sexta-feira, 19 de julho de 2019

Aruba


O que dizer de uma ilha que tem como slogan: "One happy island (uma ilha feliz)"? Pois é...assim começa a minha história (e a de todos que vão para lá). 

Na época em que Cancún e as Bahamas eram os verdadeiros significados do glamour caribenho, Aruba surgiu no mapa de opções turísticas e continuou até hoje sendo uma das grandes vencedoras da disputa de turistas entre todo aquele conjunto de ilhas (que são são mega preparadíssimas para os visitantes). 

Vou dizer logo que Aruba é uma irmã mais nova de Cancún, apesar da colonização ter sido holandesa (com muita influencia na língua, nomes de ruas, comidas e até nas escolas), e da influência americana que determinou os padrões e layout da ilha (impossível não reparar num canteiro de obras com uma placa imensa que dizia "Soon an IMAX" (um puta cinema Imax que na "cosmopolita" Brasília, capital do Brasil, ainda não existe). As pistas são perfeitas e estão lá as principais franquias queridinhas dos americanos (Wendys, Pizza Hut, KFC, Burguer King, McDonalds, Fridays, Starbucks, TacoBell, Sbarro...), mas tem uma série de outros detalhes que dão à Aruba grande vantagem em relação às ilhas vizinhas:

PRÓS
1. Pra quem vai do brasil é uma ótima opção pois fica relativamente perto de nós (acima da Venezuela);
2. Não precisamos de visto, apenas do Certificado Internacional de Vacinação ou profilaxia (CIVP) para febre amarela; 
3. A ilha aboliu o uso de plástico então tudo é feito com um material que lembra o plástico (só que de milho) e os canudos são todos de papel (ou de milho);
4. A variedade gastronômica é impressionante, transita entre as grandes redes de fast food americanas até a culinária local com as influências holandesas (o croquete é igual ao de Amsterdam);
5. É de longe um paraíso vegetariano e vegano, impressionantemente a maior parte dos restaurantes tem cardápios específicos para esses públicos (meu marido vegano comeu de tudo...cogumelo mesmo faltou dia para experimentar);
6. O mar tem águas bem paradinhas então é ótimo para crianças, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção, bem como para aqueles grupos que gostam de fazer rodinhas para bate-papo (minha família). Inclusive vimos na praia do meu hotel Holiday Inn resort Aruba Cassino  e no vizinho Playa Linda Beach Resort barracas com acessibilidade para cadeirantes;
7. A temperatura da água da praia é bem temperada (não muito quente e não muito fria) e a areia é super gostosa e não é do tipo que gruda pra sempre;
8. A maioria das pessoas não utiliza o regime all inclusive dos resorts porque eles permitem que usemos sacolas térmicas/coolers/isopor dentro da sua estrutura (inclusive em todos os corredores tem uma máquina de gelo grátis à disposição dos hóspedes). É só passar no mercado Super Foods e fazer a feira;
9. É um lugar extremamente seguro (pode deixar as coisas nas cadeiras e entrar no mar/fazer caminhada tranquilamente);
10. Há muitas opções de atrações aquáticas para brincar (bananas boats, boias, wake board, parasailing, mergulhos, passeios em barcos, kite surf, etc). O dia na praia não será enfadonho;
11. Os dias são longos e o sol cumpre seu papel sem preguiça (eu consegui minha vaga com cotas na universidade no primeiro dia, sim...no primeiro dia); 
12. A ilha é super pequena então é muito fácil alugar um carro e percorrer praticamente tudo (além de bem sinalizada);
13. Os arubianos são muito educados e atenciosos (a comunicação é muito fácil porque praticamente todo mundo fala papiamento, inglês, holandês, francês, espanhol e portunhol) e não temos aquela sensação de trapaça ou exploração; 
14. É o clássico lugar perfeito para tirar férias: todas as pessoas estão tranquilas, felizes e relaxadas (não tem pressão de tempo, estética, status...);
15. Todos os lugares aceitam dólar e dão os trocos na mesma moeda (só as moedas que geralmente vem em florins arubianos);
16. Pra quem gosta, tem muita lojinha e feirinha (minha família), além de shoppings e lojas de luxo;
17. O pôr do sol é um dos mais bonitos que vi na vida (sem exageros);
18. Pra quem curte cassinos vai encontrar vários deles por lá; 
19. Não tem aquela badalação e agitação de Cancún (é mais família, mais sossegado, mais propício para o descanso);
20. O clima é ótimo, tem sempre uma brisa que não deixa ficar abafado e com aquele incômodo de ficar suando o tempo todo. 

CONTRAS
1. Como tudo é vendido em dólar, para nós brasileiros, acaba ficando uma viagem não muito baratinha (um prato com carne não vai custar menos de 28 dólares); 
2. Pra chegar até lá precisamos viajar pela Copa Airlines passando pelo Panamá. Tivemos problemas de overbooking no trecho Panamá – Aruba (que foi tencíssimo e explico melhor em outro post).

ALUGUEL DE CARRO
Alugamos um carro por todo período da viagem (ficamos 8 dias), retirando e devolvendo no aeroporto (na Fox Rent a Car pelo site Expedia). Por mais que não estivesse nos planos sair de carro todos os dias, valia mais a pena o período todo (considerando que o táxi do aeroporto para Palm Beach custava o valor tabelado de $35). Foi ótimo porque podíamos ir quantas vezes quiséssemos para o Super Food (supermercado) e para o cento de Oranjestad (restaurantes, lojinhas e feirinha).

HOSPEDAGEM
Pelo que pesquisei sempre fica uma dúvida entre se hospedar em Palm Beach, Eagle Beach ou Oranjestad.

Em Oranjestad, o centro da ilha, está apenas o Hotel Renaissance, que possui uma praia privada que tem os famosos Flamingos (quem não está hospedado lá paga um day use de $ 99 por pessoa). Na minha opinião, apesar do hotel ser bem topzera ele fica numa faixa de praia muito pequena e isolada.

Eagle Beach é uma praia que fica entre Oranjestad e Palm Beach. Lá tem poucos hotéis e mais apartamentos para aluguel. A praia é bem bonita, gostosa, porém mais rústica. São $40 por pessoa pra usar a estrutura de cadeiras das barracas, e na ponta da praia tem uma palapas grátis (quiosques de palha) para uso público. O grande atrativo da praia são as árvores Divi-Divi típicas de Aruba que ficam no meio da areia e, pasmem, verdinhas verdinhas.

Na vida real pude constatar que fizemos a escolha certa em ficar em Palm Beach, a praia onde estão os grandes resorts e que na rua de trás tem shoppings (Palm Beach Plaza Mall e o Paseo Herencia Mall), lojinhas e uma extensa rua de restaurantes (ótimo pra fazer tudo a pé). Nos hospedamos no Holiday Inn Resort Aruba Beach & Cassino, por meio do Booking. Troquei e tirei várias dúvidas por emails com eles que sempre me atenderam com agilidade.

Todos os hotéis ali da região estão numa localização perfeita para essa programação noturna, mas eu indico demais o Holiday Inn e o Playa Linda pois estão no olho do furacão. Eu indicaria, ainda, os hotéis que estão entre o Holiday inn e o Riu. Do lado do Riu tem o Divi Aruba Phoenix que tá isoladinho e tem um pedaço interessante de praia privada (pelo que entendemos são aparthotéis para famílias grandes).

ALL INCLUSIVE 
A ideia era ir num all inclusive padrão Caribe, porém a pesquisa mostrou que o fato de a cidade estar recheada de restaurantes e de o hotel deixar a gente usar nossa própria caixa térmica em suas dependências, era mais jogo optar em não usar o regime do "tudo incluído".

Principalmente pra gente que tinha um vegano na dupla, foi a melhor escolha da vida pois estávamos de carro e pudemos ir várias vezes ao mercado comprar mil coisas (levei uma sacola térmica na mala) e conhecermos as zilhões de opções de comidas veganas, carnívoras, vegetariana, celíacas, etc.

Apesar de tudo, cabe ressaltar que achei a hospedagem cara.

PASSEIOS E ATIVIDADES
Fizemos por conta própria a maioria dos passeios básicos: pra o lado sul, fomos até o Mangel Halto, uma porção de mar perto de um mangue indicado para snorkel; e para Baby Beach, a praia mais afastada de tudo mas que possui o padrão mais alto do turqueza/transparente caribenho da ilha. É rústica, tem apenas um restaurante com preços acessíveis de comida e banheiro. Não usamos a estrutura de praia deles pois tinha várias árvores que nos proporcionaram bons lugares para estender as cangas e abrir a térmica pra comer e beber besteira o dia todo. Gostamos tanto que fomos duas vezes (cuidado que o sol racha legal).

Visitamos Oranjestad e suas lojinhas, também o centro comercial Renaissance Market Place que anoite que tem uns restaurantes muito maneiros. Difícil indicar restaurantes porque são muitas opções e todas muito boas. Depois das 15h é permitido estacionar os carros sem pagar estacionamento no centro. O pôr do sol de lá também é lindo. A influência holandesa está por todos os lados, nos prédios de governo e no comércio. A rua do fuzuê de lojas e compras é a Caya G.F Betico Croes (para pedestres e um bondinho elétrico que faz um mini city tour ali nas redondezas). Nessa rua tem várias lojas famosas de padrão internacional, e, especialmente, a lanchonete The Pastechi House (com super avaliação no TripAdvisor) que tinha inacreditavelmente pasteis (um pouco diferente dos nossos) e croquetes veganos.

Também fizemos o passeio Jolly Pirates na parte da manhã (com bebidas e almoço incluso) que sai de Palm Beach. O almoço é tipo um PF por isso nem se encha de expectativa. O passeio vale a pena pela diversão e as três paradas para snorkel (equipamentos inclusos). A primeira parada foi num navio da Segunda Guerra Mundial que eu considero ter sido um dos Top 5 da minha vida. Sério...vale muito a pena. No site deles tem umas promoções pela reserva antecipada.

Estávamos querendo ir até o farol na parte norte da ilha, mas as praias que nos interessavam já tínhamos ido no passeio do Jolly Pirates, e o pôr do sol no nosso hotel era tão incrível que também optamos em não ir até lá.

A parte leste da ilha é mais selvagem, com menos acesso à carros comuns e tem praias mais agitadas e escuras, também está lá o Parque Nacional Arikok. Como também não era nosso mood de viagem (queríamos o mar turquesa-caribe) optamos em não ir. Mas fica a dica.


Resumindo alugue um carro, leve uma bolsa térmica, aprenda a falar papiamento (tô zuando), não economize nos dólares e comece a passar protetor solar 1 semana antes de ir (descasquei como se tivesse meus belos 12 anos de idade).



Aruba: no caribe          Viagem: 2019 (junho).


Poderá gostar também de:  Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Lua de Mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa



Toda nossa organização girou em torno desse destino. Como nossa ideia de lua de mel era exatamente o que Bora Bora refletia, decidimos ir para Polinésia Francesa e gastar a maior quantidade de dias da viagem nesse paraíso.

Época de ir 
Como queríamos conciliar um casamento ao ar livre e sem chuvas em Brasília, optamos em fazer tudo em agosto, o que coincidiu com uma das melhores épocas para visitar Bora Bora. Pense bastante nisso antes de marcar a lua de mel e a data do casamento.

A recepção 
Assim que chegamos no aeroporto de Bora Bora avistamos o guichê sinalizado com o nome do hotel. Lá nossas malas foram etiquetadas, recebemos colares de flores de boas vindas e garrafas de água. Depois fomos direcionados para o barco do Le Meridien (o aeroporto é uma micro ilha próxima à principal) e nos encaminhamos para o hotel. Cada piscada era um sopro de emoção diante de todas aquelas paisagens, era como se o sonho estivesse em movimento.

Tudo é muito mágico desde, sair do aeroporto de barco até a chegada no hotel (ponto A do mapa abaixo). Logo você é conduzido num carrinho de golfe até a recepção (B) para preencher alguns formulários e receber orientações. Depois a atendente faz um tour por todas as instalações nos mostrando tudo que tem à nossa disposição. Como chegamos antes do check-in, ficamos esperando nosso bangalô ficar pronto no bar da praia já com o all inclusive liberado.

Escolhendo o hotel 
Uma das maiores dificuldades que enfrentamos foi escolher o bendito do hotel em que ficaríamos. Assim como nas Maldivas, são muitas opções. Praticamente todos os pacotes das agências de viagens hospedam a galera no Hotel Intercontinental (uma rede mundial que tem hoteis em outras ilhas e aí conseguem um "desconto" melhor). Esse é o hotel das fotos mais difundidas pelas agências, onde os bangalôs estão dispostos em formatos de ferraduras

Como fomos por conta própria, pudemos dar uma olhada em mais opções. Achamos o Hotel Le Meridien, que está ao lado do Intercontinental, e o único que pudemos fazer reservas no regime de all inclusive (para nossa surpresa, quando chegamos lá percebemos que não era o mais comum)  já que era pra gastar, gastamos "como se não houvesse amanhã". Optamos pelo all inclusive para não termos que nos preocupar com valores de refeições e gorjetas durante a permanência. Pra quem tiver uma grana extra sobrando, super indicamos (dentre outras coisas, dava pra encher a cara de Ben & Jerrys o dia todo).

Então considerando a opção de all inclusive, a localização em relação ao Monte Otemanu, faixa de azul turquesa do mar, dependências, restaurantes, praia, comodidades, bangalôs, áreas comuns, atrações e atendimento, recomendamos de olhos fechados o Le Meridien em Bora Bora. Além disso, está lá o Turtle Center (C), um centro de cuidados e reabilitação de tartarugas da região (em dias e horários específicos é possível alimentá-las). Quem está em outros hoteis acaba indo fazer esse passeio por lá. 

Não tivemos muita chance de conhecer os outros hoteis, mas durante um passeio de barco pudemos constatar que, em questão de melhor posicionamento frente ao Monte Otemanu, os melhores hoteis são o Le Meridien e o Intercontinental.

Nosso Bangalô 
Logo embaixo está o mapa de localização dos bangalôs e suas categorias (as melhores posições custam mais, craro!) no Le Meridien. Os mais caros eram os afastados da praia e com vista para o monte Otemanu. Reservamos o "Overwater Otemanu Premium Bungalow", com vista livre para montanha e mais afastado da praia ever (dava pra pegar carona nos carrinhos de golfe até a praia e hotel).



Não preciso nem tentar descrever o quarto...mas era lindo e confortável. O piso de vidro para ver a água era muito maior do que esperava, a cama king com colchão Simons (e alegria de saber que sua cama é a mesma do resort fica onde?), produtos de cabelo dos mais maravilhosos que vi na vida (tanto que trouxe uma sacola cheia deles) desenvolvidos pela própria Le Meridien, banheira com vista pra mar, deck com espreguiçadeiras e escadinha direto para o mar, etc. E o melhor, pudemos levar pra casa de recordação os chinelinhos, roupões, porta espumante e etc (pobre alert!).

Atrações
Eram várias atrações para aproveitar, vou enumerar algumas aqui: salão de jogos (passamos só pra conhecer), academia (idem), bar noturno com narguilê e música ao vivo, restaurantes internacionais e de carnes (com cardápio vegetariano específico), apresentações de dança típica, SPA (fizemos a massagem polinésia relaxante), equipamentos aquáticos livres (SUP, caiaques singles e duplos, snorkel, pé de pato, bóias (apesar de ter levado a nossa própria de flamingo gigante) e etc, passeios pagos e gratuitos (fizemos o de canoa polinésia), capela para casamentos (lindíssima), Turtle Center, lagoa interna e praia...

Ainda têm uns passeios que são feitos indo até a ilha (não fizemos nenhum deles).

Achei fofo que no dia de embora ganhamos colares de conchinhas (pra durar para sempre) em alusão aos colares de flores recebidos na nossa chegada.

Foram dias intensos de felicidade! Confesso que o detalhe de estarmos em lua de mel acrescentou um clima muito diferente a tudo...mais uma experiência que está cravejada no cérebro e no coração!


Bora Bora foi uma das ilhas que serviu de inspiração para o filme Moana, da Disney (as outras são Huahine e Moreea). Leia mais sobre isso aqui.

 ´Assista: Encontro de casais, Moana.



sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Raiatea (e Taha'a), na Polinésia Francesa



Raiatea é mais uma das ilhas da Polinésia Francesa, e fica colada nas ilhas de Taha'a (do lado mesmo), Huahine e Bora Bora

Ficamos com muita dúvida na hora de escolher onde nos hospedarmos: em Raiatea ou Taha'a. A maior ilha é Raiatea e é onde está o aeroporto de acesso às duas ilhas. No fim das contas optamos em ficar em Raiatea e tirar um dia para visitar Taha'a. 

A foto acima mostra o centro de Raiatea com o principal porto da ilha. Ali está o Mercado Principal que vende frutas, verduras, flores e artesanatos. Não deixe de passar lá pois é uma fofura. Em frente ao porto também tem uma espécie de shopping ao ar livre que, para a sorte da fatura do cartão, e o nosso azar, estava fechado porque quando não era domingo, era um feriado religioso. 

Eu acho que nossa hospedagem foi a mais acertada ever. Escolhemos o Hotel Atiapiti que fica num ponto maravilhoso de mar e, principalmente, perto de alguns sítios arqueológicos e templos religiosos super visitados pelos turistas (era praticamente do lado do nosso chalézinho). Esse templo é o Taputaputea Marae, certamente o mais famoso da ilha.

Os poucos bangalôs do hotel ficam na praia e são equipados com cozinha. O café da manhã e refeições eram todos a parte. Com certeza foi um dos melhores cafés da manhã preparados personalizadamente pela dona do hotel. Alugamos um carro do próprio hotel um dia para irmos até o centrinho (foi minha última chance de comprar um cartão de memória para GoPro já que o meu inventou de dá erro) dar um rolé. Lá encontramos uma área muito bacana de pinturas nas paredes que lembrava muito o Wynwood Wall em Miami (uma versão bem pocket). A noite usamos o carro para ir até a pizzaria mais famosa da ilha Le Napoli.

Alugamos caiaques no hotel e estabelecemos uma meta de ir remando até o motu (ilhotas ao redor das ilhas principais) em frente ao nosso hotel. Olhando nem parecia tão longe, mas no caiaque deu pra perceber a maluquice que inventamos. Passamos por várias faixas de água do mar, das mais escuras, com barreira de corais lindos, até a mais transparente ao redor do motu. Chegamos e era literalmente uma micro ilha deserta. O snorkel rendeu bastante e a tranquilidade reconfortante.

Vista da nossa cama no Bangalô do Hotel Atiapiti

Tiramos um dia para fazer um passeio para Taha'a, a ilha menorzinha do lado de Raiatea. A dona do hotel nos agendou num passeio de barco que durou o dia todo. Foi incrível, pois demos uma contornada nas ilhas, paramos num dos pontos mais incríveis da viagem toda para fazer snorkel: perto do hotel extra luxo Le Taha'a. O passeio incluiu o almoço totalmente típico que também foi um dos melhores da minha vida. Experimentei um peixe assado no curry que não consigo nem explicar a maravilhosidade que era (eu que nem curto peixe repeti umas 8 vezes). O Matheus que é vegetariano sofreu um pouco pois só comeu saladas. Como a primeira parada do passeio foi no centrinho de Raiatea, nós passamos no mercado e compramos mil tranqueiras e cervejas para passar o dia.

A transparência da água em Taha'a é tão sinistra que víamos as arraias do barco mesmo. E na volta do passeio o gênio do guia achou um grupo de golfinhos que ficou um tempão brincando com o nosso barco. Foi muito incrível... até semi-chorei!


Raiatea e Taha'a, Polinésia Francesa          Viagem: 2018 (agosto)

Veja mais em: 
Post: Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas 
Post: Polinésia Francesa: como chegar?
Post: Polinésia Francesa: como voar pela AirTahiti 
Post: Papeete, no Tahiti
Post: Moorea, na Polinésia Francesa 
Post: Huahine, na Polinésia Francesa
Post: Lua de mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Huahine, na Polinésia Francesa


Depois de Moorea, seguimos para Huahine, a ilha da mulher (sua silhueta lembra o perfil de uma mulher grávida deitada), uma das menos visitadas pelo grande fluxo turístico. Eu achei que era a mais exótica, rústica, com uma mistura de vegetação tropical bem colorida e o mar, em certos pontos, azul turquesa. 

Foi, de longe, a ilha que mais exploramos. Alugamos um carro e depois fizemos um passeio para ir em vários pontos de toda a sua extensão. Basicamente, ela é dividida entre Huahine Iti (pequena) e Huahine Nui (grande) essa conexão é feita pela única ponte da ilha.

Só existem 3 hotéis em Huahine e ela é toda divida em vilas ocupadas por famílias tradicionais. Os grandes hotéis são: Maitai Lapita Village (bem pertinho do centro da ilha chamado de "Fare" e tem bangalôs no lago), o Hotel Le Mahana Huahine (em Huahine Iti e tem bangalôs no jardim) e o Hotel Royal Huahine (o que nos hospedamos).

O nosso hotel é o único com bangalôs no jardim e no mar. Ficamos num bangalô no jardim que era a coisa mais linda e gostosa do mundo, além de imenso para um casal. Usávamos um barco do próprio hotel para ir e voltar de Fare (o centro), esse trajeto tinha horas definidas e era gratuito para os hóspedes. A chegada no hotel era sempre um espetáculo de vista. Também estavam disponíveis gratuitamente os caiaques e stand up paddles. Não gostamos muito do restaurante do hotel, mas o café da manhã era digno (pago a parte). O concierge fez todo trabalho de marcação e agendamento de passeios. Acredito que o hotel esteja na posição mais privilegiada para o pôr do sol que é considerado o mais bonito da Polinésia Francesa (e é de impressionar mesmo). Do nosso hotel era possível ver ao longe a ilha de Raiatea

Dentre as atividades que fizemos, alugamos um carro em Fare (é preciso apresentar a carteira de motorista do Brasil) e dirigimos pela única rodovia da ilha fazendo o contorno por Huahine Iti e Nui. Em termos de paisagens e mar para banho, indicamos mais Huahine Iti. Não tinha como não ir parando o carro o pelo caminho para contemplar a beleza estonteante da ilha. Passamos um dia e almoçamos no Hotel Le Mahana que tem a estrutura de praia aberta para não-hóspedes (além da wi-fi). Pudemos usar todos os equipamentos de praia também sem custos. O Math comeu um dos melhores sanduíches vegetarianos da vida dele lá.

Outro dia, fizemos um passeio de carro também pela ilha com o objetivo de parar em pontos arqueológicos e templos polinésios na beira do mar (semelhante a Tulum no México). Visitamos uma fazendinha de pérolas (explicam como usam as ostras para fazer as pérolas e vendem produtos de madrepérola e cerâmica), conhecemos uma plantação de baunilha (mostram as plantas na estufa, o processo de reprodução da flor que é hermafrodita, os processos de colheita e preparo da baunilha e vendem seus produtos), visitamos um templo de culto aos deuses polinésios, paramos para ver as enguias de água doce que tinham olhos azuis, vimos umas armadilhas milenares para pesca feita pelos polinésios, passamos por pontos de observação para fotos, conhecemos uma fábrica de Pareos, umas cangas pintadas a mão no estilo polinésio (mostraram como é feita a pintura dos tecidos, as técnicas e significados dos desenhos). O mais legal é que ganhei uma coroa linda de flores naturais feitas pela esposa do motorista/guia da excursão. 

Apesar da gente ter gostado muito de Huahine, essa foi a ilha que, na nossa opinião, demanda menos dias, e em caso de priorização, poderia ser retirada do roteiro.

Não podia deixar de constar aqui que Huahine foi uma das inspirações para o filme Moana, da Disney (as outras são Moorea e Bora Bora). Leia mais sobre isso aqui


Huahine, Polinésia Francesa           Viagem: 2018 (agosto)

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Moorea, na Polinésia Francesa


Moorea é uma ilha de origem vulcânica e está a 7 minutos de avião ou 40 min de ferry de Papeete (Tahiti). Foi nossa primeira grande emoção da viagem chegar em Moorea, começando pelas imagens aéreas da ilha e depois com a nossa hospedagem e praia. 

Depois de pesquisar bastante, vimos que o melhor ponto da ilha fica na baía perto do aeroporto, onde está localizado um dos grandes hotéis da ilha, o Sofitel. A partir daí achamos a nossa hospedagem na mesma praia, na realidade, no melhor ponto dela: Anapa Beach Ghesthouse. A pousada mais charmosa ever pertence à Tamara que herdou o terreno da família, morava em Paris e a abriu com o marido nesse paraíso. Nem sei por onde começar o relato, pois foi uma experiência realmente incrível. 

Ela agendou um transfer do aeroporto para nós, nos recebeu e nos levou ao centrinho da cidade para comprarmos comida. As diárias não incluem refeições, mas o quarto é equipado para fazermos nossa própria comida. Ela foi ótima, tirou dúvidas, agendou jantares e tentou organizar passeios (mas não fizemos nenhum porque estavam lotados). Nem ficamos tristes pois não queríamos sair dali por nenhum minuto.

Ficamos no bangalô mais fofo da pousada em frente ao mar cristalino e turquesa de Moorea. O traje durante o dia todo era biquini e snorkel, no primeiro teste de máscara do snorkel uma big arraia passou por nós, aliás bem em frente ao portão da pousada parecia que era a highway das arraias pois virava e mexia viamos uma mancha preta nadando. Preciso dizer que foi uma emoção incrível ver tantos animais diferentes num simples abaixar de cabeça na água (o Math viu um tubarão). Vários passeios de snorkel paravam ali para os mergulhos. Os caiaques gratuitos estavam disponíveis todos os dias. Faça reservas diretamente com o hotel (compensa mais do que pelo Booking).

Se você der uma olhada em fotos e no mapa da ilha, o Anapa Beach fica numa localização ainda melhor que a do Sofitel, ou seja, não fique lá (a não ser que seja a sua única chance de ficar num bangalô no mar).

Jantamos num restaurante no caminho para o centro da ilha (infelizmente não recuperei o nome) onde comemos a melhor sopa de cebola francesa da vida, e na outra noite fomos ao Hotel Sofitel (caminhando pela praia) onde assistimos ao primeiro show de dança e músicas polinésias, e paguei uma nota na pior comida do mundo.

Passeios que despertaram interesse: barco para ver arraias e baleias, e para fazer snorkel. Tente agendar com antecedência, se possível antes da sua chegada. 

Foi lindo...amamos Moorea e nos apaixonamos todos os dias pela nossa "piscina natural azul turquesa". Sem falar da experiência de acordar cedo para ver o sol nascendo da praia (o jetlag ajudava nessa parte).

Moorea foi uma das ilhas que serviu de inspiração para o filme Moana, da Disney (as outras são Huahine e Bora Bora). Leia mais sobre isso aqui

Moorea - Polinésia Francesa          Viagem: 2018 (agosto)|

Veja mais em: 
Post: Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas 
Post: Polinésia Francesa: como chegar?
Post: Polinésia Francesa: como voar pela AirTahiti 
Post: Papeete, no Tahiti
Post: Huahine, na Polinésia Francesa
Post: Raiatea (e Taha'a), na Polinésia Francesa
Post: Lua de mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Papeete, no Tahiti




Se você quiser visitar alguma das ilhas da Polinésia Francesa, vai começar passando pelo Tahiti. Papeete, a sua capital, faz a ligação com as demais ilhas da redondeza (é a maior delas). É uma gracinha chegar no aeroporto de Papeete pois logo somos recebidos (seja a hora que for) por uma bandinha que toca músicas polinésias.

É chocante, pelo o menos pra mim foi, mas o imaginário do Tahiti era o que eu tinha como Bora Bora na cabeça. E na vida real não é bem assim. A ilha tem vários pontos lindos de mar, como na foto acima, mas tem uma "cara" de cidade. Porém, é possivel fazer vários passeios pela ilha e até visitar a parte de floresta que esconde muita coisa legal, inclusive cachoeiras. 

Muita gente aproveita pra já experimentar a experiência de se hospedar em bangalôs sob o mar aqui, é possível fazer isso ficando no Hotel Intercontinental (inclusive a rede tem hotéis em outras ilhas, como Moorea e Bora Bora). Chegamos a pensar em aproveitar nossa pequena estada em Papeete nele (tem uma piscina de borda infinita maravilhosa), porém optamos em andar e explorar o centro da cidade, e pagar o preço das diárias para ficar fora do hotel não era muito jogo. Além disso, queríamos deixar essa experiência para o ápice do roteiro em Bora Bora

Para rodar o centrinho, procuramos um hotel que possibilitasse essa mobilidade. Escolhemos o Hotel Sarah Nui (pelo Booking) que ficava bem perto da rua principal (rua em frente ao Porto: Boulevard de la Reine Pomare IV). Não tinha nada demais, mas era bom o bastante pra cumprir sua função e nos descansar do jetlag. Todo transfer foi feito por indicação do próprio hotel. Pagamos uma entrada no momento da reserva, o restante das diárias no check-in. Efetuamos o pagamento em dolar e recebemos o troco em francos polinésios. 

Rodamos muito pelas lojinhas porque Papeete é o melhor local para comprar souvenirs e presentinhos (na verdade, pra comprar qualquer coisa que seja) pois tem os melhores preços (não se engane, eles continuam sendo muito altos). Lá compramos roupas e as pérolas negras, visitamos o Marché de Papeete (Mercado Central) que possui muitas lojinhas de artesanato e locais para lanchar/almoçar. Não deixe de experimentar o suco de ananas (abacaxi) que é incrível! Ali nos arredores está a Catedral de Notre Dame de Papeete, bem menor que a de Paris, mas vale a visita. A dica de restaurantes fica para o Cafe Maeva no Mercado Central e o Les 3 Brasseurs na Boulevard de la Reine.

Aproveite também para já ir tomando suas primeiras cervejas Hinano que são maravilhosas!!!

No fim da viagem voltamos a Pepeete para pegarmos o voo para Ilha de Páscoa. A situação era: o tempo de espera era pequeno demais pra pegar um hotel, e grande demais pra ficar no aeroporto, então resolvemos obviamente ficar no aeroporto (entre 7 e 8h). Logo em frente existe um hotel/motel que cogitamos passar a noite, mas não encontramos ninguém na recepção. Ficamos até cerca de meia noite no lounge do restaurante Atrium no aeroporto (cadeiras acolchoadas que davam pra deitar), e depois que ele fechou fomos despachar nossas malas pois o check tinha acabado de abrir. No fim das contas, nem foi tão ruim assim e o tempo passou rápido. A quem interessar possa, no aeroporto tem McDonalds que vende uns smothies de ananas e morango sensacionais, fora os McBaguetes.

Na minha opinião, fique pouco tempo em Papeete porque tem muita coisa maravilhosa nas outras ilhas pra você ocupar muito bem o seu tempo e dinheiro. 


Papeete - Tahiti          Viagem: 2018 (agosto)

Veja mais em:
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Post: Polinésia Francesa: como chegar?
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Post: Moorea, na Polinásia Francesa 
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Polinésia Francesa: Como é voar pela AirThaiti


Uma das maiores dúvidas que surgem no planejamento de uma viagem pelas ilhas da Polinésia é programar os deslocamentos via aérea ou aquática. 

O visual em ambas opções é incrivel, sem sombras de dúvidas, mas no nosso caso, o critério foi estritamente financeiro. No site da AirTahiti, é possivel selecionar pacotes com grupos de ilhas pré-determinados. Como um deles estava de acordo com o nosso roteiro, acabamos comprando essa opção aérea que saiu num preço melhor do que indo de ferrys. 

Aí você deve estar pensando que viagens de avião envolvem aeroporto e etc e isso faz com que a gente perca um tempo precioso só com logística. Mas a resposta é não. Todos os voos que pegamos sairam pontualmente. Apesar de a gente não ter conseguido fazer os check ins online (o site dava erro), chegávamos com 1 hora de antecedência, fazíamos o check in, o despacho das malas e embarcávamos sempre nos horários programados (era impressionante). Inclusive, até o tempo de voo era exato, chegávamos na hora certinha.

As dicas são:
  • Como os assentos não são marcados, rola uma fila ansiosa para entrar no avião. Nessa hora vale a pena ser brasileiro raiz e ficar em pé na fila do embarque pra garantir um bom lugar no avião (relaxa que o Troféu dos Mal Educados da fila é dos espanhóis);
  • Como os aviões são pequenos, tipo os da Azul turbo-hélice, a entrada e saída da aeronave é pela porta dos fundos, ou seja, sente no fundo do avião pra ser um dos primeiros a sair;
  •  Tentei prestar atençao em todos os voos para saber qual o melhor lado para sentar e ter as melhores vistas das ilhas: sente sempre do lado esquerdo! A fila do embarque é feita para que todos garantam o lado esquerdo, ou seja, semi-guerra;
  • A política de bagagem é meio restrita, só é permitido levar um volume de mão e uma mala de despacho de até 23kg. Porém, em apenas 1 voo eles implicaram porque eu estava com 2 volumes de mão (minha bolsa e outra mochila), e me fizeram despachar a mochila sem custo.
  • Como os voos são bem curtos, no máximo é servido água em alguns deles.
Só rolou um clima semi-tenso em um dos voos, de Huahine para Raiatea, mas essa história fica para outro post.

No mais, é uma delícia viajar de avião pela Polinésia Francesa, as vistas são incríveis, os voos são curtos, o clima entre as pessoas é ótimo, os funcionários da AirTahiti são uns queridos...dá muita saudade!

Quer saber mais? Veja: 
Post: Lua de mel: A Polinésia Francesa e suas ilhas 
Post: Polinésia Francesa: como chegar?
Post: Papeete, no Tahiti
Post: Moorea, na Polinásia Francesa 
Post: Huahine, na Polinésia Francesa
Post: Raiatea (e Taha'a), na Polinésia Francesa
Post: Lua de mel em Bora Bora, na Polinésia Francesa

Aruba

O que dizer de uma ilha que tem como slogan: "One happy island (uma ilha feliz)"? Pois é...assim começa a minha história (e a...