quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Mykonos, na Grécia


Não sei você, mas eu tinha uma vontade/curiosidade/desejo de conhecer Mykonos que não era brincadeira. A Grécia no meu imaginário sempre foi a imagem de paraísos nos moldes de Mykonos e Santorini, com as casinhas brancas, um mar maravilhoso e uns penhascos. Quando chegamos lá, as emoções foram mil!

Assim que atracamos, logo na saída do navio, no porto havia um ponto de aquabus. Compramos bilhetes para turma toda (acho que custaram 2€ cada perna) e fomos até o o Porto Antigo de Mykonos, esse centrinho é chamado de Chora ("Rora"). De lá começamos a andança pelas ruas estreitas, restaurantes e lojinhas, passando por Little Venice (onde geralmente tiram aquelas fotos do pôr do sol na beira do mar sentados nos restaurantes) e em direção aos Moinhos típicos da ilha (os Katto Mili).

É muito legal ir andando pelas vielas que estão recheadas de lojinhas, restaurantes e igrejinhas. Depois dos moinhos, fomos em direção ao ponto de ônibus seguindo as orientações dos locais. A ideia foi pegar um ônibus para praia. 

Escolher a que praia ir é um desafio dos mais difíceis ever. Simplesmente você muda de opinião o tempo todo. Depois de pesquisar inúmeras vezes na internet e depois de pedir dicas aos próprios moradores, decidi que devíamos ir para Paradise Beach. 

Pegamos o ônibus para praia e foi bem tranquilo, além de interessante, pois foi uma espécie de mini city tour pela ilha. Chegamos e escolhemos ficar na Tropicana Mykonos, uma beach club super mega power estruturada. As bebidas eram gostosas, as comidas boas, músicas mara e a internet disponível.

Muita gente aluga, assim como em Santorini, motos e quadriciclos para se locomover pela ilha. É só preciso ter bastante cuidado pois as estradas são bem íngremes e ainda tem o movimento dos carros. 

Vale ressaltar que é muito importante dar uma pesquisada sobre as praias e o perfil de cada uma delas, porque algumas tem uma concentração maior de homossexuais, naturistas, jovens, velhos, famílias, crianças, etc. 

A Paradise Beach tinha o perfil mais família e era possível fazer passeios para snorkel com todo o equipamento incluso, além disso, deixo a dica de usar o sapatinho aquático pois o mar era de pedrinhas meio grandes, mas nada que comprometa a diversão. 

No mesmo ponto que descemos, pegamos um ônibus de volta para o Porto Antigo, demos mais uma voltinha pelas lojinhas, experimentei o iogurte grego (e preferi os nossos) e depois pegamos o aquabus de volta ao porto onde o nosso navio estava ancorado. 

Não preciso nem dizer a delícia que foi tomar café e jantar no navio com a beleza de Mykonos ao fundo...

Mykonos - Grécia           Viagem: 2017 (setembro)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Lindós, na Grécia

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Uma das maiores surpresas da ilha de Rodes, com certeza, é Lindós (Lindus), até agora eu custo acreditar que esse lugar existe. Cercada por uma baía, Lindos é uma cidade construída na montanha. É famosa pela praia belíssima, pelas casinhas branquinhas no estilo de Santorini, pelos típicos bordados de renda e pela Acrópole de Lindos que fica no ponto mais alto da montanha. 

Fizemos o trajeto de Rodes até Lindos de ônibus (5€ cada perna). O trajeto também pode ser feito de barco. Percorrer o interior da ilha (quem nem nos deu essa apreensão de ilha) foi incrível (imagine as paisagens beira mar...). Passamos por uma cidade que me causou muito interesse, tipo um balneário com muitos resorts e, até o maior parque aquático da Grécia. O nome que não consegui decorar e o google me “lembrou” é Faliraki. Pelo que andei lendo, é um baita destino de férias em família. Já quero!

Ao chegar na "rodoviária" de Lindos, chequei o horário de volta dos ônibus para Rodes, demos uma passadinha nas lojinhas de souvenirs e começamos a descida pela rua (uma puta ladeira) até o início da cidade. A descida é bem tranquila, a subida é o problema (mas existe um ônibus todo adesivado que fica fazendo esse transfer do pessoal pra cima e pra baixo e tempo em tempo). 

Logo no início da cidade é possível dar um giro entre as lojas, subir até a Acrópole ou ir direto para praia (descendo mais um bocado de ladeira). 

Foi aí que nosso grupo se dividiu, umas subiram até a Acrópole e outras foram direto para praia. Nosso ponto de encontro foi lá na rodoviária, no mesmo lugar que descemos. 

Até a Acrópole, o caminho íngreme pode ser vencido com o auxílio dos jumentinhos gregos (eu não indico porque morro de dó), mas vale lembrar que mesmo que você não vá em cima deles, vai ter que dividir o caminho com eles e pode ser meio incômodo o cheiro e etc (leia aqui o relato dessa experiência em Santorini). Cabe ressaltar que minhas tias, inclusive a Tia Lourdes de 70 anos, conseguiram subir. Então nada de fazer corpo mole. Depois de apreciar toda aquela vista, rola de descer para praia por uma trilha direta, sem ter que passar pela cidade. 

Não preciso nem gastar muito meus dedos para descrever a praia...é isso tudo da foto e muito mais. Nada melhor do que cair nessa água no calor da moléstia que faz por lá. Ao redor dela existem vários restaurantes e lanchonetes, ainda é possível alugar caiaques e nadar com snorkel (não esqueça de levar o seu). 

No fim do passeio, suba até o ponto de ônibus no transfer que falei (os taxis não aceitam fazer esse "pequeno percurso"), e não como a gente, que tivemos que ir escalando as ladeiras que pareciam, nada mais, nada menos, que o monte Everest no deserto do Saara. 


Lindós - Grécia     Viagem: 2017 (setembro)


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Rodes, na Grécia

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Rodes é uma cidade medieval, a maior ilha do Dodecaneso (um conjunto de ilhas gregas) no mar Egeu, próxima ao território turco. A chegada em Rodes já é bem surpreendente pois no porto está a cidade antiga toda murada (foto), bem como, um mar tão cristalino que convidava uma galera para tomar banho (e elas aceitaram o convite). As praias que recebem embarcações geralmente não são indicadas para banho, mas em Rodes a coisa é diferente. 

Logo na chegada, nossa meta era ir até Lindós, mas antes fomos andando ao longo do muro até chegar à primeira porta. A surpresa foi ver que dentro da cidade antiga, além de várias ruínas super conservadas, havia um comércio frenético de turistas e souvenirs. Prato cheio para um grupo de 10 mulheres, porém nossa meta era, como citei, a ida até a cidade de Lindós.

Antes disso fomos andando ao longo do porto (onde é possível comprar passagens para ir até Lindos de barco) passando pela igreja Leros Naos Eyaggelismoy ths Theotokoy, com lustres dignos de casamentos em Brasília, perto do Colosso de Rodes e pelo Mercado público que tinha um ar meio turco com diversas lojas. Pena (ou sorte) que não tínhamos mais tempo para "apreciá-lo". 

Pegamos o ônibus para Lindós no ponto atrás do mercado, cada perna custou por volta de 5€ e demorou cerca de 40 minutos para chegar ao destino. Se não me engano de barco, a perna custava 20€.

Vale dizer que ali nos arredores do mercado estavam umas várias ruas com lojas do "circuito comercial-internacional", tipo Sephora, Zara, H&M, etc. Será que ficou no coração a vontade voltar a Rodes? Sim, com certeza absoluta. 


Rodes - Grécia     Viagem: 2017 (setembro)


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Taormina, na Itália


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Conhecida como a "Pérola do Jônico", Taormina é, talvez, o principal ponto de interesse de toda Sicília. É um vilarejo charmoso pendurado em um penhasco diante de um mar cristalino. Ou seja, estando ou não num cruzeiro, a parada é mais que obrigatória.

Logo na saída do porto em Messina, fechamos com o motorista de uma van (estava entre os vários motoristas de taxis e ubers oferecendo serviços) nossa ida até Taormina, com parada na praia e na cidade de Messina na volta.

O caminho de van até Taormina durou cerca de 40 min por uma estrada estonteante de bonita. Logo na chegada, descemos em frente à Porta de Messina, a entrada da cidade histórica na Corso Umberto (principal). 

A Corso Umberto é uma rua cheia de lojas e igrejinhas para todos os lados, basta seguir em frente observando as placas que direcionam até o Teatro Antigo (ou Teatro Grego) de Taormina (10€). Um teatro simplesmente no alto da montanha que fica de frente para o mar. Pensa na vista desse local?! Maravilhosa! Vale cada degrau de pedra subido. O interessante é que o teatro funciona até hoje com vários de tipos de espetáculos. 

Não deixe de comer o sorvete no brioche (sim, eles comem sorvete com pão), de beber granita, um café com gelo ralado, sorvete e creme de leite, e de experimentar e comprar todo tipo de alimentos e bebidas a base do limão siciliano. Eu mesma comprei alguns azeites feitos com eles. 

De Taormina, principalmente do Teatro Antigo, é possível avistar o Monte Etna, um dos vulcões mais ativos do mundo e está praticamente em constante erupção (o mais alto da Europa). Caso seja do seu interesse, você pode programar passeios de bike até o vulcão. 

Depois de rodar pelas lojinhas e pelo Teatro Antigo, fomos até a linda praia de Isolla Bella. Depois desse tour, ainda deu tempo de dar um rolé em Messina antes de voltar ao Jewel of the Seas


Taormina – Itália Viagem: 2017 (setembro)

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Messina, na Itália

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Messina está na região da Sicília (a ponta da bota do mapa da Itália). Inclusive podemos dizer que faz a fronteira com a região da Calábria, do porto é possível avistá-la (essas montanhas em 3° plano na foto acima).
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Messina foi nossa primeira parada do navio e tínhamos basicamente três opções de programa: 
1. Ficar em Messina
2. Ir até Taormina
3. Fazer o combo Messina + Taormina

Como somos psicopatas, escolhemos a terceira, porque a vida é curta demais para preterir algum lugar.

Logo na saída do porto vários motoristas de taxis, vans e ubers ofereciam serviços. Contratamos uma van para irmos até Taormina (um dos principais pontos de interesse na região), depois para praia e por fim, voltarmos para Messina. 


Depois da primeira etapa em Taormina, voltamos a Messina direto para Catedral. Ao meio dia acontece o espetáculo do Relógio Astronômico da Catedral (12 min), talvez seja uma boa ideia sair do porto, caminhar até a Catedral (bem pertinho), pegar o show de músicas e depois partir até Taormina. 

A Catedral é bem bonita e vale a pena dar uma passada para conferi-la por fora e por dentro (sem custos). 

Importante dizer que o comércio segue a lógica da "pausa vespertina" - que eles não chamam de siesta porque não necessariamente vão pra casa dormir tipo na Espanha. Essa pausa rola de 13h às 16h da tarde (meu sonho). 

Saindo da Catedral fomos caminhando até a Viale S. Martino que está repleta de lojas para alegar o dia de qualquer grupo de 10 mulheres "entediadas". Não deixe de ir porque vale muuuito a pena! 

Depois fomos andando até o porto para fazer o embarque no Jewel of the Seas

Na entrada do Porto, ainda do navio, é possível avistar o monumento símbolo da cidade a "Madonna della Lettera".

Dica: não deixe de comprar produtos a base de limão siciliano, tipo os azeites.


Messina - Itália       Viagem: 2017 (setembro)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Balada em Roma, na Itália


A noite de Roma é bem animada e são muitas opções do que tem pra fazer. Isso faz com que a escolha do destino seja dificultada para nós turistas. 

Depois de fazer inúmeras pesquisas antes de viajar, uma opção me interessou muito: o Rome Colosseum Pubcrawl. Um pucrawl interessantíssimo no qual o ponto de encontro é na estação de metro do Coliseu. No site é possível entender a programação, valores e etc.

Nosso plano foi pegar um taxi até o bairro de Trastevere e lá descolar um local bacana para curtir. A ida já compensa pela vista linda do Rio Tibre anoite. 

Cabe ainda dizer que duas baladas propriamente ditas são bem cotadas: Art Café e o Chalet nel Bosco.


Trastevere 

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Descemos na Ponte Sisto, atravessamos a ponte a pé e adentramos pelas ruinhas do Trastevere sem muitos planos. Me lembrou bastante o Bairro Alto de Lisboa, com muitos barzinhos, restaurantes e sorveterias por todo lado. Até tem umas baladinhas com música para dançar e que não cobram entrada, mas são muito pequenas e no calor que faz, vai ser mais agradável ficar na rua que nem as várias outras pessoas. Não deixe de experimentar o PornShot, uma mistura de vodca com licor de chocolate sensação do local. 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Roma, na Itália - Parte 2

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Há quem duvide da tradição da Fontana di Trevi, que diz que quem joga uma moeda nela, certamente retorna a Roma. 

No meu caso deu certo. Lá estava eu outra vez. Mas dessa vez com uma tarefa complicada: descobrir e redescobrir uma Roma com pessoas que estavam lá pela primeira vez e com pessoas que já a conheciam. Tarefa dificílima, diga-se de passagem. 

A primeira dica é com certeza de hospedagem. Éramos 10 pessoas e alugamos um apê pelo Airbnb na Rome Unique Grand Trevi Fontain numa localização privilegiada: na rua da Fontana di Trevi (Via Arcione). Inclusive essa é a principal dica, fique em qualquer local ali no arredores da cidade antiga (que possui metro apenas ao seu redor). Não bastasse estarmos do lado da Fontana, estávamos pertíssimo do Metro Barberini e das ruas de compras Via del Corso e Via del Tritone. Todos os nossos tranfers também foram feitos com a Rome Unique, super indico. 

Fizemos basicamente todo circuito da cidade antiga a pé passando pela Piazza Navona, Piazza di Spagna, Fontana di Trevi, Piazza de la Rotonda onde está o Panteão (tem entrada gratuita). Fomos até os Jardins da Villa Borguese pra ter a vista panorâmica da cidade, depois descemos até a Piazza del Popolo, de lá cruzamos de ponta a ponta a Via del Corso (uma das principais de compras). 

No fim da Via del Corso está a Piazza Venezia com o monumento em homenagem a Vitório Emanuelle, o primeiro rei da Itália. Nessa insanidade andarilha fomos até a área Sacra di Largo Argentina, um dos sítios arqueológicos mais importantes do centro histórico de Roma, e depois rumo ao Coliseu passando pela Via dei Imperialli, e do lado das Ruínas do Foro Romano. Como já era fim de tarde, optamos em voltar no dia seguinte. Pegamos o metro Coliseu e descemos na nossa estação Barberini. 

No dia seguinte acordamos muito cedo e pegamos o metro para o Vaticano (descemos na estação Ottaviano), como não compramos entradas antecipadamente, decidimos pegar a fila. A entrada começava por volta das 9h, chegamos por volta das 8h, ficamos bem perto da entrada e deu tudo certo. Entramos no Museu do Vaticano, passamos por vários salões até chegar à Capela Sistina. Almoçamos num dos restaurantes ali nos arredores e posteriormente pegamos a fila para entrar na Basílica de São Pedro (entrada grátis mas fila enorme e no sol escaldante) situada na Piazza di San Pietro. Leve uma sombrinha para se proteger, passe bastante protetor solar, tome muita água e cubra os ombros e joelhos para entrar. Como sempre, rolou aquela emoção de entrar na Basílica tamanha beleza de todos os detalhes. Não deixe de ver a escultura de Pietá de Michelangelo e de subir até a cúpula para ter uma baita visão da cidade. 

Saindo de lá, ainda deu tempo de pegar o fim de tarde no Coliseu. No fim do dia, a fila para entrar é bem tranquila. 

Quem não quis voltar no Vaticano e no Coliseu fez o passeio até os jardins da Villa D’este em Tivoli.

A night foi no bairro de Trastevere onde a boemia come solta. Leia detalhes aqui. 

O fim da viagem em Roma se deu com nossa ida até a cidade de Civitavecchia para embarcamos no nosso cruzeiro até as ilhas gregas



Roma - Itália     Viagem: 2017 (setembro)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Férias no navio Jewel of the seas da Royal Caribbean



O Jewel of the seas foi a nossa "casa" durante os 9 dias de aventura grega. Considerado um navio "pequeno" (morri!), ele tem capacidade para cerca de 2.500 pessoas, entre tripulantes e hóspedes, e possui 13 decks (andares).

Saindo do Porto de Civitavecchia
Nosso navio saia do porto da cidade italiana de Civitavecchia, então foi necessário contratar um transfer de Roma para o porto. Dica: ele está a mais ou menos 40 minutos de distância de Roma, por isso, inclua no seu planejamento essa informação. Fizemos todos os nossos transfers com o pessoal que alugou nosso apartamento em Roma (pelo Airbnb) e super indico os dois serviços: Rome Unique.

Cabines
Escolhemos cabines internas que, apesar de pequenas, eram muito confortáveis e aconchegantes. Dica: leve malas pequenas para não comprometer todo o espaço. Todos os dias num canal da TV, um brasileiro explicava a programação do dia e as questões de desembarque, etc. Cada cabine tem um responsável pela limpeza e conservação, logo, todos os dias (acho que 2x) havia a limpeza do nosso quarto - o mais impressionante é que ele decorou os nossos nomes e nos reconhecia onde quer que fôssemos. Preciso dizer que não há nada mais gostoso na vida do que dormir no navio, aquele balancinho é divino.

Nossa cabine era interna para 3 pessoas (uma cama de casal que pode virar 2 de solteiro e uma suspensa) - ver vídeo abaixo.


Gorjetas
O pagamento de gorjetas se dá de duas formas: já inclusas no pacote, onde eles fazem um cálculo médio por dia; ou fora do pacote onde você se compromete a distribuir gorjetas durante a viagem a todos os funcionários que te prestarem algum tipo de assistência. A própria Royal Caribbean já tem uma tabela com os valores referentes a cada perfil de trabalhador. Como eu acho bem inconveniente essa segunda opção, compramos nossas passagens com as gorjetas inclusas para não termos essa "dor de cabeça". Lembrando que o salário dos funcionários vem dessas gorjetas.

Enjoos
No primeiro dia, eu senti o balanço (mínimo) e fiquei com medinho de passar mal (eu nunca passo mal em barcos, montanhas russas, olhando para aquários, etc) e tomei um remédio para enjoo. A partir do segundo dia, não tomei mais nada e deu tudo certo. Não sei se minha teoria é válida, mas como não estávamos navegando em oceanos, e sim por mares (passamos pelo Tirreno, Mediterrâneo e Egeu), as águas eram mais tranquilas. Muito pontualmente sentimos algum tempo ruim anoite no mar. 

Atrações
Até o último dia fomos descobrindo lugares e coisas novas no navio. Tinha tudo que você pode imaginar, menos árvores, que os navios maiores já possuem. Toda noite recebíamos no quarto o programa com as atividades do dia seguinte, com horários e localização desses eventos. Toda noite, em 2 horários, tinha algum show ou espetáculo no teatro (musicais, mágica, peças, shows, etc.). Além disso, tinham apresentações de jazz, orquestra, piano, karaokê espalhados por outros bares ou espaços do navio. Algumas noites haviam festas temáticas, tipo festa das mulheres, do rock, do branco, pool party (leve sempre uma roupa branca), etc. 

Nos dias navegando, na área da piscina, sempre rolavam umas competições, exibições de filmes, aulas de dança e apresentações musicais. 

Enumerando rapidamente tudo que tinha à nossa disposição: piscinas cobertas aquecidas, piscinas ao ar livre (água do mar), hidromassagens aquecidas (água doce), bares nas piscinas, pizzaria, spa, toboágua, quadra de esportes (futebol, basquete, vôlei), campo de golf, parede de escalada, cinema, salão de jogos eletrônicos, espaço para atividades infantis, boate para adolescentes, teatro, mesas de jogos de pingue-pongue e sinuca, bar de esportes, cassino, academia (mega completa e com uma puta vista) com personal trainers que davam aulas de ioga e alongamento, shopping, boate para adultos, serviço de correio, lan house, centro médico, e restaurantes.

Restaurantes e comida
Especificamente nesse navio, dentro do pacote estavam inclusos os restaurantes a la cart e buffet. No primeiro dia é bom ir até o restaurante a la cart confirmar o horário do seu jantar todas as noites (caso queiram fazer lá) - em uma das noites é nele que rola o jantar com o comandante onde as pessoas precisam se vestir melhor (tipo roupa de gala) e alguns tripulantes são apresentados. Fomos umas 3 vezes apenas, o resto dos dias gastamos no buffet internacional que era o máximo. Comidas de todos os gêneros e tipos, saladas, pães, molhos, carnes, sobremesas, frutas etc. Detalhe: máquina de sorvete livre o dia todo (gordinhos.com.br).

Ainda era possível fazer reservas, pagas a parte, nos outros dois restaurantes que estavam fora do pacote. 

Paradas com desembarque
Uma coisa chamava muita atenção: o navio era extremamente pontual em tudo. Se estava marcado para chegar em algum lugar as 7h, nesse horário estávamos lá. Se estava marcado para partirmos às 16h, nesse horário lá estava o navio se mexendo. Impressionante. 

Quando chegávamos em algum porto, geralmente, por questões de liberação de autoridades locais, o desembarque ficava liberado 30 min após o horário marcado no cronograma. Não havia bagunça ou confusão para desembarcar ou embarcar no navio (mesmo nos casos de desembarque com barco auxiliar - quando o navio não parava no porto). A orientação era que nossa volta para o navio no fim do dia, fosse de no mínimo 30 minutos antes do horário marcado para partir, para evitar estresse, chegávamos com 1h de antecedência e dava tudo maravilhosamente certo. 

Peguntei a uma tripulante brasileira se havia muitos casos de pessoas "deixadas para trás", ela me respondeu que não. Era muito impressionante, pois eles eram muito pontuais mesmo. 

Refeições em dias de paradas
Gordinhas como éramos, basicamente a gente tomava café no buffet, desembarcávamos em alguma cidade, comíamos besteiras pela rua ou biscoitos que levamos do Brasil, e voltávamos para o navio. Geralmente, ao voltar para o navio, conseguíamos pegar o lanche, e mais tarde, voltávamos para o jantar. Essa era nossa rotina maravilhosa. Outras pessoas do grupo chegavam a almoçar de verdade nas cidades e, como todo brasileiro raiz, levavam lanchinhos do café da manhã na bolsa.

Pagamentos
Tudo que você comprar no navio fica na sua conta registrada no cartão de identificação. Até o fim do navio, é possível fechar a conta e efetuar o pagamento em dólar. Geralmente na última noite, rolam umas promoções no freeshop, vale a pena conferir.

Desembarque final
Na última noite, todos fazem as malas e as deixam no lado de fora da cabine, nos corredores. Durante a noite, os funcionários recolhem todas elas para fazerem o desembarque no dia seguinte. Após a sua saída, você precisa aguardar pela chegada da sua mala em terra - se tiver tempo, até aconselho tomar café antes de sair do navio. Entretanto, se você tem pressa para desembarcar, por exemplo, porque precisa pegar um voo (era o nosso caso), é só dirigir-se com suas malas, o mais cedo possível, para o teatro do navio. A saída dessas pessoas é feita com mais rapidez e a vantagem é de já estar com suas malas e acelerar todo o processo. 

Saiba mais: Usando o setor médico do navio. 


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Eurotrip 2017: Cruzeiro pelas ilhas gregas com a Royal Caribbean (Jewel of the seas)


Decidiu fazer um cruzeiro? A próxima etapa é definir qual o destino. E para te ajudar nessa difícil tarefa, a dica é entrar no site das Cias Marítimas e pesquisar seus navios, itinerários e calendários.

As principais são: Royal Caribbean, Costa, MSC, Princess Cruises, Norwegian, Disney Cruise Line, Silversea, Pullmantur, Celebrity Cruises.

Eu já sabia que queria ir para Grécia em setembro (fim do verão europeu com temperaturas agradáveis), então o roteiro mais propício foi o da Royal Caribbean, mais especificamente no navio Jewel of The Seas. Dica de ouro: faça reservas com muita antecedência pois as cabines acabam rápido (além dos preços aumentarem). Fiz reservas para 3 cabines 9 meses antes da viagem para não correr nenhum risco (sim, eu sou louca).

Tentei fazer as reservas pelo site mas sempre ocorria um erro no trâmite do cartão de crédito. Então liguei na agência de turismo R11 Travel - representante oficial da Royal no país - e fiz as reservas por email. 

Um detalhe importante é que para reservas feitas no Brasil, com a R11, não é possível comprar o seguro viagem do navio, ou seja, procure fechar um seguro que faça a cobertura de cruzeiros e que opere com a política de reembolso (caso haja algum gasto com saúde no navio, você paga e depois o seguro te reembolsa). Após infinitas conversas com a R11 e a própria Royal nos EUA, foi a única solução encontrada para resolver esse caso (bem louco isso). Fechei com a Real Seguro (faça cotação na barra lateral do blog). 

No momento da reserva, escolhemos a opção com gorjetas inclusas (para não ter que ficar dando gorjetas durante a viagem) e cabines internas. Também optamos por abrir nossas contas em dinheiro em espécie (dólar), e não em cartão de crédito.

Realizamos o check in com muita antecedência pela internet, bem como, imprimimos as etiquetas de bagagens de todos. Isso nos poupou muito tempo no embarque, no qual apenas foi necessário o preenchimento de um formulário simples, o registro fotográfico individual e a entrega dos cartões de identificação (usado para fazer todas as compras, entrar e sair do navio, e ainda é a chave da cabine). 

É possível antecipadamente comprar pacotes específicos como de drinks, refrigerante, passeios (interessantes mas muito caros - fizemos tudo por conta própria), fotos, restaurantes pagos, spa e demais atrações não inclusas. Deixamos para fazer tudo pessoalmente para estudarmos cada opção caso a caso. 

Veja se para a região em que vai viajar é preciso apresentar ao navio o cartão de vacinas e quaisquer outros documentos imprescindíveis. 

Nosso itinerário de 9 dias, passando pelos mares Tirreno, Mediterrâneo e Egeu, era o seguinte: Roma - Messina (Taormina) - Mykonos - Rodes (Lindós) - Santorini - Atenas - Nápoles (Capri) - Roma. 



Saiba mais: Usando o setor médico do navio. 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Férias: com cruzeiro ou sem cruzeiro?


A história toda começa quando a vontade de conhecer a Grécia era grande mas os quesitos financeiros não estavam favorecendo (aqui lê-se “as passagens aéreas”). Se fosse pra fazer essa viagem no meu estilo tradicional (rodando e quicando pela Grécia) seguramente o valor final de todo investimento seria por volta dos R$ 12 ou R$ 13 mil contos de réis. Eu até pagaria esse valor, mas para ir mais longe. Enfim, depois de dezenas de pesquisas, tivemos a brilhante ideia de ver a rota dos cruzeiros e bingo! A Royal Caribbean tava lá invadindo as águas europeias.

Fechando o pacote do cruzeiro, as despesas de hospedagem, deslocamento e alimentação estavam garantidos dentro de um valor bem razoável. Essa foi a solução encontrada para não ter que cancelar as férias do ano ou ter que empenhar um rim. 

O cruzeiro saiu de Roma e foi até as ilhas gregas, confesso que fiquei um pouco receosa de como seria o rendimento da viagem no que diz respeito às visitas nas cidades onde iríamos parar. 

Obviamente, uma parada de cruzeiro limita muito a sua estada em qualquer lugar que seja e, é a partir daí, que você precisa entender que a viagem vai seguir um ritmo próprio (e não o do seu planejamento mirabolante) de acordo com as "vontades" do navio. Isso é ruim? A resposta é sim e não. 

Para que a experiência não seja ruim ou frustrada é importante embarcar na viagem sabendo que o maior atrativo dela é o navio em si (junto com todas as suas várias atrações), e que as paradas e cidades serão todas uma espécie de bônus. Dá pra aproveitar os 2? Sim, e muito. 

Eu sonhava todos os dias comigo ficando pra trás a cada partida do navio de um porto. Fato, eu ia ficar pra trás. Mas por incrível que pareça não fiquei, na verdade, estive muito longe disso. As paradas são aquela correria? Sim, em alguns lugares sim, mas em outros é muito tranquilo, então a dica é fazer um planejamento mínimo para cada parada e já desembarcar com um plano A e B em mente. Planejando tudo direitinho, o tempo acaba rendendo e dá pra conhecer/fazer bastante coisa nas cidades. 

Resumindo, eu amei a experiência e indico a todos que estão na dúvida, lembrando que é preciso estar certo de que o personagem principal da viagem será o cruzeiro e suas atrações. Levando as coisas assim, a viagem vai ser maravilhosa porque o navio, seja ele de que tamanho for, é muito divertido, desde a comida, até as atrações, festas e etc. 

A dica do post é a mesma de sempre: PLANEJAMENTO mínimo, mais do que nunca.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Caso: A pegadinha de voltar de ônibus da balada em Cancún

Da Série Cuidado na Estrada!


Era noite e estávamos hospedados no resort Park Royal Cancún, em frente ao Shopping La Isla, na Zona Hoteleira, naquela pista super extensa que dá acesso a todos os hotéis de Cancún, a Blvd Kulkucan. Na sua "ponta" norte está o concentrado de restaurantes, barzinhos e boates tão famosos da cidade. 

Nessa noite decidimos ir até a Glow Party no Señor Frogs de ônibus, só eu e o Matheus. Eu já tinha ido a Cancún e logo o convenci de pegarmos o transporte na parada em frente ao hotel já que é super tranquilo (todo mundo faz isso) e custa muito barato, tipo 1 dólar ou alguns poucos centavos de pesos mexicanos. 

A ida foi bem fácil, logo chegamos no burburinho e na primeira parada descemos para curtir a festa das tintas. A noite foi bem divertida e deu para ele perceber que aquelas baladas são muito americanizadas e pouco se percebe de México em tudo (talvez só na tequila). Eram muitos turistas, muitos dos EUA, nenhum mexicano e pessoas de todos os estilos, looks e aspectos. Enfim, jantamos, ficamos para a festa e depois decidimos ir embora. 

"Vamos pegar o ônibus de novo para voltar para o hotel", eu disse. Em relação à segurança ficamos bem tranquilos porque sempre tinha muita gente nesse circuito do "chegando e saindo". Na madrugada  adentro rola até uma fila para entrar nos ônibus de volta para os hotéis.

Saimos do Senõr Frogs e, na pista na direção contrária da que chegamos, esperamos pelo ônibus. Ele chegou, entramos e sentamos. 

Esquisitice 1: não tinha fila pra entrar;
Esquisitice 2: Poucas pessoas no estilo pós balada subiram;
Esquisitice 3: Não tinha um carinha com violão tocando "La bamba" pra animar o pessoal e ganhar moedas;
Esquisitice 4: O ônibus percorreu o resto da Zona Hoteleira e não fazia o retorno em direção ao nosso hotel nunca!

Estávamos calados e o Matheus só curtindo a viagem sem sonhar na treta que eu já tinha percebido que tava rolando. Não quis entrar em pânico e esperei até o último retorno para começar a lacrimejar. Quando o ônibus não fez o retorno, e foi ao centro de Cancún adentro o meu alerta "Cuidado na Estrada" acendeu tipo a reserva do carro. Pra piorar eu dei um look nos passageiros e todos tinham cara de mexicanos e falavam espanhol, ou seja, eram os trabalhadores voltando para casa. 

"Gente pra onde estou levando meu namorado a essa hora da noite? A gente só queria dormir pra acordar cedo amanhã!!!", pensei eu. Falei para o Matheus ir lá perguntar ao motorista num espanhol digno se ele não estava indo para Zona Hoteleira, ele pediu pra eu ter calma e esperar mais um pouco. Claro que não me segurei e fui lá perguntar tudo isso na língua que eu mesma inventei. Ele disse para descermos imediatamente e esperar o ônibus número X, pois aquele estava indo para vários outros bairros de Cancún e não para os hotéis. 

Descemos, e junto com a gente uma mulher esquisitaça que estava acompanhada de um cara muito suspeito desde o Señor Frogs (eu reparei). Fiquei mais segura quando ela desceu, mesmo suspeitando desde a balada da profissão dela. O ponto estava vazio pra caramba, escuro, sinistro e logo o casal do bussiness foi embora. Nosso ônibus não passava nunca, cada segundo valia por 10 minutos. Comecei a ficar com frio, meu vestido tava curto pra caraca, e o Matheus só ria. 

Finalmente o ônibus chegou e a parte boa foi ter que passar de novo lá no burburinho da balada e não precisar competir para sentar no ônibus que lotou em 3 segundos. Depois de quase uma hora nessa brincadeira, chegamos ao hotel sãos e salvos. 

Dicas: 
  • Não ande com o dinheiro contado da passagem;
  • Desconfie se no fim da noite o ônibus estiver "vazio";
  • Desconfie se não tiver música ao vivo no ônibus da volta;
  • Quando for pegar o ônibus de volta para Zona Hoteleira, caminhe até o outro lado do quarteirão. Não pegue o ônibus na pista contrária de onde desceu na chegada. 
  • Antes de entrar pergunte ao motorista de se está indo para Zona Hoteleira ou o nome do seu hotel;
  • Não confie totalmente no(a) engraçadinho(a) que diz saber de tudo só porque já foi;
  • Vá e volte de ônibus para as baladinhas, custa barato, passam toda hora, são seguros, são rápidos, são bons locais para fazer amigos e são muuuito divertidos. 

             

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cancún, no México - Parte 2




Mais uma vez nesse paraíso só para provar que às vezes a vida nos faz cada surpresa...apesar da demora em fazer o post (juro que tinha esquecido), não podia deixar de fazer esse relato. Dessa vez fui em fevereiro, e minha dica é ir em junho/julho, os meses de maior calor.

Dessa vez nos hospedamos por alguns dias no Comfort Inn Aeroporto, um hotel "normal", só com café da manhã incluso, para fazermos alguns passeios que duravam o dia todo (Dica de ouro: não gaste diárias em resort all inclusive se vai fizer passeios que duram o dia todo).  Pegamos o carro alugado no aeroporto e dirigimos para o Comfort que está na rodovia 307 Cancun - Tulum.

No dia que chegamos, dirigimos até Playa del Carmem para jantar na Quinta Avenida. Várias lojas e restaurantes novos surgiram, até o Shopping Quinta Alegria melhorou bastante (Miami total!). Nos outros dias dirigimos até o Xcaret (que agora não dá mais o equipamento de mergulho de brinde) mas continua uma delícia. 

Fomos até o Porto Juarez para irmos a Isla Mujeres (dá para fazer a travessia pelo Porto Embarcadero que é próximo a Zona Hoteleira). Deixamos os carros no estacionamento pago e fechamos um barco privado para nos levar até a ilha, bem como ficar a nossa disposição o dia todo. Quem quiser dá para pagar os tickets e fazer as travessias no ferry da Ultramar. A ideia do barco privado é ótima pois podem fazer várias paradas para mergulho, bem como percorrer todos os arredores de Isla Mujeres. Como eu amo aquele lugar, com certeza a melhor praia ever. 

Depois demos entrada no resort all inclusive Park Royal Cancun que fica exatamente em frente ao Shopping La Isla na Zona Hoteleira. Pra quem quiser fazer contas, pode valer a pena reservar diárias sem all inclusive e fazer refeições tanto no shopping, quanto nos milhares de restaurantes próximos que nos dão peso na consciência de não ir porque estamos no all inclusive de um hotel qualquer. O hotel é menor do que fiquei em 2013 (Gran Oasis Cancun) mas vale a pena.

Em Playa del Carmem pegamos o ferry para Cozumel, lá passeamos pelo comércio principal perto do porto, e depois pudemos passar o dia no Park Royal Cozumel que é maravilhoso! Sem explicações para esse hotel. Cozumel é maravilhosa para mergulho, não perca essa oportunidade.

Fizemos o combo Tulum-Akumal, indo cedo para Tulum para evitar as grandes multidões. Tulum é um sítio arqueológico maia diferenciado pois fica à beira mar. É bem grande, tudo bem sinalizado e a paisagem espetacular. Se o calor apertar é só descer as escadinhas e dar um mergulho no mar. Almoçamos em Tulum e de lá seguimos para Akumal.  

Akumal é aquela praia inexplicável em que é possível nadar com as tartarugas sem muita dificuldade. A praia tava bem cheia, mas o mar em si estava bem vazio. Além das lindas tartarugas, dessa vez vimos até arraias (bateu um medinho de leve mas deu tudo certo pois elas estavam bem perto da areia). É importante ir enquanto tem sol para clarear a água. Não caia na conversa do pessoal que trabalha como guia e aluga o material para mergulho. Logo na entrada da praia eles dizem que é proibido entrar sem colete salva-vida e blá blá blá. É mentira! Não é preciso alugar nada e pagar nada para nadar com as tartarugas, se tiver seu próprio equipamento de snorkel é só dar o tibum e ser feliz.

O pulo do gato dessa viagem foi fazer todos esses passeios por conta própria. Como alugamos os carros, não dependíamos das agências de turismo que cobram um valor muito alto por pessoa e ocupam muito tempo do seu dia (saem cedo demais e chegam tarde demais). Porém, a vantagem do passeio contratado é não ter que dirigir na volta de um dia cansativo de atividades. 

A diversão noturna ficou por conta do Señor Frogs (festa da espuma) e Cocobongo. Todos os detalhes aqui.

Depois disso tudo só posso dizer uma coisa: não dá pra enjoar/cansar de Cancún!

Cancún - México     Viagem: 2016 (fevereiro)

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Viagem segura: a importância de contratar um seguro viagem



Mudam-se os tempos, mudam-se os hábitos. E quando o assunto é viagem muita coisa mudou, desde a escolha do destino até os arranjos logísticos da aventura. Cada vez mais as pessoas tem assumido o papel do antigo "agente de turismo" (função que até hoje eu considero importantíssima se exercida com competência) e montando suas próprias viagens tal como num buffet no qual, principalmente, a internet é o carrossel de comidas. 

Esse é o tipo de viagem que eu defendo, mas concordo que não é a mais indicada para todo e qualquer tipo de pessoa. Então é preciso sempre muita cautela no desenvolvimento desse trabalho pois ele pressupõe a tomada de decisões muito importantes que estão diretamente ligadas à segurança dos envolvidos (de quem vai e de quem fica).

Por isso, a dica desse post é ressaltar a importância do seguro viagem. Com essa forma de viajar com independência das agências, muita gente não se atenta para o fato de que é preciso, também por conta própria, contratar algum seguro que esteja de acordo com os objetivos da viagem (existem seguros que cobrem vários itens, desde o extravio de malas, reembolso de remédios, acidentes com esportes radicais, etc).

Quando simplesmente o contrato do seguro viagem não é esquecido, alguns se enganam com o seguro viagem oferecido pelas empresas de cartão de crédito que, quando usados para comprar as passagens, contemplam o titular do cartão. O problema dessa forma de seguro é que a maioria deles funcionam na base do reembolso, você paga a pequena fortuna das despesas médicas e depois entra com o pedido de ressarcimento (que na maioria das vezes tem um teto). 

Apesar de ser algo que a gente paga torcendo para não usar, vale mais a pena também não economizar no seguro viagem - que nem é tãão caro assim. Eu sempre faço cotações dos meus seguros no site da Real Seguro Viagem, vejo as propostas e escolho a que mais me apetece. 

Pra não pesar muito, feche o seguro na semana ou um dia antes de embarcar. E quando receber a apólice no seu email, leve uma versão impressa e envie uma cópia para todas as pessoas que estarão com você no passeio, bem como para seus pais/cônjuge ou responsáveis que não viajarão. No caso de emergências é bom todo mundo ter acesso a essas informações. 

Sempre contrate um seguro viagem, seja pra onde for e por quanto tempo for.

Esse vídeo explica megadidáticamente como acionar o seguro viagem caso seja necessário:

Ganhe 10% de desconto na contratação de Seguro Viagem clicando aqui: Seguro Viagem na Real


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Canoa Quebrada, no Ceará



Canoa já foi muito badalada num passado próximo e apesar de muitos falarem que a sua época já passou, eu gostei bastante. Já tinha ido nesse passado próximo citado, e ainda assim curti bastante as opções de lazer que ela continua oferecendo. 

Claro que não é preciso reservar muitos dias para ficar lá (tipo uns 3 tá bom), mas por estar tão perto de Fortaleza (e muitas vezes ser passeio de uma dia) vale a pena!

Me hospedei na Pousada Latitude que ficava exatamente no começo da Broadway, a principal rua de comércio, restaurantes, bares e afins. Preço justo, quarto confortável e café da manhã no "padrão nordeste". Se quiser ir até a alguma barraca de praia mais afastada é só pedir para o recepcionista fazer uma ligação que eles fazem o serviço de transporte grátis (num buggy). 

Ficamos um dia na Chega Mais Beach uma barraca de praia meio afastada e que tem uma estrutura bem próxima às da Praia do Futuro em Fortaleza, Apesar de para entrar na piscina ter que pagar por fora, e o ponto do mar ser mais agitado, curtimos. 

No outro dia fechamos na agência de turismo que fica na Broadway, Arriégua Adventure, os dois próximos passeios que íamos fazer nos dias seguintes.   

Primeiro foi o de quadriciclo (pode ser de buggy também) pelo Parque das Dunas e lagoas, passando pela maior tirolesa do Ceará, pela Barraca Oásis que tem um restaurante que frita pastel de arraia na hora e tem uma lagoinha para banho. Depois paramos na Duna do Pôr do Sol para fechar o dia vendo aquele espetáculo.

Dica: use tênis no passeio de quadriciclo se ele não for automático (dói o pé na hora de passar as marchas). 

No outro dia muito cedo, fomos para o outro lado num passeio de buggy indo até Ponta Grossa, passando por várias praias. Também é possível fazer uns passeios de jangada mar adentro, esse eu passei porque bateu medo preguiça. Veja todas as opções e detalhes dos passeios na Arriégua, eles são bem competentes e responsáveis. 

No dia seguinte curtimos as barracas e a praia que ficam no fim da Broadway. Pessoalmente, curti mais o mar nesse ponto. Era bem mais tranquilo, além de morninho. De lá fechamos o passeio de parapente pelas falésias tão famosas de Canoa, custou uns R$ 120. Pra quem tem coragem, super indico pois é lindo e tranquilo. Dá pra fechar na agência ou lá na hora mesmo. 

Fizemos o transfer para Fortaleza aqui. Pra quem quiser, ainda dá pra sair de Canoa e passar no Beach Park que é super caminho até Fortaleza (dica de hospedagem -  Hotel Praia e Louge Pier 85). 

Viagem: Março (2016).


terça-feira, 21 de março de 2017

Caso: Surpresas no aeroporto

Da Série Cuidado na Estrada!



Sabe quando você tá cansado do trabalho, da rotina e faz planos de férias? Daí decide finalmente um destino, compra as passagens, enfim, agiliza tudo? Um tempo depois descobre que coincidentemente um amigo tem casa nesse lugar e te convida para se hospedar lá? Tudo maravilhosamente dando certo, e o destino (muito estranhamente) fazendo a parte dele...será que depois do aniver de 30 anos as coisas mudam mesmo? A resposta é não, não mudam...pelo o menos algumas coisas não.

Estávamos desfrutando das benesses de Trancoso e tava tudo tão perfeito que estava soando esquisito. Economizamos uma grana boa na hospedagem ficando na casa da família de um amigo, e que casa era aquela, que café-da-manhã, que almoço, que churrasco, que vinho, que piscina, que quarto, que companhias de viagem...não senti falta em nenhum momento de um hotel ou pousada. 

As praias eram deliciosas, e a cada dia era uma descoberta na natureza daquela região em que os próprios europeus chegaram às "Índias" e ficaram entorpecidos pela beleza. Foram dias ótimos, e que além desses bônus turísticos, renderam os tão sonhados momentos de relax e descanso. 

Já no fim da viagem, no café-da-manhã a tia do nosso amigo comentava sobre o voo dela de volta para Brasília. Entramos nesse assunto e conversa vai, conversa vem, entre um presunto e outro, eu comecei a prestar atenção. A pauta era o caso de uma pessoa que no voo de volta (Porto Seguro - Brasília) teve que fazer uma escala em São Paulo (sim!), mais especificamente em Viracopos, vulgo Campinas (siiim!). "Que maluquice é essa!!!??", eu disse. E tinha mais: os custos entre o deslocamento entre Viracopos e Congonhas (o voo para Brasília saia de lá) ficou por conta da pobre passageira. "Deus me livre disso!", eu disse. 

O Matheus, que deixou essa parte comigo, só me olhou com aquele sorriso de quem pensa "ainda bem que não passaremos por isso não é mesmo, Gatinha?". Segundos depois desse olhar ter sido entregue e visualizado, eu acessei nossas passagens no celular só para limpar a consciência, porque eu já tinha falado alto e com todas as letras que o nosso voo não tinha nenhuma surpresa assim, que estava tudo certinho. 

Conferi os horários, as datas, as marcações dos assentos e estava tudo certinho mesmo. Era sabido que nossa ida foi num voo direto e que nossa volta seria com uma escala em São Paulo. Até aí tudo bem, apesar de não ter sentido algum passar antes em São Paulo. Quando eu olhei com mais carinho achei a "surpresa", a escala envolvia aeroportos diferentes em Sampa. Teríamos que correr de Guarulhos para Congonhas naquela loucurinha típica de viagens. 

Foi aí que percebi que as emoções na minha vida não davam a mínima para o fato de eu ter completado 30 anos e já ser, no strictu sensu, uma pessoa "madura". E lá fomos nós para mais uma saga na montanha-russa dos transportes, subindo e descendo de vários lugares até chegar em casa. 

Fomos de carro de Trancoso para o aeroporto de Porto Seguro, pegamos o avião. Chegamos em Guarulhos, corremos para pegar o ônibus da TAM que nos levaria para Congonhas no trânsito de São Paulo. Chegamos em Congonhas e corremos para fazer o check-in, pegamos o voo para Brasília...tudo nesse carrossel de emoções. Nada mal voltar à rotina com essa dose de adrenalina na veia! 

A dica é: sempre dê uma olhada inclusive nos aeroportos das escalas. Isso acontecia bastante no caso dos voos internacionais, mas confesso que no voo doméstico isso foi novidade pra mim, aliás, pegadinha (nível João Kleber).

Veja o vídeo dessa saga: https://goo.gl/YQbUvb



Trancoso, na Bahia




Não sei você, mas eu sempre quis conhecer Trancoso. Só me faltava a oportunidade, e eis que ela surgiu. Trancoso é uma vilazinha (pelo o menos começou assim) bem charmosa que fica localizada na Costa do Descobrimento (a história do Brasil começa aí), no litoral sul da Bahia. Eu já tinha passado por alguns pontos dessa costa no passado, ainda criança, mas a ida até Trancoso me fez perceber que eu amo essa região, que além de tudo de bom que tem para oferecer, fica bem perto de Brasília. 

Já tinha ensaiado umas pesquisas para Trancoso e sempre achei meio "fancy" demais, e realmente é. Não gosto de delimitar muito as opções mas, assim como Punta del Este, acho que Trancoso é um destino muito específico e que vai atender, principalmente, às pessoas que estão dispostas a gastar mais dinheiro. Claro que dá pra pesquisar e achar opções estilo "mochilão", mas confesso que a proposta mais "fina" é muuuito bacana, ainda mais se for na delícia que é Trancoso.

Para chegar lá, é preciso descer no aeroporto de Porto Seguro (pequeno e modesto mas que está acostumado a receber muitos voos internacionais e particulares) - leia aqui os detalhes sobre esse deslocamento de avião. De lá, é só dirigir na direção sul, passando por Arraial D'ajuda e depois, Trancoso (cerca de 40 minutos). 

O esquema é ter carro, apesar de estacionar em Trancoso ser praticamente inviável. Ache uma pousada na praia ou nos arredores do Quadrado, a praça principal. Lá estão os restaurantes, bares e lojinhas de todos os estilos e preços (geralmente altos). Você vai precisar de um carro para ir até as praias vizinhas, e se ele for mais potente, melhor ainda. Ande bastante pela costa passando por Santo Andre, Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Arraial, Trancoso, Caraíva, Corumbau, Prado...etc. 

Em Trancoso, a praia mais fácil de ir é a Praia dos Nativos, fica próxima ao Quadrado. Você pode escolher entre as várias barracas de praia que estão disponíveis, o mar me agradou muito pois era mais tranquilo e com uma temperatura maravilhosa (morna). 

Acessamos a Praia Rio da Barra pelo Rio da Barra Villa Hotel (R$ 30 para estacionar), usamos a estrutura deles de praia. A mesa custava R$ 400 revertido em consumação, mas a praia é linda e a estrutura também bem aconchegante. Nas altas temporadas, rola aquele desfile de moda praia em que a maquiagem a prova d'água é só a ponta do iceberg. 

Nos outros dias fomos de carro para Santo André, vila que fica na direção norte, depois se Santa Cruz Cabrália, e onde a Seleção Brasileira da Alemanha se hospedou para Copa do Mundo (e hoje é um hotel de luxo que permite day use). Na direção sul de Trancoso, uma estrada de chão dá acesso à Praia do Espelho e à Caraíva. Nessa mesma estrada é possível visitar o centro comercial de uma aldeia indígena pataxó, os produtos são muito interessantes. 

A Praia do Espelho, hospedagem do Leo Dicaprio, é linda de morrer. Tem vários restaurantes e pousadas, mas a dica é ir andando na direção norte, até chegar na parte mais deserta. Não tem estrutura nenhuma, então é bom levar uma caixa térmica com todos os insumos necessários. Apesar da gente não ter conseguido fazer snorkel, vale a pena sempre tentar, e se tiver, vá com com as sapatilhas próprias para entrar no mar que forma piscinas naturais. É de longe a paisagem mais linda da viagem. Tome cuidado com a subida da maré para não ficar preso na praia já que foi para região mais deserta e isolada. 

No outro dia, na mesma estrada, seguimos para Caraíva um vila fofíssima em que os carros não entram e o rio encontra o mar. Todos estacionam o carro e fazem a travessia em canoas (pague diretamente ao canoeiro). Até chegar à praia, fomos passando pelas ruas da vila que é cheia de pousadas, restaurantes e placas com propagandas de forró. Um sonho de lugar! Muita gente faz canoagem e stand up paddle no rio. Seguindo até a praia (vá de chinelo porque a areia queima a alma), existem umas 4 estruturas para ficar. Escolhemos a Pousada Casa da Praia que tinha uma comida bem gostosa e uns almofadões maravilhosos, a consumação mínima era de R$ 80 pela mesa. A praia é mais agitada e como é o encontro com o rio, é meio escura mas com o passar do dia vai ficando mais azul. Confesso que chegamos a cogitar passar uma noite na Pousada Casa da Praia, aliás, se der, faça isso!

Anoite vá para o Quadrado e escolha um dos restaurantes bonitinhos que tem por lá (achei a qualidade da comida de Jeri melhor), compre os chocolatinhos de cacau típicos dessa região e impossíveis de parar de comer, vá até a brigaderia, tome o sorvete de capim santo...enfim, muita coisa legal! Não esqueça de ir no Café de la Musique, uma bar/restaurante/barraca de praia/balada. Na filial que fica no Quadrado é possível ver a programação e comprar ingressos - prepare-se para os preços nível Punta

No Quadrado também está a Igrejinha que anoite vira point dos turistas e dos casamentos, já que está na modinha casar por lá. 

Assista os vídeos que fizemos em Trancoso para conhecer um pouquinho: 

Episódio 1 - Indo para Praia do Espelho (https://goo.gl/Ai8JrW)



Episódio 2 - Conhecendo o Quadrado (https://goo.gl/hbYoaT)


Viagem: Janeiro (2017).

Las Vegas, nos Estados Unidos (Parte 1)

Depois do natal encantado que tivemos em Nova Iorque , partimos para Las Vegas para usufruir do famigerado réveillon. Adquirimos o voo...