Berlim, na Alemanha



Eu fiquei um pouco nervosa quando pousamos em Berlim, não sei se foi por conta de estar numa das principais cidades do mundo ou se a carga histórica era pesada demais pra qualquer visitante. Provavelmente uma mistura dos dois. Enfim, cheguei na primeira cidade de um país que era totalmente obscuro na minha cabeça, não sabia o que ver e nem o que poderia encontrar...aquela sensação perdida de quem pousa na terra depois de um salto de paraquedas.

Pegamos um taxi (todos eram Mercedes com teto solar...uau!) e eu me senti num brinquedo da Disney de tão impressionada fiquei com a cidade. Ficamos hospedadas na parte soviética - se ela ainda fosse dividida como antigamente. Nos localizamos rápido no mapa e fomos bater perna, também usamos bastante o sistema de ônibus.

A primeira parada foi na Alexanderplatz (foi bombardeada e totalmente reconstruída) com suas diversas linhas de trens e bondes, estação de metrô, a imensa loja Galleria e também o relógio mundial. Há poucos passos tem a Torre de TV (a Berliner Fernsehturm) com uma vista esplêndida da cidade. Pelas ruas você já observa a “modernidade” das pessoas, são de todos os tipos e tribos.

A principal avenida chama-se Unter den Linden que termina na Pariser Platz onde fica o gigantesco Brandenburger Tor. Como quase tudo em Berlim, também foi alvo dos ataques da 2° guerra e completemente destruido. Passando pelo portão, do lado direito você tem o Reichstag, o parlamento alemão (não deixe de entrar e conhecer a linda cúpula de vidro lá dentro, as visitas precisam ser agendadas pela internet), e do lado esquerdo você passará pelo Memorial aos Judeus Mortos na Europa, e ir se aproximando cada vez mais da divisa com a Alemanha Ocidental, o Check Point Charlie. Na rua Niederkirchnerstrasse ainda tem um pedaço do Muro original e por ali está o Topographie des Terror, um museu aberto com algumas fotos e informativos (onde ficavam as centrais da SS e da Gestapo). No lado ocidental estão os prédios mais modernos ali nos arredores da Postdamer Platz, como o Sonny Center (lá tem o museu do cinema).

Experimentamos a Curry Würst, não podíamos deixar de comer a salsicha alemã, o schnitzel, o pretzel e o apple strudel, a torta de maçã no Cafe Einstein na Unter de Linden. Sentimos muito frio nas margens do rio Spree, passamos pela Berliner Dom, pelo enorme palácio de Berlin, Berliner Scholss. Você poderá ir, ainda, na ilha dos museus (Museuminsel), o que mais me atraiu foi o Neues Museum, que abriga o busto da Nefertiti, mas já estava fechado quando chegamos. Não pode faltar nessa estadia a ida até o East Side Gallery onde está uma grande parte do muro restaurado com pinturas de artistas de todo mundo.

A noite é fora de série. A eleita 2° melhor boate da Europa está ali, a Panorama Bar/Berghain que é uma antiga usina elétrica desativada, fica no meio do nada, todos os taxistas conhecem, tem um ar completamente sombrio e uma fila grande na porta. O critério de entrada é um dos mais rígidos que já vi e o cara que seleciona é totalmente amedrontador. Além da Panorama, existem outras baladas maravilhosas como a Watergate às margens do rio Spree com um visual e músicas sensacionais e tem a Weekend Club ali na Alexanderplatz no alto de um prédio comercial, não conseguimos achar o raio do endereço (uma pena), nem nós e nem Felipe (o meu GPS). Saiba mais sobre as baladas de Berlim aqui.

Se tiver um tempinho e quiser fugir do frio dê uma olhada nesse programa que pode ser uma ótima opção: Tropical Islands. 

Ainda tem muita coisa a se fazer por aquelas bandas, Berlim volta pra “To do list”, principalmente pelas atrações noturnas. Vinte e dois anos depois da queda do muro eu pude chegar pertinho dele, foi uma das maiores emoções da minha vida já que foi um dos acontecimentos mundiais que pude acompanhar (mesmo sendo bem novinha nunca saiu da minha cabeça, em 1989 tinha apenas 3 anos).

Berlim - Alemanha      Viagem: 2011 (março).

´Assista: Desconhecido, Eurotrip, A lista de Schindler.

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