Cardápio de viagem

"Miau...!"




Preciso dizer que as viagens têm me trazido mais benefícios do que até eu mesma imaginava. Eu sempre fui meio complicada com essa questão de alimentação. Eu não sei explicar mas sou uma antítese ambulante. Para você sentir o clima, eu não gosto basicamente de: queijo, folhas, sanduíches, comida japoneza e frutos do mar. Mas sou fascinada por uma pizza, lazanha e uma comidinha chinesa. Com o passar do tempo eu tenho me sentido mais aberta a experimentar coisas diferentes que antes já vetava só de saber o nome. Acho que as viagens têm tido papel determinante. 

Você está ali num país estranho e não pode exigir muito da disponibilidade dos cardápios, fato. Eu sou uma boa menina e não dou trabalho para meus companheiros de viagem (preciso fazer meu filme também, né?), a não ser quando estou com muita vontade de beber Coca-Cola ou de comer um croquete holandês. Tem gente que se joga e experimenta mesmo os maiores absurdos das panelas internacionais tipo sopa de moela de avestruz (?). 

A minha dieta estrangeira varia demais, mas basicamente gira em torno do combo de Mc Nuggets do McDonalds (já sei pedir em várias línguas), os cheirosos Kebabs e muita, muita mesmo, comida italiana. O resto fica por conta da variedade e comidas típicas do próprio país, claro que dentro do limite da “boa comilança”. Também não é legal ousar demais, isso vale para você que come de tudo, e além de satisfazer a fome, não arrisque ganhar uma congestão ou indigestão bem ali no meio das suas férias. 

Eu fico feliz em dizer que meu paladar está ficando mais maleável e aberto à novas provações. Já até desenvolvi técnicas de fuga de certas “ciladas” tipo recusar os tira-gosto de vísceras de bode dizendo que amo comer isso mas infelizmente tenho alergia – funciona que é uma beleza e nem fica parecendo falta de educação. 

Abre parênteses (Momento confissão: minha vida mudou muito depois que comi, fissurada, um peixe ensopado lá no Caburé nos Lençóis Maranhenses.) fecha parênteses. Querido(a) companheiro(a) de viagem: a gente pode ir perfeitamente no restaurante estranhão, sem problemas. Eu arranjo alguma coisa naquele cardápio que me agrade, e para qualquer emergência eu tenho minha malinha que não sai do Brasil recheada de biscoitos, doces e salgadinhos. 

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