sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas



É engraçado quando as pessoas perguntam pra onde vamos na lua de mel e a gente responde: "Polinésia Francesa"...as reações são as mais diversas e divertidas. 

Afinal de contas, onde raios fica esse lugar? O que tem lá de bom? Blá, blá, blá...

A Polinésia Francesa é um conjunto de ilhas localizado no oceano Pacífico Sul, ali perto da Austrália, e é povoado pelos povos indígenas chamados "polinésios". É mais um território francês fora da Europa (país ultramarino). Sua ilhas têm origem vulcânica e o clima é tropical, quente e úmido. 

Faz parte da Polinésia o combinado de 5 arquipélagos, sendo a sua porta de entrada o Tahiti, mais especificamente a sua capital Papeete. Dentre as várias outras ilhas, está a famosíssima Bora Bora. A maioria dos roteiros de lua de mel, principalmente das agências, resume a Polinésia a Papeete (Tahiti) e Bora Bora

O que tem de legal além das lindas paisagens e água cristalina: bangalôs sob as águas, pérolas negras, suco de abacaxi, plantações de baunilha, colares taitianos, remoticidade, não precisar de visto e nem de vacinas, além de, é claro, várias ilhas terem sido inspiração para o filme Moana, da Disney (Moorea, Huahine e Bora Bora). Leia mais sobre isso aqui



Depois de muito google e açúcar na cachola, partimos para o trabalho braçal de produzir um roteiro de lua de mel. Não foi muito fácil entender a "lógica" do destino, mas depois de entendida, abrimos duas frentes de pesquisa: 

1. Pacotes em agências de viagem
2. Roteiro por conta própria

A opção 1 inicialmente foi ideia minha pela comodidade do serviço, em plena rotina de trabalho acumulado com preparativos de casamento, o que eu mais queria era a tranquilidade de passar o cartão de crédito e relaxar em relação à nossa viagem. Contudo, essa ideia logo caiu por terra porque os valores estavam extremamente altos: só agências especializadas em viagens de luxo oferecem os pacotes, e os dias de saídas de Brasília não estavam se encaixando com nossos planos e a quantidade de dias que queríamos. O custo inicial dessa viagem já é muito alto, então decidimos que o desenho do roteiro cabia envolver mais coisas além do combo Tahiti-Bora Bora operado pelas agências.  

A saber, recebemos propostas das agências: Tereza Perez, Kangaroo e Queensberry.

Sendo assim, nos restou aproveitar minha expertise na "bricolagem de viagens" e seguir com a Opção 2, mais trabalhosa, porém mais personalizada de acordo com tudo que desejávamos. Vale ressaltar que o Math teve papel vital na concepção desse roteiro, tanto na definição de dias quanto na nossa grade de deslocamentos. Eu passei por momentos de blackout mental várias vezes, e ele segurou a onda de dar continuidade ao trabalho. Será que fiquei mais apaixonada??? Sim ou claro!?

O que posso dizer do nosso roteiro é que ele é bem complexo, em termos comparativos, talvez tenha sido o maior desafio desse blog. Muito porque envolve uma série de deslocamentos, alto custo, ilhas e dias por um território completamente desconhecido, remoto, que tem uma moeda estranha (o Franco Pacífico Francês) e que envolve línguas complexas, o taitiano, samoano, tonganês, maori, havaiano, francês e um pouco de inglês. Além disso, os blogs e sites pessoais que oferecem dicas são de pessoas abastadas financeiramente e, muitas vezes, não contribuíram efetivamente para o nosso roteiro.

Vale ressaltar que é muito importante, mesmo usando o serviço de uma agência, se envolver e entender a "lógica" da viagem. Até para que você negocie e demande alterações à sua agente de viagens. Ainda assim é possível "personalizar" minimamente o seu pacote numa agência. Além de, é claro, ter uma qualidade muito maior de aproveitamento da experiência. Cair de paraquedas não dá!



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