sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dando valor ao mar...

"Quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor..."



A maioria das pessoas tem contato com o mar desde pequeno. Geralmente ali nas suas férias de julho ou janeiro sua família te levava para o litroral. Comigo era assim, o Piauí que o diga. Virava e mexia, estávamos nós lá tentando tirar areia sabe Deus de onde.

Nem faz tanto tempo assim que fui à praia, em janeiro estive nas maravilhosas águas do Atlântico em São Luís do Maranhão. O que será que está acontecendo comigo? Eu faria qualquer coisa para pegar o próximo avião para a praia mais próxima.

Essa semana eu tenho pensado demais no mar, e tenho sentido a falta dele como nunca senti antes. Estranho demais! Talvez seja porque minha mãe e irmã estão nas praias cristalinas de Maceió e meu pai nas águas quentinhas e perfeitas de Parnaíba, e eu encalhada aqui no cerrado centro-oéstico apenas trabalhando e tentando lidar com o custoso do Mingau (o gato-almofadinha lá de casa). 

Essa é a primeira vez que fico sozinha, que passo essa vontade de ter férias familiares nordestinas. Isso é para aprender a dar valor às coisas, pessoas e momentos da vida. Eu quero ser criança! Fato, eu queria muito poder apenas tomar um banho naquela água salgada e sentir aquele cheirinho de protetor solar. Me convida?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lições cinematográficas



Eu sou meio sem noção, e assisto à uma penca de filmes procurando sempre tirar de todos eles lições valiosas de sobrevivência e proteção à vida. Principalmente nos casos que envolvem deslocamento extraterritorial viajentícios. Nada melhor que poder ficar mais alerta e não vacilar com as atitudes ou decisões, por mais simples que elas possam parecer – na verdade sempre parecem. 

Vou citar aqui alguns filmes (requisitos básicos), meus guias “arroz-com feijão” atitudinais, indicado para pessoas interessadas em se dar bem em situações de crise.

Busca Implacável (Taken): Sou muito fã do Liam Neeson e esse filme é um arraso. Nele você aprende:
  • A nunca dividir o táxi do aeroporto por mais interessantes que sejam as pessoas;
  • A não contar sua vida inteira para estranhos só porque está feliz, é simpática ou está afim de faturar alguém anoite;
  • A não ser tão ingênua(o) pois o tráfico de mulheres existe mesmo e eu tenho certeza que seu pai não é um ex-agente da CIA.
    Veja o trailer aqui

Passageiros da noite (Shuttle): Assisti sem querer a esse filme que é bem trash mas até vale a pena. Nele você aprende:
  • A reservar os serviços de shuttle para evitar impulsos desesperados no desembarque;
  • A nunca entrar em um ônibus que só tenham homens mau encarados (se você não for um travesti);
  • Que ser bonita pode ser um problemão, então de repente é legal fazer a linha “demente”;
  • De novo, mulheres abram os olhos! O tráfico de mulheres existe e você pode ir parar dentro de um contêiner, à bordo de um navio de cargas rumo à Ásia Oriental.
    Veja o trailer aqui

O Albergue 1 e 2 (Hostel): Os filmes são pesados e não economizam nas cenas fortes. Nele você aprende:
  • A não ser um homem trouxa que faz qualquer coisa para finalizar mulheres (sejam elas de onde forem);
  • Que apesar de estar em grupo, você e seus amigos não são a “Liga da Justiça”;
  • A não mudar o roteiro da sua viagem e incluir cidades totalmente desconhecidas indicadas por pessoas que você conhece a menos de 3 minutos;
  • A não dar papo para desconhecidos nas viagens de trem;
  • Que o mundo não é tão perfeito como sua vó contava. E o dinheiro faz cada coisa...
    Veja os trailers  filme 1       Filme 2

As Ruínas (Ruins): O filme é bem tonto e a história muito pior. Nele você aprende:
  • A não contratar pessoas avulsas como guias em passeios que envolvem matas e florestas;
  • A não achar que está em casa e relaxar demais, principalmente em países que não falam sua língua;
  • Antes de sair entrando em tudo e fazendo qualquer coisa, pesquisar o contexto sobre os costumes e cultura local. 
    Veja o trailer: aqui

A morte pede carona (The Hitcher): Eu gostei do filme,  principalmente da versão mais recente. Nele você aprende:
  • A não ser o bom samaritano e dar carona para transeuntes;

  • A não se arrepender de não ter dado a tal carona.
    Veja o trailer aqui




Encontro explosivo (Knight and Day): É aquele filme padrão “Tom Cruise” e até que é divertido. Nele você aprende:
  • Que por mais que um homem lindo e sedutor te dê conversa, não aceite passar nada no aeroporto como se fosse seu;
  • E não deixe ninguém colocar algum objeto escondido nas suas coisas;

    • Que não só o Tom Cruise, mas a Cameron Diaz também está ficando velha.
      Veja o trailer aqui.
     

   Turistas: Filme patético que é filmado no Brasil. Nele você aprende:
  • Que não se deve confiar em todo mundo;
  • Não aceitar bebidas de desconhecidos;
  • A nunca ir ao Brasil.
 Veja o trailer aqui.





Conselho final: Se em algum momento se sentir acuada(o) comece imediatamente uma conversa bem tranquila e nada discreta com sua amiga(o) sobre aquelas aulas de kick boxing e defesa pessoal que você começou a fazer na academia próxima da sua casa. Não esqueça de mencionar que você está treinando na turma masculina pois ainda não abriram uma turma de mulheres. Ponto importante: Sua amiga DEVE cair na conversa e não fazer perguntas demais (beleza Clarissa?).

Outros filmes que entram bem no contexto: A Trilha, Mar Aberto, O Limite do Medo, Pânico na Ilha e alguns mais que eu ainda vou me lembrar.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Os malas (e as malas) dos aeroportos


Em vésperas de Copa do Mundo brasiliana (e Miss Universo 2011), ontem à noite saiu uma pesquisa referente aos aeroportos do Brasil. Não sei muito bem como foi feita essa eleição mas foram eleitos os piores aeroportos do país nessa ordem: JK de Brasília, Galeão do Rio de Janeiro e o de Guarulhos em São Paulo. Creio eu que tenha sido encima do número de reclamações registrados.

Enfim, essa relação que temos com os aerportos é muito obscura. Quando seu vôo sai no horário previsto pode ter certeza que alguma surpresa te espera no saguão do aeroporto. A maioria delas diz respeito às bagagens. Eu sempre fico muito tensa quando o assunto são as malas, as minhas malas.

Eu sempre levo coisas muito importantes na mala e não posso nem pensar em viajar para algum lugar diferente do dela. Não sei se rezo mais para não extraviarem minha bagagem ou para o avião não cair. Me dá até calafrios me imaginar sem minhas coisinhas, se eu pudesse viajaria sempre com malas pequenas para que não tivesse que embarcar nenhuma delas ou melhor ainda, ser bem rica e comprar tudo lá no destino.

O pior de tudo é que não sei que tipo de medidas posso tomar para evitar certas dores de cabeça. É tanta coisa para se preocupar, com extravio (sempre identifique suas malas), danos (não adianta colar o adesivinho “frágil”), roubos, e assim vai. Eu também não entendo o “descontrole” dos aeroportos na hora de ir embora, ninguém verifica se você está saindo com sua mala mesmo. Se um engraçadinho pegar tua mala, quem roda é você (e quem ganharia os presentes também).

Pensando bem, acho que o melhor é usar malas resistentes mas bem modestas. Nada que chame atenção demais. Qual sentido de comprar malas de marcas caras se não existe cotas sociais dentro dos aviões e nas mãos dos trabalhadores? Elas chamam uma atenção danada para seu conteúdo, além de correr o sério risco de levarem a mala de grife só por ser de justamente de grife. Sua mala é tratada da pior forma possível e sempre chega suja ou com alguma alça ou rodinha quebradas. Já no caso dos roubos, a solução talvez seja madar revestir suas maletas naquele plástico, mas sinceramente não sei se resolve alguma coisa. Escolha uma mala low profile que seja resistente, já vai ser um bom começo.

Ahh...e os cadeados? Veja esse vídeo e fique mais desesperado, como eu fiquei:  


Saiba mais: O que fazer em casos de problemas com as malas. 


terça-feira, 26 de julho de 2011

Mil acessos!


Acessos mil!!!!!

Que coisa boa, passamos dos mil acessos hoje. Mil me lembra gol, que me lembra milhas, que me lembra avião, que me lembra viagem! Pois bem, hoje também temos uma notícia muito boa para muita gente, e péssima para os exportadores, que está planejando suas férias: desde 1999 o dólar não fechava abaixo de R$ 1,55, mais especificamente R$ 1,53; seis dias consecutivos de baixa. O caso é sério e talvez estejamos perto de presenciar o primeiro calote americano da história - vem aí um novo 1929?

Isso se deve às várias especulações das empresas e bancos e, basicamente, pela grande entrada da moeda americana no país (a segunda maior entrada de recursos da história). Obviamente o Banco Central tem tomado medidas de defesa comercial porque essa história para o Brasil não é nada boa, já para os brasileiros...De acordo com o Bacen, só neste primeiro semestre de 2011 os gastos dos turistas brasileiros no exterior está na casa dos U$ 10,18 bilhões. Isso significa um aumento de 44% em relação ao mesmo período do ano passado. E olha que o escorregadio ministro da fazenda, Mantega, aumentou o IOF nas compras no exterior pelo cartão de crédito.

No que isso te afeta? Com o dólar mais barato, as passagens, pacotes e serviços (hospedagem) são barateados nas cotações feitas na moeda. Sem falar na vontade estimulada de compras e gastos no exterior. Se antes você levava uma quantidade razoável para se manter, agora você acaba levando muita grana para torrar bem torradinha com badulaques importados.

Para os turistas, a situação está bem favorável mas isso não é motivo para estabanação. Desde o dia 20 de julho tenho feito pequisas de passagens para uma suposta viagem no fim do ano para os Estado Unidos. Dá uma olhada na variação de preços dia-a-dia:

Os preços (incluem ida e volta + taxas) são os mais baixos e variam entre várias empresas aéreas – todos os vôos têm no mínimo uma escala (a maioria tem inúmeras). Os valores não são dos mais animadores, tudo bem que são para a época de alta temporada, mas pelos números tão bons do dólar em relação ao real eu esperava preços de morango (quem sabe um dia, de banana). Olho aberto pessoar!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dicas para poupar dinheiro

Hotel "em conta"


Dar dicas de economia em viagem não é tarefa muito fácil. Cada um tem seu estilo e suas prioridades no usufruto do dinheiro. A melhor coisa é definir o motivo da viagem e analisar as características do destino, vale a pena se perder nas lojas? O câmbio compensa? Tem alguma novidade que merece ser comprada?

Independente do lugar é bacana gastar uma graninha num citytour ou passeio num ônibus de linha que faça esse circuito “turista” (comumente encontrado em várias cidades) que são baratos e geralmente duram poucas horas e no segundo caso, minutos. Pesquise preços (na medida do possível) nas lojas dentro da cidade e no free shop do aeroporto. 

Antes de gastar dinheiro comprando um livro-guia numa lojinha de souvenir, peça ao recepcionista o guia da cidade que provavelmente o hotel fornece com o mapa urbano, do metrô e das linhas de ônibus. Faça também uma varredura no saguão do hotel naqueles panfletos de propaganda de lugares e passeios, sempre tem um guia bacana com todos os mapas utéis e o melhor, são de graça. 

Na hora de comprar comida observe o tamanho dos pratos e porções, de repente vai compensar dividir com teu colega e depois rachar a conta no meio. Mas tome cuidado porque apesar das porções serem bem fartas, geralmente são individuais e caso você esteja num restaurante, e não num quiosque ou shopping, pedir um prato para duas pessoas é falta de educação. Com o refrigerante refil, funciona da mesma forma, cada um pede o seu, nada de dividir um copo com uma mesa inteira de 6 pessoas, pelo amorrr...

Ande o mínimo possível de taxi, dê preferência ao metrô e ônibus. E verifique se não existe algum incentivo de compra de bilhetes em grande quantidade. Pode ser que valha a pena comprar muitos por um preço unitário menor. Da mesma forma funciona para a visitação em pontos turísticos, existem alguns tipos de “passaportes” que te dão acesso a vários locais num determinado número de dias e sem pegar fila, como em Paris e Nova Iorque, por exemplo. 

Não faça ligações e uso de internet no serviço pago do hotel, pelas ruas procure as lan house ou casas de telefonia que te dão acesso e ligações infinitamente mais baratos. 

Essas foram algumas das minhas humildes dicas, mas se você é um muquirana-extreme, além de não me convidar para viajar, dê uma olhada nas dicas do Impostor:


Cardápio de viagem

"Miau...!"




Preciso dizer que as viagens têm me trazido mais benefícios do que até eu mesma imaginava. Eu sempre fui meio complicada com essa questão de alimentação. Eu não sei explicar mas sou uma antítese ambulante. Para você sentir o clima, eu não gosto basicamente de: queijo, folhas, sanduíches, comida japoneza e frutos do mar. Mas sou fascinada por uma pizza, lazanha e uma comidinha chinesa. Com o passar do tempo eu tenho me sentido mais aberta a experimentar coisas diferentes que antes já vetava só de saber o nome. Acho que as viagens têm tido papel determinante. 

Você está ali num país estranho e não pode exigir muito da disponibilidade dos cardápios, fato. Eu sou uma boa menina e não dou trabalho para meus companheiros de viagem (preciso fazer meu filme também, né?), a não ser quando estou com muita vontade de beber Coca-Cola ou de comer um croquete holandês. Tem gente que se joga e experimenta mesmo os maiores absurdos das panelas internacionais tipo sopa de moela de avestruz (?). 

A minha dieta estrangeira varia demais, mas basicamente gira em torno do combo de Mc Nuggets do McDonalds (já sei pedir em várias línguas), os cheirosos Kebabs e muita, muita mesmo, comida italiana. O resto fica por conta da variedade e comidas típicas do próprio país, claro que dentro do limite da “boa comilança”. Também não é legal ousar demais, isso vale para você que come de tudo, e além de satisfazer a fome, não arrisque ganhar uma congestão ou indigestão bem ali no meio das suas férias. 

Eu fico feliz em dizer que meu paladar está ficando mais maleável e aberto à novas provações. Já até desenvolvi técnicas de fuga de certas “ciladas” tipo recusar os tira-gosto de vísceras de bode dizendo que amo comer isso mas infelizmente tenho alergia – funciona que é uma beleza e nem fica parecendo falta de educação. 

Abre parênteses (Momento confissão: minha vida mudou muito depois que comi, fissurada, um peixe ensopado lá no Caburé nos Lençóis Maranhenses.) fecha parênteses. Querido(a) companheiro(a) de viagem: a gente pode ir perfeitamente no restaurante estranhão, sem problemas. Eu arranjo alguma coisa naquele cardápio que me agrade, e para qualquer emergência eu tenho minha malinha que não sai do Brasil recheada de biscoitos, doces e salgadinhos. 

sábado, 23 de julho de 2011

A mágica das férias formais




É engraçado mas todo mundo me pergunta que raio de esquema eu faço para sempre ter tantos dias de férias durante o ano. Pode até parecer, mas eu não trapaceio não! Eu tenho que confessar que ser servidora pública ajuda bastante. Por ano eu tenho direito a 30 dias de férias que posso dividir em até 3 vezes. 

É tudo uma questão de planejamento, e não falo para ser psicopata e planejar todas as horas do seu dia. Um plano simples do seu ano já está de bom tamanho. A partir desse contexto de dias livres, que a propósito me são dignos pela querida lei-mãe 8.112, eu faço uma arquitetura danada pra tentar usá-los com grande sabedoria. 

Geralmente eu chego de uma viagem já de olho na próxima. Em questão de segundos monto uma planilha eletrônica imaginária na cabeça com as variáveis ‘férias’ e ‘dinheiro’, e assim começa tudo. As dicas são: tentar agendar vôos noturnos (a impressão é que as horas dentro o avião e para chegada são menores) quando o destino não for muito longe, porque chegar cansado nas férias é vacilo; viaje na sexta mas só comece suas férias formais na segunda e na volta, termine suas férias na sexta e volte ao trabalho só na segunda-feira (se pensar bem, fazendo só isso você já ganha 4 dias adicionais no seu roteiro); outra dica é tentar marcar suas viagens coladas em algum feriado, eles existem para serem usados mesmo.

O olho é tão grande que só tenho tido a genial mania de voltar de viagem no domingo e já ter que ir trabalhar na segunda. É uma canseira daquelas! É maldade com meu corpo, mas ele tem que ir entrando nos eixos mesmo. Se você for mais molengão, melhor não se sacrificar e marcar o retorno para sábado mesmo. O calendário deve ser seu melhor amigo. Estude cada possibilidade dentro daquele mês.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Programas na TV

Welcome on board!



Tinha um programa que passava na Band toda terça que eu era completamente viciada o “O Mundo Segundo os Brasileiros”. Era sensacional, eles convidavam alguns brasileiros que moravam em alguma cidade do mundo para falar sobre a cultura, mostrar detalhes, dar dicas e coisas do tipo. Tinha um formato diferente, dinâmico e interessante. Mas em março eu sai de viagem e quando cheguei: Cadê o programa? 

Apesar de gostar muito do tema, nem todos os programas de viagens me atraem. Sabe-se lá o porquê. Eu já mandei e reenviei emails à Band (envie o seu aqui) para que voltem com uma nova temporada. Para quem não o conhece é só procurar os episódios no YouTube (você vai achar sobre: Jerusalém, Tókio, Amsterdam, Barcelona, Hong Kong, Lisboa, Roma, Pequim, Nova Iorque e Cidade do México). Caso não tenha a cidade que você procura, dá uma olhada na versão portuguesa “Portugueses pelo Mundo”.

Aproveitando o papo sobre programas, tem uns bem interessantes como o “Não Conta Lá em Casa” (Multishow) que são amigos que saem de viagem para os lugares que ninguém pensa em ir tipo Iraque, Bósnia, etc. O “Vai Pra Onde?” (Multishow) mostra as andanças e aventuras do Bruno de Lucca, é mais focado na galera que é mochileira, dando dicas de albergues, passeios e baladinhas. O “Lugar Incomum” (Multishow) com a Didi Wagner é aquele programa basicão e o que menos me atrai. O “50 por 1” (Record) com o Álvaro – sem carisma – Garneiro tenta mostrar as partes mais granfinas dos lugares, tem mais minutos de propaganda do que de programa. E tem, ainda, aqueles programas e documentários, meio chatinhos, do canal Discovery Travel & Living

Já na televisãozinha do avião, o charmoso do Cássio Reis apresenta o “Tam nas Nuvens”, é ótimo e interessante para assistir durante o vôo, mas se você não viaja tanto assim é só achar no tal de "Intubio"

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A imagem do Brasil

"Sun, sea and caipirinha!"


E o que eles pensam de nós? É muito interessante saber que imagem estamos passando lá fora. Eu acho o máximo sempre conversar com as pessoas coisas que vão além do “o que você está fazendo aqui?” e “que dia você vai embora?”. Nós temos muito prestígio lá fora, eu digo o Brasil com um todo, por isso procuro investigar através das pessoas estrangeiras com as quais tenho contato qual o conhecimento delas à respeito da minha pátria amada. Olha o que tenho tido de referência:

O Brasil é igual a:
  • As mulheres mais bonitas do mundo (simpáticas, quentes, sensuais, dançarinas, belas, vaidosas e charmosas: acho que não existe controvérsia).
  • O país do futebol (melhores jogadores, contratos e resultados: acho que as coisas estão mudando principalmente em relação a esse último).
  • Caipirinha (bebidinha que conquistou o mundo e está em praticamente todos os cardápios: eles precisam conhecer a versão com vodca).
  • Rio de Janeiro (a maioria já sabe que o Rio não é a capital. Só não sabem onde fica, graças a Deus não cogitam mais ser Buenos Aires).
  • País Emergente (sabem do potencial do país no cenário mundial e as peripécias do ex-presidente Lula).
  • Mito de que todas as brasileiras se submetem à cirurgia no bumbum (só podia ser coisa de americano!).
  • No carnaval todo mundo desfila pelado (até faz um pouco de sentido...)
  • Pessoas felizes (todos querem ser seu amigo e já se sentem meio íntimos).
  • Donos da Floresta Amazônica (aos poucos vão se acostumando com a ideia de que temos asfalto e energia elétrica).
  • Antro de disseminação de doenças (morrem de medo das doenças contagiososas e principalmente dos insetos malfeitores).
  • Personalidades mais lembradas (Pelé, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Lula, Gisele Bündchen).
  • Samba é uma dança linda mas infazível (eu acredito que seja bem difícil mesmo pra quem não tem "o diabo no quadril").

Algumas coisas fazem muito sentido e outras viajam enlouquecidamente na maionese! Nossa função (todos nós brasileiros), além de nos divertirmos e turistar, é quebrar e confirmar certos paradigmas. Afinal de contas estamos em campo nesse trabalho árduo de divulgação nossso lindo e tropicalesco país.

Obs.: sobre a imagem das brasileiras-meretrizes, eu falo depois num post exclusivo para esse assunto.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Obrigada amigos [e família]!!!



Como hoje é o Dia do Amigo, nada melhor que escrever um pouco sobre essas pessoas que melhoram e dão tanto significado às nossas viagens. Muitas das vezes a viagem é a maior furada, o destino nada promissor, o hotel um muquifo, o clima inseperado e é aí que o fator “companhia” faz a diferença. Com as pessoas certas não existe lugar ruim, nem aquela cidade-fantasma do interior do Goiás (qualquer inferência à Três Ranchos é a maior coincidência).

Nada melhor que uma viagenzinha para reforçar seus “laços amiguícios” com seus conhecidos. De duas uma, ou vocês voltam amigos de sangue ou vão se odiar para o resto da vida. Para amenizar um pouco, acredito que a primeira opção seja a mais comum na sua vida também.

Parando para pensar no assunto, até as pessoas que saem por aí sozinhas buscam, além de conhecer lugares novos, a amizade de outras pessoas. Perder o trem e conhecer pessoas está na Cartilha Universal das aventuras do mochileiro solitário.

É um grande desafio desenvolver uma amizade em tão pouco tempo e com pessoas tão desconhecidas. Mas o combustível que te move é o mesmo daquele estranho, que pela situação chega a ser  um não-estranho,  quase um familiar. Quando ele te lembra alguém querido ou se parece com algo que você idealiza, o sucesso de compatibilidade é inevitável, apesar daquela efemeridade toda. 

Eu sempre fui meio dependente das pessoas, no sentido de parceria e companheirismo. Até hoje não gosto de ser muito solitária e fazer coisas sozinha, viajar então...eu faço questão de ter alguém do  meu lado (em uma análise mais aprofundada do caso, acho que é para me dar mais segurança). Fico muito feliz em poder dizer que consolidei muitas amizades com viagens e o melhor ainda, pude conhecer muita gente bacana por esse mundão. Gente que fez toda diferença.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Projeto “Viaja mais Melhor Idade”

"Born to be wild..."

Eu venho de uma família que sempre valorizou muito essa cultura da viagem. Desde sempre, escuto e participo das suas histórias de viagens por esse Brasilzão. Já fui (na verdade, fui carregada) para muitas cidades e já durmi demais no colchonete debaixo do banco da minha mãe no ônibus. Provavelmente veio daí essa sede por estrada. Os anos passam e eu, e a nova geração, não deixamos a tradição morrer e continuamos a saga dessa família viajandona.

A geração pioneira que semeou a “sementinha das malas prontas”, também não pode perder o ânimo de viajar. É o que digo todos os dias para minhas tias, tios e mãe (meu pai é um caso à parte que fica pra outro post). Existem trocentos pacotes e opções de viagens especialmente feitos pra essas pessoas que estão eternamente de férias. Férias? Vamos viajar pessoal!

Aproveitando o tema (e meu engajamento recente pela questão do idoso), nesse mês de julho aconteceu em São Paulo o 6° Salão do Turismo e o estande que tratava do projeto específico para 3° idade atraiu cerca de 2.200 idosos. O projeto é um barato, Viaja mais Melhor Idade, e visa incentivar o turismo das pessoas com mais de sessenta anos naquelas épocas de baixa estação. Entre as vantagens estão: 50% de desconto na hospedagem em hotéis e pousadas filiadas ao projeto, pacotes turísticos próprios para esse público e descontos na compra de passagens aéreas feitas nas agências parceiras desse projeto do Mtur.

Eu canso de ver nos aviões, nas ruas e aeroportos muitos casalzinhos, amigas (os), viúvas (os) bem ativos e animados em alguma excursão. E eles não se limitam às fronteiras brasileñas, são super corajosos e se jogam mesmo nas Europas da vida. Analisado o cenário turístico atual eu só chego a uma conclusão: com o passar dos anos as coisas estão melhorando, e a tendência é que nossas viagens só aumentem! 

Grandes festas pelo mundo

Oktoberfest em Munique
Outro dia uma amiga me perguntou onde eu passaria minha lua-de-mel. Eu pensei e disse que a lua-de-mel ainda não sabia mas a despedida de solteira...Calma futuro marido que poderá estar lendo isso! Eu já tenho três opções (abertas a modificações) de lugares e como sou uma pessoa de bom coração darei a você o poder de escolher para que lugar eu e minhas amigas iremos. Bom, seguem minhas opções pessoais:

1. Oktoberfest (Munique)
O festival da cerveja realizado na capital da Baviera na Alemanha, desde 1810, e que reune cerca de seis milhões de visitantes. Se inicia em setembro e termina nas primeiras semanas de outubro.

2. Mardi Gras (New Orleans)
É uma imensa festa de carnaval de rua feita em Nova Orleans nos Estados Unidos, desde 1699. É conhecida pela quantidade de universitários e a troca de colares. Acontece na mesma época que o nosso aqui no Brasil.

3. Spring Break (Miami ou Cancún)
É o recesso escolar, a nossa “semana do saco cheio”, e se realiza geralmente em março. É conhecida pela programação que conta com atividades durante todo dia e noite.

Na verdade, eu precisava apenas de uma forma de começar o post para ilustrar um pouco as grandes festas de jovens pelo mundo. Claro que existem muitas mais, principalmente ali pela Europa em uns países como a Dinamarca e Sérvia (se você souber de alguma outra, socialize!). E não esqueço jamais de citar as que temos aqui no nosso país querido, como os carnavais de Salvador, Rio de Janeiro, Diamantina, Ouro Preto, Recife, e a própria Oktoberfest de Blumenau, em Santa Catarina.

Observação: Futuro marido, lembre-se de que tudo é conversado. Menos a parte que você decide ir para Vegas com seus amigos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Viagem com os amigos. Alguma dúvida?

Vitor Juninho, BebAline, João-pôio-polvo, Glendovisk,
Leleu Jeremias, Carol Princesa da vida, Marcelo Príncipe da Vida,
Alisson LG,  Paulo à pururuca e TarAldo.

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A impressão que pode ter ficado é de que não gosto de viajar com muita gente, mas não era essa imagem que eu queria ter deixado. Eu apenas estava tentando dizer que existem viagens e viagens, cada uma delas tem um objetivo distinto e viajar com os amigos é bom demais! Acho que isso não é mistério pra ninguém.

Minhas experiências com viagens grupais sempre foram bem sucedidas muito porque, ainda assim, a compatibilidade e expectativas de todos estavam muito conectadas. Em uma viagem em específico, Floripa, tudo deu muito certo. Lógico que a cidade era um espetáculo, mas curtimos nossa viagem de uma maneira muito bacana aproveitando a companhia de cada um ao máximo. Acho que esse é o maior diferencial numa viagem com grupos grandes, curtir todos os momentos com seus amigos, de fato.

Entre as viagens que já fiz de galera, essa foi extremamente inesquecível: a viagem se deu de carro (Brasília-Florianópolis) com sete homens, três mulheres e uma casa alugada. Sem tios, professores, pais, supervisores e adultos, mas calma! Tinham dois policiais no meio, eu não sou tão doida assim (pensando bem, um policial e meio, mas não vamos discutir isso agora. E não Vitor, não é bullying). Foi uma daquelas loucuras que eu já contei sobre “aproveitar oportunidades”. Eu fiquei amiga de um dos meninos e no fim do ano estavámos dentro de um carro indo pro sul do Brasil. Eu não acredito em outro destino que não seja o de viagem, e ele tem sempre me reservado momentos únicos. 

Saimos daqui de Brasília, durmimos em Sampa e seguimos pra Santa Catarina. Lá nos encontramos com nossa casa dos sonhos na praia dos Ingleses. Passamos por vários lugares legais, comemos aquele big pastel na Lagoa da Conceição, fomos numa festa irada no Costão do Santinho, visitamos as praias da Joaquina, Mole e Jurerê Internacional, e claro a dos Ingleses que estava no quintal do nosso doce lar. Não faltou o churrasco, o poker, o frescobol, o futebol ameriano, o BBB, a rave na praia e o mais sensacional forró, embalado pela banda “Remela de Gato”.

Na volta, depois de uma votação (mais ou menos) democrática ficamos em Jundiaí e finalizamos os bons momentos no Hopi Hari. Até hoje todos nós morremos por essa viagem e sabemos que foi algo que ficou para história, como as aventuras do João-polvo-pôio ou o desembaraço total para esportes do Paulo com seu bronze estilo leitão à pururuca, afinal de contas Aline não bebe, quem bebe é o Juninho!

Vídeos da viagem: Floripa parte 1    Floripa parte 2

Florianópolis - Brasil   Viagem: 2007.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bebidas nas viagens



“Cuidado!” é a primeira coisa que sua mãe provavelmente fala quando você sai de viagem (pelo o menos comigo é assim). E realmente esse deve ser o item mais importante da sua mala, a gente sabe muito bem (ou não sabe mesmo) as várias ameaças que vão cruzar nosso caminho. Uma coisa eu posso dizer: as que envolvem pedras de gelo e limão talvez sejam as mais perigosas.

Por favor, não caia na besteira de dividir bebidas com desconhecidos (já passei por uma experiência com uma amiga que não foi nada legal) e não descole o copo da sua mão em momento algum. É todo mundo legal, divertido, descolado e gente boa, mas não subestime a índole de ninguém. Se existe gente mal intecionada naquela matinê que você frequenta na esquina da tua casa, imagina numa superbalada de uma metrópole cosmopolita? Se alguém vai ser ingênuo, que não seja você!

Pensando outro dia sobre essa história de se embebedar em território alheio, eu notei algo muito curioso que acontece comigo. Acho que toda vez que cruzo a fronteira meu “alerta anti-confusão” liga automaticamente (ou então tem acionamento de voz: a da minha mãe). Eu saio, me divirto, bebo (na tranquilidade) e não perco as frágeis estribeiras. Fico alegrinha mas nada parecido com a sensação de descontrole que sinto numa noite qualquer na matinê bem brasileira da esquina. Engraçado, né? Querendo ou não, tudo que faço acaba sendo bem consciente.

Tem gente que se joga como “se não houvesse amanhã”, eu sei de histórias legendárias e na maioria os protagonistas são homens – lógico, as mulheres não são loucas de arriscar colocar “a” na reta. Uma delas foi a de um amigo que bebeu, durmiu no banheiro da balada, acordou trancado e ao se movimentar lá dentro disparou o alarme anti-roubo. Resultado: tiros e polícia gringa na história. No fim das contas o cidadão conseguiu se livrar do problema porque era brasileiro. Menos mal, já pensou se ele tivesse acordado numa banheira de gelo com uma cicatriz na altura dos rins?

Com você não sei como vai funcionar, mas vamos manter aquele “cuidado” que você ganhou da mamãe. Afinal de contas, não vai ser muito educado recusar os drinks que você ganhará apenas por ser brasileira(o), e outra coisa, você está lá de férias e beber um negocinho por aí não faz mal a ninguém. Viajar é uma ótima oportunidade para experimentar bebidas diferentes e típicas de boníssima qualidade.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Se virando com a língua...



Tem gente que se preocupa muito na hora de planejar as férias  quando o destino está fora do país. Eu entendo perfeitamente a preocupação que isso acaba causando seja por conta do clima, da cultura e principalmente da língua.

Não vou negar que saber o mínimo de inglês já facilita bastante as coisas. Mesmo indo para lugares que não têm o inglês como primeira língua, é possível “sobreviver” com facilidade. Posso dizer que minha experiência nos países da Europa não foram nem um pouco traumáticas no quesito “comunicação”. Em Paris não notei nenhum tipo de preconceito com uso do inglês (questão bem polêmica), na Alemanha me surpreendi com o uso do inglês até nas cidades pequenas, em Bruxelas ele é uma das línguas optativas nas escolas então a maioria da população o domina e, em Amsterdam eu só ouvi inglês (o holandês que é bom, deve morar no interior).

Não precisa ser o blaster-master sabidão da língua, vou me limitar a dizer que minha mãe e tias já foram trocentas vezes para Miami, fizeram compras, realizaram trocas de mecadorias e pediram comida tirando ou colocando ingredientes numa boa. Nem preciso dizer qual o nível de inglês de cada uma. Encare tudo como mais uma novidade, experiência e lição de vida. É sempre bom aumentar nosso nível de conhecimento, principalmente nessas experiências práticas. Naturalmente você vai se interessar e querer aprender cada vez mais.

Já em países mais diferentes como a Rússia, China, Japão, Egito, Índia... o quesito “língua” pode ser realmente assustador, mas nesses casos sua viagem vai ter sido planejada com muita antecedência e cuidados para que o maior número de adversidades sejam previstas. Se a comunicação estiver pesando muito na sua bagagem a solução talvez seja viajar em uma excursão ou pacotes com guias turísticos inclusos.

A maioria das cidades grandes já possuem uma estrutura muito boa voltada ao turismo internacional, além de pessoas que falam vários idiomas, existem  os guias escritos específicos aos estrangeiros, placas e serviços de atendimento ao turista. Ah, sem falar no vellho método gestual que continua funcionando divinamente.

Pensando bem, é muito divertido tentar aprender a língua local e tentar interagir ao máximo com os nativos. Você ganha muito mais simpatia se ao menos tentar aprender aquelas palavras mágicas “olá”, “tchau”, “obrigada”, “me dá uma coca-cola” e “eu sou brasileira”. Não deu certo? Ficou com vergonha? Deu branco? Giba neles, quer dizer, inglês neles!

Anyway...se você estiver tímido olha o inglês do técnico Joel Santana:

E agora o Marcelo Adnet acrescentando seu ponto de vista:



terça-feira, 12 de julho de 2011

Procura-se uma técnica!




Técnica, tudo que preciso é desenvolver uma técnica para viajar de avião. Tá pra nascer uma pessoa que passe tantos maus bocados naquelas benditas horas dentro de uma aeronave/ônibus/trem/etc. Eu já fiz de tudo para desenvolver uma técnica eficiente para, principalmente, conseguir dormir. Já pesquisei em sites e até já optei pelo método da "observação do vizinho”, nada resolveu e ainda fiquei mais brava em ver pessoas dormindo como anjos e tendo lindos sonhos enquanto eu estava ali completamente torta, caindo de sono e com calos nos dedos de tanto apertar todos aqueles botõezinhos que estavam ao meu alcance.

Já dei muita sorte, tipo viajar sozinha naquelas duas ou seis poltronas, mas nem sempre as tarifas de passagens são tão altas assim e os vôos acabam saindo abarrotados de gente e crianças. Eis algumas situações que me perseguem:

Poltrona
- Não precisa medir 2 metros de altura para se sentir mal naquelas cadeiras que não te cabem sentado que nem um ser humano normal. Meu joelho custa entrar e de vez em quando preciso trocar de posição pois não sinto mais nada da cintura pra baixo (existem casos reais de trombose por isso você deve se levantar de vez em quando e evitar roupas apertadas). 

- Como lidar com aquela inclinação negativa dos encostos? 

- Eu aconselho vôos noturnos que passam mais rápido e você ganha tempo para aproveitar a viagem, mas dormir às vezes é complicado. Eu praticamente saio do avião direto para uma seção de RPG de tanto malabarismo vertebral que acabo fazendo. 

- A dica é sentar no corredor se você tiver pernas longas e tiver incontinência urinária, sentar na janela se você não consegue dormir sentado sem se apoiar, sentar na primeira fila que te dá mais espaço e não sentar na saída de emergência porque as cadeiras não inclinam e em casos de emergência você será responsável por todas aquelas vidas. 

Passageiros
- Algumas coisas são desnecessárias (eu sou super de boa e não sou muito de me importar) e incomodam muita gente tipo aquela pessoa que fica o tempo inteiro mexendo nas bagagens de mão, aquela pessoa que senta do seu lado e começa a roncar (geralmente o bafo vem de brinde), aquela pessoa que não pára de falar um segundo sequer, aquelas pessoas que espremem quem está sentado no meio, aquela pessoa que no procedimento de aterrizagem já está de pé no corredor para ir embora, aquela pessoa que reclama da comida, do voo, do celular desligado e da pressão da cabine e aquela pessoa que bate palma quando o piloto pousa o avião. 

Crianças
- Eu descobri uma coisa: eu amo crianças aqui na terra. Lá no céu eu tenho pavor! Elas me perseguem, sempre tem um ser iluminado (com pais sem discernimento) bicando meu encosto, cantando o voo interirinho (“Fui à feira comprar mamão e a formiguinha subiu na minha mão, eu sacudi, sacudi, sacudi...” - com todas as partes do organismo), fora as mães desnaturadas que viajam com crianças com horas de vida, elas logicamente sentem muitas dores por conta da pressão e choram quem nem bezerros desmamados (eu morro de pena e fico muito "pê" da vida com essa maldade). Meu sonho é...leia aqui

Eu tenho cada vez mais tentado desenvolver subterfúgios para essas questões práticas do dia-a-dia aeroviário, um dia vou poder reduzir certos perrengues pagando uma passagem de segunda ou primeira classe (uma boa saída). Se você possui programas de milhagens nas companhias aéreas sempre consulte a quantidade de milhas exigidas para compra de bilhetes em classes superiores, ultimamente tem valido muito a pena esses upgrades de classe. Mas enquanto isso, eu aciono o módulo “férias” na minha cabeça e é só alegria...sorte das crianças que não podemos abrir a janela. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Regras da Receita Federal



É sempre bom estar por dentro das regras da Receita Federal sobre as compras que fazemos no exterior. Vou colocar um resumo das coisas mais relevantes e quem quiser saber mais é só entrar no site da própria Receita.

Alguns itens podem ser trazidos como objetos de uso pessoal e não serão alvo de tributação fiscal como: máquina fotográfica, relógio de pulso, jóias e celular usados (fora da caixa).

As filmadoras, computadores, videogames, DVD's entram na regra das cotas e sofrem tributação (cuidado!)

A importação de bebidas e cigarros está limitada à quantidade de 12 litros e 10 maços de cigarro (por pessoa). Os souvenirs (no valor de até U$10) estão liberados na quantidade de até 20, sem que sejam 10 iguais.

Eu destaquei apenas aqueles mais frenquentes em nossas compras, mas ainda existe um monte de regras para todo tipo de objeto como remédios, equipamentos automotivos, etc. Resumindo, quando a aeromoça te der o formulário da Receita, esses itens liberados de taxas, não precisam ser declarados pois entrarão na sua cota de produtos de uso pessoal. 
De acordo com a própria Receita cada passageiro possui uma cota para produtos eletrônicos de U$500, se você trouxer algo num valor superior, é cobrado o valor de 50% no valor excedido. 

Já em casos em que você já sai do Brasil com algum eletrônico, basta levar junto contigo na mala a nota fiscal do objeto, se na volta você precisar se explicar é só mostrar a nota fiscal provando que você não comprou o produto por lá. Antes você precisava levar a nota na própria Receita antes de viajar e pegar um documento te liberando. Na minha mais recente viagem eu descobri que hoje em dia basta levar a nota fiscal, fácil assim. De qualquer forma, se sobrou alguma dúvida entre em contato com eles. 

Não fique bravo, isso é mais um mecanismo para (tentar) evitar que os EUA (principalmente) sejam o novo “Paraguai” e você, o novo “sacoleiro”.


Novidades sobre o tema clique aqui.

domingo, 10 de julho de 2011

Promoção imperdível?



Nossa no meu email, ultimamente, tenho recebido promoções fantásticas desses sites de venda coletiva. Eu ficava enlouquecida pensando em métodos de conseguir "férias forçadas" do trabalho. Mas depois de um tempo eu aprendi muito bem a ler as letrinhas pequenas, sempre as letras pequenas. Antes de se desesperar com a contagem regressiva para o fim da venda, é melhor pensar bastante no que estão realmente vendendo.

Eu e algumas amigas nos empolgamos muito com uma proposta de ida para Vegas: irrecusável! Confesso que se dependesse de mim teríamos fechado aquela compra em exatos 3`35``. Numa outra vez, recebi uma oportunidade de ida até o Caribe (era alguma das suas zilhões de ilhas), eu também achei o máximo e quase coloquei minha fatura na reta. Você deve estar se perguntando o porquê de nada disso ter se tornado realidade, claro que acho os destinos sensacionais, maaas aprendi a ter mais calma e colocar a cabeça à frente do coraçãozinho mochileiro.

Várias das promoções oferecem pacotes no que no fim das contas não são tão imperdíveis assim. Eu explico! Preste bastante atenção no período no qual você vai poder usar os vouchers, às vezes eles nem poderão ser usados na época das suas férias. Cuidado com os destinos praianos como as ilhas do Caribe, muitos dos pacotes oferecem os meses que correspondem justamente com as temporadas de furacão (foi meu caso), uma pesquisa básica pode te deixar por dentro dessas informações. Independente da cidade, principalmente as maiores, procure saber melhor sobre o hotel incluso na promoção, muitas vezes não serão os melhores (foi meu caso na história de Las Vegas). E o mais importante, faça uma pesquisa sobre os custos que você terá em determinado local, de repente ir fora da tal promoção te traga mais benefícios e os preços saiam mais em conta.


Não estou dizendo para marcar como spam esse tipo de proposta no seu email, e sim te lembrando de estudar melhor cada caso. Além de pesquisar no velho e bom Google, entre em contato com pessoas que já estiveram na tal cidade e pegue algumas dicas. Com certeza tem muita coisa boa por aí e que merece ser mais uma despesa na sua vida. Não custa nada ser um pouco mais profissa nesses casos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cervejas I


Eu nunca fui muito fã de cervejas aqui no Brasil, na hora de fazer meu pedido ao garçom sempre preferia ficar ali pela seção dos drinks e acabava com um mojito, uma tequila sunrise ou as amadas caipirinhas na mão, ou boca. Mas depois dessas minhas andanças e, principalmente, depois da passagem pela Alemanha eu fiquei diferente.

Também pudera, fiz questão de provar a cerveja de cada lugar. Lá cada cidade produz sua cerveja própria e pedir alguma de uma outra cidade chega a ser uma ofensa. Foi muito divertido se deparar com tanta variedade, poderia ter tomado muito mais, mas tinha que começar de algum jeito. E foi assim que começei:




Radelberger (Dresden/Alemanha)

Vamos viajar?

Hauptbahnhof de Berlim

Viajar pra mim é um grande prazer e por isso sempre procuro me organizar na medida do possível para que nada possa atrapalhar. Uma das etapas mais difíceis, como eu até já disse, é achar a companhia certa, ou as companhias certas. Eu digo isso porque além da compatibilidade de gênios é extremamente difícil conseguir alguém com a mesma disponibilidade de tempo, dinheiro e, sobretudo, os mesmos anseios.

Eu sempre digo que não gosto de viajar com muita gente, mas preciso explicar que em certas viagens não gosto mesmo. Uma coisa fundamental é definir o objetivo da viagem: descanso, baladas, compras, turismo, tudo ao mesmo tempo? Posso dizer por experiência própria que pouca gente sempre me deu muita sorte. Vale lembrar que isso não significa que não encaro uma viagem para, por exemplo, um Spring Break em Miami com umas 10 amigas(os). Mas falando sério, o problema que vejo numa viagem tipo excursão CVC (mais de 4 pessoas), é que na maioria das vezes as pessoas se dispersam, grupinhos se formam e o grupo acaba separado.

Há quem encare viagens sozinho, e eu conheço gente que engatou um mochilão com a companhia da própria sombra, por um mês inteirinho, passando pelos lugares mais malucos que se possa imaginar (como a costa leste da Europa). Eu admiro. Não cheguei ainda nesse nível, mas como tudo na vida, não descarto a possibilidade. Depois de algumas conversas descobri que isso acontece muito porque pessoas dispostas a comprometer muitos dias de férias, recursos financeiros e espírito aventureiro estão cada vez mais raras no mercado. A solução é colocar algumas garrafas de tequila na mochila e ir conhecer aquele monte de cidades e pessoas, essas últimas você vai conhecer demais (pelo o menos é a obrigação de todo mochileiro).

Eu dei muita sorte nas minhas viagens, sempre consegui a cia de pessoas ótimas. Comecei com altas caravanas da minha família e sempre sonhava com o dia de poder sair por aí só com os amigos com o foco apontado para outros objetivos. E tem sido incrivelmente recompensador! Por mais improvável que pareça eu não gosto muito de regras fixas, horários rígidos e roteiros inalteráveis, tem coisa melhor do que adotar o GPS-quebrado way of life? Só que, por favor, não aceite caronas de ninguém ou ninguéns!

A dica que dou é aproveitar as oportunidades, sem pensar muito e sem medo do que vai acontecer. Se uma grande amiga te convida pra uma viagem meio relâmpago, aceite! Nem sempre a gente pára para planejar uma viagem e ir fazendo tudo aos poucos e devagarinho, se você tiver esse tempo e empolgação, ótimo! Se o fator dinheiro não for problema, vá! Algumas das minhas melhores experiências foram resultados de viagens inesperadas...de um dia para o outro eu estava entrando num avião voando para Paris. Sim, Paris aquela cidade idealizada das japonesas e tão familiar para todos nós, tão familiar que parece que nem existe de verdade. Era um sonho pisar naquele país, principalmente naquela cidade, mas quando isso aconteceria? Só Deus sabe! Eu vi a oportunidade passando e pulei na garupa! Nem sempre temos a predisposição de organizar e trabalhar meses e meses encima de uma viagem, então nessas horas precisamos acionar o piloto automático e deixar a vida, quer dizer, a aeronave nos levar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Síndrome de Paris


fraternité..

 Eu fui almoçar hoje na casa da minha vó e depois da comilança fiquei assistindo ao “Jornal Hoje” e uma reportagem me prendeu no sofá: A 'Síndrome de Paris' que afeta as turistas japonezas. Vai fugir um pouco do estilo do blog mas precisava fazer um post sobre esse fato.

Para você ver como são as coisas...essa tal síndrome existe mesmo e é caso de estudo com muitos profissionais japoneses especialistas (psiquiatras) nessa doença. A síndrome se dá basicamente pelo choque cultural quando essas turistas pisam na cidade-luz. Existem vários fatores que ocasionam o desenvolvimento da síndrome, são eles: o tratamento áspero recebido por taxistas e garçons, perceber que Paris real não é a mesma dos filmes e, o mais importante, não conhecer em sua estadia o tal do príncipe encantado. Nesses casos muitas devem ser repatriadas para receberem cuidados médicos, tudo por conta dessa frustação com a Paris Idealizada. De acordo com a reportagem, por ano cerca de 12 japonesinhas ingênuas e puras voltam para a terra natal para tratamento médico e ficam proibidas de retornar à bela, linda e perigosa Paris.

Acho que não preciso fazer maiores comentários mas cabe dizer que se você pretende visitar Paris é melhor se precaver e não ser obrigada a voltar de lá direto para um divã. Nos 30 dias antecedentes à sua viagem não assista a nenhum filme que tenha Paris de pano de fundo, fique longe de músicas na língua francesa, coloque no fundo do armário qualquer livro que ao menos mencione aquele país e, de repente, até arrume um namorado! Fica a dica!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

DPV 1





Eu sempre faço minhas viagens com alguma companhia, ainda não cheguei no nível de sair sozinha por ai. A minha experiência pela Europa foi toda feita com uma querida prima. A parceria é muito grande e a  compatibilidade de gênios melhor ainda. Coisas essas fundamentais quando se coloca o pé na estrada, ou no avião. Não existe lugar melhor, do que numa viagem, para conhecer tanto as pessoas como, principalmente, você mesmo. Você está completamente fora do seu lugar comum e sujeito às mais variadas influências do mundo que te rodeia (literalmente). 

Escolha com muita calma suas cias de viagens, parece uma besteira mas nos momentos mais críticos que possam surgir essa pessoa pode ser sua “salvação” (sou meio dramática) ou ser aquela que vai dividir com você as melhores experiências da sua vida.

Assim que chegamos da nossa segunda viagem, eu muito emotiva e nada satisfeita em voltar à rotina, escrevi na correria do expediente de trabalho um email completamente informal para minha prima. Depois nos falamos pelo celular e ela me disse que era uma pena muito grande apenas ela poder ter lido aquelas palavrinhas (exagero total pois escrevi correndo e com provavelmente muitos erros de português). Bom, como decidi criar o blog, vou publicar a cartinha que, lembrando, fiz num momento do auge da minha crise de DPV – Depressão Pós Viagem.


Clarissations! Obrigada!!! Você é o máximo...Check point Charlie! Vou finalizar com um funkzinho: "Nick or Erick, Nick or Erick...." 


"Olá!!!
Bom dia querida, quer dizer, senhora!

Estou escrevendo para agradecer a cia de viagem e a perceria, sobretudo. Foi com certeza uma viagem inesquecível e provavelmente uma das maiores experiências da minha vida em vários sentidos. Realmente para mim, foi muito importante ter passado por isso.

Desculpa por qualquer coisa que tenha dito ou feito, pelos momentos de mau humor (raros mas existentes) ou brincadeiras sem noção.

Eu ainda estou naquela fase da volta em que você fica meio sem saber o que fazer da vida...não se encaixa mais aqui na sua rotina e tem até uma frustração depois de voltar de, literalmente, uma viagem tão radical para nossos padrões de vida/cultura. O fuso horário ainda está no meu reloginho interno, tenho dormido muito cedo e acordado mais cedo ainda. E a fome vem em horas meio esquisitas. Minha tosse está passando e depois de tirar as 28 calças percebi que minha perna está mais torneada: resultado de nossas andanças diárias de mais de 5km (provavelmente). Aii...como eu amei tudo...como eu amo a Alemanha...como eu quero ir mais pra lá...ai como eu tenho ciúmes da Alemanha...ahh como eu quero casar com um soldado alemão!

Quando paro para lembrar, cada coisinha que nos aconteceu fico rindo atoa...não tem como esquecer nosso encontro em Colônia, a bagunça no memorial do judeus, o turco fdp, a saída de emergência do trem, o futebol com a calçada, a noite de mendigas na houptbanhof, o frio tremendo nas filas de Berlim, os flertes com todos que cruzassem nosso caminho, a Pimpernel, o “Puulta que pariu os americanos!” , os vários “O que você tá fazendo aqui na Alemanhaaa???” , aquele “Ela é sua amiga? ela tam-bééém é brasileiraaa???”, o tenso “Dutch, in dutch!!”.....etc etc. Não adianta, ninguém vai saber como foi tudo isso...podemos contar e recontar, mas isso será só nosso! E isso é o que faz a diferença entre viagens e viagens, e definitivamente temos muita sorte com as nossas.

hahahahahahahahahahaha...aii...eu amo isso! Acho que nasci pra isso! Claro que estou cansada demais para pensar em outra viagem desse naipe, mas sei que em breve vou estar rolando anoite na cama bolando algum plano.

Enfim, que venha São Paulo. E que o futuro nos reserve bons roteiros.
Muito obrigada!!!
Alina
Miss Nikka
30/04/2011 "

Reichstag (Parlamento alemão)
Berlim Mauer - East Side Gallery (Muro de Berlim)

Ano Novo em Las Vegas

Depois do Natal em Nova Iorque , decidimos voar para Las Vegas para curtir o reveillón. Plano ousado e cheio de expectativas.  Pri...