Caso: Correria mode on na Oktoberfest

Da Série Cuidado na Estrada!



Acho que depois de, "ter excesso de bagagem", perder o transporte numa viagem deve ser o maior fantasma de todos os viajantes. Pois essa história é mais uma dessas em que o desespero e a angústia passam de simples manifestações para a personificação propriamente dita. 

Ano de 2012, outubro mês da sensacional Oktoberfest de Blumenau em Santa Catarina: estávamos eu, minha amiga Juliana e meu casal preferido, Núbia Blue Eyes e Tiago, aproveitando no modo hard aquele final de semana que tinha como foco exclusivo a cerveja, digo, a festa alemã. 

Viramos praticamente a sexta e o sábado pelos pavilhões da Vila Germânica devidamente vestidos à caráter. Nos divertimos bastante pelas trocentas opções de chops das várias cervejarias, pelas dancinhas típicas em alemão...uns se jogaram na barraca de batatas recheadas, e outros pelas lojas familiares de canecas de cerveja...

Nossa vida germânica acabaria na segunda-feira, então domingo foi o encerramento oficial da festa e nossa despedida da cerveja, digo, de Blumenau. Ficamos até o fim e depois voltamos para o hotel. Eu a Juliana meio que já ajeitamos nossas malas para que no dia seguinte as coisas já estivessem mais agilizadas apesar do nosso voo estar marcado apenas para o período vespertino. Já os nossos colegas de quarto fizeram planos mais ousados, tipo acordar com uma antecedência boa o bastante para: os dois despertarem, tomarem banho (separados), arrumarem as malas, tomarem café, irem de carro até Navegantes, fazerem o check in e tranquilamente procurarem seus assentos na aeronave. 

O casal nota mil, deveria seguir de Blumenau para Navegantes de táxi para pegarem o vôo para Brasília. (Nota: esse vôo estava marcado para o período matutino). Eu não sei quem fez essa logística deles, mas também não cabe ficar aqui debatendo isso. Enfim, eles, muito bem assessorados por Núbia Cabeça de Vento (carregada de experiência da recente viagem para a Espanha), combinaram com o taxista brother esse traslado entre o hotel e o aeroporto (que estava em outra cidade) na manhã seguinte, tipo seis horas da matina. Ok, tudo certo, hora de dormir, certo? Errado! Ficamos matracando de noite no quarto (no qual estávamos todos hospedados) até muito tarde da noite. 

Não sei a que horas exatamente, mas o telefone toca na mesinha do lado da Juliana. Ela atende e eu escuto um "Ah tá, só um minutinho!". Ela coloca a ligação em espera e fala num tom quase angelical no quarto (eu confesso que ainda estava sonhando e pensei estar ouvindo a voz de um anjo): "Gente, vocês não vão mais não? O rapaz do táxi já está na recepção". 

Foi só prazo das palavras saírem da boca da Juliana, se propagarem pelo ar e chegarem até nossos ouvidos, ou seja, em 3 segundos, pulamos da cama, eu (que nada tinha a ver com a história), a Núbia e o Tiago. Pulamos naquele estilo básico: "torradas prontas na torradeira". A Núbia gritou que era para o taxista esperar 5 minutos que eles estavam descendo. Essa foi a deixa...

A Juliana deu o recado, desligou o telefone, virou para o lado e dormiu. O casal se atirou sincronizadamente para o banheiro e, eu no modo "zumbi amigo" levantei da cama, vi aquela zorra de coisas deles espalhadas por todo o quarto e a missão foi accepted. Enquanto eles se viravam no banheiro, eu limpei o quarto todo para dentro da mala indiscriminadamente. Tudo, eu disse tudo, que estava no perímetro foi para dentro da mala (acho que até o tapete do hotel). Quando eles saíram do banheiro, já estava tudo pronto para zarpar. Confesso que tenho muita habilidade nessa tarefa, meu quarto, mãe e malas que o digam.

O trabalho foi realmente em equipe, fizemos tudo em menos de 5 minutos, que foi o prazo acordado, e não sei como foi a ida pela estrada até o aeroporto e muito menos a entrada no avião, só sei que depois recebi uma mensagem confirmando a chegada de ambos vivos em Brasília. 

Pensando bem, definitivamente o Tiago também não é o responsável da galera, a busca continua; até porque a velha falha em acertar o alarme do celular já está tão batida... (eu que o diga... mas essa é uma outra história.)


Comentários

  1. Saudades loucas de pegar a estrada! Linoka, vc é uma super companheira de viagem! Nem sei o que teria acontecido se nao fosse sua agilidade em colocar TUDO dentro da mala, indiscriminadamente... e como foi o resto da viagem? Bem, foi no piloto automático! Tenho uma EDsperanca, em achar nosso companheiro responsável, o que vc acha?

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkkk!!! Eu aprendo muito nessas viagens com vc...quase um coaching! Então...a Edsperança também começa a fazer muito sentido pra mim...acho que devemos colocar ela à prova!

    heheh..beijos Nubinha!

    obs: parabéns pelo primeiro post no blog inteiro!

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