Caso: A falta de táxi em Paris

Da Série Cuidado na Estrada!


Noite de balada em Paris. Na grande expectativa de sempre, nos arrumamos para encarar o friozinho das ruas e pegar o metrô para a boate Favela Chic. Descemos na estação Republique e me lembro, como se fosse ontem, da gente andando pelas ruas próximas à estação em busca da tal Favela (não tínhamos o endereço ao certo). Achamos, entramos, nos divertimos horrores (tenho muita segurança em afirmar isso) e tarde, muito tarde da noite, resolvemos ir embora.

Impressionante como funciona a psicologia dos pés, só porque dissemos as palavras mágicas "Ok, vamos embora!", meus dois pés que circularam, sambaram, levaram pisões, perambularam a noite inteira pelas dependências da casa noturna resolveram entrar no modo "tapete de pregos". Passamos na chapelaria, vestimos nossos casacos e assim que meus pés pisaram na calçada o bicho começou a pegar freneticamente. Eu senti a vibe, mas não quis fazer a linha "princesa" tão rápido. Fomos andando até a esquina daquela rua com um único objetivo na vida: pegar um táxi. 

Assim que chegamos na esquina que dava numa rua mais movimentada, nosso espanto tomou conta da situação: a rua estava mega movimentada, mas só de gente. Táxi que era bom, nada! Sim, nada! E uns "gato pingado" que passavam eram disputados mais que espumante em festa open bar. Meu pé naquele estado lastimável e ainda mais essa? Não, faltava uma coisa naquele frio, faltava chuva! E assim como num filme, começou a chuviscar na linda Paris. Eu que já estava numa situação de entregar a vida à Deus, me joguei na calçada e disse para Clarissa: "É contigo, arruma um táxi pra nóis aí prima!". Sinceramente não sei como estavam os pés dela, mas ela recebeu a missão e foi tratar de cumprir com muito empenho (mais um motivo para escolher bem a sua cia de viagem). Eu não tinha uma visão panorâmica de mim mesma, mas posso presumir que girava em torno de uma bêbada ou profissional noturna ou mendiga ou algo da mesma proporção (lembrando que não sou e não era nenhuma das alternativas anteriores). 

O problema é que a maioria dos táxis que passavam já estavam ocupados, e os livres eram objeto de briga de gente grande. Depois de certo tempo naquela selva, a Clarissa parou um Santo que já tinha parado de trabalhar e que só aceitou nos levar por conta da proximidade do nosso hotel àquela região. 

Pesquisando depois, eu descobri que pode ser muito difícil mesmo conseguir táxis pelas madrugadas parisienses. Como todo mundo vai para balada de metrô, o certo a se fazer na volta é anotar o telefone de uma empresa ou de algum taxista em especial para garantir a volta para casa sem pânico. Dependendo do local, pode ser perigoso o uso do metrô na volta.

Êta Parisinha mais gostosa da mamãe!



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