em Atenas seja suficiente para fazer a maior parte dos pontos de interesse, minha dica é gastar mais tempo nas ilhas gregas sem pestanejar. 


Atenas - Grécia     Viagem: 2017 (setembro).

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Capri, na Itália



Chegamos em Nápoles e a dúvida de sempre bateu: ficar nem Nápoles ou ir para outro lugar? Anteriormente, decidimos ir para Pompéia, e dessa vez, apesar de termos saído do Brasil com uma decisão, acabamos mudando tudo em cima da hora. Resultado: fomos para ilha de Capri.

No porto de Nápoles, é possível comprar bilhetes nas cias de ferry que tem o mesmo valor de bilhete e apenas alternam os horários. A travessia até Capri dura entre 45 e 50 minutos, e apesar desse "tempo perdido" vale cada segundo. 

A chegada é espetacular, poucas vezes vi uma paisagem tão linda que chegava a parecer uma pintura naturalista, tipo quando a gente olha o Pão de Açúcar no Rio. Simplesmente maravilhoso!

Entre os vários de tipos de programas possíveis, o principal é fazer um passeio de barco ao redor da ilha passando por mais paisagens incríveis, pelas famosas grutas, como a gruta azul (o barqueiro praticamente entra dentro das grutas). Mas prepare-se para ter que gerenciar a baita inveja animal das pessoas que estarão nadando nesses diversos pontos, enquanto você está no barco. Se possível, contrate um tour particular e aproveite muito mais o passeio.

A ilha é dividida basicamente em quatro partes, sendo as de interesse primário: Capri (mais famosa, com praias, várias lojas de luxo e vida noturna agitada) e Anacapri (na parte mais alta da ilha, mais tranquila e repleta de lojas de artesanato). O deslocamento entre elas é possível ser feito com transporte público ou taxis, é bem tranquilo.

Como tínhamos pouco tempo optamos em fazer o passeio de barco e explorar o comércio da Marina Grande. 

Ah e vale lembrar que Capri está na região italiana da Campania. E lá também está uma das ruas consideradas mais belas do mundo, a Via krupp (quem tiver o joelho no eixo não pode deixar de ir).

Com certeza quero voltar em Capri e ficar uns dias hospedada naquele paraíso. 


Capri - Itália     Viagem: 2017 (setembro)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Caso: A highway to hell de Santorini

Da Série Cuidado na Estrada!



Santorini é aquele arraso de lugar, pessoas bonitas, sofisticadas, usando branco, chapéus, óculos de sol, dezenas de maiôs gourmet, champagne na mão por toda ilha, certo? Errado! Um pedacinho dela não lembra em nada todo o glamour da ilha grega. Vou explicar...

Perto do horário de retornarmos ao navio, eu e Glenda fomos bem serelepes em direção ao teleférico que faria (verbo no futuro do pretérito) nossa descida até o porto onde devíamos pegar o barco auxiliar. Antes de chegarmos no teleférico propriamente dito, encontramos a sua fila pelo caminho. Aquela fila de comprar fichas na festa junina que acontece no Maracanã.

Como uma brasileira raiz, entrei na fila e a Glenda foi tentar chegar na frente para descobrir pra que raios ela servia. Depois de certo tempo, ela volta com a confirmação de que era para o bondinho sim, porém ela não conseguiu ao menos chegar no início da maldita, e nem encontrar parentes nossos pelo caminho (brasileiras extreme). A pior parte foi ela dizer que perguntou a uma pessoa que já estava bem lá na frente a quanto tempo ela estava esperando, e a resposta não foi nada animadora, era cerca de 1h e pouco...ou seja, caso ficássemos na fila, com certeza perderíamos o navio.

Depois do semi desespero, lembrei da estradinha sinuosa que fazia essa ligação de baixo-para-cima-do-morro-e-vice-e-versa. Perguntamos aos logistas quanto tempo levava a descida (até porque pra baixo todo santo ajuda) e nos informaram que era uma média de 30 min. Apesar do sol sem camada de ozônio que fazia, era nossa única opção. 

Fomos então ao início da estradinha, inclusive era um início muito digno, com muitos restaurantes e uma vista de arrasar, deu tempo até de bater uns retratos. Logo no início, passamos pelo que parecia um mini terminal rodoviário de jumentinhos, com abordagens dos "motoristas" querendo vender bilhetes dos seus "transportes", muita gente subindo, muita gente descendo da carcunda dos bichíneos. Nos olhamos e nossos olhares dialogaram: "Não mesmo, coitados dos bichinhos, não precisamos disso. Temos 2 pernas aqui pra isso!". Desviamos do caos rodoviário e seguimos a descida. 

Vale dizer que era uma estradinha sinuosa para pedestres e jumentinhos, o piso era tipo uns degraus largos de um material extremamente liso, tal qual uma pedra sabão. E não bastasse o volume de gente subindo e descendo, ainda tínhamos que nos preparar a cada 5 min para os gritos de pessoas avisando (ou sendo atropeladas) pela carreta de jumentinhos descendo ou subindo nesse mesmo espaço físico. Nessas horas você tinha que se jogar para um dos lados da escada como se não houvesse amanhã. 

Tudo começou mais ou menos nesse cenário descrito, até que começou a ficar pior. O sol estava literalmente desértico, as pessoas pelo caminho iam passando mal, e quando não caiam porque escorregavam, caiam porque passavam mal...principalmente os mais idosos e deficientes (sim, tinha gente assim fazendo isso). Virava e mexia passava um grupo carregando alguém semi desmaiado, e tudo isso em meio ao sobe e desce dos jumentinhos (era tipo a manada de rinocerontes de Jumanji). 

A gênia aqui, com uma cirurgia recente de joelho, no início tava de boa, e depois de 5 minutos estava morrendo de tanto forçar o joelho "são", além de estar com uma sandália maravilinda para escorregar e se sujar. Detalhe: acrescente nessa estradinha do inferno porções generosas de dejetos jumentícios por todo o caminho. Era aquele cheiro de fazenda amadeirado enfiado no seu nariz que tornava a tarefa um pouco mais complicada para a menina da cidade aqui...achei que fosse chegar as vias de fato no sentido de "refluxo" a todo momento. 

Muita coisa aconteceu ali naqueles 40 minutos de descida, a Glenda se queimou inteira pois não passou protetor solar, eu ferrei os joelhos, fiquei traumatizada com os acidentes com pessoas escorregando e caindo de cabeça, sangue e sujeira nas roupas, aquele cheiro insuportável, uma sede desértica, a assombração de ser atropelada pelos jumentos, o medo de quebrar as cerâmicas que carregava nas sacolas, o temor de minha mãe e tias terem feito essa saga, o receio de perder o navio...

Só lembro de a cada 2s gritar: "Gleeenda, tá chegando?" e ela responder irresponsavelmente: "Simmm...". Só que era mentira, ela só tava tentando me estimular a não padecer pelo caminho. 

Olha...tudo não a ver com essa ilha maravilhosa. Foi uma péssima despedida ficar com o cheiro impregnado até o cabelo, de ir tomar banho e sentir aquele aroma em cada centímetro do corpo.

Depois de tudo a Dica de Ouro 3 é não conhecer a estradinha hardcore de Santorini. Chegue com antecedência no teleférico e desça com dignidade e sua tacinha de champagne na mão.

Observação 1: quando chegamos no navio todo mundo tava lindo e pleno saboreando as melhores lembranças ever (desceram pelo teleférico) e nós, as debandadas do lixão, ainda tendo flashs inconscientes da nossa highway to hell santoriana.

Observação 2: esse esquema só funciona até hoje porque ainda existem pessoas que pagam pelo transporte em cima dos burrinhos, por algum motivo, devem achar charmoso fazer a tal descida. Que tal pensar mais nessas atitudes "inocentes" quando somos turistas? Os coitados dos animais sofrem muito porque o sol é escaldante, o trabalho não para nenhum dia e sabe Deus por quantas horas.

Observação 3: deveríamos ter perdido o navio.

Atualizações:
Já conseguiram proibir que os coitadinhos dos burrinhos carreguem turistas obesos, o próximo passo é proibir que façam o trabalho. 



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Santorini, na Grécia





















Fico sem palavras para descrever Santorini, literalmente...

É exatamente tudo que a gente vê pelas fotos e filmes, nada a menos, e muita coisa a mais! Na minha opinião, vale a pena ficar uns 3 dias só por aquelas redondezas.

Vale lembrar que meu ponto de vista vai ser de quem chega e sai de Santorini fazendo cruzeiro. 

Primeiramente é preciso "visualizar" o layout da ilha que é dividida, sendo muito reducionista, em duas partes: Thira (Fira - centro) e Oía ("ía" na encosta esquerda - na parte superior na foto abaixo - e onde estão as tradicionais casinhas brancas de teto azul como as da foto acima).


Chegando de navio, a descida é por meio de barco auxiliar pois o navio não consegue chegar na encosta do morro. Até aí tudo bem, essa logística interna no navio é bem eficiente para não se perder muito tempo. 

O desembarque do barquinho é na entrada de Thira (Fira), considerando que a cidade é no alto, é preciso usar o teleférico para subir, ou ir apé pela estradinha hard core (leia aqui o relato dessa experiência). Como a maioria dos navios chega mais ou menos no mesmo horário, rola uma filinha básica para pegar o bondinho, e é aí que vem a Dica de Ouro 1: no mesmo local existe uma série de cias que fazem o traslado para Oía já com o ônibus para subir a encosta e voltar para o centro inclusos: pegue esse serviço. Se mande para Oía de imediato aproveitando que a cidade está vazia.

Fomos direto para Oía, com esse traslado/passeio que nos proporcionou uma vista maravilhosa. Chegando lá, pegamos o ônibus (já incluso) até o terminal de Oía e de lá fomos andando em direção às casinhas de teto azul. Nesse caminho, no estilo de Mykonos, você vai achando e entrando em várias lojinhas de artesanato, comida, temperos...tudo que imaginar. É uma delícia! Dá para tirar fotos incríveis e ainda rola uma internet do governo de graça. À medida em que o tempo passa, o volume de pessoas aumenta exponencialmente, por isso é ótima a ideia de ir direto para Oía e curtir um tempinho mais sossegado. 

Se tiver tempo, almoce em um dos restaurantes que tem por ali aproveitando a vista. No mesmo serviço que contratamos também já estava incluso o ônibus para nos levar para Thira (Fira). Também é bacana porque o trajeto explora mais paisagens e vistas da ilha. 

Thira (Fira) é o paraíso das lojinhas, há quem diga que são até mais baratas que Oía que é uma região mais sofisticada. Eu comprei umas tigelas de cerâmica feitas à mão muito fofinhas, compramos pasta de azeitonas típicas, amendoins caramelizados e o azeite também é bem procurado. São muitas lojas, praças com restaurantes ao ar livre e etc. 

Nosso grupo se dividiu nesse momento, uma parte ficou rodando em Thira. Depois almoçaram, foram em direção ao teleférico para descerem e pegarem o barco auxiliar de volta ao navio.

Eu e Glenda fomos até a estação de ônibus de Thira e pegamos um ônibus até a praia de Perívolos (uma black beach de Santorini) pois queríamos conhecer uma praia nesse estilo. A água era transparente e a areia escura por conta das formações vulcânicas da região. Pra quem tiver mais tempo, rola até uns banhos termais. A praia era linda, a estrutura muito boa, não tinha cobrança por aluguel de mesas e espreguiçadeiras. Aproveite para tomar uns "bons drink" e experimentar a cerveja típica de Santorini, Yellow Donkey.

Conferimos os horários dos ônibus (bem pontuais) e retornamos para Fira. Compramos uma coisinha aqui, outra ali, até chegarmos na fila do teleférico. Caos total! A fila era mega gigante e tínhamos horários para retornar ao navio, a solução foi usar a estradinha hardcore e essa história vai ficar para um post exclusivo. 

Dica de ouro 2: chegue com bastante antecedência para retornar ao navio usando o teleférico, principalmente se você for de mais idade, ter dificuldade de locomoção, passar mal com calor, estiver de roupa branca, estiver carregando milhões de sacolas com cerâmica dentro, for pró animais de carga etc...uma das formas de descer pela estradinha hardcore é "comprando bilhetes" de burrinhos de carga, daí é só subir neles que "aproveitar" a viagem até lá embaixo...como tínhamos pena dos coitadinhos, fomos no pé mesmo. 

No fim das contas, pegamos o barco auxiliar, voltamos para o navio e ainda tivemos o prazer de "lanchar" (do inglês "to lunch") saboreando uma vista linda e plena de Santorini. 

Muita gente aluga, assim como em Mykonos, motos e quadriciclos para se locomover pela ilha. É só preciso ter bastante cuidado pois as estradas são bem íngremes e ainda tem o movimento dos carros. 

Eu quero voltar, que fique registrado. 



Santorini - Grécia        Viagem: 2017 (setembro)

Ano Novo em Las Vegas

Depois do Natal em Nova Iorque , decidimos voar para Las Vegas para curtir o reveillón. Plano ousado e cheio de expectativas.  Pri...