segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Caso: O check-out precoce em Barcelona

Da Série Cuidado na Estrada!


Durante nove meses uma viagem por alguns vários dias para Espanha foi planejada. Uma gestação por assim dizer. Várias informações trocadas, reservas e compras antecipadas, logística estudada e compartilhada, tudo feito à quatro mãos. Para facilitar o entendimento e a fácil assimilação de todos os deslocamentos, fizemos em forma de tabela um calendário relacionando os dias e as cidades (quase um desenho). Tudo perfeito, certo? Errado. 

Tentamos prever um pouco dos dias, e levantei umas opções para a noite. Enumerei um destino para cada noite, no caso 3 baladinhas já que ficaríamos na cidade quatro dias, o último deles para viagem. Barcelona e Madri foram as cidades para as quais reservamos mais dias, pela representatividade e volume de programas a serem feitos. Imprimimos o nosso "guia" e pegamos o avião ruma à Europa. Meu guia, nesse trajeto Brasília-aeroporto-Lisboa-aeroporto-Barcelona, já se desintegrou no cosmos. Eu tinha a versão digital, mas estava com a Núbia e qualquer coisa era só falar com ela, certo? Errado.

Estávamos meio extasiadas com Barcelona, era muita coisa e tudo muito lindo. Não podemos ser julgadas. Tentamos realizar tudo que estava ao alcance, e conversando com ela sobre a programação noturna ela disse que só teríamos chance de conhecer dois lugares pois o terceiro dia era a nossa saída de Barcelona para Ibiza. Eu achei esquisito, mas como nem com o guia eu estava, não discuti muito. Afinal de contas eu já tinha mexido tanto no itinerário, já tinha pesquisado tanta coisa nas trocentas cidades, que seria normal ter confundido as bolas e não ter me atentado para o dia da saída. Até fiquei triste com a terceira balada sendo abortada.

Pois fizemos Barcelona no modo turbo em três dias, pense no desespero. Nesse terceiro dia, pasme, terceiro dia da viagem inteira, minhas pernas inteiras estavam latejando mais que joelho ralado no asfalto. E eu ainda pensava: "Nossa! Deixamos tantos dias para Barcelona, ela é grande mesmo!". E a corrida anti-fim-do-mundo continuou. No terceiro dia, antes de sairmos cedo, fizemos o check-out no hotel, saímos do quarto e guardamos as malas no guarda-volumes. Rodamos o possível, e o impossível, pela cidade e voltamos por volta das 21:30 para buscar as coisas e partir para o porto de Barcelona. 

Pegamos um táxi, descemos no porto e seguimos a fila da Baleária para impressão dos bilhetes (minha mala já estava mega pesada). Depois de umas horinhas de fila, nossa vez chegou e a moça imprimiu os bilhetes e disse:
- Mas a ida de vocês é só amanhã, ok?
Eu disse: 
- Não, é hoje!
A moça rebateu: 
- Não senhora, é amanhã à meia noite.
A Núbia se envolveu: 
- Não, é hoje!

Eu comecei a pensar naqueles milésimos de segundos: "Como assim? Mais essa? Mas os erros que fizemos eu já consertei lá do Brasil, não veio nada errado Pai do Céu!". Então a moça pegou um pincel atômico vermelho e circulou enfaticamente a data do dia seguinte impressa no raio do bilhete e atravessou pelo vidro do guichê, tipo assim "Engulam essa fora da minha fila, meninas".

Preciso descrever como foram os minutos e as horas seguintes? Nos sentamos nos banquinhos, arremessamos as malas no chão e fui resgatar nosso roteirinho e confirmar o caso. Realmente, nossa saída de Barcelona era sóóóóó no outro dia. O que a gente tava fazendo ali querendo se mandar precocemente? Eu também não sei. O pânico bateu quando nos demos conta que já era mais de 22h e estávamos com a diária daquela noite paga lá no hotel, mas ironicamente, sem teto. Minha noite na estação de trem na Alemanha passou como um flash pela minha cabeça. Bateu um pânico já que conseguir um quarto onde quer que fosse àquela hora, em plena alta estação da cidade e com mochilas pesando como blocos de concreto com alças seria pior que um treinamento de guerra na lama. Nossa única chance seria voltar no hotel e reparar o mal entendido, fomos para no orelhão tentar um contato com o hotel (sem sucesso). O pânico foi multiplicado por cem quando lembramos que mais cedo quando fizemos o check-out um rapaz entrou na recepção atrás de um quarto e o atendente disse que eles estavam lotados. Ptz! A gente tinha um quarto, a gente pagou o quarto e simplesmente o jogamos  pela janela. Zilhões de planos "B" passaram pela minha cabeça, alguns até ousados demais para serem escritos aqui, frutos do desespero.

Lá fomos nós com a parafernália tentar pegar um táxi na região, que já estava bem deserta de carros, de volta ao hotel. Chegamos na recepção e tentamos explicar o causo em espanhol, era outro recepcionista e ele não entendeu bulhufas. Eu, já no auge do desespero master, perguntei se ele falava inglês e engatei o discurso sem nem passar as marchas. Ele felizmente entendeu, e confirmou nosso check-out apenas no dia seguinte. Conseguiu o mesmo quarto e nos deu a chave. Ufa! O que foi isso produção?

Na tentativa de reaver nosso quarto, um brasileiro fazia o check-in e acompanhou o drama. Se tudo tivesse dado errado, certeza que a gente ia acabar pousando no quarto dele, com anuência ou não. 

O maior erro do caso, fora o desespero da Núbia em se mandar para Ibiza (deixa só o Tiago saber disso...), além do meu erro de não confirmar o dia da saída de fato, foi o tonto do recepcionista que "aceitou" nosso check-out mesmo vendo no sistema que só deveríamos sair no dia seguinte. Custava mencionar esse fato novo à história? E foi assim que a gente aprendeu que uma pessoa responsável deve ser convidada para a próxima viagem. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Balada em Barcelona, na Espanha

Barcelona é simplesmente um dos lugares mais tops de linha, entre vários outros quesitos, no que diz respeito à badalação e entretenimento noturno. São várias opções e oportunidades bacanas para todos os estilos de pessoas. A cidade em si já inspira um clima gostoso de boêmia, no verão, principalmente, quando os dias são mais longos e as noites quentinhas.

Por essa razão tudo começa a ficar agitado muito tarde, é importante chegar nas portas das baladas por volta da meia-noite, hora na qual você provavelmente já vai pegar uma filinha básica para entrar. As filas são incrivelmente quilométricas o que para mim só significam duas coisas: a cidade tem muita gente jovem e louca por uma ferveção na balada. Se estiver com o nome na lista chegue ainda mais cedo para não perder a hora limite de entrada que geralmente vai até 1h30 da manhã - acredite, nós perdemos várias vezes. 

Eu achei os táxis bem baratos, mas o metrô também pode ser usado. Diferentemente de algumas outras cidades europeias, em Barcelona é muito fácil localizar as "discotecas", além da clara sinalização, existem trocentas milhões de pessoas na porta fazendo aquela agitação comum de porta de boate. 

As entradas são bem acessíveis, a média de preço gira em torno dos 20 e a maioria já inclui um Welcome Drink. Falando nisso, eu amei o esquema da bebida de graça, você pode simplesmente escolher qualquer drink do bar, todos da maior qualidade. A maioria tomava refrigerante de limão ou energético com vodca Absolut. As bebidas custavam uns € 11, a cerveja long neck 7.

A maioria dos clubs têm listas VIP que dão desconto na entrada ou simplesmente dão acesso gratuito. Sempre pesquise nos próprios sites para não perder a chance de economizar eurinhos e aumentar as chances de não ser barrado no face control. Sim, nas baladas mais procuradas geralmente rola uma seleção (da bem criteriosa). Procure se arrumar com capricho e não cometer alguns dos erros básicos da seleção tais como a escolha do sapato errado e o nível de álcool no sangue (e no bafo). Para inclusão de nomes nas listas VIP é só falar comigo que eu passo o contato. 

Uma grande parte dos clubs está no Porto Olímpico, um pouco depois da Barceloneta e dão acesso à praia. É um clima indescritível. Algumas delas são: CDLC Carpe Diem Lounge ClubShôko, Opium MarCat Walk. Andando durante o dia pela calçadão do Porto Olímpico ganhamos entradas VIP com acesso grátis em duas delas. É bom ficar de olho aberto e contar com a sorte.

Alguns outros nomes grandes e famosos: Sala Razzmatazz, Liquid, Bikini, La Terrazza, Pink ElephantSotavento, SuttonSoho, Pacha.


La Terrazza Barcelona (Poble Espanyol)
http://www.laterrrazza.com/

La Terrazza
Não preciso nem descrever qual é a sensação de estar nessa balada que vive em meio às construções tradicionais do Poble Espanyol...Pois é, essa é a La Terrazza, esse local muito show de bola com a pista principal ao ar livre e as sacadas ao redor funcionando como áreas VIP. Eu gostei de tudo, das músicas, das pessoas, das bebidas, do ambiente, etc. Fica totalmente lotado e o que você mais vê na saída é gente cambaleando pelas ruelas e escadarias do labirinto que o Poble se torna depois de umas bebidinhas. A regra é não ter hora para acabar, e não acaba nunca mesmo.

Opium Mar (Passeig Marítim de la Barceloneta, 25)
www.opiummar.com/

Área aberta em frente à praia

Essa é uma das melhores baladas que já fui. Rolava uma seleção horripilante na entrada. Vi muitas meninas e homens sendo barrados à rodo. Inclusive uns guris espanhóis, na cara de pau, deram uma furada histórica na fila e ficaram de papinho com a gente porque sabiam que as chances deles não entrarem eram grandes (estavam só em homens), daí queriam forçar uma amizade para o segurança-jogo-duro aliviar para eles. Deu certo, mas muita gente não teve a mesma sorte. Lá dentro tudo comprovou a minha Teoria Positivista do Face Control, que diz que quando as pessoas são selecionadas o ambiente fica muito mais agradável, bonito, divertido, etc. Os vários ambientes eram muito irados, fora a música que amarrou a noite toda com cordas de ouro. O lounge ao ar livre para fumantes dava acesso à areia da praia. A entrada não foi cara (perdemos o horário da lista) e a noite foi o máximo. Muitas estrelinhas pra lá!

Shôko Barcelona (Passeig Marítim de la Barceloneta, 36)
www.shoko.biz/

Área aberta em frente à praia
A Shôko também fica na orla da Barceloneta e é mais uma das baladas que dão acesso à praia. A fila era gigante mas não rolava face control. Também perdemos a hora limite de entrada pela lista mas quando chegou nossa vez pudemos entrar de graça pela nossa condição de termos nascido mulheres. A decoração dos ambientes era muito show e a música também era bacaninha. Fui pedir minha bebida e a tonta do bar ao invés de me dar o refrigerante de limão me deu a vodca com água. Esse drink tava tenso, mas a missão teve que ser cumprida.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Barcelona, na Espanha



Com certeza Barcelona é uma das poucas cidades no mundo na qual eu moraria algum tempo. Tudo o que um turista procura está concentrado nessa cidade, dá para andar bastante, entrar em vários museus, admirar toda diversidade de arquitetura (predominante de Gaudí), fazer compras, ir a parques, igrejas, bares e restaurantes e no fim do dia, quando pensa que viu (e fez) tudo, ainda tem a praia para se jogar. Sem falar nas atividades noturnas que são extremamente sensacionais. Barcelona é a capital da Catalunya, estado esse que sonha em se separar do resto da Espanha e ser um país independente. Dessa forma, a língua falada é o catalão e esse clima separatista é perceptível por todos os lados. 

Nos hospedamos na Ciutat Vella, na Avinguda Paral-lel no Hotel Paral-lel, que eu super indico (ótimas instalações, internet free, boa localização, perto do metrô). O metrô e os táxis são as melhores opções de deslocamento, as linhas chegam em todos os pontos da cidade. Compre o passe T10 que dá direito a 10 viagens de metrô por um preço unitário menor. Do aeroporto (meio longe) é possível pegar um ônibus executivo que faz parada nos principais pontos turísticos, como a Plaza Espanya. Também tem as opções de ônibus de linha regulares, pegue maiores informações no balcão de informações do aeroporto. 


Primeiro dia...

Nossa história começou na catedral Sagrada Família, obra interminada de Antoni Gaudí (foi interrompida com sua morte e falta de grana). A obra foi retomada e a expectativa é que fique pronta em 50 anos. É uma construção muito impactante no tamanho e na riqueza de detalhes, sem falar nas características peculiares de Gaudí que sempre misturava movimento, cor, texturas e mosaicos. Uma das coisas mais lindas que já tive oportunidade de conhecer. Aconselho a compra do ingresso pela internet para evitar as mega filas no local. Logo em frente está o Parque Gaudí de onde são tiradas as melhores fotos, nos arredores também existem várias lojinhas e restaurantes estilo buffet (paga-se um valor que dá direito a tudo liberado). Depois pegamos a Av. Diagonal (uma das principais) rumo à Passeig de Gracia, uma das principais ruas de compras. Na Passeig de Gracia está a Casa Milá e a Casa Batló, ambas encomendas de Gaudí e hoje funcionam como museus, é possível fazer um tour audioguiado por todas as dependências das duas. Entramos somente na Casa Batló que sempe teve melhores comentários de quem já foi. E vale mesmo a pena, se tiver que escolher uma delas, escolha a Batló. 

A noite chegou depois desse longo dia de verão, fomos conhecer o Poble Espanyol, que é uma mini cidade murada na montanha de Montjuic que tenta resumir as principais características arquitetônicas de toda Espanha, um museu a céu aberto. São ruelas com lojinhas, igrejas, restaurantes e bares que ficam bem cheios no cair da noite. O clima é uma delícia e aproveitamos para conhecer a La Terrazza, uma balada muito boa ao ar livre que fica no Poble. Eu gostaria de voltar lá para ir reconhecendo cada região evidenciada, eu só me lembro de ter visto muita coisa da Andaluzia.

Segundo dia...


Saimos cedo em direção ao Parc Güell, um parque lotado de elementos arquitetônicos de Gaudí. A posição é privilegiada, em frente à toda cidade e ao Mediterrâneo. Com certeza um dos melhores pontos de observação e contemplação do pôr-do-sol. Não deixe de passar pela Sala das Cem Colunas e pela famosa Salamandra em mosaicos de Gaudí no pátio principal. 

Seguimos para a Plaza Catalunya, uma das principais da cidade, que está rodeada de gente, restaurantes e grandes lojas, além de ser um dos pontos de partida para Las Ramblas. As Ramblas é uma alameda totalmente arborizada vistada por todos que vão a Barcelona. Lá estão os famosos artistas de rua da cidade, e também várias lojas e restaurantes, além do Gran Teatre del Liceu e o Mercado da Boqueria. O mercado também é super visitado, tem de tudo, mas experimente os suquinhos de frutas, os picolés, o vinho e os jamóns. No fim das Ramblas está a rotatória com o Momumento de Colón.

Passamos pelo Port Vell, a área revitalizada do porto que também é atração turística. Nele está o shopping Maremàgnum (aproveite as liquidações das lojas), um cinema IMAX e um dos maiores aquários da Europa, o L'Aquarium Barcelona. Depois passamos pelo Museu D'historia da Catalunya que fatalmente estava fechado na segunda-feira. Nossa meta era chegar até Barceloneta, praia urbana, lotada e famosa pelos topless. Apesar da faixa de areia ser bem disputada, a praia é uma delícia e a água um pouco gelada. Também tinha muita gente praticando esporte e vários espaços de lazer espalhados por toda orla. Fomos até o final da orla chegando até escultura metálica em forma de peixe do arquiteto Calatrava. A partir dali já entramos na região da Vila Olímpica feita para as Olimpíadas de 1992, Olimpíada essa que mudou a cara de Barcelona.

Anoite voltamos para a orla de Barceloneta onde estão alguns dos melhores clubs da cidade, vários deles com acesso à praia, inclusive. Entramos na Opium Mar que nos garantiu diversão a noite toda.

Terceiro dia...

Passamos por uma feirinha de fim de semana na Av. Paral-lel, perto do nosso hotel, e pegamos o metrô em direção ao Arco do Triunfo, sim eles também têm um. Bem bonito, aliás, todo trabalhado no tijolo vermelho. Ele está numa das pontas do Passeig de Lluís Companys, na outra está a entrada do Parque da Ciutadella. Esse parque é um dos mais emblemáticos de Barcelona, lá dentro está o Jardim Zoológico de Barcelona, um lago com passeios de barquinhos à remo, a escultura do Mamute e a Cascata feita por Gaudí. O parque é uma delícia, lugar ideal para estender uma canga e capotar na graminha. Muitos fazem piquenique, tocam violão, namoram, lêem, confraternizam e etc.

Na saída de lá, mergulhamos nas ruas do Bairro Gótico, cheio de ruelas e construções no estilo (com gárgulas e tudo) e trocentos mil bares. Não deixe de tomar sorvete por aquelas bandas. No Bairro Gótico também está o Museu Picasso, mas lembre-se que o quadro "Guernica" está no Museu Reina Sofia em Madri. Acabamos voltando para região da praia, para pegar o metrô numa estação próxima à escultura "A Cara de Barcelona", do artista Roy Lichtenstein (aquele americano da Pop Art).

A balada foi de novo na orla de Barceloneta, mas dessa vez na discoteca (como são chamadas) Shôko Barcelona. Não tão top de linha quanto a da noite anterior, mas divertida e engraçada.

Quarto dia...

O dia começou cedo na Plaza Espanya, próxima do nosso hotel. Nela está o Arenas de Barcelona palco de touradas que foi transformado em shopping depois da abolição das corridas de touros na Calatunya desde 2010 (graças à Deus!). A vista do terraço do shopping é incrível, a subida custou 1€ e além do visual, é possível se deliciar em algum dos vários restaurantes lá encima. Dá para tirar fotos lindas da Plaza Espanya, do Palau Nacional atrás da Fonte de Montjuic e do Parc Joan Miró. Exatamente à sua frente está o Passeio Reina Maria Cristina que dá acesso à Fonte Mágica de Montjuic, mais uma grande atração do fim da tarde. Por volta das 21h acontece um show nas fontes com muitos jatos de água, iluminação e músicas. Belíssimo, vale muito a pena. Tente chegar com antecedência porque simplesmente lota.

Pegamos o metrô para o estádio Camp Nou, do time mais famoso da cidade o Barça. Compramos as entradas (com carteirinha de estudante) num quiosque nas Ramblas. Visitamos o museu, as instalações do estádio, arquibancadas e a loja de produtos oficiais. A vista não dá acesso ao campo e banco de reservas, o audioguiado é grátis.

Depois foi a hora de voltar para a Av. Paral-lel e pegar o Funicular de Montjuic (acesso na estação de metrô Paral-lel) até o alto do Parque de Montjuic. O funicular também foi mais um ganho que a Olímpiada trouxe à cidade. Os jardins e as vistas são impressionantes. De lá é possível pegar o teleférico que liga o Parque ao Port Vell, com a descida próxima ao Hotel W Barcelona, à piscina pública e à praia. No fim da Av. Paral-lel, na direção do Mediterrâneo, bem próximo do porto da Baleária está uma das praças mais legais que vi por lá, a Plaza de la Carbonera.

Não se esqueça de levar para a viagem sua carteirinha de estudante (a internacional ou a comum). Em praticamente todos os lugares que fomos, que cobrava a entrada, nossas carteirinhas regulares do Brasil foram aceitas e pagamos bem mais barato.

A dica final de Barcelona é aproveitar as fontes públicas de água potável espalhadas pelas ruas, experimentar os jamóns (ibérico, york e serrano), sentar num bar qualquer e pedir uma caña (chope) e alguns tapas (aperitivos) que as vezes são de graça, alugar bicicletas para fazer uma parte do tour no pedal, pedir um "bikini" no desayuno (misto quente), experimentar os vinhos, a paella tradicional com frutos-do-mar e os pratos com calamares (lula), andar bastante pelas ruas e sentir o clima da cidade e, ainda, tentar separar o máximo de dias que puder para gastar em Barcelona. Os dias nunca serão suficientes.

Barcelona - Espanha Viagem: 2012 (julho).

´Assista: Vicky Cristna Barcelona. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Aline vs Aeroportos


Cá estou eu de novo com alguma história da guerra na qual eu, na maioria das vezes, saio perdendo a batalha. Prefiro dizer que sou uma daquelas pessoas que gostam de viver bem a vida e aprender com cada experiência. Aham, Cláudia... me sinto até um pouco envergonhada em assumir que sou a prova viva do "Inversamente Proporcional Fact", ou seja, quanto mais eu tenho experiências com viagens menos eu me dou bem em questões que deveriam já estar pacificadas.

Sim, lá fui eu e minha mala passar uns dias em Montes Claros em Minas Gerais. A cidade é mega conhecida pelo seu mercadão, principalmente pelo o que é comercializado nele, como pequi, temperos, doces, queijos e cachaças. Trouxe tudo, menos o pequi que achei que iria contaminar o aeroporto, as malas de todos passageiros e o oxigênio do avião. Tomei essa decisão com muita dor no coração, muita mesma, pois eles estavam amarelinhos e gigantescos, perfeitos para panela. Enfim, gastei pouquíssimo dinheiro no doce de leite, nuns temperinhos e na cachaça. A moça me perguntou se precisava ser rotulada e lacrada, eu disse que não necessariamente. Essas coisas quanto mais artesanais forem, mais gostosas são (é a minha impressão). Ela me trouxe duas garrafas com uma cachaça branca e uma amarela, realmente sem rótulo (mas nem era numa garrafa PET de refrigerante reutilizada...). Eu perguntei qual era a melhor e ela disse que as duas, eu mandei por na sacola e as levei. 

Alguns dias depois na volta para casa, na fila do check-in, a moça viu a minha caixinha de tranqueiras do mercado e perguntou o que eram. Eu na minha doce inocência enumerei todos os itens quando recebi a notícia de que eles teriam que abrir a caixa para checar principalmente as bebidas que deveriam estar devidamente rotuladas. F*** me I'm F***ed! Já avisei que as garrafas estavam sem rótulo, ela me disse que sendo assim não poderiam seguir viagem. Tentei argumentar e levei um "sabão" da aeromoça dizendo que isso era um perigo para toda a aviação. Afinal não saberiam dizer que líquido era aquele, o seu teor alcoólico, etc. E foi assim que eu tive que me despedir das minhas cachacinhas-sem-lei sem nem ao menos ter podido sentir os seus potenciais prazerosos gostinhos. 

O resumo da ópera é que continuo não sabendo o que pode e o que não pode ser levado na mala. Como sempre sentindo na pele e no bolso e na vergonha e na raiva e no desapontamento e na tristeza. Poxa, só agora me toquei que eu poderia até ter tomando umas doses antes de tirá-las dos meus pertences, se bem que acho que não seria uma boa ideia forçar a ida da cachaça na marra, nem que fossem os 4 litros no meu corpo. 


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

As praias de Ibiza

That's Ibiza, beibe!

Deus estava muito inspirado no dia em que criou Ibiza. Além das trocentas baladas TOP's que existem  por aquelas bandas, ainda é possível se maravilhar (e banhar) nas inúmeras praias que estão distribuídas por toda costa da ilha

Como eu já disse, a ilha não é muito grande e tenho a impressão que em três dias é possível precorrer toda a sua costa parando nas praias que mais te interessam. Em primeiro lugar é necessário alugar um carro/moto/quadriciclo, eu acho que o mais apropriado, mesmo para somente duas pessoas, seja o carro. O aluguel não é caro (diária saiu por cerca de  60) e a gasolina também não, fizemos a costa oeste toda com  15.

O seu maior problema vai ser escolher em que praias parar. A dica é pesquisar na internet as que mais lhe agradam, acatar sugestões de pessoas locais e ir sem medo de ser feliz. Algumas delas são mais emblemáticas pois oferecem vistas privilegiadas de outras ilhas próximas ou coisas do tipo. O mais interessante é que cada praia consegue ser completamente diferente da outra nem parece que são vizinhas. Sentimos diferença de temperatura, salinidade e até nas areias. Todas têm suas características particulares, o que é ótimo. Seja lá em quais você pare, tenho certeza que já vai valer a viagem. 

Algumas praias estão mais próximas de Sant Antoni ou Eivissa e têm acesso via transporte público. Mas a maioria realmente necessita de transporte particular. É legal sempre perguntar na cidade como pode se dar o acesso a determinada praia para evitar mal entendidos. Vou falar um pouco de cada praia que tivemos o prazer de conhecer, lembrando que elas estão todas do lado oeste de Ibiza.

Nossa rota percorrida


1. Playa d'en Bossa
Playa d'en Bossa
É a praia urbana mais conhecida como a "praia balada". Não é aquela praia em que é difícil conseguir um pedaço de mar, pelo contrário, vi pouquíssimas pessoas na água. A maioria ou estava desmaiada no sol (vindos direto da balada) ou dançando música eletrônica na beach club Bora Bora. É bonita e lotada, mas não é muito procurada para o banho (e a água é boa). Como a badalação rola solta, ganhamos muitas pulseirinhas de baladas na areia. 
Onde está: Eivissa

2. Cala Gració e Gracioneta

Cala Gració i Gracioneta
Essa praia fica em Sant Antoni de Portmany, acredito que dá para chegar de ônibus. Não é grande mas é uma delicinha. Tem muita família e até acesso para cadeirantes. Também tinha um restaurante e uma mini-trilha pelas pedras que tinha uma vista fenomenal. A água era muito gostosa (transparentíssima e com um degradê épico) e como todas as outras praias, era calminha e sem ondas. Tranquilidade nota mil! 
Onde está: Sant Antoni de Portmany

3. S'Estanyol
S'Estanyol
Essa praia também é urbana. É bem movimentada de gente, tem uma área mais larga de banho e a concentração de barcos e iates é grande - como em várias outras. O banho é bom, a temperatura da água é boa, mas não gostei dessas plantinhas (ver na foto) que ficam passando pela perna. Fora isso é muito boa, muitos jogam frescobol e atravessando a rua tem um monte de restaurantes. 
Onde está: Sant Josep de Sa Talaia


4. Cala Bassa
Cala Bassa
A Cala Bassa também pertence a Sant Josep de Sa Talaia, mas não é mais urbana. É simplesmente linda de viver! Top de linha. É bem movimentada, tinha muita família e um recuo de água formando uma piscina natural perfeita para crianças. O degradê do mar também era de arrepiar e a areia uma coisa de louco. A água era ótima e não tinha nenhuma "fuligem marítima" passando pelas nossas perninhas, na verdade nem parecia que tinha sal. Também é possível fazer passeios de banana boat. A vista da ponta das pedras era indescritível. 
Onde está: Sant Josep de Sa Talaia


5. Platges de Comte
Platges de Comte
É simplesmente a nossa praia favorita, e tenho certeza de que nem é necessário explicar. Ela reúne essa beleza estonteante com uma praia de uma qualidade de deixar qualquer um chocado - dividida em dois lados. A água é mega transparente e na temperatura certa (já sentimos o sal). A areia é bem disputada e no topo do penhasco, no centro da praia, tem um restaurante maravilhoso que tem essa vista panorâmica do Mediterrâneo (foto), da Punta de sa Torre e da Punta de s'Embarcador (foto). Entramos na água e não queríamos sair de maneira nenhuma, é tão gostosa que o calor e o sol quente nem incomodavam. 
Onde está: Sant Josep de Sa Talaia

6. Cala Tarida
Cala Tarida
Essa praia também é ótima, a faixa de banho é bem grande e a água é mais transparente que um aquário. Lá é possível fechar passeios para mergulho, inclusive não se esqueça de comprar um óculos de natação ou um snorkel para ficar horas e horas com a cara para baixo da água. Muito boa, vale a pena descer e subir a mega escadaria de acesso à praia. Também ganhamos pulseirinhas de baladas ali. 
Onde está: Sant Josep de Sa Talaia

7. Cala Moli

Cala Moli
Bem, a placa dizia que é uma "Playa Natural", isso nos leva a crer que é oficialmente uma praia de nudismo. Não tinha muita gente e a faixa de areia e banho é surper pequena (só o que aparece na foto). A água era super boa e também super transparente. 
Onde está: Sant Josep de Sa Talaia

8. Cala Vedella
Cala Vedella
A área de banho não era muito grande e a vista não era tão aberta, na verdade só dava para os milhares de iates estacionados lá no fundo. A água também era bem gostosa, em comparação às outras não tinha nada demais. 
Onde está: Sant Josep de Sa Talaia

9. Cala d'Hort
Cala d'Hort
Pela estrada você já avista dos penhascos a beleza dessa praia. Ela é super emblemática pela vista que oferece da ilha de Es Vedra. Ela é bem movimentada e a água era muito deliciosa. Você perde a hora olhando a paisagem linda dentro da água. Visita obrigatória.
Onde está: San Jose


10. Ses Salines
Ses Salines
Essa é a praia dos ricos, pelo o menos é o que a internet diz. A faixa de areia e mar é bem grande, e os dois estão sempre cheios. A água é uma das melhores que eu me lembro, sem exagero. Ela fica mais perto das salinas de Ibiza, mas nem é mais salgada. Na verdade, nenhuma delas era muito salgada, todas na temperatura, transparência e "salgagem" perfeitas. 
Onde está: Sant Josep de Sa Talaia

Leia: Verão Europeu: o Bronze e o Topless
Leia: Alugando carro em Ibiza
Leia: Balada em Ibiza, na Espanha
Leia: Ibiza


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Verão Europeu: o Bronze e o Topless

"What you gon' do with all that breast? All that breast inside that shirt?"

Engraçado, mas o topless é um costume totalmente liberado e praticado em praticamente toda Europa e suas respectivas praias, mas as mulheres brasileiras é que levam a fama...(detalhe que o topless no Brasil é proibido). Bom, pra quem não sabe como funciona, é simplesmente economizar dinheiro e usar apenas a parte debaixo do biquíni e não ter marquinha de sol na parte de cima. 

A gente sai daqui na maior expectativa de ver como é isso, de como é estar numa praia onde a regra geral é ficar peladona e o não-usual é usar sutien. Em virtude disso eu tenho alguns apontamentos que gostaria de compartilhar: 


Para as mulheres...
- A primeira coisa que tenho a dizer é que você não vai se sentir mal só porque está usando as duas partes do  biquíni, ninguém vai ficar te olhando como se você fosse um ocidental no Japão;
- Se decidir entrar na onda, pode entrar numa boa porque é tranquilo. Ninguém vai ficar te encarando ou reparando nos seus seios;
- Tente não chamar muita atenção, mostrar que é uma estrangeira toplessing pela primeira vez. É muito perigoso que a experiência se torne uma festa e seja motivo de algazarras, risos, fotos e etc, como foi para umas pessoinhas que conheço;
- Os homens não vão lançar olhares de raio lasers e te deixar desconfortável, pelo contrário, é tão comum que eles já estão mais do que acostumados. Nem olham. Vi mulheres lindas e maravilhosas passando perto de grupos de homens e eles nem sequer repararam que ela tinha passado;
- Não é preciso ser modelo ou ter silicone para fazer topless, eu posso resumir a história dizendo que é uma prática muito democrática. Tem de todos os tipos, tamanhos, cores, formatos, modelos, idades, elevações, texturas, desgastes, desenhos...

Para os homens (não europeus)...
Se você não é europeu e isso não é nada comum no seu país a regra de ouro é: 
     - Não fique encarando;
     - Não tire fotos descaradas;
     - E não fique alegre em público (se é que você me entende). 


Essa foi a primeira vez que fiz topless fora do meu quarto. Eu estava bem curiosa para saber qual era a sensação de ficar metade nua na frente de muitas pessoas sem aquilo ser algo inapropriado ou ofensivo. Escolhi realizar a façanha em Barcelona, na praia - urbana - de Barceloneta, e em Ibiza, que tinha esse estilo mais diferente de uma praia dentro da cidade grande. Confesso que não fiquei muito tempo, me senti meio esquisita. Mas valeu a experiência, foi divertido. 

Para falar a verdade, o que mais me encantou no verão europeu, e consequente nas praias espanholas, foi o resultado do bronzeado. Eu posso estar falando a maior besteira do universo, mas eu nunca tive um bronzeado tão lindo como o que consegui na Europa. É um bronzeado dourado, não torrado como o do Brasil, ou laranjado como o do bronzeamento artificial. Não teve essa história de descascar ou arder até matar na hora de dormir. Fora a parte em que todas as roupas combinam e o universo conspira a seu favor. E olha que a minha exposição ao sol foi 300x mais radical que as minhas do Brasil. É totalmente prudente se viciar no bronze europeu.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Alugando carro em Ibiza


Nosso Nissan Micra

Alugar carro em Ibiza é necessário? Resposta: depende. Depende primeiramente do seu tempo na cidade e depois da disposição para aproveitar as praias e natureza além do circuito balada. Eu particularmente acho obrigatório fazer essa conciliação, é muita bizarrice estar em Ibiza e não conhecer nada além dos banheiros das boates ou das áreas de fumantes. Eu e a Núbia somos a prova viva de que é possível aliar o turismo cultural, com o turismo selvagem¹ e o bagaceira's tourism². Afinal de contas somos brasileiros, e Ibiza não é a nossa "Caldas Novas". Resumindo, uma vez lá, não durma um minuto sequer.

A ilha não é tão grande e o acesso às melhores praias e vistas só pode ser feito de maneira particular. Em muitos sites e blogs indicam o aluguel de motos (scooters), o aluguel de qualquer veículo se dá apenas com apresentação da carteira de motorista do Brasil. É super fácil e tranquilo. Eu, particularmente, excluo com o poder da palavra essa decisão da sua vida. Alugue um carro econômico e faça uma delícia de viagem pela ilha, com uma sacola de tranqueiras compradas no mercado (invista em água também) e escutando música eletrônica um tanto quanto alta. Não se enfie numa moto em pleno verão espanhol de 167°, não faça isso com você mesmo. O valor do carro cabe no bolso (a diária saiu por cerca de  60) e a aventura por si só já compensa o programa. 

Como eu disse, é super fácil alugar o seu coche (carro). Peça que o recepcionista do hotel veja uma empresa e procure pelo melhor valor da diária do carro básico. A empresa te busca no hotel para fechar o contrato e pegar o coche. Pegamos às 9h da manhã, e só devolvemos no mesmo horário do dia seguinte. Você pega o carro sem gasolina e deve entregar da mesma forma (espertinhos!). 

Se você, como eu, tem em casa um GPS com o mapa da Europa atualizado, não cometa o pecado de não levá-lo para a viagem porque "Esqueci completamente do Felipe". Explicando, Felipe é o nome do meu GPS Tom Tom. Então, não seja, como eu, "tom-tom-na" e deixe-o na gaveta do armário. Pelo o menos o nosso carro não veio com GPS (a mulher ironizou quando eu inocentemente perguntei pelo mesmo) e o mapa de papel da ilha que ela nos deu, em termos de precisão, podia ser comparado ao mapa do país inteiro no Google maps.  

Bom, depois que o momento "F*** me I'm lost" passou, deu tudo certo. Existem basicamente três rodovias importantes: a principal, as secundárias e as estradinhas de terra. No mapa, elas pelo o menos estão em cores distintas. Dentre outras precisões, sua boca vai ajudar a perguntar o caminho, fora as placas de sinalização que vão ajudar bastante.

Fizemos a costa oeste, sentido Sant Antoni-Eivissa-Sant Antoni, em um dia inteiro passando por dez praias diferentes que escolhemos por dicas de pessoas locais e pesquisas na internet. Colocamos 15 euros de gasolina, que deu certinho. O medo de ficar sem gasolina nos confins da natureza nos assombrou, mas nossa gasolina deu para tudo, inclusive nos levar para a balada anoite. Entregamos o carro como eles queriam, com o tanque vazio.

No aluguel, é necessário deixar um depósito caução de € 150 que é devolvido na entrega do carro mediante a apresentação do recibo do contrato. A moça frisou bem na hora de me entregar o papel "Ele vai ser imprescindível para a devolução do dinheiro". Essa foi a última vez que eu lembrei do tal papel...pois é, como várias outras coisas minhas, ele simplesmente se desintegrou no espaço. Na devolução do carro, depois de muita conversa (muita mesma) ela me devolveu o dinheiro meio completamente contrariada. Dica de Ouro: Pegue o raio do papel e dê para a pessoa mais responsável da equipe (no nosso caso teríamos que escaniar o recibo para a minha prima Clarissa aqui no Brasil). Entenda mais sobre esse perrengue aqui.

Nota de Rodapé
1. Turismo Selvagem: um segmento, criado pela minha cabeça, de turismo destinado à natureza que inclui no seu universo  o sol e as praias. 
2. Bagaceira's Tourism: Outro segmento de turismo, criado por mim, que gira em torno da vida noturna de baladas, bares, botecos, burburinhos, isbórnias e afins. 
3. Tudo foi devidamente supervisionado, via Whatsapp, pelo turismólogo, Bruno Giovanni.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Minhas músicas...Espanha


Sempre quando a gente faz uma viagem, seja lá para onde for, é impossível não ter uma relação de músicas que tenha feito parte dela. O mais engraçado é que essas músicas ficam tão marcadas que toda vez que você as escuta, seja lá onde for, volta imediatamente no tempo e espaço. É viajar de novo, sentir tudo de novo. 

É um tipo de memória que nós temos que mais me agrada, depois da memória olfativa, claro. Na verdade não sei o que mais mexe comigo, as músicas ou os perfumes. Enfim, vou deixar esse impasse pessoal de lado e focar no post. Minha intenção é marcar as músicas que fizeram parte da minha viagem à Espanha, músicas que para mim fazem muito sentido e estão diretamente ligadas a algum momento da viagem. Como várias coisas que escrevo aqui, acho importante/legal sempre escrever sobre detalhes e experiências que marcaram em algum tempo ou de alguma forma nossas vidas. Nem que seja para você mesmo relembrar daqui há 20 anos, relendo as próprias anotações.

Bom, a lista é essa que segue. Pode divergir de uma provável lista da minha companheira de viagem, Núbia, mas essa é a parte mais divertida da história.

"Glad you came" - The Wanted
"Titanium" - David Guetta ft. Sia
"Wild Ones" - Flo Rida ft. Sia
"Sexy Chic" - David Guetta ft. Akon
"Where have you been" - Rihanna
"What makes you beautiful" - One Direction
"Give me everything" - Pitbull ft. Ne Yo
"Moves like Jagger" - Maroon Five ft. Christina Aguilera
"Good Feeling" - Flo Rida
"You make me feel" - Cobra Starship ft Sabi
"Club can't handle me" - Flo Rida ft. David Guetta
"Love is gone" - David Guetta
"Loca People" - Sak Noel
"Forever Young" - Alphaville
"It's my life" - Bon Jovi
"Feel so close" - Calvin Harris
"Comiming Home" - P Diddy ft Skylar Grey
"Save the world" - Swedish House Mafia
"When love takes over" - David Guetta ft. Kelly Rowland
"Dynamite" - Taio Cruz
"Price tag" - Jessie J ft. BoB
"Call me maybe" - Carly Rae Jepsen
"Put your records on" - Corinne Bailey Rae
"Come together" - The Beatles
"Hello" - Martin Solveig & Dragonette
"The way you look tonight" - Frank Sinatra
"Incomplete" - Backstreetboys
"A vida do viajante" - Luiz Gonzaga
"Gostoso Demais" - Dominguinhos
"Lisbela" - Trio Forrozão
"Mais que nada" - Sérgio Mendes e Jorge Ben Jor
"Madri" - Fernando e Sorocaba
"Ai se eu te pego" - Michel Teló
"Assim você mata o papai" - Sorriso Maroto
"Balada" - Gustavo Lima
"Quero chiclete" - Chiclete com Banana
"Na base do beijo" - Ivete Sangalo
"Malha Funk" - Furacão 2000


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Balada em Ibiza, na Espanha

Todas as pessoas do universo pensam em Ibiza e imediatamente a associam à festas e agito.  É o que se pode chamar de a "meca" das baladas. E é mesmo. Para qualquer lugar que você olhe, vai ter um cartaz com a propaganda de alguma festa. Impressionante. Até quem não é muito de festa se contagia.

O mais impressionante é que cada balada consegue ser diferente uma da outra. Tem para todos os gostos, pode ir com fé. Já para os bolsos...só tem para um estilo, os bem cheios!


A melhor época de ir

A melhor época de ir é no verão. De maio a setembro já tem muita festa, sendo julho e agosto os maiores picos. Nesse período os melhores DJ's do momento tocam em uma determinada boate num determinado dia o mês inteiro. Em 2012, DJ's como David Guetta (toda quinta na Pacha), Tiësto (toda segunda na Pacha), Swedish House Mafia (toda quarta na Ushuaia), Erick Morillo (toda quarta na Pacha), Bob Sinclair, Armin van Buuren (toda segunda na Privilege), Steve Angello, Carl Cox, Paul van Dyk entre outros. O coração até bate mais forte só de escrever esses nomes. Pelo que já li na internet, nos outros meses, o movimento cai bastante mas ainda assim alguns clubs grandes não fecham. Mas cá pra nós, se você tiver que ir, vá no verãozão!

Os tickets de entrada 

É possível acompanhar o calendário de todos os meses do ano de todas as boates, e também já comprar os tickets antecipados (veja aqui). Dá para comprar online e em todos os lugares possíveis de Ibiza (lojas, hotéis, farmácia, barraquinha do côco...). Eu não aconselho a compra antecipada pois pelas ruas e praias é possível que você consiga pulseirinhas de acesso livre ou desconto para as festas com os próprios promoters, basta ser abordado por eles.

Pulseirinhas que ganhamos durante o dia

A não ser que seja alguma festa específica ou com algum grande convidado, aí é melhor comprar o mais rápido possível pois os ingressos se esgotam de uma hora para a outra, e é muito pouco provável que você consiga algum free pass ou desconto na entrada. Um exemplo é a festa "F*** me I'm Famous" toda quinta-feira na Pacha com David Guetta e convidados. Não comprei online, me arrependi, surtei quando estavam esgotados, e surtei de novo quando não achamos em alguns pontos de venda na cidade. Conseguimos comprar na própria loja da Pacha nas ruas de Ibiza por 75 eurinhos. 

Os preços são salgadinhos, enquanto em Barcelona e Madri você paga no máximo  15 (com free drink) ou entra de graça com nome na lista VIP, em Ibiza não tem essa conversa de lista e o ingresso mais barato gira em torno dos  50. Tem que torcer para ganhar alguma pulseirinha de desconto, e até o bilhete do ônibus vale (quando fomos estava dando desconto de € 5 na Space). Também não existe distinção entre homem e mulher, todos pagam o mesmo valor.


verso do bilhete de ônibus

Os preços das bebidas

Ibiza tem as melhores boates do universo, mas também tem os maiores preços. De todos os lugares em que eu já fui em toda Europa, em nenhum deles os ingressos custavam tão caro. Fora as bebidas que são coisas de outro mundo, um copo de vodka com energético sai por € 20 (cerca de 50 reais) e uma garrafa de água por € 10 (mais ou menos 25 reais). É bom ir preparado para não levar esse susto inevitável. A solução é fazer que nem todo mundo, ir para um bom "esquenta" fora e entrar nas boates super tarde e bem "calibrado". 

O horário de início

Falando em horário, como sempre o agito começa super tarde. O dia termina muito tarde, no verão é por volta das 22h, então a noite começa mais tarde ainda. Dá para descansar, tomar banho, ver TV, dormir, jantar, beber e depois, ir para a baladex. A partir das 3h da manhã o trem pega fogo de verdade. Procure chegar por volta da 1 da manhã para evitar as grandes filas. 

As principais Baladas



                    Eivissa


                Sant Antoni
      Entre Evissa e Sant Antoni 
Privilege (em San Rafael)
Amnesia  (em San Rafael)


Face Control e Vestuário

Todo aquele terrorismo das outras boates pela Europa, o tal face control, não atravessa o Mediterrâneo, pode ficar tranquilo. Os preços são salgados demais para que ainda role a barração preconceituosa de pessoas em Ibiza. Todo mundo entra numa boa estando vestido como estiver. Só nas festas mais tops das tops as pessoas dão uma caprichada melhor no look, como na Pacha e na Privilege. No resto o esquema é bem tranquilo e vi gente até com um estilo meio "acabei de sair da praia". 

Como ir para a balada?

Você pode se locomover nos ônibus públicos até a meia-noite (€ 1.95), depois dessa hora use os táxis (não achei caro) que existem em abundância ou o Disco Bus, um ônibus que custa € 2 e passa por todas as baladas. As ruas são bem movimentadas e se não for longe do seu hotel, dá para ir e voltar andando também. Para quem vai de carro, eu sempre vi grandes estacionamentos em frente às boates, acho que não é problema.

Uma balada por noite?

A resposta é não. A minha dica é sair de casa com todas as pulseirinhas que tiver, elas podem ser o seu Plano B, C, D...Se você não estiver gostando do lugar, saia e vá para um outro, simples assim. Nem se preocupe com horário porque se a noite não tem hora para começar, pra terminar então...Além do Disco Bus, em frente a todas as baladas tem centenas de táxis disponíveis. Everynight I'm shuffling...


Baladas na Praia

Além das grandes boates da noite existem basicamente três lugares que são um pouco diferentes dessa proposta. O Cafe del Mar e o Cafe Mambo são os bares em frente ao mar, em Sant Antoni, mais procurados por todos para a contemplação do "melhor pôr-do-sol da ilha". A música eletrônica toca super alto, é quase impossível se achar uma mesa, os preços são elevadíssimos e as chances de você olhar na mesa do lado e ver o David Guetta são grandes. Eu achei o Mambo mais divertido, um fica do lado do outro. 

Já em Eivissa, na playa d'en Bossa está o beach club Bora Bora. Uma barraca de praia, essa na areia, com guarda-sóis e espreguiçadeiras acolchoadas (custam € 40) lotada de gente "morta" na areia ou dançando música eletrônica até o pôr-do-sol, depois disso ela fecha e vira uma super balada com quem ficou lá dentro.

Como escolher a sua balada?

Como são tantas opções de festas e boates, realmente fica difícil escolher qual será a "boa" da noite. Ainda mais se você ganhar pulseirinhas de várias delas durante o dia. No burburinho, ao longo do dia, é possível saber o local que mais vai "bombar" pelos próprios comentários da galera. Mas o que eu percebi é que o melhor é sempre focar nos nomes famosos, das atrações famosas. As boates por si só são boas, então o critério deve ser os convidados da noite. Portanto se as opções da noite não forem DJ's ou bandas famosas, priorize as maiores baladas como a Privilege, a Pacha, a Amnesia (não perca a foam party - festa da espuma) ou a Es Paradis.

Mais opções

Fora os nomes que já andei citando, aqui têm mais alguns lugares menores mas bem conhecidos: Pukka Up, DC-10 Ibiza, Sankeys, Hed Kandi. Além disso ainda têm as pool parties, a festa no zoológico que começa de dia e as boat parties. Têm muita coisa para fazer, haja animação, fígado e dinheiro!



Space Ibiza (Playa d'en Bossa, s/n) 

Space Ibiza

A Space é uma daquelas boates das quais você não sabe em que ambiente ficar, são apenas dois andares, sendo o segundo aberto. Mas no primeiro são tantos ambientes que eu nem sei quantificar agora. E em cada um deles toca um estilo de música diferente, são vários DJ's revesando nas carrapetas. E o mais curioso é que todos eles estão sempre lotados de gente. Lá você vai encontrar a maior variedade de estilos e looks, pessoas mais arrumadas e outras nem tanto. Também são vários bares espalhados e conseguir uma bebida é super fácil, deve ser por conta dos preços altíssimos. As decorações são bem bacanas e o tamanho do lugar é de se assustar, a cada ambiente é como se você estivesse numa boate diferente. Em vários rankings a Space aparece como uma das melhores baladas do mundo.

Cafe del Mar (Paseio de Vera de Rey, 27)
Como eu já tinha dito, o melhor pôr-do-sol da ilha é disputado nesse local (como no Cafe del Mar de Cartagena). Por volta das 20h é bom já ir chegando por lá porque sempre fica muito cheio, e não vai ser tão fácil conseguir uma mesinha. Realmente a experiência é de tirar o fôlego, é um show emocionante da natureza. Enquanto o sol vai se aproximando para o "beijo" final no mar, a música eletrônica rola solta e a descontração, na mesma proporção. Os preços seguem a mesma linha das boates noturnas, são bem carinhos. Vale a visita.

Privilege (Urbanización San Rafael s/n)
http://www.privilegeibiza.com/

Privilege
A Privilege é uma das boates que mais me impressionou na vida. Apesar de só ter um ambiente, é um local tão imenso que te dá uma sensação muito bacana. A decoração é o máximo, tem até uma piscina no centro da pista. Nos camarotes superiores são as áreas VIP's. Para facilitar a vida, existem vários bares e cabe muita, muita gente nessa balada que é considerada a maior do mundo (até 10 mil pessoas). A dica é ir de carro ou táxi. Ela fica no município de San Rafael, na beira da rodovia que liga Eivissa a Sant Antoni (Carrer d'Eivissa-Sant Antoni, a C-731), a entrada é meio confusa para quem vai de carro, ela fica exatamente numa das rotatórias, é um portal branco com um letreiro mostrando a atração da noite (Vindo de Sant Antoni: depois do viaduto, a segunda rotatória à esquerda. Vindo de Eivissa: a segunda rotatória à direita depois da Amnésia). O estacionamento é grátis e gigantesco, mas as ruelas de acesso bem estreitas, então é melhor chegar cedo para evitar o caos (ela abre 24h). Demos sorte de irmos no dia do aniversário da boate, então ganharmos um espumante de Welcome Drink e a atração da festa foi a banda LMFAO. Antes disso alguns vários DJ's passaram pela noite e além dos dançarinos (as) comuns do "queijinho" vários outros enterteiners passaram pelo teto da boate, tipo malabaristas, motoqueiros no aro gigante com efeitos de pirotecnia, contorcionistas, equilibrista na corda bamba, um verdadeiro show. É uma mistura de balada, circo e teatro. Eu amei dos DJ's, as músicas, o clima, tudo.

Bora Bora (Playa d'en Bossa)
http://www.boraboraibiza.net/

Bora Bora

A Bora Bora é um beach club que fica na praia d'en Bossa. Não custa nada para entrar e você pode ficar na parte encimentada que tem várias mesas (e os totens para dançar) ou na areia, onde estão os guarda-sóis e as espreguiçadeiras alcochoadas para aluguel, cada um custa € 20. Os preços são bem elevados e essa vibe é com certeza tudo que passa na sua cabeça quando se pensa em Ibiza. Música eletrònica alta na praia, gente dançando de biquini, viradas da balada da noite anterior. Muita gente bonita. O mar não é a grande atração, não é uma das melhores praias para nadar. É a praia do agito, conhecida como a "praia balada". Se você não quiser alugar com eles, pode estender sua canga numa faixa de areia mais próxima do mar e curtir o clima. Muitos fazem isso, além de levarem sacolas com bebidas compradas no mercado (e beber tudo bem quente). No fim do dia, eles "fecham" o espaço e ela vira uma balada propriamente dita com os que estavam lá dentro. Leve muito dinheiro. Eu particularmente gostei da combinação praia e música eletrônica.

Pacha (Avinguda del Vuit d'Agost, 07800)
www.pacha.com/ 

Pacha Ibiza

A tão esperada Pacha de Ibiza chegou na minha vida. O dia todo eu estive muito eufórica por esse momento, disse a Núbia que estávamos presenciando um momento muito histórico na minha vida, até porque o astro da noite era o David Guetta, que eu sou mega fã. O preço foi acima da média (€ 75), mas valeu cada centavo a curtição na festa "F*** me I'm Famous". A Pacha é linda, ela não é tão grande mas os ambientes são muito bacanas todos interligados com o palco principal (inclusive com telões transmitindo ao vivo para quem não conseguiu se infiltrar no meio da muvuca). Muitas performances com dançarinos e dançarinas para todos os lados, fora o mega jato de ar para resfriar um pouco dos nervos. Até os DJ's que tocaram antes do David era ótimos, música de excelente qualidade. Inclusive conhecemos o Goldfish uma dupla de DJ's da África do Sul que misturam ao vivo a música eletrônica com jazz usando instrumentos musicais acústicos como contrabaixo, saxofone, flautas e etc. Coisa linda de se viver, extremamente sensacional! Saimos de lá muito tarde e a fila para entrar era sinistra, eu choquei grandão. A fila dos táxis também era imensa. Ibiza é uma loucura, é muita gente para uma ilha só! 

Cayo Bolivar, na Colômbia

Um dos passeios mais fantásticos que já pude fazer numa viagem, sem sombra de dúvidas, foi em San Andres na Colômbia . O passeio maravilhos...