terça-feira, 29 de julho de 2014

Londres, na Ingleterra




Eu me surpreendi bastante com Londres, achei que fosse encontrar um clima meio down por suas ruas mas, pelo contrário, adorei as pessoas, comidas e atmosfera dos lugares. Claro que são todos muito respeitosos e sabem bem aonde devem ir na relação com o próximo, mas são pessoas bastante simpáticas e que adoram um happy hour e respeitar a faixa de ultrapassagem as escadas rolantes do metrô. 

Me hospedei em um apartamento (Union Apartments) que ficava muito pertinho da London Bridge, no bairro de Borough. Adorei o apê e super indico principalmente se você for com umas cinco pessoas (no mínimo), com certeza foi a melhor hospedagem da viagem. 

A dica não foge do convencional: priorizar as caminhadas pela cidade, mas é importante usar o metrô (chamado de Underground ou The Tube) que é o mais antigos do mundo, de 1863, e também dar um giro por algum dos ônibus double-deck tão típicos daquela cidade. 

Minha primeira vez em Londres foi curta, de apenas dois dias mas deu para fazer bastante coisa legal. Compre um guia/mapa na primeira lojinha de souvernir que passar e siga as marcações dos principais locais para se visitar, é tudo muito bem dividido e ilustrado. 

Uma coisa que eu não ia deixar de fazer era ir até a Abbey Road, lá está a famosa faixa de pedestres do álbum dos Beatles. Bem em frente fica o estúdio onde foram feitas as gravações e também funciona um museu dos Beatles gratuito. Pegue o metrô e desça na estação St John's Wood (Jubilee line) - apenas tome cuidado para não ir parar em outra região que também tem esse nome. Na estação tem uma lojinha/café fofa com produtos da banda, não deixe de ver. É um programa bem de fã, não tem muita graça. A rua é bem movimentada e tirar uma foto na faixa de pedestres sem sair morto é uma baita aventura. Eu curti. 

London Bridge além de constante cenário de filmes, é linda de morrer, principalmente no pôr do sol sob o Rio Tâmisa. Parada mega obrigatória, sem dúvidas porque ela é uma das pontes mais famosas do mundo. Ela fica super perto de uma áreas que tem diversos prédios comerciais mega futurísticos, e dá aquela mistura do clássico da ponte com a pós modernidade dos arranha-céus espelhados e em formatos inovadores.

Se não me engano todos os museus de Londres são gratuitos, então não perca essa oportunidade. O mais sensacional com certeza é o Museu Britânico (British Museum). Lá está a Pedra de Roseta (graças a ela foi possível decodificar as escritas egípcias) e partes originais do Parternon da Grécia. Não deixe de prestar atenção no hall de entrada do museu  que tem o teto trabalhado, é de tirar o fôlego. E prepare-se para andar muito porque ele é simplesmente imenso.

Ali na região da do Palácio de Westminster, local onde está o relógio gigante Big Ben, está a Abadia de Westminster (local de coroação da monarquia e onde foi realizado o casório da Kate & William), e a praça Parliment Square onde tem algumas estátuas de pessoas muito importantes como o querido Nelson Mandela.

Ali pertinho fica o Palácio de Buckingham, casa da rainha Elisabeth. Na grande boulevard (The Mall) que leva até a entrada do palácio corre todos os dias às 11h a troca da guarda do palácio. Eles vão marchando desde a rua principal até o interior do palácio sob os olhares de trocentas mil pessoas. É bom chegar cedo se quiser ver todos os detalhes possíveis para pegar um local adequado. Do ladinho ainda é possível curtir o St. James Park Lake, vi uma galera tomando sol numas cadeiras de praia que ficam lá à disposição de qualquer um. E do outro lado está o Green Park, esse é bem maior e tinha muita gente praticando esporte, além de fazer jus ao nome e ser praticamente uma coleção de plantas totalmente verdes.

Dando mais uma caminhadinha chegamos à Tralfagar Square, palco de muitas comemorações da cidade e um local bem bonito. De lá siga para a Piccadilly Circus, a Times Square londrina. Não preciso explicar muita coisa, resumindo é muita gente, muitos letreiros luminosos e propaganda, talvez a praça mais famosa da cidade. Ao seu redor tem bastante loja e opções de restaurantes. Não deixe de reparar na fonte com Eros que está no centro da praça.

Se quiser ir na loja famosa Harrods, vá do Palácio de Buckingham que fica meio perto. Nós inventamos de ir da Piccadilly Circus e andamos muito, mas muito mesmo (o bom é que podemos passar pelo Hyde Park).  Essa loja é uma loucura, acho que a maior que eu já fui na minha vida (é a maior de Londres). Tem incontáveis departamentos com todas as marcas da humanidade. Impossível não se perder. É a loja da família do Dodi Al-Fayed, inclusive existe uma singela homenagem ao rapaz e sua amada Lady Di, basta entrar e ir perguntando para as pessoas como achar o memorial (é mais fácil ir para Roma, viu).

Acho que Londres e Paris estão num páreo duro para ser a cidade com mais atrações turísticas.

Seguindo a visita, não exite em dar "um giro" na London Eye, a roda gigante que fica no Rio Tâmisa (que foi totalmente despoluido). Não demora muita coisa, e a vista lá de cima é extremamente espetacular. Se a fila tiver muito grande (de manhã geralmente está), volte no fim da tarde.

Amei...voltaria mais incontáveis vezes. Não esqueça o guarda-chuva!

Londres - Inglaterra    Viagem: 2014 (maio)


´Assista: Harry Poter e as relíquias da morte, O retorno da Múmia, Closer, Matchpoint, O sonho de Cassandra, 4 casamentos e 1 funeral, A dama de ferro, O quarteto fantástico e o surfista prateado, Um dia, O diário de Bridget Jones, Cassino Royale, Diana, O discurso do Rei, As crônicas de Nárnia, Velozes e Furiosos 6, Gravidade, Johnny English, Lara Croft: Tomb Rider, Os miseráveis, No limite do amanhã, A rainha, Sherlock Holmes, V de vingaça, Guerra Z Mundial, X-men: primeira classe, Um lugar chamado Nothing Hill, Sweeney Todd, Orgulho e preconceito, Amor e inocência, Simplesmente amor. 

Muito prazer, Aline!


terça-feira, 22 de julho de 2014

Ah...Alemanha...

Como não amar? Mesmo depois do massacre do jogo na Copa do Mundo (7x1), os Alemães são os seres mais queridos do pedaço. E não bastasse a simpatia, a Oktoberfest e as suas cidades maravilhosas, olha o que existe a 60 km da capital Berlim e 100 km de Dresden: o Tropical Islands.

É simplesmente uma floresta tropical com naipe de resort no meio de uma cidadezinha que praticamente vive no inverno. É considerada a maior floresta tropical indoor do mundo e está aberta o ano inteiro (24h por dia), ou seja, é verão o ano inteiro na Alemanha (e eu e minha prima passando um frio da moléstia sem sabermos de nada disso). E eu impressionada com a estação de esqui no meio do deserto de Dubai!


Assista ao vídeo e tenha noção do que estamos falando...



É possível se hospedar lá dentro, tem um monte de shows, spa, saunas e inclusive dá para passar o ano novo. Se interessou? Quer mais informações? Entre no site oficial: Tropical Islands.

Isso vai para a minha cartinha do Papai Noel do próximo natal!


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Copa do Mundo 2014 - Brasil



Imprescindível escrever sobre essa experiência que vai ficar registrada até meus últimos dias na terra. Fui voluntária da copa do mundo 2014, na cidade-sede Brasília e mal consigo encontrar palavras para descrever todos os sentimentos. 

O programa de recrutamento de voluntários para esse blaster-master evento começou em fevereiro de 2014 onde todos os interessados passaram por uma bateria de etapas de seleção como treinamentos online, dinâmica de grupo, prova oral de inglês e entrevista individual - tudo para selecionar, dentre os 152.101 inscritos no Brasil inteiro, 5.652 voluntários que se dividiriam entre as 12 cidades sede (Fortaleza, Recife, Manaus, Cuiabá, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Natal, Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre). 

Eu sempre quis participar de algum evento como a Copa, cheguei a me inscrever no programa de voluntariado do Pan do Rio de Janeiro mas acabei tendo que recusar a chance por não conseguir concluir a entrevista individual no Rio. 

Pensando na Copa, me inscrevi no voluntariado da Copa das Confederações em 2013 para adquirir experiência e facilitar minha entrada no programa do ano seguinte. Deu certo. 

Tive a imensa sorte de ser alocada na área de meu maior interesse a Media Operations que tinha como objetivo planejar, executar e operar a infraestrutura e serviços para toda a imprensa credenciada. 

Ao longo dos trinta dias de competição o Centro de Midia permaneceu aberto para abrigar todos os profissionais de midia (impressa, rádio, TV, internet, etc) de todo mundo. 

Tivemos a sorte de conviver com 60 voluntários da área de mídia que impressionantemente era composta por pessoas vindas de várias partes do Brasil e do mundo. Tinha muita gente de Goiânia, Minas Gerais, São Paulo, e até colegas que vieram, especialmente para o trabalho, do Japão, Alemanha, Costa do Marfim, Portugal, Paraguai, Costa Rica, Colômbia e Irã. Preciso descrever a delícia que era chegar para o trabalho no estádio? Foi tão bom que cheguei a ir em dias que teoricamente não tinha escala. 
     
Placas de orientação no Estádio Nacional

Pudemos fazer parte de várias atividades essenciais tal como a divulgação das listas de escalação, estatísticas de jogo, distribuição de tickets para fotógrafos e jornalistas que fizeram a cobertura dos jogos no campo e na Tribuna de Imprensa, realização das Coletivas de Imprensa nas vésperas e dias de jogos (MD e MD-1), participação nos reconhecimentos de campo pelas seleções participantes e da zona mista para entrevistas com os jogadores, posicionamento de fotógrafos no campo nas execuções de hinos, etc.

Ônibus do Brasil chegando para o jogo Brasil x Camarões: "Preparem-se o hexa esta chegando"

Foi o máximo ter feito a cordinha dos fotógrafos no jogo da Argentina x Bélgica (quartas de final), ter participado da coletiva de imprensa com o Felipão e Thiago Silva para o jogo do Brasil x Camarões, ter ficado na tribuna de imprensa nos jogos da Colômbia x Costa do Marfim, Brasil x Holanda (3° lugar), ter assistido do estádio Portugal x Gana, e presenciar no dia a dia a participação de pessoas com notório reconhecimento da televisão e do futebol. 

                      Vista do campo da Tribuna de imprensa



Fotográfos em campo no jogo Argentina x Bélgica

           

Adorei conhecer todos, colecionar os copos da Coca-cola, ganhar os pin para congestionar o cordão da credencial,  ver o entusiasmo da chegada dos torcedores no estádio, os hinos nacionais que arrepiavam todas as vezes que eram executados, os gritos, olas e músicas de incentivo aos jogadores, os sorrisos de cada um que sabia da importância de estar ali naquele momento. Amei compartilhar momentos inesquecíveis para qualquer fã do futebol e apaixonado pelo Brasil. Sem falar na parte de, pelo o menos, poder ver a Alemanha sendo tetra campeã em cima da Argentina no Maracanã. Foi lindo...realmente estavam todos num só ritmo. 

Voluntários Media Centre - Estádio Nacional - Brasília

A única vontade que fica é de Rússia em 2018!!!Valeu Brasil! #acopadascopas

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Inglaterra, a terra da rainha



Eu tinha uma ideia completamente diferente de Londres e dos ingleses, achava que seria uma cidade melancólica com um povo extremamente antissocial. Ledo engano, não se pode confundir organização, educação e disciplina com frigidez; os ingleses são extremamente educadinhos mas nada "frios" como eu estava esperando. Estão longe de serem como os italianos ou americanos (inclui-se todas as Américas) que possuem um jeitinho todo especial de abordagem com o próximo, mas também não são tão introspectivos. 

Quando chega o precioso happy hour todos os bares e pubs ficam abarrotados de pessoas. É tanta gente que fica uma galera do lado de fora bebendo em pé. Os certinhos e tímidos do metrô durante o dia, riem e conversam alto no happy hour dos pubs no fim do dia. Infelizmente não fui para nenhuma balada em Londres, mas fiquei numa vontade maluca. Meu feeling diz que deve ser sensacional. 

A cidade também não tem nada de sombria, é uma delícia. É preciso se acostumar com as garoas repentinas (leve sempre um guarda-chuva na bolsa) e simplesmente caminhar. Ela me lembrou bastante NY pelo barulho nas ruas, principalmente de carros de polícia e ambulâncias. 

A imigração 

Não posso deixar de falar da alfândega. Chegamos por Lisboa num voo da TAP e não fizemos a entrada na Europa por lá, como íamos para Londres, a alfândega teria que ser feita pelos próprios ingleses. Nunca entrei por Madri (tem a fama de ser carrasca), mas achei a entrada pela Inglaterra digna de Estados Unidos no pós 11 de setembro. Eles foram extremamente detalhistas com todos os pontos do nosso roteiro e não economizaram nas perguntas. Não deixe de levar o comprovante de reserva de hospedagem, bilhete do trem que te levará para outro país, bilhete de volta para o Brasil, seguro viagem, tudo...leve tudo, até a carteirinha da locadora. Ele até nos perguntou o que iriamos fazer na cidade, nessa hora não veio o nome de nada na minha cabeça e apenas respondi que iriamos em todos os pontos turísticos. 

Uma família no guichê do lado não sabia falar nada de inglês e estava passando um sufoco básico. O atendente então pediu para o meu primo ajudar na tradução. Sorte deles, pois nos EUA não tem essa de pedir ajuda para terceiros não. 

A mão inglesa

O mão invertida no trânsito é um caos para nós brasileiros, e faz com que uma simples travessia de rua seja um verdadeiro iron man. Tanto que nas ruas eles pintam no chão o lado que deve ser olhado na hora de atravessar. Sem essa cola é impossível caminhar. Acho que veio de lá a expressão "do nada", pois "do nada" surgem carros dispostos a te atropelar (tipo aquele joguinho do Atari). Depois da Inglaterra, você nunca mais atravessa as ruas com paz no coração do mesmo jeito.


O inglês britânico 

O sotaque britânico também me surpreendeu, pois nunca tinha me dado bem nas conversas com ingleses, era simplesmente impossível compreender até o "hello" deles. Porém, foram todos muito compreensíveis para mim e a parte da língua foi peace of cake no dia-a-dia. 


As libras e o custo

Quanto ao câmbio, resolvemos não trocar nenhuma quantia em libras pois não queríamos correr o risco de ficar com trocados no bolso que não seriam usados em mais nenhum lugar da viagem. Como ficamos apenas dois dias na cidade, optamos em comprar tudo no cartão de crédito (sim, mesmo com as taxas de uso no exterior). Pagamos metrô, comidas, lembrancinhas e ingressos, tudo no crédito e entregamos a fatura à Deus. 

Uma coisa que também precisa ser dita: eu não achei que as coisas ficaram tão caras como já tinha me preparado psicologicamente e monetariamente. A libra é mais cara que o euro, fato. Mas juro que comemos em restaurantes muito bons, pagamos no cartão e não ficou enlouquecidamente caro. Ficou bem digno, talvez tenha sido porque não ficamos tanto tempo lá. Em algumas lojas, principalmente de lembrancinhas e bugigangas, aceitavam euros. 


Ah...as cabines de telefone funcionam e todos os museus são de graça. O carboidrato deles é a batata e a cerveja deliciosa! Um arrependimento? Não ter conseguido, nessa oportunidade, provar o fish and chips. 

Eurotrip 2014




Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir desculpas pela demora em atualizar o blog. Eu confesso que fui displicente demais e deixei minha própria vida ficar me atropelando. Mas estou de volta e cheia de novidades da última trip que foi de novo para o Velho Continente que todos nós gostamos tanto de explorar. 

Já tinha anunciado alguns pontos dessa viagem, e agora vou trazer todos os detalhes possíveis para te inspirar ou subsidiar. O mochilão light dessa vez foi por três países (Inglaterra, França e Itália) e na companhia de pessoas muito especiais na minha vida: minha mãe, duas tias e um primo. Fala sério...só essa minha família mesmo para encarar um mochilão europeu comigo. 

De todos os lugares que fomos nos 18 dias de viagem (em maio), eu só conhecia Paris, o restou foi tudo na base da surpresa total (confesso que não consegui pesquisar muito no período pré-viagem). E mesmo já tendo passado anteriormente em Paris, minha volta foi extremamente importante (como eu já sabia que seria), e a Inglaterra me surpreendeu. E a Itália? Ah a Itália....

Segue o roteiro: Brasília - Londres - Paris - Veneza - Florença - Pisa - Roma - Vaticano - Pompéia - Tivoli - Brasília

Bom...que comecem os posts! 


Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)

Depois do natal encantado que tivemos em Nova Iorque , partimos para Las Vegas para usufruir do famigerado réveillon. Adquirimos o voo...