Caso: malas de mão para NY

Da Série Cuidado na Estrada!

Partiu mala de mão!


O mais legal de se planejar uma viagem é programar os passos, conhecer mais a cidade que vai ser visitada e prever ao máximo todos os imprevistos, certo? Certo! Realmente é lindo fazer um bom planejamento e embarcar na viagem tranquilo e em paz. E eu posso dizer que é muito mais gostoso quando você carrega sua família.

A história da vez é sobre minha viagem com a family para Nova Iorque, fomos passar a virada do ano em Times Square. Antes disso, fizemos um pit stop digno em Miami, onde também tenho família para dar uma "olhada" no movimento das lojas e depois "ir ver" o vái-e-vem de Orlando. Mas voltando ao post...comprei passagens para todos de Miami para NY aqui do Brasil e tudo estava andando conforme os conformes.

Um dia antes de embarcarmos para a tão esperada NY minha prima que mora em Miami me pergunta sobre as malas: qual tamanho, peso e preço. Preço? Não tem essa de preço, cada um tem direito a uma bagagem de mão e duas despachadas, uai! Ela relutou e disse que deveríamos ver isso direito pois até aonde ela sabia (mora a trocentos anos nos EUA e já viajou com cias americanas) as malas seriam pagas. Eu segui firme no meu posicionamento.

Ela resolveu ligar na Continental Airlines para tirar essa história a limpo e a resposta foi que realmente as malas despachadas são pagas e cada passageiro só tem direito a uma de mão (dentro do peso e dimensões certinhas). E a gente aqui não dando valor às nossas regras no Brasil... Lá é assim, não tem essa mamatinha de direito a bagagens não, é tudo no cash (detalhe que não era uma passagem no estilo low cost).

Pois é, e de repente tudo virou pânico. Como ir passar alguns dias em NY, no ano novo, no inverno, levando tudo numa mala de mão? Para algumas pessoas nem chega a ser um problema, mas estávamos falando de mim! Uma pessoa que já levou uma mala de sapatos para praia (e não usou nenhum deles)! estávamos falando da minha família toda! Pra mim o tempo tinha fechado antes de chegarmos na nevasca novaiorquina. A missão era transformar uma mala normal numa bagagem de mão, o que no meu mundo era equivalente a transformar uma mala em uma sacola de supermercado.

Minha mãe e tias correram na loja de 1 dólar mais próxima e compraram tudo que foi possível em quantidades equivalentes à amostras grátis (sim, porque na bagagem de mão existe a tal da RESTRIÇÃO DE LÍQUIDOS). Até o meu líquidinho das lentes teve que ficar...imagina não poder levar nem o próprio perfume para NY! Caos, New York sitiada!

Lá fomos nós para o check-in com equipamento bagágico do mundo ideal rezando para os centímetros de largura e comprimento estarem nos padrões da empresa. A aeromoça fez questão de medir todas elas uma por uma. Já não bastasse toda a dificuldade de se entrar naquela cidade (milhões de raios-x, scanners, revistas, cachorros, detectores, medidor de suor e etc).

No fim das contas deu tudo certo, fora a parte que eu esqueci de levar meu pijama e não conseguimos passar o reveillón na Times Square, porque para isso deveríamos ter chegado lá 3 meses antes para guardar nossos lugares.


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