Você x Crises Financeiras


Quem decide organizar e realizar uma viagem para fora do Brasil além de se preocupar com as pendências básicas de viagem como hotel, passagem, malas competentes...fica com uma pergunta bem assustadora na cabeça: as crises políticas/financeiras podem acabar com a minha festa?

Depois de pensar muito a respeito e contar com as experiências próprias eu digo: depende. Depende do destino e do tipo de crise estamos enfrentando. Se for algo relacionado com terrorismo, pandemia (gripe aviária e suína), guerra ou fenômenos da natureza (vulcão na Itália ou furacões no Caribe), definitivamente cancele a viagem e vá para Caldas Novas. Não há o que se discutir.

Já no que diz respeito à crises monetárias e políticas, vale a pena uma retrospectiva:

Crise Estados Unidos (terrorismo): Fui um pouco depois do ocorrido e confesso que bateu um “medinho” de estar serelepiando no país mais visado do momento, era como jogar War na vida real (exagero!). Depois voltei para o reveillón em NY, no ano em que a tragédia completava 10 anos, que eles mataram o tal do Osama Bin Laden e que teoricamente o mundo acabaria (2012). Bateu outro medinho...mas tudo o que ocorreu foi fruto da minha imaginação, nada mais que isso.

Crise Estados Unidos (imobiliária/financeira): Se tiveram efeitos no turismo, foram muito sutis, uma ou outra loja fechada e preços mantidos. Inclusive, ficou até mais fácil a entrada no país visto a necessidade de entrada de capital no caixa registrador.

Buenos Aires: Provavelmente você vai presenciar alguma manifestação de trabalhadores em frente a Casa Rosada, mas nada que seja ameaçador à paz mundial.

Crise na Grécia (dívida externa): Minha prima caiu na Grécia no auge da crise imobiliária cheia de protestos populares e também não teve maiores problemas (que eu saiba).

Crise na Inglaterra: Os efeitos da crise americana geraram confusão também na terra da Rainha, mínimos (para o turismo). De acordo com uma amiga, foi até boa a coincidência de estar lá, pois muitas lojas entraram em liquidação (fecharam) e os preços estavam ótimos.

Crise na Noruega (atentado): Na época do atentado terrorista daquele maluco patriota que usava uma blusa pólo da Lacoste, uma amiga estava em Oslo e apenas relatou uma indignação e tristeza da população.

Hoje - Crise Européia (países PIGS: Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Spain): A crise que atingiu seu auge em 2008 está conseguindo dar um belo “sacode” em todo aquele continente. Resumindo: os governos, para conter os impactos da crise, investiram muita grana nos setores mais críticos. Com tantos pacotes 'salva-vidas' (e empregos), a arrecadação caiu e o endividamento dos países aumentou. Resultado = crise. É o que dizem na TV sobre a Grécia e Espanha, principalmente. Vários desses países podem até serem expulsos do bloco (União Européia). Tenso.

Com toda essa análise do cenário, eu chego à conclusão de que as crises financeiras causam problemas e impactos negativos prioritariamente em suas respectivas populações, na nossa (mera) classe de turistas, elas são muito tranquilas, e na maioria dos casos têm efeitos positivos, por exemplo, a facilidade de tirar vistos quando necessários, liquidações e saldão de lojas, etc. Talvez seja um ponto de vista bem radical, capitalista ao extremo e até egoísta, mas, que Miriam Leitão me perdoe, o que nós, simplórios turistinhas, podemos fazer para ajudar? Resposta: Torrar nosso rico dinheiro por todas aquelas bandas!

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