Viaje com ele?

"I love it when we are cruisin' together..."



Não é porque eu estou de mãos (e bolsos) atados que não posso continuar pensando e sonhando com coisas que um dia qualquer (espero que em breve) eu posso vir a realizar. Aliás, não custa nada sonhar sentada na cadeira dessa repartição pública...quero ver quem vai me podar (tudo bem, meus chefes podem fazer isso). Enfim, deixando a hierarquia e o feudalismo do meu trabalho de lado, comecei a pensar muito esses dias sobre as lindas e maravilhosas viagens de casais. 

Ah o amor, que delicinha. Ainda mais misturado com viagem. Até o lugar mais sem noção do mundo é capaz de ficar incrívelmente agradável, até o Afeganistão. Você, ele ou ela, aquelas paisagens lindas, ruas deslumbrantes, lojinha de flores, um café repleto de pessoas, fogos de artifício. Hã? Fogos de artifícios? Acorda gente, são tiros, guerra! Afeganistão! Corre! Corre! Se joga no chão!

O Ivan Martins, o colunista da Época que escreve todas quartas, uma vez escreveu sobre essa experiência de viajar com seu parceiro (leia o texto aqui). Disse que é uma ótima oportunidade de saber se o relacionamento vai dar certo. Eu concordo plenamente com ele. É o contexto certo para testar como os dois lidam, principalmente, com o silêncio, na minha opinião, uma das melhores dicas para saber se ele (a) é a pessoa certa. Lidar com o silêncio é uma experiência reveladora, apesar do nome “silêncio” diz demais sobre duas pessoas numa relação. Se o silêncio for incômodo, desconsertante ou constrangedor, pode cair fora! Simples assim. E até eu, que consigo ir tagarelando num vôo inteiro até a Europa, tenho vários momentos de silêncio e introspecção numa viagem. 

Pelas minhas andanças já cansei de presenciar casais em momentos muito legais, e muitos (muitos mesmo) em situações de puro stress, tipo "divórcio on the road". É difícil entender, mas muito fácil de ler: o avião na volta vai ter que fazer mais escalas. 

Uma conhecida embarcou em férias paradisícas com o então namorado para Fernando de Noronha e durante a viagem ele terminou com ela, na volta já vieram em poltronas separadas. Foi tudo premeditado pelo rapaz. Eu fiquei sem nada para dizer, apenas segurei comigo mesma uma imensa vontade de pedir o telefone do indivíduo, mas achei que não cabia. Poxa, se for terminar comigo, que termine em Fernando de Noronha. Dos males, o menor. 

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