Caso: Confusão entre lençóis no Maranhão


Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Mais um episódio estrelado por mim e minha querida prima Clarissa. Dessa vez num local bem brasileiro e lindo de se jogar: os Lençóis Maranhenses. Fechamos uma excursão para os Lençóis saindo da capital São Luís. É uma viagem rápida de ônibus até a cidade de Barreirinhas, porta de entrada do Parque Nacional onde estão os tais lençóis (quase egípcios). Os hotéis são tops de linha, acredite se quiser, e o café da manhã sensacional.

No outro dia bem cedinho nosso guia ficou de nos buscar no hotel, depois pegaria mais um grupo de pessoas e seguiríamos no passeio. Pois no horário marcado, ele e o motorista estavam devidamente estacionados em frente ao nosso hotel com o seu carro estilo safari 4x4. O motorista foi lá no cockpit dele e nós 3 lá atrás nos banquinhos meio improvisados do carro. Eu e Clarissa engatamos um converseiro frenético até que eu percebi que estávamos andando demais por aquelas ruinhas de areia da cidadezinha, entrando e saindo de becos e ruelas...passando por uns lugares meio esquisitos apenas com um motorista que eu sequer vi o rosto e um guia local que estava prestando atenção em nossa conversa desde o princípio.


Carros 4x4 usados para chegar até os Lençóis

Meu alerta anti confusão foi sensibilizado na hora. Eu tive que improvisar...no meio do bate-papo eu meti um lero de estar fazendo kickboxing numa academia e que estava gostando bastante, principalmente porque estava treinando na turma masculina já que não era um esporte muito feminino. Falei uns três tons mais alto para que o girafex do guia escutasse com todas as letras e baixasse a bola dele, seja lá pra que tipo de jogo ele estivesse planejando jogar.

O problema todo foi só minha prima não se tocar e acreditar mesmo na minha falácia e fazer perguntas bem específicas tipo “Sério? Você não me contou! Aonde tá fazendo?”. Eu pensei que ela fosse cair na conversa automaticamente, por isso não preparei um roteiro para nenhuma(s) pergunta(s) além(s). Não tinha respostas na ponta da língua, daí o que saiu foi um “Ehhh...veja bem...numa academia lá perto de casa...”, ela insistiu: “Sério? Qual o nome?”. Não vinha nome de nenhuma acadimia ou muito menos algo relacionado à saúde ou corpo. Puxei ela bem perto e falei...”Meoo entra no caô pelo amoorr...você tem ideia de onde, no interior do Maranhão, você está nesse momento?”. Ter que deitar literalmente nos “lençóis” ia ser barra. Aí ela se tocou. Depois brinquei perguntando ao guia onde raios estávamos indo e ele disse que era um atalho mais prático. Bem depois chegamos no hotel do outro grupo e várias pessoas chegaram. Ufa!!

Não sei se exagerei, mas que bateu medinho, bateu. Na saída do passeio e com medo de sermos esquecidas no deserto das dunas eu disse brincando ao mesmo guia: “Ô moço, vai esquecer a gente não, hein?”, a resposta, com um olhar de raio laser, foi: “Pode deixar, não vou esquecer meeeeeeeeeeeeeeeeeesmo!”. Glump! Tentamos engolir alguma coisa...

No fim deu tudo certo e, por favor, vá conhecer os Lençóis Maranhenses...como nós costumamos dizer, é “wordless, speakless, untalkble, unsayable...”!!!

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