Bariloche, na Argentina



Essa foi a segunda cidade na Argentina que pude conhecer. Ela me trouxe recordações maravilhosas em todos os sentidos - até no alfajor que, diga-se de passagem, foi o melhor da minha vida (chupa Havanna!). 

Bariloche reflete tudo aquilo que geralmente as pessoas falam: sair da capital é a melhor foma de conhecer o povo daquele país. Que lugar maravilhoso, cheio de paisagens deslumbrantes e cheio de pessoas ótimas. Preciso dizer que Bariloche é um passeio obrigatório? 

A neve começa a cair em julho e nessa época de alta temporada a cidade fica inchada de argentinos e brasileiros. Não sei se vale muito a pena escolher esse mês porque só de imaginar aqueles lugares lotados já desanima. Vá na baixa temporada em agosto assim como eu fiz. 

Os voos de Brasília geralmente fazem uma escala em Buenos Aires para imigração. Na hora de comprar, se atente para o fato de que existem dois aeroportos, o Ezeiza (o principal e mais longe da cidade) e o Aeroparque (fica dentro de Buenos Aires). Alguns voos exigem um deslocamento entre esses aeroportos e, se for o caso, é de extrema necessidade considerar um bom tempo para esse deslocamento no intervalo entre as conexões. 

Eu considero que ficar entre 7 e 10 dias seja o ideal para essa viagem porque vai dar pra curtir umas comprinhas, fazer passeios e se jogar nos esportes. Ficar muito tempo em lugar muito frio dá uma cansada porque vestir muita roupa todos os dias passa a ser um incômodo. 

Nos hospedamos no hotel Villa Huinid, mais especificamente nas cabanas. Eu não me lembro de ter ficado num lugar tão sensacional como esse. Uma cabana linda com lareira e uma vista espetacular da Cordilheira dos Andes (toda nevadinha) e do lago Nahuel Huapi. O hotel tem outras acomodações tipo apartamento que também considero boas opções, mas as cabanas são impagáveis.

Assim que chegar na cidade pegue um táxi para rua principal da cidade e desça no Centro Cívico, uma praça linda e ponto de partida para rua de compras, Av. Mitre. De um lado e do outro estão várias lojas de souvenirs, roupas, artigos típicos, restaurantes, bares e chocolaterias. Se você der sorte, ainda vai conseguir caminhar sob uma "chuvinha" de neve na cabeça. Vá caminhando e na segunda quadra, na rua à direita, vai estar um dos melhores restaurantes que almoçamos, o El Boliche de Alberto (de carnes) - não deixe de pedir uma carne que se chama "entranha". Seguindo na Av. Mitre, na terceira quadra estará a Rapa Nui, minha dica de chocolateria por preço e qualidade dos doces. 

Para os passeios e aventuras nas montanhas é preciso alugar as roupas específicas para neve. Não faça as locações do Brasil, deixe para fazer no primeiro dia porque é importante conferir a qualidade das roupas ao vivo e escolher o local que mais te agrada. É muito fácil achar lojas específicas para isso ali nos arredores da Av. Mitre. 

Fechamos todos os passeios na agência de turismo ZigZag Travel (se você disser que é indicação da minha sogra Paula Novas ainda é capaz de ganhar um desconto). Fizemos o câmbio de reais por pesos nas lojas comuns, na própria Rapa Nui é possível fazer a conversão. 

Em Bariloche é assim: todo dia um passeio e novas emoções. Os passeios que fizemos foram: 

Cerro Otto e Restaurante Giratório: foi nosso primeiro contato com a neve e já pôde nos oferecer também a primeira experiência no esquibunda. Depois de rolar na neve e passar um frio básico do lado de fora, é só entrar e curtir a vista do restaurante giratório.

Laguna Congelada: esse foi um trecking por uma trilha numa floresta totalmente congelada. Ficamos num abrigo estilo "iglu inflável" para guardar os pertences e depois almoçarmos. Eu não consigo nem descrever como era a paisagem, só posso adiantar que é muito linda. O objetivo do passeio é chegar até uma lagoa congelada, mas a lagoa em si não é muito diferente do que fomos vendo pelo caminho. O mais divertido com certeza foi o trajeto, poder caminhar e se deparar com a neve caindo é inexplicável. Apenas nessa floresta pudemos observar que os flocos de neve que caiam tinham aquele tradicional formato de estrela. Foi sensacional até porque foi nesse passeio que conhecemos o melhor alfajor do mundo feito de forma caseira pelo motorista da excursão. Não titubeamos e pegamos o contato dele para fazer caixas e caixas de encomenda.

El Refugio: essa é a experiência de curtir um jantar numa cabaninha no alto de uma montanha congelada. O jantar maravilhoso é um foundue de queijo seguido de um foundue de chocolate, regado a vinho. Só é permitida a ingestão de uma garrafa apenas pois a emoção de tudo está na forma de chegar e sair do restaurante. São dez snowmobiles que podemos pilotar seguindo os guias à nossa frente. Não há iluminação (apenas os faróis) mas o visual de tudo ao redor congelado é sensacional. Não tem como beber mais de uma garrafa com essa responsabilidade de pilotar uma moto na neve, certo? Imperdível!

Piedras Blancas: foi nesse dia fizemos 2h de aula de esqui (acho fundamental). Depois tivemos o tempo livre para brincar na pista de iniciantes. Eu gostei muito de esquiar apesar de ter demorado um pouco para perder o medo de não saber parar. Depois subimos pelo teleférico para ter acesso às pistas de esquibunda (era seis delas). Cada uma tinha um formato e dinâmicas diferentes e posso dizer que foi o máximo! A gente descia um atrás do outro na vidalouquisse e a sensação era de estar dentro de uma corrida do Mario Kart.

Cerro Catedral: acho que o cerro catedral é a montanha que mais tem aquela cara de "estação de esqui". Na sua base, tem uma pequena vila completamente nevada e esse clima era uma delícia. Fizemos 2h de aula de snowboard e depois tivemos o dia todo com o equipamento para brincar pelas mil pistas do Cerro Catedral. Eu nunca vi tanta pista, teleférico e pessoas (descendo ao mesmo tempo) juntos! Os restaurantes era uns charmes (até difícil de escolher) e os teleféricos mais gostosos ainda. Adoramos esse dia! Com certeza vale a pena ir pelo o menos umas duas vezes por aquelas bandas. 

Os restaurantes tanto anoite, quanto no almoço costumam ficar cheios e sempre rola uma fila básica na parte de fora (na friaca), então para evitar a espera, é bom dar uma olhada no horário de abertura dos locais. As dicas de restaurantes são: El Boliche do Alberto (cortes argentinos), El Patacon (ambiente lindo e cortes típicos argentinos), El Refugio (indo de snowmobile), La Fonda del Tio (milanesas).

O contato do melhor alfajor do mundo que citei mais em cima é: Alfajores Marcelo (021542944622300). Da próxima vez que eu estiver por lá, este com certeza vai ser o primeiro contato que será estabelecido.



Bariloche - Argentina          Viagem: agosto (2015)

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